domingo, 16 de maio de 2010

Feira de velharias em Paço d'Arcos

Até que enfim, o sol...tinha saído de casa com céu negro, em Alcântara muita gente para a corrida patrocinada pela EDP...contra o cancro da mama...só vi mulheres, de camisola rosa, até Belém , para onde se olhasse só se via mulherio...e do bom!
A marginal é um postal ilustrado, o rio deslumbrante.
Chegados a Paço d'Arcos, difícil o estacionamento.Finalmente conseguimos arranjar um lugar. 

A feira como sempre, grandiosa com muita qualidade, artigo caro também !
A minha querida filha ligou, de fim de semana na terra, estava de volta das flores da casa rural, lastimava-se que o chorão estava enorme e não conseguia espetar um pau para o suster do vento, a terra estava muito seca...
  • O caricato deste dia, foi a compra de um prato de faiança de Coimbra. A primeira vez que o vi,foi nesta nesta feira, já lá vão meses...o meu marido reparou nele, aí desatei a falar com o vendedor - perguntei novamente o preço, reparei que tinha baixado, conversa puxa conversa ...inicialmente pedia 25, hoje 10€, para se ver livre dele perguntou-me se o queria por 5 €...não resisti!
Muito gasto, sobretudo no motivo central, uma andorinha. No meu jeito vou restaurá-lo, afinal é um prato de faiança de Coimbra- pensava. Mas não. Trata-se de faiança de José Reis de Alcobaça...a bordadura azul singela deu o mote!

Também comprei um lindo e altivo jarro de vidro branco da Marinha Grande, cinzelado com monograma, uma delícia, para oferecer à minha filha, no vendedor com melhor artigo e mais em conta, esta custou 5 €. Por um euro comprei uma taça em porcelana chinesa... e uns tambores em miniatura em porcelana cobertos com couro, chamados janbés?...coisas de sorte.

O que mais gostei e não pude comprar, no vendedor que já falei dele, charmoso mais de 70 anos, com uma banca muito pequena - Adriano Maia...um lindo prato falante de faiança de Coimbra, no centro uma flor característica em manganês e no rebordo o dizer..."Gostas de mim?" Adoraria te-lo comprado...ficou-me no goto...
  • Ainda vi o vendedor com mais style da feira...alto,tipo Stallone, cabelos pretos desalinhados a tapar os óculos Ray Ban, belos braços cobertos de tatuagens,voz soberba... giraço o raças do homem!
A caminho de casa, deixamos a marginal e logo nos demos conta da multidão que enchia as matas do Jamor, tanto o fumo dos churrascos, carros e mais carros, polícia, muita policia e ainda não tinham chegado os 50 autocarros de Chaves.
Adorei ver pela primeira vez aquele cenário, de portões sempre fechados, agora abertos cheios de multidões. Mal chegada a casa, mudei num ápice de fatiota e mãos para que te quero pus-me a fazer a favada, que digo em abono da verdade, estava espectacular, regada com o tinto do nosso lavrado. Arrumei a cozinha, decidimos ir dar uma voltinha à laia de digerir o almoço,sentados numa boa esplanada bebemos um cafezinho com bagacinho..
Mais uma caminhada, roubei uma pernadita de uma sardinheira, não resisti, ala para casa para ver a final da taça de Portugal. Em grande, a equipa de Chaves, gostei daqueles jogadores, não fosse o Jade e a minha filha serem do Porto, teria torcido por eles...mas não me perdoavam!
  • De noite não dormi, às voltas com o Irs, ando com a cabeça feita num oito, tive de o vir substituir...coisas de andar com o pensamento nas nuvens...
Hoje, literalmente, não faço mais nada...
Só medito...o costume!

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