quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Férias por Ansião, Agroal e Algarve

Boas férias em 2009 na casa rural e Algarve. Há anos que não gozávamos assim umas férias...
Por Ansião, Agroal, Algarve e  Moita Redonda. 
Fomos como de costume até à nossa terra-, pena ou sem ela, as festas já tinham acabado. 
  • À nossa espera um arroz de cabidela como só a minha mãe sabe fazer, divinal! Presenteia-nos sempre com um bolo magnífico, não resiste a guloseimas.
No dia seguinte tínhamos convite para almoçar em casa do Tio Zé e da Tia Emília no Pereiro de Baixo. O repasto, mesa farta de leitão do "Bigodes", muito bom mesmo, dos melhores que tenho comido!
Seguiu-se o convite para o Pereiro de Cima agora na casa do Tio João e da Tia Zézita. Degustámos um esplêndido cozido, tinha havido matança, possivelmente a última, tudo é muito trabalho disse o tio. Seguramente um saboroso cozido à Portuguesa feito à moda antiga. Quanto a nós só faltava a farinheira, enchido que não gostamos de prescindir.
Passámos quatro dias sozinhos na casa rural . Não se podia com o calor à noite e o barulho da bichesa, grilos, cigarras...
Era tanto calor que tivemos de dormir em quartos separados com as janelas abertas a ouvir até à uma da manhã o som inesquecível suave do "Oceano Pacífico". Não fizemos as tarefas todas que tínhamos programado. O tempo passou sem darmos conta. 
Do melhor mesmo sair do quintal mesmo ao escurecer por volta das 9, a falta de luz no terraço torna tudo muito escuro...despir à soleira da porta por entre resquícios de luz é fenomenal e saltar para a banheira para um grande banho. Já na cozinha o confeccionar o jantar ao som de outra telefonia. Depois da cozinha arrumada, refrescar na estrada, noite escura sob a luz das estrelas sentada no rebate da porta, não se passa nada, apenas se ouve a bicharada.
Convidámos a família, oferecemos um almoço na adega. Sardinhada na casa rural da Moita Redonda com tios do Pereiro , Zé ;Emília, João, Zézita; Acácio e Benilde.
Tivemos o trabalho de limpar as teias de aranha e aranhões, demos cor às madeiras das arcas e dos pipos velhos, redecorámos as velharias e alfaias suspensas sobre as traves de madeira. No janelo cortina de estoupa com renda azul que bordei. Deslocámos a mesa grande de madeira com os bancos corridos e outra mesa redonda, eram 11 pessoas.
O banco de carpinteiro e a arca grande serviram de apoio, nada faltou. 
Começamos com os acepipes, queijo fresco com trago a pedras de sal, queijo curado do Rabaçal, caju, passas de uva e o vinho do Porto da Mó. Seguiu-se a sopa de feijão verde com tomate, uma delícia.
A sardinhada com boa salada e batata cozida. 
Por fim o famoso Pão de Ló feito pela minha mãe, aguardentes e café. Todos gostaram.
 


Um outro dia fomos até ao Agroal -, de cara lavada, apesar de ainda não estar tudo pronto, havia muita gente, e muito menos moscas...
A minha linda mãe, tomara eu chegar à sua idade  e ter assim um belo corpo!
Levámos piquenique, comemos sob o olhar dos demais que comiam sandes e frango de churrasco sobre os joelhos enquanto nós bem acomodados na nossa mesa tipo malote, degustávamos o farnel, não faltou o cafezinho...levo sempre o termo com água quente. 
 
Também a praia fluvial do Mosteiro estava repleta, gostámos do banho. Ainda vimos um carro deslizar, por o condutor não o ter deixado engatado, se não fosse o muro de cimento armado, tinha sido uma catástrofe.
De regresso a casa, a filhota iniciava as suas férias e no dia seguinte seguimos rumo a desfrutar o Algarve!
Bem haja a minha irmã que nos proporcionou esta estadia,  alugou a casa e deixou-nos mais cedo, ficámos até dia 30.
Saudades do prazer de andar descalça sobre as falésias desde a praia dos pescadores em Albufeira até à praia de Sta Eulália...tantas praias, Inatel, Azul, Alemães, Aveiros, Oura. Tantos dias passados ainda sinto a planta dos pés a latejar. Paisagens magníficas, contrates de argilas amarelas, calcários ocre e gesso lilás.Arribas deslumbrantes, esculturas feitas pela erosão e as ondas do mar, autênticos óculos abertos no topo das rochas a imitar as rosáceas típicas dos monumentos góticos. Percorremos todos os carreirinhos, encontrámos muita gente a fazer o mesmo. Areias infinitas em contrates de grão, ora fino ora mais grosso, pedrinhas muitas, e rochas com aberturas a imitar arcos...viajámos em barco a motor desde Albufeira até à praia da Coelha, onde o Cavaco Silva tem a sua casa de praia, foi delirante observar do mar a costa, entrar nas grutas, apreciar retiros de praias únicas, pequenas, quiçá particulares...adorámos!
Com o programa Polis -, Albufeira mudou de cara, o miradouro foi reformulado com varandim em inox, bancos sob telheiros em ripas de madeira para enganar o sol e escadas rolantes, sempre cheias de gente vestida de todas as cores. 
A baixa repleta de bares superlotados de pessoas, música, vendedores de artesanato, caipirinhas, capiroskas, mujitos, sorvetes com palhinhas de metro...filas enormes para os táxi. Não resistimos comer "Fish and chips", escolhemos por mero acaso um bar no centro da praça, muito típico todo feito com a madeira de um barco que deu à costa, gostámos do empregado, simpático. À noite visitámos o Museu de Arqueologia na parte velha. Esperava encontrar mais artefactos...
No último dia fomos até Vilamoura. 
Percorremos a praia desde o molhe da marina até à praia da Falésia, uma imensidão de areal a perder de vista, vê-se metade do Algarve!
Cansativo ouvir o sotaque dos vendedores brasileiros, "Olha a bolinha"" Língua da sogra" " Pastéis de amêndoas", tantos que o corropio de vaivém incomodava, fomos embora.
Tínhamos a rota traçada para ir a Loulé almoçar, caro mas bom, sargo grelhado.
A vila preparava-se para a festa a" A Noite Branca", as ruas engalanadas com grandes faixas de cetim brancas, máscaras de teatro, montras, coreto, muitos palcos espalhados para espectáculos, no recinto do castelo estavam a idealizar um bar tipo marroquino com camas, almofadões. 
 

Aproveitei e tirei à socapa uma foto deitada num crocodilo em madeira.
 
Gostámos da vila, do mercado ao estilo árabe de torres com abóbadas, original, muito bonito.Uma rua de comércio toda coberta com toldos de várias cores cortados em triângulo em jeito de velas, presos nas casas que servem para cortar o calor tornando o ambiente sedutor no contraste com a calçada portuguesa de lindos desenhos.
O calor apertava, decidimos ir a banhos a Quarteira...não gostámos, embora tenham havido melhoramentos, a zona da lota está na mesma, muito lixo, tudo muito mal amanhado, mistura de anexos e casas velhas com empreendimentos novos.
De regresso a casa Forte de S. João, apreciámos a Quinta da Balaia e Montechoro. Estacionámos fomos a casa e de seguida quisemos ainda ir dizer adeus à nossa praia de todos os dias. 


Sempre a pé até Albufeira onde tomámos  um banho muito bom, o mar estava demais, saímos ao anoitecer da praia -, foi de arromba a despedida das mini férias algarvias...
Sem antes lançar um último olhar de soslaio para os lados de Vila Real de Santo António...
Deveras cansados, à noite apenas demos uma volta ao quarteirão para dormir melhor. Acordámos de manhã cedo e durante 2 horas limpámos tudo e viemos embora. 
Foi uma viagem espectacular, nada maçadora. Incrível viemos almoçar a casa.
Foram umas férias a não esquecer!
Ah, tinha levado uma caixa com figos pingo mel de uma figueira que plantei no jardim da casa da minha irmã, comeram-se alguns, os outros com o calor começaram a ficar com mau aspecto, decidi secá-los, afinal estava no Algarve... Resulto de passas muito boas.Não gosto de deitar nada fora. Será um defeito?

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