terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Matar saudades de coisas velhas na casa rural ...

Caixote corrido em jeito de banco, por dentro dividido.
 
Cabaz de verga guardador de sonhos e mágoas
tapete de tear, trapos de cores garridas
peixes a fazer lembrar o mar, e o sino p'ra acordar...
alegrias que teimam em não voltar!
pedras na cesta de junco
missais caducos!
loiças dos avós
vidros casca de cebola
naperon da feira da ladra
livros antigos
azados em barro
 
fotografias do passado
 charme do cinzeiro...
incrível é mesmo recordar!
penso em ti como estarás?
bem ou mal, tanto me faz!
depois de tudo e de nada...
agora é tarde demais
no enfrentar novo destino!
melhor refúgio o campo, a casa, o mar, para somente meditar!
acordar para a realidade da minha existência.
existe algo com medo de enfrentar,talvez por isso me andei a esconder
pouco ou muito...um dia tinha de acontecer...
perdoa-me,se perturbei o teu estar
não foi intencional
apenas o cansaço de reprimir vontades
fingir e fugir do que sinto
mas vou mudar tentar mais uma vez ,sempre!
até conseguir ser eu outra vez.
reconforto a alma no relembrar a casa rural
 prateleira no lixo, recriada , lavada, enfeita a cozinha
 lata de rebuçados, doce conventual d' ovos de Portalegre
cobertura de glace que o JCalou ofereceu para todos saborearem...
não é que fossemos todos virgens no prazer de tal sabor tão requintado
verdade!

 
 louro no boneco da fábrica  Bordalo Pinheiro
almofariz de madeira, o meu primeiro
 açucareiro da fábrica de faianças de Ansião
 ao lado do primeiro frasco de colorau
saudades de ontem, e hoje, afinal de todos os dias
as minhas flores, como estarão?
nunca me desiludem, esteja frio ou calor, há sempre uma aberta à minha espera!
como estarão as novas que plantei?
as hortenses e roseiras?
será que sobreviveram às intempéries do inverno?
de certeza para a semana as vou ver, e elas a mim !

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Arquivo do blog