terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Troca de conversa com o meu amigo MD

Em primeiro lugar, os meus parabéns pela conclusão do 12.º ano.
Agora aconselho-a a prosseguir o ensino superior. Tem tempo disponível, tem capacidade e tem vontade, não precisa de mais nada! Força. E porque não tirar o Curso de História? Podia ajudar-me nas pesquisas sobre a História de Ansião, e pode acreditar que há muito por descobrir e divulgar. E você aí em Lisboa, tem um manancial de espólio a pesquisar, quer na Torre do Tombo, quer na Biblioteca Nacional. Nem imagina?
Concordo, por inteiro, com as suas críticas-desabafos relativamente aos novos donos da Quinta de Cima. Relativamente à estrada que fala é provável que ela se dirigisse directamente ao Pontão, mas mais para Nascente (antiga estrada real, de que encontrei uma ponte romana, semi abandonada, quando andei a fazer a monografia de Chão de Couce). A casa da Chaminé de que fala foi a antiga Casa da Câmara de Chão de Couce (tendo ainda aparecido lá um livro de contas referente a Pousaflores que está na posse da Câmara de Ansião). Quanto aos limites da Quinta de Cima também tem razão, ela chegava à agora chamada Quinta de Baixo.
A propósito de investigação histórica de que lhe falava acima, envio-lhe, em anexo, um bocadinho do 1.º mapa de Portugal onde está Ansião (repare na grafia do mapa). Infelizmente não tem as estradas, apenas as linhas de água mais importantes.
Imagino que não tenha ido o fim de semana a Ansião por causa do tempo (pelo menos aqui pelo norte não está nada seguro: ora chove, ora "estrebanta" como se diz em Ansião! De qualquer modo, eu em princípio agora só irei no fim de semana 12 e 13 de Dezembro. Sempre que for, dir-lhe-ei, porque pode haver a sorte de uma coincidência por lá e assim poderemos fazer aquela diligência do Mosteiro de Ansião (não acredito que ele tenha existido até ao século XIX, se não teria de ter visto já referências mais explícitas a ele. Mas tenho alguma novidades bibliográficas para si... Ficam para uma próxima comunicação, que é para continuar a ter vontade de ler as minhas palavras).

Eu não digo que é uma "caixinha" de surpresas!?Gosto da sua etnia (fenícia, anh!?...) mais do que da "comandita invasora" de há dois séculos atrás!
Quanto à visita à Quinta de Cima, acho que eles se enganaram na pessoa que escolheram, mais valia ser guiada por si, que ainda conhece todas as histórias melhor que eu! Não sabemos ainda se temos autorização para entrar no palacete, mas se tivermos, com certeza que lhes mostrarei o quarto do "Sr. Malhoa" e alguns dos seus quadros que lá estavam, e mesmo fora, informá-los-ei dos amores que lá viveram D. Leonor de Teles (na altura, a flor do Reino!) e D. Fernando (acho que foi lá que fizeram o rebento que tanto estrilho havia de dar na nossa História - D.ª Beatriz). Quanto aos amores de Leonor Teles, com o Conde Andeiro, naquele sítio (para mim é novidade! Onde leu ou ouviu isso? O mesmo para a lua-de-mel entre D. Sancho [qual deles?] e D. Mafalda [?]). Na próxima mensagem, explique-me isso muito direitinho, está bem? Vou preparar uma cronologia e um pequeno texto sobre a Quinta de Cima que lhe enviarei também!
Quanto as fotos desses caminhos do Escampado (era de lá o meu pai), tem razão, tem o perfil de uma calçada romana. Qual o sítio exacto desse caminho?
Relativamente a estradas romanas no concelho, há uma perto do Vale de Boi, que nós (quando andava na Universidade de Coimbra, com os meus 20 anos) impedimos que fosse coberta de alcatrão pela estrada de Ansião a Santiago da Guarda (no tempo da presidência do Dr. Higino que bem aborrecido ficou comigo, mas já lhe passou) e assim é mais um motivo de interesso histórico do nosso concelho. Pena que habitualmente esteja com silvas e mato (mas trata-se de um troço bem conservado de uma estrada romana, caminho de Santiago). Também tenho de lhe revelar umas coisas para a compensar daquilo que me vai revelando...




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