sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O poder nos media na circulação da informação

Uma reflexão sobre o que mudou no modo da circulação da informação, bem como dos seus suportes desde os primórdios da Primeira Guerra Médica em Setembro de 490 A.C. até aos dias de hoje.
Desde sempre o Homem idealizou progredir no desenvolvimento e transmissão da informação, inventando e inovando novos conceitos através de novos conhecimentos de modo gradual até chegar à era actual, a era da informação virtual, ao alcance de cada um de nós, à distância de clique num computador ligado à internet, e passamos a estar liga-dos ao Mundo terrestre e agora também a spots oceânicos quer da superfície para reconhecer melhores zonas para práticas de surf e afins, quer das profundezas, fossas e cordilheiras, diagnosticar espécies marinhas em vias de extinção e migração de tubarões com dispositivos GPS.
Um breve trecho sobre o que mudou na segunda metade do século XX. Nos anos que antecederam a segunda guerra mundial, dá-se o início um novo período ou era: a era da Informação. Aqueles que detinham maior quantidade de informação passavam a deter tecnologias que influenciavam todos os meios na escala de produção. Daí surge a famosa frase “Informação é Poder”. A primeira sociedade a avaliar e investir neste novo “bem”, foi a sociedade Russa. Devido a esta visão, conseguiram o pioneirismo na corrida espacial, lançando o primeiro satélite artificial (Sputnik). Surgem os primeiros computadores.
O computador, além de sua comprovada eficiência e velocidade na simulação de fenómenos, resolução de cálculos numéricos, estatísticos e contáveis, vai-se firmando como um excelente veículo para o armazenamento, processamento e transmissão da informação.Esta conquista levou a sociedade Americana a reavaliar toda sua filosofia acerca dos “bens” de maior valia e passou a investir ”pesado” na geração de informações através de pesquisas. A “informação” passa a ser o “bem” ou produto de maior valia nesta nova sociedade.O átomo (elemento real) deixa de ser o principal meio para o registo e transmissão do conhecimento. Entra na história um novo componente, o byte (elemento virtual), que aos poucos vem firmando a sua supremacia. Com a sua descoberta, muitos paradigmas vinculados à terceira dimensão foram quebrados.O byte, por ser um elemento virtual, está totalmente desvinculado das leis físicas que regem o mundo material. O byte é um estado (sim ou não, ligado ou desligado, aceso ou apagado). Com ele surge a tecnologia digital e se abre o portal da quarta dimensão. Todas as teorias presas às leis físicas do mundo material (movimento, espaço e tempo) perdem a sua importância nesta nova dimensão.
Hoje, vivemos numa nova era, a era das conexões. Surge uma rede de circuitos que envolvem o nosso planeta, simulando a rede de neurónios que compõe o nosso cérebro. Qualquer ser humano, de qualquer ponto do universo pode-se integrar a esta rede através de um processo simbiótico e usufruir de todo conhecimento gerado e armazenado pela humanidade.
Nesta nova dimensão ou era, qualquer um pode estar e agir “virtualmente” em infinitos lugares ao mesmo tempo. Realmente, para quem ainda não teve nenhuma experiência nesta nova dimensão, fica muito difícil entendê-la.
Neste mundo virtual, todo o conhecimento armazenado passa a estar disponível em todos os lugares e a todo tempo. Nesta nova dimensão, o homem volta a perceber que o “bem” mais precioso que ele pode adquirir é o “conhecimento”.
Hoje, o domínio dos meios que nos abrem as portas desta nova dimensão, é tão importante quanto o domínio da escrita o foi na história da humanidade. Estamos a viver o início de uma era onde a sobrevivência daqueles que não dominarem os novos recursos e técnicas de captação, transmissão e processamento do conhecimento, ficará cada dia mais difícil e impraticável em todos os ramos da actividade humana.
Há bem pouco tempo atrás, que a sociedade acordou e percebeu a importância da escrita para a sua sobrevivência. Durante muito tempo persistiu a afirmação equivocada de que a aprendizagem das técnicas de escrita serviriam somente para aqueles que fossem trabalhar em escritórios ou que quisessem ser escritores. Equivocados continuam aqueles que acreditam que a aprendizagem da informática é útil somente àqueles que pretendem trabalhar em escritórios ou bancos, ou àqueles que adquiriram ou pretendem adquirir um computador.Da mesma forma que a sociedade se equivocou com relação à escrita, muitos ainda não acordaram para a importância no domínio destes novos meios de comunicação. Nesta nova era “globalizada”, cada dia ficará mais difícil a sobrevivência daqueles que não aprenderem a beber nas águas desta nova fonte do conhecimento.

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