segunda-feira, 2 de julho de 2012

Concretizar sonho antigo de uma amiga em voltar a ser feirante...

Na cabeça da minha amiga homónima - há tempos - "o bichinho carpinteiro a roer" - voltar a ser feirante - gozo maior esse meu -  adrenalina - ajudar a concretizar sonhos -  foi no sábado - Setúbal. Mal entro no auto estrada do sul - sinto o brinde - apreciar um Ferrari cor de prata, nesta cor a minha primeira, a seguir vinha um Jaguar - o meu carro de eleição. Respirei com satisfação. Boa surpresa matinal dava esperanças para um bom dia - num repente pensei que me tinha enganado no dia da feira, não seria a do 1º do mês porque na verdade era o último dia de junho...vivi momentos de aflição ao passar na Quinta do Conde - não por mim - antes por ela, acredito dormiu pouco a pensar na sua estreia...acalmei em Azeitão depois de conferir a lista mensal - percebi que no 5º sábado, também se realiza. Cheguei ao destino, mal vi os colegas a descarregar bancas e carga - alívio total. Bebia o meu "garoto" quando ela me liga  - disse-lhe - será fácil o encontro - visto calções de ganga...foi pontual.

Ao arrumar a minha banca premeditei deixar espaço para ela expor peças finas: três bules de caldo ou bicas: dois de Coimbra e, um Miragaia, igual fabrico do areeiro, tons de azul sobre esponjado liso, colherzinhas, coleção de copos termais de vidro, almofariz e,... na colcha vermelha na calçada havia pratos Sacavém da Real fábrica e Massarelos: verdes, cinzentos, castanhos, e outro com o último carimbo de fabrico vermelho vivo - emblema do PCP - e, chapas de Seguros, brindes, abre latas, candeias, e um candeeiro antigo sem pé, livros, uma colcha de seda, naperons em brocado, disco da Amália, cofres: Montepio e Crédito Predial, verónica em passemanaria, e uma linda taça oval de Sacavém com pegas em dourado, e silva verde em estampa na aba de dentro - enfeirou a bom preço num colega - onde eu deixei ficar um belo prato do Raul da Bernarda, mais tarde voltei, tinha sido vendido...tolíssima!
A feira para o meu lado não correu nada bem. O mesmo não se passou com ela - não foi nada má - sendo que se estreou, vendeu algumas peças.A meu pedido o meu marido ficou na banca para eu fazer a minha habitual ronda de visitas aos colegas - a quem a apresentei - nisto vinha o Santiago, diz-me..."mas eu conheço a tua amiga" - batido em feiras de norte a sul - foram colegas num passado recente com mais de meia dúzia de anos...lindo o gosto de os ver recordar tempos de antanho..dizia-llhe " a cor do teu cabelo é verdadeira...a tranchinha fica-te a matar ". Houve outros que me perguntavam se era minha filha, outros ainda se seria irmã...ela própria - julgava que éramos da mesma idade...seria bom...tenho mais uma década, ao que surpresa responde..."mas como, se os meus pais na casa dos sessenta e picos não tem  o vosso estar bem disposto ( eu e o meu marido)" e,...pois ambos parecemos muito mais novos,  isso claro agrada-me, de que maneira!
Na banca do Paulo Filipe enfeirou um diploma da 4ª classe e,...ele na sua primeira vez vestido de chapelinho preto raiado de branco - estava um espanto -  a presenteou com umas esporas e um diploma de batismo,  a mim deu-me "um cozinheiro" carantonha de chapéu alto de pendurar. Doido de satisfação estava com o novo "brinquedo"...o nome que se dá a uma nova peça na banca - um grande relógio em redondo de madeira com o mostrador repleto de bostadelas... acabadinho de mudar de dono - pergunta-me " achas que ele se segura aqui?"  - o aqui - em cima de um rádio apoiado em dois pesos  de formato hexagonal ...a pergunta fez-se a pensar no vento que de vez em quando presenteia  na desgraça - todos nós - expositores de rua. Na banca de chão do Rogério - seu conterrâneo beirão - ali o soube, deu-lhe gozo procurar ferramentas que comprou várias, a preços incríveis: turquês; peça para cortar azulejo;chapas antigas de ferrolhos para portas de interior, um estribo e,...para trabalhos manuais da sua arte - enquanto eu me deliciei por duas argolas onde se prendiam as bestas nos muros das casas, ainda um grande garfo que me fez lembrar as mulheres  nas feiras de Ansião de antanho junto ao Clube dos Caçadores de volta da fogueira, nela a sertã de ferro retangular de abas e bicos nas pontas , fritavam no azeite quase a esturricar peixe do rio por causa das espinhas que se comia sob papel pardo com a mão....agora no mercado ao sábado ainda as vejo. Ainda  noutra banca ela comprou um berbequim manual muito pequeno, uma sovela de sapateiro e, brindes com brasão.Na banca da Maria José, a que eu já chamava Maria de Jesus, comprou dois souvenirs de Alcobaça - eu comprei um candeeiro de latão e uma tacinha minúscula com pratinho em vidro que em abono da verdade não sei a sua serventia...seria para doce(?), ela disse-me que a mãe dela a usa como candeia com azeite e pavio de algodão para alumiar os Santinhos...na banca do Sr Peres encontrei uma bilha de segredo em barro preto com pintura em picotado tipo " estela de ardósia da pré-história", ainda um prato de vidro que só eu sei...tratar-se de fabrico VA -  fundo repleto de picotado fino caraterístico, ao meio um casal de meninos em relevo envoltos em grinaldas de flores...só tem um falha pequena no rebordo - compras ficam para mim, claro!
Passei o tempo em Setúbal a dar explicações - bules de caldo e areeiros - só apareceram duas senhoras que em casa de família, uma na zona de Portalegre,  os conheceram...porque na verdade sendo hoje peças raras - indiciam terem sido adquiridas noutros tempos por gente de posses - na família do meu marido havia um bule de caldo proveniente de uma herança de um padre, o 1º que conheci em azul, mal pintado - possivelmente fabrico do José Reis de Alcobaça, mais tarde adquiri um de Coimbra, muito delicado o seu fabrico e pintura fina - uma loucura o preço - dizia-me a antiquária na Sé de Lisboa que o vendeu..."se não o levar, vai para casa de um embaixador, a esposa tem uma coleção deles"...sobre o areeiro ninguém sabia a sua real função...nele se punham as penas ( canetas) a escorrer de tinta para a areia que tinham dentro, função que lhe ditaria o nome porque haveriam de ficar assim conhecidos - pela raridade são de facto peças caras chamadas de coleção - amei o estatuto de falar sobre um tema que deixava todos de boca aberta sobre peças delicadas na maioria só naquele dia vistas pela 1ª vez nesta feira. Extraordinário orgasmo intelectual para alguns que me ouviram - asseguro - e,  para mim igual no papel de comentadora...então e as fotos? a máquina nova sofisticada avariou na ótica ...foi arranjar, veio boa, tirei as fotos, depois voltou a não abrir para as passar para o computador...
O meu marido foi um bom companheiro e cicerone - com ela partiu em demanda mostrar a cidade que ela não conhecia - levou-a ao rio, ao mercado e ao centro histórico. Adorou tudo, sobretudo o colorido do mercado, desde as frutas, comprou cerejas da Gardunha para ela e para mim, tirou fotos ao peixe  - grande cherne - porque espadarte não havia...não é a época, fascinada com a   frescura e variedade de peixes e mariscos - delirou  - fartura de hortaliças verdes,  frutas, e buliço das gentes no vaivém ...
Uma grande perda a grande parede a sul revestida a azulejos tivesse ruído há tempos...tão emblemática, espero que consigam reconstruir o painel...seguramente ele esqueceu-se de lhe falar, sei que iria gostar.
 Foto: "Setúbal, vista geral"
Estes painéis não voltarão a ser vistos, caíram com o muro do Mercado do Livramento a 7 de Fevereiro ceifando a vida a cinco trabalhadores.
Levo sempre a minha lancheira, os dois foram almoçar uma sardinhada regada com vinho tinto e ainda saborearam um moscatel da região.Encantada com a arquitetura e monumentalidade, o seu coração parecia explodir de satisfação, eu feliz -  igual - por ter proporcionado um dia diferente.
Cansada. Calcorreou a feira algumas vezes, a cidade nem se fala, esteve de pé na banca, ainda solicitações  - deste e daquele - vendas, compras, conhecer gente, urra, foi um estafeira...daquelas!
                          No seu íntimo desejava  voltar ontem à feira de - Alcochete -
Debalde o cansaço das pernas, atraiçoou-a. Eu fui. Continuo a dizer que detesto a acessibilidade, apesar de irmos mais atentos, fomos de novo traídos pela má sinalética em S. Francisco. Encontrei feirantes na sua 1ª vez, e outros que por motivo de remodelação da feira de Pinhal Novo e da restrição de produtos de venda sujeitaram-se a participar aqui - Aroucha, e esposa D. São e,...vi o João de Azeitão feliz,  na véspera depois de sair da feira de Setúbal passou no café onde vendeu a registadora e o quadro...logo de manhã vendeu a enciclopédia que trazia. Cumprimentei o Sr António(GNR),o Sr. Carlos e a esposa D. Lurdes,  o Paulo e a esposa Natália da Baixa da Banheira, a Isabel de Carcavelos, o marido Rogério e a filha linda - trouxeram o amigo António (  homem  garboso de cabelos alvos que na última feira confundi com o João de Azeitão, o Cristo, e na lateral com Richard Gere...), ainda apareceu a Zélia e o marido João, a D. Guida e o marido Machado...e, mais colegas claro!
O bombeiro  da organização só chegou às 8 para a distribuição dos lugares, fiquei no mesmo sítio, à frente do  Santiago, tal e qual como da última vez.Montei a banca, fui lavar as mãos - mulher prevenida levei sabonete - pior a Maria de Lurdes que ao abaixar as calças de linho ficaram manchadas de lixívia...quando se lava o chão deve ser limpo e não ficar empossado...porque tiveram de assumir o prejuízo. Passei na banca da Carla - ainda tinha o  prato cantão popular , iletrice chamar-lhe Miragaia - até doí - no caso fabrico de Aveiro , textura grosseira - na última feira quando lhe comprei outro em faiança fazia-me 2€, esqueci-me de voltar  na parte da tarde para o comprar - ontem, disse-me que não...devia ser confusão minha ...fazia 5 €...há qualquer coisa estranha nesta colega ...ainda por cima não é credenciada, e devia!

Quem veio à feira - Maria Policarpo, com a sua  linda mãe - senhora de boa silhueta de fazer inveja a nós um nadica para o gorduchooo...apresentou-me também o marido -  sentado no banco fazia espera da conversa acabar com o Paulo Filipe - as palavras são como as cerejas - recordar  memórias de objectos de antanho, e o fascínio de os contemplar - hoje de volta - a nossas casas.
Falou-me que a sua mana adotiva - Cíntia estava fora - ( de Alcochete) -  a namorar...
Trocámos fraterno abraço muito afetuoso que só gente doce  e de bem, sabe assim dar !
Pouca afluência. Arranjamos sempre desculpas para as poucas vendas. Havia festejos no Montijo, garraiada e ainda de tarde o programa da Leonor Poeiras em direto na TVI...muitos colegas queixosos, alguns não se estrearam, e outros pouco faturaram, o Paulo Filipe foi a exceção...começou por vender uns livros, depois duas malas: uma em cartão e outra mais moderna, sendo assim antiga art decó, uma floreira pequena de madeira para suporte de vaso e uma lata...de tarde vendeu o tal relógio.. não se ficou por aqui, acho que tem de me começar a pagar comissão ...a minha intuição aventa que alguém (?) viu a foto do seu  estaminé postado sobre a feira de Alcochete neste blog ...apareceu um senhor para comprar ao fim da tarde um rádio, e ainda o pote grande em lata pintado de verde claro -  guardador de azeite. Apesar do azar teve sorte com o vento que se fazia sentir no encher da maré...partiu um prato grande em esponjados de Aveiro, de manhã foi a chaminé de um candeeiro a petróleo.O Paulo Filipe é como eu - mal fatura gosta logo de fazer compras - comprou duas estatuetas do símbolo religioso da terra - Padre Cruz - um vestido de chapéu e o outro não - também um lindo relógio com ponteiros - ao meio a interceção da Cruz de Cristo - abaixo da porta uma vidraça em cristal lapidado ornado a fios de latão - vaidoso pô-lo na banca em jeito de altar, não suportou uma rajada de vento, caiu, os estragos foram mínimos...deu-lhe mote para arrumar, o que fez num ápice!
No final da tarde apareceram mais pessoas, vendi um suporte de madeira para uma vela...de manhã vendi dois livros e um garrafa em inox para o brandy, no caso para um caçador levar nas caçadas. Apareceu-me uma senhora que gostou muito de um prato de faiança decorado com um moinho, dizia-me " é ratinho?"...respondi não, é faiança de Alcobaça ...poisou-o logo - não consigo enganar ninguém - por isso pouco vendo, ao contrário daquilo que vejo - e oiço, e não devo comentar - quer clientes, quer colegas sou amiga de ambos, não gosto de conflitos...alturas que me sinto indisposta, porque na verdade apetecia-me abrir o jogo- esclarecer que são bem enganados, "impingidos" no engodo da mentira -compram "gato por lebre"!
Conheci uma colega nova - Joana - tem um antiquário no Alentejo. Pena fiquei de não ter faturado - teria na sua banca comprado um par de jarrinhas em azul bebé com lavrado em relevo branco - porcelana inglesa,  Wedgwood - além de outras belas peças em cantão a preços simpáticos.Deixei-a, e logo o Sr Carlos me chamava para a sua mesa onde almoçou feijoada com outros colegas. Bebiam moscatel fresquinho, ofereçeu-me, claro bebi.
Depois do almoço a minha amiga homónima liga-me...disse-me..."gostei muito da feira, de ti e, do teu marido, foste muito simpática...estou é cansada, mas quero voltar..."
Havia fogo...ao longe via-se a fumaraça negra , naquilo nos céus um grande helicóptero amarelo com o balde a baloiçar...
 
Tomava ares de iodo a mirar no horizonte a nossa Lisboa  com véu de neblina quando vejo passar um casal com um neto crescido , dizia ele  - " vejo uma taça que era  minha, eram duas " - entretanto olhava eu para ele a interrogar-me de onde o conhecia...mal ouvi o comentário levantei-me da cadeira e disse..como está o Sr, há que tempos não o vejo nas feiras...diz-me " andei 40 anos, deixei-me disto, já não dava nada, ainda agora estive a falar com o Carlos a que deixei o meu lugar em Estremoz e Paço d'Arcos dizia-me o mesmo, só fez de manhã 25€..." respondi -  foi a mim que ele vendeu este conjunto em "casca de cebola"  - garrafa de água com pratinho e copo para a mesinha de cabeceira...
Acrescento, sabe comecei por o deixar de ver na feira da ladra, depois a última vez que o vi foi na feira de Algés...visivelmente feliz pela minha memória certeira falava "a senhora nem imagina a satisfação que me dá a ouvi-la falar, o meu neto que vive na Holanda adora estas coisas... fico feliz por ouvir as suas palavras" ...continuei no meu relato... estranhei mais tarde, precisamente em Algés ver as suas peças de faiança que conhecia todas, nunca tive foi dinheiro para as comprar - limitava-me a admira-las nas feiras - isso bastava-me... até cheguei a idealizar um dos pratos todo pintado a cravos vermelhos na parede da minha sala..." agradecia-me emocionado"  - continuei o meu relato - deparei com as suas peças de faiança na banca do Vitor Fontinha, só consegui comprar as taças...dizia-me "esta esbeiçada fui eu que a parti, comprei-nas numa velhota de Nisa" ...pergunta-me " e não comprou nenhum dos pratos?"...
- sabe, de regresso a casa vim a pensar neles  convicta que na feira seguinte haveria ainda de restar algum até porque o preço da unidade era de 50€....diz-me "vendi-lhe tudo barato..."
Debalde não os voltei a ver na banca do Vitor, no sábado seguinte já tinham sido transacionados para as "Paulas" - os vi numa feira da Avª da Liberdade pela última vez. Trocámos palavras amáveis, perguntei-lhe o nome - João Porfírio . Ainda tive tempo para lhe falar da minha caturrice em tentar perceber a origem de fabrico, e mostrei-lhe naquela que foi a sua taça "ratinha" - na 1º impressão aventei ser fabrico de Coimbra, e agora inclino-me para a OAL no tempo de Manuel da Bernarda, expliquei os pormenores das diferenças: terminús da aba, tipo pega, vidrado apresenta-se partido, e cores novas - laranja ...visivelmente maravilhados por me dedicar a estes detalhes a que ele confessa gostaria de ter feito no passado, e por razões várias não fez....estavam deliciados a olhar pela 1º vez para pormenores de faiança ...
Emocionada estava eu de fazer sentido ser teimosa, e no mesmo contexto reencontra-lo, e tanto com ele conversar e sorrir. Despedimo-nos com beijos perante os demais, estranhamente perguntavam ao meu marido " mas a sua esposa conhece o Porfírio?"
 - bem, para ela estar a falar tão entusiasmada, é porque deve conhece-lo das feiras...
Na banca da Zélia encontrei uma caixa guarda-jóias - parte de baixo tipo hexagonal em azul e a tampa branca pintada com o brasão das Armas de Portugal - tinha o carimbo verde tipo trevo que indica peça limitada da fábrica Sacavém...linda!
Fazia-se hora para arrumar...a pedra de madrepérola do meu anel foi-se e não a via...corremos o olhar sobre o relvado, o caixote do lixo, a calçada e,...nada de aparecer, até rezei o ritual para a encontrar
" apareça o diabo sem cabeça"...dizia o Santiago para me acalmar..."escolhe outro aqui"
 - não quero, gosto é deste...
 - acalma, quando arrumares tudo ele aparece!

O vento fazia-se forte - enervava - deu-me mote para puxar os caixotes e começar a empacotar, no final  a pedra não apareceu, ainda andou a Zélia e a D. Guida  de novo de olhos no terrado e nada ...
No entretanto de arrumar a tralha no carro vejo que a D. Guida acabou de se estrear no final da feira - felizmente!
Em casa ao despedir as calças sinto o barulho de algo a cair no chão...era a pedra do anel...o pior não sei o que fiz ao aro...doida ando noutra correria!
Dizia-me o meu marido..."quando foste lavar as mãos o Santiago foi-se embora, o velho , colega de ofício estava farto...deixou-te um beijinho - ainda me disse...não a chateias por ela ter perdido a pedra, sabes que ficamos sempre a perder com as mulheres..."
Em sorriso solto o meu marido dizia -me - quando estiver com o Santiago vou contar-lhe que estava certo!
Confesso - fiquei a pensar nos piropos logo de manhã ...a minha camisola amarelinha tinha sido mote para galanteios..."a menina hoje vestiu-se com o milho da eira" e,...da boca do Santiago " vens muito gira, a minha mulher também era..."
O Santiago e os seus impropérios!
Escolhi as sandálias a condizer com os brincos , e uma das cores do colar...imagine-se se tivesse a veleidade de soltar os cabelos e abrir o sorriso...certo arranjar noivo de ocasião!

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