segunda-feira, 23 de abril de 2012

Espantalho na hortinha dos putos!

De quando em vez adoro passar pelo jardim da creche da Arpica no Pragal. Gosto da hortinha dos putos...Perco-me a olhar as sementeiras, canteiros em poisio e, desta vez o espantalho - amei!
Eu não fazia melhor, nada falta: chapéu em palhinha ornado com florzinhas um espanto, jeans, cascol , camisa xadrez, luvas e botas.
As favas nesta região eram para ter fruto, no caso ainda nem sequer floriram - culpas do tempo quente sem chuva, as deixou pequenitas, tal e qual os morangueiros, eram para estar cheios de morangos e de flores brancas e ainda de raízes adventícias a cobrir o terreiro.... Alfaces de repolho, tomateiros, no canto os cheiros e ainda umas batatinhas a precisar de serem sachadas.O pessegueiro imponente acredito este ano dará bons pêssegos e o loureiro vai viçoso.
Ia a caminho do Cristo Rei em caminhada para queimar calorias ingeridas no almoço de sábado. De manhã fui ao mercado - há anos que não ia - gostei do ambiente, dos pregões, das cores da fruta, das hortaliças, das bancadas de peixe fresco, do pão alentejano, dos queijos, do vaivém de gente com sacos pelas mãos e, doutros pendurados  com favas descascadas e coentros, comprei um saco hoje para o jantar!

Acendi o fogareiro com carvão na varanda. Assei um grande pimento vermelho e petinga  - a chamada meia sardinha - o vendedor dizia- já pinga no pão...comeu-se toda com batatinha cozida e ainda um  alguidar de salada, ( de bater os bolos ,a saladeira de serviço)...coisa inédita,  alfaces verde e roxa aboquinadas com umas gotas de lixívia deu-me mote para a fazer no alguidar de barro...comeu-se todinha - bela cebola nova ,bom tomate e ainda pepino!
Morangos de sobremesa e uma fatia de tarte de amêndoa e claro um cafezinho, em casa sai mais barato, acabámos com o brandy.
Arrumada a cozinha saímos de casa...gostei de ver canteiros de rosas amarelas e vermelhas, roubei uns botões em amarelo para secar e ornar os meus Santinhos.No terreiro do santuário pus-me na apanha de fósseis...uma mania minha, naquilo ao olhar o rio - avistei  apesar do tempo encoberto pinturas de golfinhos no mural da sapata dos pilares da ponte 25 de abril. Num repente imaginei  cardumes de golfinhos que se passeiam nas águas agora limpas do Tejo nas suas brincadeiras, tropelias de saltos e saltinhos num entra e sai da água, ao verem as pinturas podem julgar que são fêmeas...debalde desarvoram até elas, sem saberem distinguir o perigo -qual salto de sedução leva-os de caras ao cimento armado...tal embate correm sérios riscos de ficar a boiar com traumatismo craniano ou pior, morrem!
Qual foi a ideia? O país não está em recessão? Não se tem de colmatar despesas superfulas?
São giros...terão afinal alguma utilidade?
Ontem fui almoçar à Trafaria. Em tempos tinha tirado fotos a este chalet, perdi-as estupidamente no Pc...
Localizado num lote de gaveto em frente do Tejo, forrado a azulejos  - um hábito nas zonas ribeirinhas. O mais interessante nele além da marquise virada a sul pitoresca e do remate do telhado em madeira rendilhada é sem dúvida  a elevação da frontaria tipo brasão forrada a azulejos com a bandeira do Brasil encimada por cordão de flores. Uma graça - o dono possivelmente o mandou erigir, por nesse país ter ganho a fortuna para o poder construir.Um hábito de alguns imigrantes aventureiros nos finais do século XIX por terras dos Brasis - voltaram  ricos - na teimosia de deixar a marca da sua  bem abonada aventura mandando construir solares e afins...

Mais um fim de semana sem história repleto de estórias banais!

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