sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O metro de superfície em Almada

25.06.2008

Apesar da aprovação do Metro de superfície para a cidade de Almada, contudo nem todo o traçado mereceu o consenso por parte dos moradores cujas casas iriam entestar com os carris.
Refiro-me à zona da Ramalha, junto à capelinha de S. João, padroeiro da cidade.
  • O povo uniu-se, encetou medidas cautelares exigindo que o trajecto fosse alterado. Mais, como medida de protesto, colocou placas de venda nas suas casas, cujo número de telefone era o da Câmara Municipal de Almada. As obras foram suspensas, com os consequentes prejuízos e inconvenientes para todos. Como diz o ditado “ O difícil é agradar a gregos e a troianos…”.
Seguiu-se um longo interregno de negociações entre os moradores, a Autarquia, a Direcção do Metro e o Governo. Desta forma, promoveu-se a colaboração com todos os interessados na qualidade ambiental das zonas envolvidas e na vida dos moradores.
No final, o povo concordou com as alterações do trajecto, visto que sofreu algumas melhorias.
  • As obras recomeçaram em várias frentes, de forma a colmatar o tempo perdido.
No momento actual, os protestos são outros, de ordem económica.
Lamentam-se sobretudo os comerciantes, com os passeios e estradas esventrados, aluimentos de terras, máquinas e trabalhadores por todo o lado.
É uma azáfama desenfreada. Queixam-se que a clientela fugiu.
  • Não há dúvida que o Metro de superfície é uma mais-valia como alternativa ao já vasto leque de transportes públicos que a cidade oferece.
Apenas o seu traçado inicial mereceu críticas por se vir instalar num território já estruturado num plano urbanístico, que não contemplava tal infra-estrutura. Assim, desta forma participada, vamos ter, finalmente, o Metro sobre os carris nos vários traçados.
  • Depois do caos, a bonança, a autarquia soube atender as revindicações dos seus munícipes, privilegiando o artigo 66º da Constituição da República.
Assim, o Metro já é encarado como mais uma infra-estrutura moderna necessária, e, a partir de agora, nada mais impedirá o progresso da cidade de Almada.
  • Bem-haja a todos os envolvidos, principalmente à Autarquia pelos esforços desenvolvidos neste projecto, agora concretizado.
Viva a aposta futurista e outras que se sigam.
Viver em Almada é sinónimo de modernidade e de equilíbrio de interesses.
E o que tenho vindo a sentir!

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