quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A relação entre conceitos

Apetece-me abordar esta temática mui querida com a variante de demonstrar as relações entre os diferentes conceitos...
  • Cultura Tradicional; Arte: Estética: Cultura de Massas; Memória Colectiva; Tradição e Conforto.
A Grécia é considerada o berço ocidental da arte de esculpir, desde o séc.10.A.C, em mármore e bronze.Tinham a pretensão de copiar a realidade da forma artística.
Embora a escultura seja usada para representar qualquer coisa, ou coisa nenhuma, abstracta, o intuito maior é representar o corpo humano, ou a divindade antropomórfica.
  • Na Europa ocidental, no Paleolítico Superior foram encontradas, estátuas de pedra e marfim, sendo a mais famosa a Vénus de Willendorf, calcula-se que tenha 25.000 anos.
Todos os monumentos megalíticos da Europa ocidental traduzem a arte de modelar a pedra, pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes.
  • A arte para o artista, não era mais que uma cópia, mas um meio de interpretar a realidade.A arte é a expressão máxima do momento, seja ele histórico ou pessoal.
  • Na cultura popular, primitivamente enraizada no artesanato, por uma etnia, como a cerâmica, no ex-líbris o “Galo de Barcelos”, e os “Bonecos das Caldas” reconhecidos mundialmente, pela intrínseca publicidade na sua divulgação, é vendido nos Postos de Turismo, como souvenirs, com incidência nos centros turísticos, como Lisboa e Algarve.
Dessa forma esse artesanato afinal, tão simples, e ao mesmo tempo tão rico, pela cor, pelo simbolismo, traduziu-se ao longo dos tempos em ganhar o seu próprio terreno, instalando-se em definitivo, no meio, como sendo uma das mais ricas culturas de massas, que extravasa fronteiras, na aquisição pelos turistas, publicitando o País.
A evolução ao longo dos tempos da arte, nas diferentes expressões artísticas, originou o seu acesso, apenas a algumas elites, e também pelo alto preço que as obras atingem, nos leilões e encomendadas de autor.
  • No entanto, está ao alcance de cada um de nós, através de um clic, no Google, Museus, Antiquários, Leiloeiros, Média e outros.Qual, a vila, ou cidade, em Portugal, que hoje não tem um Museu, um Fórum, ou Centro Cultural, que incentiva, através da publicidade da agenda mensal, rádio, e dos média, o despertar, na cultura de massas.
Na essência da sua praticidade, nas visitas a exposições permanentes ou temporárias em Galerias e Museus aos domingos de manhã, grátis para o público, pude apreciar na Gulbenkian, a obra de Amadeu de Sousa Cardoso, nos vários palácios municipais, culminando com a expressão máxima de arte contemporânea, colecção privada de Joe Berardo no CCB.
A arte praticada pelas variadas etnias, ao longo dos séculos, permanece como memória colectiva, na evolução e no confronto de influências, pela rápida acessibilidade que todos temos à mesma, só possível pelo progresso da informática, dos media, e da globalização.
  • Estamos a um clique, das famosas estátuas da Ilha de Páscoa.
Assim é possível verificar-se o nível estético das peças apresentadas, a sua relação entre as diversas expressões artísticas.
Desta forma cada um de nós desenvolve a sua paixão pela arte escolhida, no meu caso, a escultura, pela extraordinária exuberância das suas formas, da sua textura, dos veios impregnados de materiais diferentes, que perfilham muitas vezes figuras ou pensamentos, que me fazem vibrar, de exasperação.
  • Nos meus estados de melancolia, procuro refúgios isolados, onde predominem pedras, muitas pedras…, na incessante procura por vestígios das que foram esculpidas pelo homem à milhões de anos, e também das outras, que o tempo e a erosão, esculpiram tão copiosamente, atrevendo-se a rivalizar quiçá com o maior artista...
Hoje, existem meios ao alcance de todos, para se poder exercer, ao confronto da evolução técnica dos artistas, na cultura popular tradicional, chamada artesanato, quer na cultura estética, mais artística, tecnicista e abstracta. Dos conceitos expressivos, de formas simples, polidas, pelo aspecto luminoso, a sensação táctil da obra, quando observada, fazendo crer em muitos, mas sobretudo no meu, imaginário romântico e sensível que a mesma está viva.
Aliando desta forma o gosto pela tradição, no apreciar e de contemplar infinitamente a beleza e o clamor da arte, nas suas vertentes, artesanato, arte do povo, quer a mais moderna, a chamada arte contemporânea, este confronto, de relação nas mais diversas expressões, culmina, no gosto e conforto da casa de cada um de nós, com a vivência de pelo menos uma obra ou peça. 
  • Aliando assim o prazer de adquirir a peça se, esta se encaixar no orçamento familiar.
Depois da exaltação maior que demonstrei pelas pedras, confesso que algumas preenchem as minhas estantes, pela singularidade, raridade, mas acreditem, pela paixão que as mesmas exercem em mim.
  • A escultura é representativa de Cultura, como instrumento para a felicidade, como uma arma para o civismo, como via para o entendimento dos Povos.
Conceito de ARTE: A palavra (deriva do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objectivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores. A definição de arte varia de acordo com a sociedade e a época. A mudança verifica-se conforme as necessidades de cada civilização, que pode separar ou não a arte, como é entendida hoje na civilização ocidental, do artesanato, da ciência, da religião e da técnica no sentido tecnológico A arte existe desde que há indícios do ser humano na Terra. Ao longo do tempo, a função da arte tem sido vista como um meio de espelhar nosso mundo, para decorar o dia-a-dia e para explicar e descrever a história e os diversos eus que existem dentro de um só ser, e para ajudar a explorar o mundo e o próprio homem. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenómeno. Arte pode ser sinónimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um carácter subjectivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, directamente, à produção das artes plásticas. Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por movimentos artísticos. A arte regista as ideias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo. Uma das características da arte é a dificuldade que se tem em conferir-lhe utilidade. Muitas vezes esta dificuldade em encontrar utilidade para a arte mascara preconceitos, contra a arte e os artistas.
Arte é um Fenómeno Cultural.
Conceito de CULTURA:O conceito de cultura tem um sentido diferente do senso comum. Sintetizando, simboliza tudo o que é aprendido e partilhado pelos indivíduos, de um determinado grupo, e que confere, uma identidade dentro do seu grupo de pertença. Na sociologia não existem culturas superiores, nem culturas inferiores pois a cultura é relativa, designando-se em sociologia por relativismo cultural, isto é, a cultura do Brasil não é igual à cultura portuguesa, por exemplo: diferem na maneira de se vestirem, na maneira de agirem, tem crenças, valores e normas diferentes... isto é, têm padrões culturais distintos.
Cultura é informação, é um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos, como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados, como também cria elementos que a renovam. O homem só se torna homem, porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura, é um sistema de símbolos compartilhados, com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.
O conhecimento e o saber renovam-se do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas produto directo da interposição de culturas diferenciadas – com o somatório daquilo que anteriormente existia.
Na percepção individual ou colectiva da identidade, a cultura exerce um papel principal para delimitar as diversas personalidades, os padrões de conduta e ainda as características próprias de cada grupo humano.
Como mecanismo adaptativo e cumulativo, a cultura sofre mudanças. Perdem-se uns traços, outros se adaptam, em grandes velocidades variadas nas diferentes sociedades.
Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas. Há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que ela decide adoptar.
Cultura é Criação… A Cultura é um Factor de Humanização!
Conceito de MEMÓRIA COLECTIVA:De que é que depende a memória colectiva de um povo?Partindo do princípio simplificado que a memória colectiva é o conjunto de factos e de conceitos que constam da memória da grande parte das pessoas, quer por experiência quer por comunicação, como é que ela se estreita e se alarga? Não será muito difícil adivinhar que na memória colectiva dos portugueses, até à unificação do último século, com a rede escolar, as comunicações e outros factores como os jornais, a rádio e a televisão, não haveria muita coisa. Episódios verdadeiramente nacionais como pestes, guerras e sismos seriam a essência dessa memória. Perdida muitas vezes no tempo, que nem sempre a tradição oral tudo transporta. Se falarmos apenas nas últimas décadas, e descontarmos os conhecimentos escolares, o que é que fica?Acho que fica pouco mais do que o que passou na televisão.Será que a multiplicação de imagens de acontecimentos conduz ao aumento proporcional dessa memória?
Tendo eu privado de perto com grande número de pessoas, das mais diversas idades, dos mais diversos graus de instrução, mas tendo em comum a rusticidade, apercebi-me sempre da sua relação com a memória (regional, local, da natureza) ser pautada pela noção de que o mundo não havia começado ontem, nem no dia em que nasceram.
E hoje, cada vez mais, se assiste ao apagar dessa base. A maioria das pessoas acha que o mundo é coisa nova, o conceito mais presente é o da novidade.
Que as televisões o façam, é esperado. Vivem do espalhafato que promovem. Mas se elas marcam assim tanto, a ser verdade o que disse acima, na memória colectiva, não restarão grandes dúvidas de que a surpresa será o pão-nosso de cada dia. Um Povo sem memória e sem alma! Não se levanta! A memória anula o abismo entre o passado e o presente. Isto, não significa, que a memória colectiva, impede a mudança, pois o que é transmitido não permanece igual. Prefaciando o autor David de Morais, “Ao tentar salvar um pouco a nossa memória colectiva, agora que o chamado progresso está a invadir o País" - , ocasião que serviu também para se interrogar acerca do futuro da cultura alentejana, num contexto em que a ruralidade começa a ficar perdida no passado”. As canções tradicionais sobrevivem na memória colectiva do povo. As Memórias Orais são charolas ou conversas, desenvolvidas de modo informal e coloquial, sobre um tema específico, a partir das narrativas sobre Temas diversos de outros tempos, trazidas ao conhecimento ou à recordação dos intervenientes por um ou mais interessados que, por terem vivido intensamente ou intervindo de modo destacado em qualquer área social, estão especialmente disponíveis para partilhar a sua experiência, de memória colectiva. Não só há uma memória colectiva: existe também uma memória pessoal. Na realidade, a memória pessoal e a colectiva não deveriam ser mais que uma. Por exemplo, as pessoas recordam-se sempre do seu casamento, enquanto que dos deveres assumidos, esquecem depressa... Recordam-se do primeiro beijo trocado, e…
Para que a nossa Memória Colectiva não sofra de amnésia...
Conceito de TRADIÇÃO:Tradição, literalmente transmissão, a palavra deriva do (latim: traditio, tradere = entregar). Tradição, mais precisamente é uma transmissão oral de lendas ou narrativas ou de valores espirituais de geração em geração. Uma crença de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações. Uma recordação, memória ou costume. Conhecimento ou prática proveniente da transmissão oral ou de hábitos inveterados. Tem-se por tradição, no sentido amplo, tudo aquilo que uma geração herda das suas precedentes e lega às seguintes. Os aspectos específicos da tradição, devem ser vistos em seus contextos próprios: tradição cultural, tradição religiosa, tradição familiar e outras formas de preconizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações. Recordando, “tive há anos a experiência inesquecível de assistir pessoalmente à invenção de uma tradição - numa olaria de S. Pedro do Corval, perto de Évora, vi serem acabadas as primeiras gerações de matrioskas russas reconvertidas, por obra e graça dos barristas locais, e das longínquas influências da arte popular soviética, nas colecções de roliças ceifeiras alentejanas, encaixadas umas nas outras consoante os tamanhos, que se vendem agora em qualquer loja de souvenirs". Questionado sobre se seriam aquelas peças, de facto, uma tradição alentejana, respondeu o artesão que "sim senhor", uma vez que, declarou com convicção, "já fazemos disto há mais de três meses". Não é difícil percebermos como, nas diversas sociedades, um conjunto de factos, de costumes ou de crenças se repete através dos anos, sobrevivendo à vida de cada um de nós e à memória das sucessivas gerações. Não é por ser antigo, por ser tradicional, que um gesto tem necessariamente valor.
Claro que a Tradição existe…
Conceito de CONFORTO:Sabem o que isso significa? É a tal “zona de conforto”, aquele estado, em que se esquece de lutar por mais, não se sente medo de enfrentar a vida de frente, de expor os sentimentos, deixando ficar tudo do modo, como está. Sem esquecer, é claro, de reclamar de Deus, e do mundo, quando o nosso quotidiano no dia a dia se torna insuportável. Para alguns, isso é uma forma de vida. Infelizmente. Como imaginamos o conforto na Casa do Futuro. Imagine que habita a casa do futuro. O conforto revelar-se-á em várias facetas da sua vida doméstica. A casa começará por libertá-lo da tirania do frio no inverno e do calor no verão. Terá a possibilidade de escolher a sua temperatura preferida num abrir e fechar de olhos, e, esta acompanhá-lo-á pela casa fora. As diferentes pessoas, que compartilham a sua casa, escolherão também a temperatura que mais lhes agrada. Também o ruído será à sua medida! A insonorização interior será igualmente selectiva, pelo que pode ouvir o que se passa no quarto dos seus filhos sem deixar que o barulho da sala os perturbe. Mas, o conforto na casa do futuro significará também maximizar, o que de bom já existe, como a iluminação ou a música. Imagine a iluminação aproveitar a luz natural, e estar sintonizada com o seu estado de espírito, e com as funções que desempenha. Finalmente, pense na música, de que mais gosta, e idolatre ouvi-la, nas suas deambulações pela casa. A todo este conforto, junte ainda mais ideias surpreendentes:
*TV que acompanha o habitante pela Casa.
* Cama só aparece quando é precisa …
* Sistema de ocultação de coisas nas paredes.
* Sanita auto limpável.
* Sofá despertador com sistema de ejecção das pessoas.
* Casa que dá recados.
Sinta uma ligeira Sensação de Conforto…nem que seja por instantes…
Conceito de CULTURA DE MASSAS:Chama-se cultura de massas toda a cultura produzida para a população em geral — a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas — e veiculada pelos meios de comunicação de massa. Enfim, cultura de massas, é toda manifestação cultural produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população; o povo, o grande público. Como consequência das tecnologias de comunicação surgidas no século XX, e das circunstâncias configuradas na mesma época, a cultura de massas desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. Antes de haver cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em oposição à cultura erudita das classes aristocráticas; em cultura nacional, componente da identidade de um povo; em cultura, conjunto historicamente definido de valores estéticos e morais; A chegada da cultura de massas, porém, acaba submetendo as demais “culturas” a um projecto comum e homogéneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos então surgentes esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder económico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passassem a ser apenas os compartilhados pela massa. A cultura em massa ou cultura popular, é a cultura vernácula – isto é do povo – que existe numa sociedade moderna. Produzida fora de contextos institucionalizados ou mercantis, teve de ser um dos objectos dessa repressão imperiosa. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interacção contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos. Justamente por ser anterior, o popular era também alternativo à cultura de massas, que por sua vez pressupunha — originalmente — ser hegemónica como condição essencial de existência. O grau de difusão, na média de um bem cultural “popular” e “popularizado” não depende mais da sua classe de origem, para ser aceite por outra, da cultura de massas.
Conceito de ESTÉTICA:A história da estética, enquanto disciplina filosófica, surgiu na antiga Grécia, como uma reflexão sobre as manifestações do belo natural e o belo artístico. Iniciou-se como teoria que se tornou ciência normativa às custas da lógica e da moral – os valores humanos fundamentais: o verdadeiro, o bom, o belo. O belo é identificado com o Bem, com a Verdade e a Perfeição. Centrava-se num certo tipo de julgamento de valor que enunciaria as normas gerais do belo. Percepção, sensação é um ramo da filosofia que tem por objecto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenómenos estéticos, bem como as diferentes formas de arte e do trabalho artístico; a ideia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por outro lado, a estética também pode ocupar-se da privação da beleza, ou seja, o que pode ser considerado feio, ou até mesmo ridículo. Assim, o processo criativo está espelhado na própria actividade artística. O belo, o bom e o verdadeiro forma uma unidade com a obra. A essência do belo seria alcançado identificando-o com o bom, tendo em conta os valores morais. Na Idade Média surgiu a intenção de estudar a estética independente de outros ramos filosóficos. No âmbito do Belo, dois aspectos fundamentais podem ser particularmente destacados: A estética assumiu características também de uma metafísica do belo, que se esforçava para desvendar a fonte original de todas as belezas sensíveis, o belo natural e o belo arbitrário (humano), etc.
A Beleza existe em Si… separada do Mundo Sensível.
Conceito de PROGRESSO:O progresso caminha constantemente ao ritmo de duas engrenagens. Faz avançar algo, esmagando sempre, coisas ou pessoas.
A parte mais importante do progresso é o desejo de progredir.
Crer-se no progresso, não significa que já tenha tido lugar, qualquer progresso.
O progresso, é a injustiça que cada geração comete, relativamente à que a antecedeu.
Se somos todos primitivos, porque o futuro está constantemente a cumprir-se, para os que vierem depois de nós, seremos sempre velhos, depois antigos, e depois primitivos. A essência do progresso, consiste no eterno insistir sobre um mesmo esquema.
Mas que progresso é esse que se baseia na eterna repetição de si próprio?
Na descoberta gradual, da permanência do esquema.
Porque a nossa duração não é apenas um instante a seguir ao outro; se fosse, nunca haveria mais nada além do presente – nenhum prolongamento do passado na actualidade, nenhuma evolução, nenhuma duração concreta. A duração é o progresso contínuo do passado, que mordisca o futuro, e vai crescendo à medida que avança.
E, como o passado cresce sem parar, não há nenhum limite à sua preservação.
Mas, se, como se faz nesta época, em que não se sabe mais pensar nem falar, dizermos que o progresso, é o movimento da humanidade, que se aperfeiçoa sem cessar, estaremos a dizer uma coisa que não corresponde à realidade.
Esse movimento não se observa na História, a qual só nos apresenta uma sucessão de catástrofes e de avanços seguidos de retrocessos. O único verdadeiro progresso é o interior.
O Progresso Material… é um NADA…
Claro é a minha opinião!

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