sexta-feira, 1 de abril de 2011

Convite para o chá das cinco...

A Primavera inspira a limpeza do organismo,desintoxicação, emagrecer...
Fazer dieta, exercício físico, beber água e complementares como chás; verde, vermelho,Ceilão, Gorreana dos Açores ou de ...
Five o´clock tea, chique pela tardinha tomar o Chá das Cinco ,curiosamente dizem inventado por uma portuguesa. Catarina de Bragança, ao que se julga pelos retratos não era bonita, tinha tanto cabelo,exibia-o espalmado, empantufado,conta-se que quando chegada a Inglaterra para casar, o Rei olhou para ela e comparou-a com um ouriço...
Com requintes proporcionais à sua falta de beleza a rainha consorte de Inglaterra e Escócia, lembrou-se de criar um cerimonial para tentar descobrir quais eram as amantes do seu marido o Rei Carlos II,por este não a procurar na intimidade.Num gesto amável convidava as damas para o five o´clock tea de todos os dias e a que faltasse estaria de certezinha "in love" na alcova com o Rei. Uma forma de saber o que, no fundo, já sabia. Instinto refinado, sem dúvida.
Além de ter introduzido este hábito de beber chá a esta hora, introduziu o hábito do uso dos talheres e do tabaco, ainda a saborearem a geleia de laranja.
Existe disputa na atribuição da sua responsabilidade pela introdução do chá, também reivindicada no ano de 1657 por Thomas Garraway que o vendia na sua loja de café em Londres na Exchange Alley.
A East India Company vendia-o abaixo dos preços dos Holandeses, publicitava-o como uma panaceia para a apoplexia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, epilepsia, pedra, letargia, enxaqueca, parálise e vertigem.
Assim, o hábito de beber chá já existiria, D. Catarina apenas o transformou na "instituição" que hoje conhecemos por "five o'clock tea".
Má sorte a da rainha nunca coroada, por ser católica, mal sabia os grandes desgostos que o seu marido lhe haveria de infringir pelo carácter muito diferente do que lhe tinham contado. Julgava-o um homem sério e virtuoso, mas era, ao contrário, um libertino em absoluto desde solteiro, continuou em casado não lhe dando nenhuma importância chegando ao ponto de nomear para sua dama de companhia uma sua amante, miss Palmer,mais tarde concedeu-lhe o título de Duquesa de Cleveland.
Tal afronta deu azo a graves discórdias, de que resultou o Rei nunca mais a procurar nem sequer a cumprimentar quando se encontravam.
A rainha tinha o coração da verdadeira mulher portuguesa, abnegada, sofrida, esforçou-se a chamá-lo a si,perdendo o orgulho, apesar de ferida e preterida ainda se baixou e disse-lhe que trataria benevolamente a favorita dele sua amante,contudo o Rei não a ouviu,não lhe mereceu consideração, tal o encantamento pela meretriz.
Rainha infeliz, não baixou os braços, sabia o alto preço que o seu país tinha pago com o seu dote, a Ilha e porto de Bombaim,a cidade de Tânger além do pagamento de dois milhões de cruzados à Inglaterra.Ainda as parcerias dos mercadores ingleses poderem habitar quaisquer praças do reino e gozavam de idênticos privilégios no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco. No caso de os Portugueses recuperarem dos Holandeses a ilha do Ceilão, obrigavam-se a repartir com os Ingleses o trato da canela.
Vivia com os constantes desgostos e desgastes de várias gravidezes,nunca sobreviveu nenhum filho.Detestava o cheiro nauseabundo das ruas de Londres e de ver os homens de braguilha aberta pelas esquinas a urinar.
Já velho o Rei, conta-se que tornou a ter amor e carinho por ela, morrendo como um verdadeiro católico, ao que se conta casaram em segredo catolicamente e depois pela igreja anglicana. Uma virtude da rainha conseguiu a converte-lo ao catolicismo.
Impressionante a sua dedicação, teimosa , paciência, compreensão e sobretudo mui astuta.Conseguiu ter de volta o seu Rei!

3 comentários:

  1. Gostei do seu post.

    Na realidade Carlos II era um protestante pouco convicto e só mantinha essa religião por dever do estado.

    Tenho uma certa simpatia por D. Catarina. Depois da morte do marido, regressou a Portugal onde foi viver para o edifício onde é a Academia Militar, o Paço da Rainha e ao que parece com uma bela colecção de arte.

    Beijos

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  2. Olá Luís, muito obrigada pelo seu comentário.
    Temos de fato uma certa simpatia pela D.Catarina de Bragança,teimo em me comparar com ela nos cabelos...lol

    Beijos
    Isabel

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  3. Aliás é curioso que a Mãe e a Irmã de Carlos II, exiladas em França, após a República inglesa, nunca quiseram regressar a Inglaterra após a restauração da monarquia. Permaneceram sempre católicas e o filho e irmão Carlos II nunca teve especial convicção na Igreja de Inglaterra. Aceitou o anglicanismo para ser Rei

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