sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nada como o Porto para me valorizar e reconfortar!

Apeteceu-me em fugida ir ao Porto, se mal o pensei, assim o fiz!
Decidi usar o comboio pela 1º vez. Inesquecível a vista sobre o extenso areal de dunas em Espinho, incríveis -, com um mar em calmaria serpenteado de passadiços de madeira a perder de vista, e chalés anos 20 de cariz majestoso, mesmo os que estão em ruína-, região que já conheço pela mão da minha irmã em roteiro turístico quando trabalhou na Invicta. 
A chegada à gare de Gaia impossível não mirar o que resta da antiga Fábrica das Devezas, e lembrar a sua boa faiança e na nesga empolgante apreciar o Porto, ali tão perto...Quadro fenomenal, único com a torre dos Clérigos altaneira espraiada nas águas do Douro, de Gaia à Ribeira, debruado a barcos rebelos e de recreio, não faltam iúdos banhistas nas escadarias de pedra e gentes a deambular  pelo cais, no contraste pequenos areais nas margens cortados pelo verde dos relvados sem igual, adorei!
Cheguei a Campanhã com tanta emoção faltam-me as sábias palavras pelos momentos sublimes e inesquecíveis de suspense em saborear o Porto mais uma vez!
Fiz-me chegar vestida de seda com florzinhas a 13 de julho de 2010 escondida com óculos de sol para não encadear com  a cor da moda, lima !
Visita breve pelo shopping com compras para um piquenique volante a saborear a vista sobranceira sobre o Porto de Leixões, não faltaram cerejas e morangos frescos, e bolos delicados de massa finíssima que se esfarelavam nas mãos, sem pudor ainda assim atrevidas e sorrateiras também no decote do vestido...Munida de bilhete  para uso de todos os transportes na cidade fui até Matosinhos com uma breve paragem na frente marítima que se mostra de arrasar, aqui já tinha estado há 3 anos, cidade linda com o sol no convite a desfrute até ao Castelo do Queijo, Passeio Alegre, Parque da Cidade e em reviravolta já em hora de ponta de novo a caminho da Avª dos Aliados e de novo Campanhã...De valia nenhuma, pois perdi o comboio ...Jamais esquecerei...
Podia ter sido em três cidades, escolhi o Porto! 
Dia inesquecível onde foi fácil aferrolhar medos e dúvidas, onde me esqueci de quase tudo; velharias,Magestic, amigos... estava bem noutra, no norte, onde o granito é rei e pronúncia forte!
Há dias que ainda bem que nos atrevemos a dar uma volta de 100º, foi o que fiz e não estou arrependida, nada mesmo!
Fui e vim. Inteira estou. Muito mais rica, nada como o Porto para me valorizar e reconfortar, para no dia seguinte em Coimbra passear na companhia da mãe!

2 comentários:

  1. Como a entendo Maria Isabel!
    Nada como uma ida ao Porto.
    Por "dá cá aquela palha" também eu faço a trouxa, e, ala que se faz tarde! Porto comigo! E a viagem de comboio é tão confortável!
    Eu que detesto guiar (se fosse rico teria chauffeur! Tal como é, limito-me apanhar o primeiro transporte público!), acabo por me deslocar de comboio, ou quando alguém faz o favor de me convidar para partilhar uma viagem!
    É uma cidade revigorante para mim ... e adoro francesinhas comidas numa casa frente ao Coliseu!
    E a arquitectura da cidade é um misto de arte e tradição, um campo tão tipicamente português (quando os incultos não põem a manápula!). Pedra, muita, de bom e rústico granito, paredes caiadas ou revestidas de bela azulejaria!
    Uma igreja em cada canto (a Sé, de meter inveja ao mais distraído, os Grilos, S. Francisco com a talha mais opulenta que conheço em Portugal), o Palácio das Carrancas transformado em Soares dos Reis, onde reside uma das melhores colecções de faiança, casas burguesas de arquitectura mais próxima da londrina, mas que vai bem com aquela luz filtrada que ilumina o Porto, uma gastronomia bem aconchegante.
    Não esquecerei um fantástico cozido à portuguesa comido ali a beira do Hospital de Sto. António! Aliás, sempre ali me servem pitéus de crescer água na boca, na última vez foi um anho com batatinhas coradas no forno que deveria fazer levantar das campas todos os mortos deste último século e, seguramente, curaria todos os doentes do hospital ao lado, e que lhes faria bem melhor que as purgas e os químicos com que os encharcam! Só a doçaria não está à altura, que aí o Sul leva vantagem, sabe-se lá porquê ...
    E a gente, algo sisuda, é muito hospitaleira! Inicialmente fechada, mas depois dá o coração, se lho pedirem!
    Enfim Maria Isabel, não poderia concordar mais consigo! Vamos ao Porto!
    Manel

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  2. Obrigado Manel
    Sempre no seu esplendor máximo, os seus comentários são invejáveis
    Quando quiser companhia até ao Porto de comboio...é só avisar com antecedência e ai vamos nós dar uma voltinha à Invicta
    Sabe, comi lá umas fatias dourada com recheio ali perto da Sé...uma delícia, a minha irmã que em tempos lá trabalhou conhecia tudo e levou-me lá

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