quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Roubo na casa rural...em 2009

Faz um ano que assaltaram a minha casa rural.O ano passado quando entrei em casa, senti algo diferente!
Atónita demorei segundos para perceber que tinham assaltado a casa rural. Levaram peças de faiança, e Sacavém, cataloguei o roubo de 50 peças: pratos, travessas, terrina, chávenas, bules, açucareiros, conjuntos de sal e pimenta e azeiteira. Notório o interesse nessas peças.Não estragaram absolutamente nada, nem deixaram gavetas abertas. Poucas peças ficaram desarrumadas, indecisos se as deveriam levar, acabaram por abandono-las fora do seu lugar. Senti o vazio, uma tristeza por não ter mais de volta as minhas peças que fui comprando ao longo dos anos, que me ajudaram a sobreviver depois do caos dos últimos anos, em que se tornou a minha vida...Olhar para elas era reviver uma alegria momentânea, saborosa quando delas tratava, retocando as maltratadas, mudá-las de lugar, trocá-las com as da outra casa... eram minhas, gostava delas e agora não as tenho mais..

Remediei no lixo de caixotes guardados onde encontrei muitas peças em esmalte rotos e barros, compus novamente o estilo da decoração. Aparentemente ficou preenchido, numa forma diferente.Mas não posso voltar a cair no mesmo erro em ter peças de valor estimativo e emocional para voltarem a ser de novo saqueadas. Foi um ciclo que se fechou!
O mês de Fevereiro foi rico no tema!No fecho de ciclos de vida! Quem diria? Há que virar a página.
Outra vez e tantas as que forem necessárias para não não dobrar e cair na penumbra da solidão...
Novamente...Acreditar que não volta a acontecer... Incrível em Agosto dei conta que também levaram o bacio de Sacavem que estava dentro da minha mesinha de cabeceira, empenada, que abriram e voltaram a fechar. Não foi gente qualquer, foi gente  com uma  criança que entrou no tardoz por uma pequena janela da casa de banho, apenas o cortinado da banheira estava no chão, tiveram todo o tempo para  escolher o que quiseram furtar, não seria gente inteligente(?), deixaram o vidro de dentro do açucareiro de casquinha, supostamente nunca antes apreciaram uma peça de requinte. Meses mais tarde fui à feira de velharias de Miranda do Corvo , e numa banca vi um prato raro igual ao meu, fiquei com a nítida impressão que o produto do roubo foi para revenda na especialidade. 

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