terça-feira, 12 de junho de 2012

Quem não está pelos cabelos com tanta imposturice?

Ajuda a bancos nacionais e estrangeiros...mais uma vez - outra vez?
Mas como tal continua a ser possível?
Esquecer é fácil para os tolos - gente com memória e pensante sabe que os bancos privados tiveram anos áureos com apresentação de milhões de lucros distribuídos pelos seus acionistas...ao que eu saiba não distribuíram com o Estado muito menos com o Povo!
Uma empresa tem de calcular riscos para o bem e para o mal - não estar à espera que o Estado seja
" segurança social"...o que dizem às pessoas quando estas pedem qualquer ajuda...

Longe vai o tempo que se assistia a uma corrida desenfreada para ser líder no negócio bancário- ser o maior banco do País - a qualquer custo todos queriam ganhar mais mercado, angariar mais poupança.
Parecia quase rivalidade - quem era maior de quem - o mais importante na banca - o rácio de solvabilidade. O produto estrela para o obter - o crédito à habitação pelo tempo que permanecia no banco...até começar a guerra das transferências e das ofertas das despesas de todo o processo burocrático e ainda notariais...um desatino - a capacidade de "roubar" potenciais clientes com a transferência destes créditos associados ao ordenado, cartões, despesas domésticas, seguros e,...com a ajuda abismal das imobiliárias - enfeitiçavam os clientes na grande maioria ignorantes que se deixaram ludibriar sem serem ponderados, porque na verdade lhes faziam lavagem cerebral, faziam acreditar que inflacionando o valor do imóvel tudo era possível encaixar na prestação da casa ( carro, mobília e até fundo de maneio para ficarem de reserva) os clientes sem qualquer poupança deixaram-se enganar com tanta argumentação, ajuda e lábia dos vendedores agressivos que só pensavam na brutalidade das comissões que ganhavam com mais uma venda..e claro os bancos financiavam!
O pior - o que se calculou mal - apesar da taxa de esforço que se fazia (?) -contrabalançar se os clientes tinham condições para suportar a prestação, seguros, despesas do dia a dia e ainda o fantasma de poderem vir a viver climas de desemprego.
Aí é que foram "elas" - todos fugiram com "o rabo à seringa" - ninguém ajudou , ou poucos.
A maioria da clientela sem amparo da banca na primeira fase de aflição deixou-se levar pela publicidade enganosa na obtenção fácil de dinheiro fresco oferecido descaradamente pela rede de Financeiras que nasciam como cogumelos todos os dias com nomes sonantes em qualquer esquina - o Estado permitiu a sua criação a torto e a direto - julgo pela existência de um CAE (?) que abarca este tipo de negócio  até então adstrito à banca - diariamente agraciavam os clientes na televisão, rádio, jornais e revistas .
De cabeça perdida sem dinheiro para solver o pagamento das prestações muitos deixaram-se ir neste engodo ao contratarem novos empréstimos para tapar outros  - sem se aperceber que faziam o seu próprio enterro - em pouco tempo aconteceu o que todos conhecem e se constata - hoje essas financeiras quase todas fecharam portas ao deixarem de poder contar com a banca que na altura até lhes aceitava clientes com registo de moras e dívidas em contencioso...por sua vez na banca hoje assiste-se à entrega diária de 25 casas...
Julgo que na hora do "aperto das prestações em atraso" a banca não teve pessoal capaz de solver situações, antes só exigiam pagamento em vez de facultaram ajuda, também pouco contribuiu a criação de gabinetes com analistas "escolhidos" - antigos gerentes licenciados lideravam novos departamentos onde as dívidas em atraso eram reestruturadas a pensar nos objectivos...no meu julgar se mostrou pouco recetiva sem capacidade de resposta, pelas escolhas não terem sido eficazes(?) a estratégia era recuperar a qualquer custo, pouco ou nenhum humanismo, agressividade e intimidação constante , pouco ou nenhuma criatividade na vontade de prestar ajuda - gente fria - preferia dormir descansada  - por falta de nunca terem "dado a cara  ao balcão" refugiando-se  seguros na retaguarda num tempo que ser Gerente - foi bom!
Tal crescimento abrupto com poucas ou nenhumas regras crescia em  paralelo com outro filão de negócio na banca : novas modalidades de investimento - fundos de curto, médio e longo prazo desencadeou afluxo anormal de dinheiro novo vindo de outros bancos e de outras entidades: CTT, seguradoras e,...deu azo às administrações pensaram investir fora de portas em mercados que pouco conheciam como : Grécia e Polónia entre outros.vDesde que a recessão começou assistimos ao reverso da medalha destas aventuras que resultaram no prejuízo de milhões e milhões de maus investimentos imobiliários e não só - mal calculados - aparentemente sem  cálculo de provisões (?)...recordo os anos 80 quando ouvi falar em provisões. Fui incumbida de as calcular na especialidade do Crédito Mal Parado afeto à sede de um banco. Pior é que ninguém sabia me explicar o que eram provisões...como se calculavam - acabei por perceber mal ou bem que teria de atribuir uma bitola , uma percentagem de previsão de lucro...calculei resmas de folhas de listagens informáticas à minha maneira - cada cliente um caso - atendi ao montante da dívida e ao cliente - o que ainda se poderia vir angariar, criei na altura um cativo nas contas em todos eles, diariamente recebia uma CB, oukput emitida pelo sistema informático com a listagem de cativos - afianço recuperei muitos...julgo que ninguém valorizou esta minha iniciativa...estava muito à frente em relação aos demais, perdia pela minha frontalidade...acredito no meu instinto que me deu sempre forças e ajudou nas minhas aventuras. O melhor nunca ninguém me pediu contas!
A fazer fé que assim é na tramitação dita normal das grandes empresas - a gestão dos seus activos só a eles dizem respeito - se investem mal devem assumir os riscos porque deveriam ter posto de lado provisões para o caso dos negócios correrem mal. Ao não o fazerem - devem assumir por conta e risco o investimento e não vir pedir ajuda à comunidade europeia para o povo vir à posterior pagar.
Vergonha maior - um banco pedir ajuda financeira para se aguentar de portas abertas!
A não terem capacidade para se aguentarem no mercado - fechem portas! 
Estão a criar instabilidade à população. Notícias recentes em Espanha " levantados milhões de poupanças". Pergunto? Onde as meteram? Suíça? Não acredito que voltaram a usar métodos antigos: buracos nas paredes, panelas enterradas nem tão pouco debaixo do colchão, mas,...nunca se sabe!
Estou farta disto.Há má gestão na banca. Há bancos a mais e sucursais.
Os empregados desde a administração ao nível mais baixo ganham bons ordenados e tem regalias como não existem noutras entidades patronais, além de bons horários, ótimos sistemas de saúde para os antigos que os novos há anos se regem pela segurança social . 
Vivendo o País há anos momentos de crise  e alto desemprego - constata-se pouco trabalho na banca no momento - não tem dinheiro para emprestar, logo não há empréstimos e os que há tem de obedecer a regras de software importados dos states como o - Traid - logo se o cliente não tiver Trid para lhe ser concedido um empréstimo nem vale a pena submeter a operação à direção comercial, só se o gerente for afoito e argumentar muito bem a operação, caso contrário é chumbada. 
E as reformas? Há bancários com 8 anos de casa e boa reforma contratada no tempo das fusões - fizeram-se bons acordos entre as partes - por um lado o excedente de pessoal maioritariamente incompetente para assumir novas regras na utilização de novas tecnologias com novas técnicas de trabalho inovadoras, sendo que muitos trabalharam uma vida inteira a fazer unicamente a mesma coisa, sem saber o que era polivalência - no entanto gabavam-se, intitulando-se bancários...anos a agrafar letras; anos a pôr o carimbos de controle; anos a tirar letras dos cofres; anos a ver micro fichas; anos a lançar débitos e créditos nas Niksdorfes; anos de contínuo; anos,...quando algum comprava casa nem sabia passar o cheque - tivesse eu notas de mil quantos cheques lhes passei...não resisto a contar um episódio verídico: na seção junto à janela virada para o Banco de Portugal era a secretária onde se fazia a contabilidade diária em folhas razão grandes - o colega adstrito ao serviço decorou que os débitos - papéis azuis ficavam do lado da janela ... fizeram-se obras - houve mudança no organograma da seção, a secretária deixou de estar na posição anterior - o pior é que o pobre do homem não tinha janela, sim parede - não sabia onde pôr os papéis azuis já que também tinha os créditos em amarelo...num tempo que muitos tinham sido cobradores em outras empresas Champalimaud e até na siderurgia...do serviço bancário só sabiam o que lhes diziam, no tempo era hábito "ficarem com os trunfos na manga" - fui talvez inovadora em inverter este conceito, gosto de ensinar, explicar, contar tudo e mesmo assim nunca encontrei ninguém igual...vá lá saber-se o porquê, das duas uma  - ou fui boa executiva ou má!
No entanto deste tempo havia solidariedade - família - isso sim uma grande verdade que nunca mais vivi e assisti depois da fusão.

No meu entender  estas ajudas do Estado à banca é assunto para meditação: sendo que os meus saberes se resumem : Escola da vida e 12º ano nas Novas Oportunidades sem cadeira de Economia nem tão pouco de Gestão  - julgo ser tempo de se parar e repensar sobre o que se passa na banca.
É uma injustiça os funcionários públicos serem penalizados sem subsídios em prol dos bancários que continuam a receber tudo como dantes e ainda promoções por mérito e prémios - claro que já não tão grandes porque os lucros decresceram e muito, mesmo assim prémios e louvores. São uns senhores em relação aos outros -uma grande injustiça. 
A crise não foi provocada pelos trabalhadores - sim pelos governos e maus gestores no setor bancário. 
Urge urgência em rever estas injustiças e repor igualdades. 
Porque razão só a função pública é penalizada?
Se o Estado ajuda os bancos como agora - CGD, BCP e julgo BPI logo os funcionários não deveriam continuar a receber as regalias como se o banco tivesse estabilidade financeira - porque não tem.
Só é cego aquele que não quer ver. ADMITAM!
Pior é o dinheirão que alguns bancos pagam em publicidade. No caso do Mourinho da 1ª vez foi só um milhão! Quanto mais lhe teriam pago nestes anúncios que agora passam na tv?
Será que ninguém vê ou não querem ver?
Não tenho nada contra os bancários. Sou uma delas. Sou sim contra injustiças!
Se há que apertar o cinto - seja para todos - questão de fazerem mais furos. Agora tapar o sol com a peneira - sinceramente não!
Chega!
Parece que o Estado tem medo da banca? Então já não a favorece na sede de IRC muito mais baixa que qualquer empresa? E porquê???
Chegou a hora de "assumir tomates" e dizer "meus senhores é hora de começarem a fechar bancos e balcões - há funcionários a mais - despeçam pessoal". Acham a palavra forte?
Pois será - o que não é justo é saírem com reformas e nunca desemprego como acontece em todas as outras empresas...deveria ser revisto o excesso de pessoal agora que o Fundo de Pensões passou para a Segurança Social. Sendo que algumas entidades patronais sem dinheiro recapitalizam-se à custa da ajuda do Estado -  dinheiro a ser pago por todos nós até ao dia que nos tiram a pele da barriga - é hora de actuarem, de mostrarem que ninguém está acima de ninguém, caso no futuro o "buraco" será maior que o próprio Estado!
Pessoas a quem os subsídios fazem muita falta para resolver pontualidades: pagamento de seguros; vistoria do carro; pagamento de impostos e,...
Sabem por ventura o número de pessoas que circulam sem seguro?
Sabem por ventura o número de pessoas que não pagaram o IMI ?
Sabem por ventura o número de pessoas que não mudam o óleo ao carro há 4 anos nem vão às inspecções periódicas?
Sabem por ventura o número de pessoas que tem fome, estão deprimidas, angustiadas com contas para pagar e sem dinheiro, sem reformas, sem subsídios e vem outros vizinhos - bancários e outros que na vida nada mudou, continuam a receber tudo o que sempre receberam. Pergunta-se é justo? Não é. Só o seria se a entidade patronal não precisasse da ajuda do Estado para se aguentar firme no mercado - para não passarem pela "vergonha" de fechar portas - imagine-se o mau estar que isso criaria na população aforrista...o povo tem memória curta ou então não se interessa em saber que em países como os EUA e Inglaterra de vez em quando bancos vão à falência!
O povo na vez de perder tempo a ler revistas cor de rosa deveria dar mais atenção a notícias que falam de economia, estar atento à solidez dos bancos e mais - "nunca deveriam pôr todos os ovos no mesmo ninho" - em caso de falência só está assegurado o limite de 50.000€ por cliente ( será que este valor está aprovisionado para todos os clientes?)
Ponderem na escolha do banco.Todos "roubam" descaradamente a clientela : comissões, despesas de manutenção e  ainda em toda e qualquer operação - por exemplo se um cliente optar por  fazer um depósito noutra agência que não seja onde está sediada a sua  conta - esta cobra -lhe comissão.
Cobram-se  de tudo é, assim o negócio bancário .
O Estado nunca deveria ter assumido o compromisso de ajudar o BPN - um banco privado com uma carteira de grandes clientes de renome. Até parece que todos lá tinham "o rabo metido"...é isso que deixa transparecer  sobre a notícia que vi na tv " o Cavaco um deles mandou um cartão ao administrador Oliveira e Costa para lhe vender as ações do banco"...como se alguém acredite que o Oliveira Costa procedesse em conformidade - este homem de computadores percebe pouco ou nada - por isso foi tão enrolado - era apenas o rosto do banco tipo D. Branca - muito menos saberia aceder ao sistema operativo da bolsa para carregar a venda...ups...por outro lado sendo o Cavaco economista e sabendo mexer no facebook(?) só tinha ele próprio de aceder à sua página e proceder à venda. Vê-se mesmo que são "velha guarda" - muitos canudos mas burros como o Katano!...Não ...não...ao mandar o cartão para o antigo ministro as vender - sabia de antemão que ele daria ordem ao broker para que a venda se efectuasse a alto preço estipulado por ele - suportando o banco o prejuízo ...e, o Cavaco no ganho!
MILHÕES que deveriam ser para o povo foram e continuam a ser enterrados neste banco que foi vendido - melhor dado... e, continua a ajuda a outros - até quando?

Estou pelos cabelos com tanta imposturice!
Pensem!


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