sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Alhandra e sub Serra verdejante a passear...

Viagem no dia 1 de Abril de 2006 .

Segui a rota da A1 em direcção à Vialonga , ai segui pela antiga estrada N1 percorrendo as várias localidades, Sta Iria Azóia e Póvoa, parei em Alverca para visitar a nova igreja dos Pastorinhos. Ouvimos to som do carrilhão.Já dentro da igreja reparei que os padres confessavam crianças que se acotovelavam na sua vez, imagem arredada de mim há muito tempo e que de repente me fez lembrar a época que se aproxima, a Páscoa ! Também eu enquanto criança , na quaresma ia á confissão para comungar no dia de Páscoa.Gostei de sentir tanta veneração em crianças de tão tenra idade, eram muitas, pareciam tão inocentes. Percorremos muitas ruas, vários centros comerciais, muito comércio tradicional ,recantos de lazer ,alguns a lembrar a forte tradição partidária esquerdista tão enraizada naquelas gentes na mostra desenfreada de esculturas de ferro tão ao gosto imperial da grande e pesada indústria representativa de trabalho árduo e mal remunerado.
Seguimos para Alhandra. A vila enquadra-se num cenário de engaixamento entre o rio, caminho de ferro e a auto estrada.Optámos por deixar o carro logo na entrada para descobrir a pé a vila de traça ribatejana, pitoresca, repleta de casario com traça antiga, ferro forjado, azulejaria variada com a zona ribeirinha quase totalmente requalificada.
Falta aproveitar os antigos armazéns e criar infra-estruturas de sucesso como restaurantes, discotecas à semelhança do que Matosinhos fez aproveitando as enormes fachadas dos velhos armazéns para seduzir o turista com lonas gigantes a anunciar, ementas e eventos...
muito agradável para passeios pedonais e de bicicleta. Muitos bancos cobertos por lonas de cor crua para dias de muito calor. Paisagem deslumbrante sobre o mouchão de Alhandra a que eu teimo em chamar de sapal, mas não o sendo ,por ser uma ilha o que difere do sapal por ter meandros de água e terra...era chegada a hora do almoço.Passámos defronte da casa onde viveu o escritor Soeiro Pereira Gomes onde escreveu o livro " Esteiros" , situa-se na quinta da Escusa, das janelas vêem-se laranjeiras o rio e a lezíria.Já tínhamos escolhido o restaurante mesmo no canto da Praça 7 de Março dia de nascimento do Dr. Souza Martins, cujo busto está patente com o pedestal cheio de flores oferecidas pelos agraciados nas suas preces. Entrámos e já era a última mesa. O repasto como não podia deixar de ser foi Sável frito com açorda e ovas raladas , houve quem quis provar as enguias fritas com arroz de grelos, de sobremesa uma soberba fatia de bolo de bolacha rematada com um bom brandy, o preço foi uma pechincha. Voltámos a caminhar mais um pouco para degustar o repasto.Tirei mais umas fotos de estilo e visitámos o Museu implantado na casa onde nasceu o Dr Souza Martins de carisma pessoal. O espólio algo pobre, com aproveitamento para relembrar outros filhos da terra que também foram grandes no desporto e tauromaquia, no r/c pode-se observar vários tipos de cerâmica outrora fabricados em Alhandra como os tijolos de 2 e 4 buracos, as telhas de canudo que na beira se chamam de mouriscas e as telhas merselha, a arte de carpintaria, miniaturas de barcos típicos do Tejo e por fim a emblemática fábrica do cimento ainda em laboração.
De lamentar falta de simbologia da antiga fábrica de descasque de arroz inaugurada em 1932 e que hoje apenas resta a sua imponente fachada.
Saímos borda fora...e fomos ver novamente o rio , as barcaças e passadiços em ripas de madeira quando a maré está alta servem de transbordo para a margem dos pescadores.
Seguimos para o sub-serra em direcção a S. João dos Montes.
Paisagem magnífica muito verdejante toda emoldurada por flores amarelas e brancas das árvores de fruto, subimos o morro onde está a Junta de freguesia, ali mesmo o cemitério uma igreja rematada com uma cruz em pedra do tempo dos Templários e uma grande casa de quinta do outro lado, em avançada fase de construção um conjunto de grandes vivendas cuja arquitectura agradável e muito bonita com remates de tijoleira antiga , lindas ...
Apanhámos logo a CREL e viemos em trânsito sossegado até casa.
Valeu a pena!
Rico passeio, rio, serra, arte tradicional e bom almoço!
Vale a pena repetir.

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