segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desencanto político por terras de Ansião ...

Decorria o ano de 2006, ao ler o Serras de Ansião apoderou-se de mim o desalento com algumas notas de reportagem...transbordou o meu bom senso, dormi mal, revoltada com um concelho que adoptei como meu, por nele ter vivido até aos meus 20 anos, também pelos mais de 29 de ausência permanente imposta pelo mercado de trabalho.
  • No entanto esta terra esteve e estará sempre presente em mim.Gosto de aproveitar as valências do concelho redescobrindo caminhos outrora percorridos a pé ou de bicicleta com a minha irmã por aldeias hoje quase abandonadas, património esquecido, outro vendido, vandalizado , adulterado, saberes do povo já perdidos, e tantos outros saberes...
Prefaciando o estimável Dr. Isaltino de Morais que por nunca ter sido sua fã tenho de admitir que o seu artigo há dias no jornal 24 Horas me fez mudar radicalmente a minha opinião sobre o mesmo.Não querendo reproduzir o texto, apenas dizer que todos devemos ser intervenientes direitos nas decisões opinadas pela gestão camarária, fazendo-nos ouvir em criticas construtivas porventura assim os erros serão cada vez menores.
  • Voltando ao nosso Serras cansei da constante afirmação do trabalho bem feito pela actual gestão camarária.É de loucos não aguento mais, mas tem feito o quê?
Sinceramente……lá vêm eles com a piscina, o …a...mais não sei o quê…
Meus senhores!
  1. Sou do tempo que tivemos um presidente de Câmara Dr.Higino , que se não me falha a memória, começou por ser padre, dizia o povo que baptizou a que viria a ser sua esposa...estas coisas nunca se esquecem,oriundo de Santiago da Guarda.No seu mandato teve a brilhante ideia de instalar o estaleiro municipal na Mata Municipal, para o efeito mandou cortar árvores seculares.Valeu na altura a mui estimada Sra.D.Maria Amélia, filha do Dr. Rego donatário da Mata que aflita com o propósito inusitado interpôs uma acção a que hoje damos o nome de previdência cautelar, era miúda não sei os detalhes.
O que sei é que conseguiu que a obra não evoluísse, no entanto as árvores já não se podiam transplantar. Para colmatar o erro, mais tarde foi construída no local a piscina municipal ao ar livre sob tão deslumbrante vegetação.
Bem as estórias ainda não acabaram.
  • Anos mais tarde, outros iluminados acharam que a piscina não reunia as condições mínimas de segurança, já tinham morrido pessoas era perigosa etc.
Pergunto?Algum dos ilustres iluminados alguma vez frequentou a piscina?
É que eu, sim, durante anos nas férias sempre lá fui e era giro, por lá encontrei malta de Almoster, o Abel Barros e outros.

Esta conversa toda para dizer que a piscina era boa, apenas precisava de ter uma vedação adequada e meios de salvação presentes como cordas, bóias.Se tal existissem, porventura não teriam sido palco de acidentes mortais.Agora destruí-la para fazer outra coberta, aquecida , caramba, é demais!
  • A vila  de Ansião precisa de crescer - duas piscinas era bem melhor do que apenas uma.
Que porventura poderia nascer noutro local, como por exemplo nas Lameiras com toda uma envolvente verdejante, aprazível para o lazer junto ao nó do IC8, ao longo da ribeira.
Não concordamos todos que as entradas da vila são de uma precariedade atroz, teria sido o local ideal .Também para o escoamento das águas, tendo o rio Nabão a seus pés que em Ansião se chama ribeira só no Pessegueiro lhe dão o nome de rio, vamos lá a saber o porquê.
  • Isto de ir a banhos já vem de trás. Eu e a minha irmã íamos de bicicleta até à nossa Lameira que confira com a ribeira, na altura tudo à volta eram milheirais.Gostávamos de ir de bicicleta  e na ribeira tomar banho, refrescar nas calmas águas envoltas em flores brancas dos agriões.Muita sorte de nunca termos sofrido quaisquer acidente, porquanto a dita ribeira está infestada de poços de pedra feitos no leito da mesma junto aos muros das fazendas para armazenamento de água no verão para as regas. Mérito nosso, de os descobrir sozinhas.
Pronto, mas agora já não há nada a fazer.Aguardar para que a mesma seja reinaugurada.
Espero que o Povo depois não venha dizer que a instalação de canos correu mal, foi a Eng.ª de… como antes aconteceu com o Pavilhão Gimnodesportivo.
Ah, eu pude observar que a cobertura em paralelepípedo de pedra banca não cobrem até ao remate do passeio a referida parede dando um aspecto de imperfeição, mau acabamento para não dizer desleixo do construtor.
Se é política camarária de 20 em 20 anos destruir para renovar, persistindo nos mesmos erros, assim nunca deixaremos de ser uma vila azeda em que nas tardes de domingo não se vê vivalma como disse um belo dia o jornalista João de Ruão nos anos 40 do século passado.Pior, é que no século XXI continua tão igual.
Caso para Pensar!

Infelizmente para mim e pessoas como eu que gostam efectivamente de Ansião, gostaríamos que nas décadas vindouras algo mudasse.Sabendo que a maioria dos roteiros turísticos vão beber à mesma fonte sem averiguar, vamos ficar sempre na "cepa torta".
Mas também havendo novos roteiros, corre-se o risco de pessoas entrevistadas na própria vila, denotarem cabalmente desconhecer mesmo do mais elementar da sua terra.
Falo do que sei.De tanto falar da minha terra, um colega umas férias atreveu-se a visitá-la.
Chegado ao posto de turismo que na altura funcionava junto ao padrão, perguntou os locais de interesse para visitar.Resposta pronta na ponta da língua e num gesto de apontar com o dedo...ali em baixo é a Ponte da Cal...
Será que alguma vez foi digna de ostentar  placa  com o topónimo?
  • Continuo a sentir desencanto político, elegem pessoas com 2 dedos de testa no poleiro por terras de Ansião...

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