sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Velharias em vários sitios no mesmo fim de semana

No sábado passado rumei como vem sendo um hábito até à feira-da-ladra. Levamos na cabeça que é mais um passeio para ver pessoas e objetos, mas compramos sempre alguma coisa.Almoçamos numa tasca a descer em direção a Santa Apolónia com a nossa filha, as sardinhas estavam melhores que nos Santos populares, não faltou o bom vinho tinto, o queijo e o bolo de bolacha. Aproveitamos caminhar para descongestionar um pouco, afinal tínhamos comido que se farta, pegamos no carro e fomos até ao Beato ver a exposição de antiguidades, a nossa primeira vez naquele local. Nunca ligamos importância aos convites, desta vez atrevi-me em ir e não ficamos nada arrependidos. O convento é interessante, aquilo que se pode ver, quanto aos expositores havia uma demasia de ourivesaria e porcelana chinesa, em desfavor da faiança portuguesa.
Adorei três bules de caldo de Coimbra, um em esponjado tons castanho, outro com flores e ainda outro que era uma meia lua com um olho em azul, lindos.O preço estavam marcados 330, fazia 270€.
Curiosamente vi um prato semelhante a um meu, com a mesma pintura, só que enquanto o meu é todo em tons de azuis, este com tons em amarelo e ao centro um círculo com motivo vegetalista.
No domingo em Oeiras o sol encobriu-se, não me apeteceu andar no passeio marítimo, aproveitamos a feira, fraca onde comprei umas coisitas insignificantes e umas cangalhas de mula em cabedal com a armação, vinda do Alentejo. Saiamos a correr a chuva começou de repente a cair grossa. Chegados a casa sentia-me ansiosa, enquanto o meu marido foi à rua buscar pão fresquinho para o almoço e ainda mousse de chocolate, o repasto soube-nos que "nem ginjas" no mote para voltarmos novamente a Lisboa, mas agora de barco. Lindo é a travessia da Trafaria para Belém, magnífica, uma vez chegados demos conta de uma corrida de carros antigos que partira da Figueira da Foz estando a chegar-, um Peujeut de 1914 do Museu do Caramulo,  um Singer inglês cor de vinho, tinha levado um beijinho no pára- choques de trás um Ford, um Bentley...Cheirava a dinheiro e muito, e os atrelados para levarem as vedetas de volta ao Museu, aqui e ali trocavam-se e-mails e gravavam-se nºs de telemóveis.Gente de estirpe, bem vestida para a ocasião.
Apeteceu-nos dar uma volta pela feira de velharias de Belém, muita gente num vaivém desmesurado, ainda convenci o meu marido a comprar um prato de faiança.
Por fim fomos ao CCB ver a exposição temporária do Artur Jorge, lá estava ele, sem bigode, com aquele jeito de subir um ombro para dar ênfase à voz e na resposta a uma apreciadora de arte que atrevidamente o questiona"diga-me como é possível desfazer-se destes quadros?" ao que ele responde na sua pose "Bem, sabe, como lhe hei-de dizer..."
Não sou muito apreciadora de arte contemporânea, confesso não gostei de nada. Ainda uma senhora de idade, parecia conhecedora, dizia para uns, este quadro está barato...só gostei da moldura, em platex natural com uns borrões de massa granulada e ainda outros de tinta vermelha, aqui e ali meio colado umas tiras de papel pardo...Pois, é arte!
Grande fim de semana, como há muito não me divertia, a caminho do barco o pôr do sol era de extasiar, ao longe um grande paquete a caminho da barra, milhentos flashs a disparar ao segundo...Saudades de brincar com o barco de fabrico alemão com sobradinho em ripinhas e sofás de cabedal verdes!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Arquivo do blog