sexta-feira, 17 de maio de 2013

Café no Martinho da Arcada à Ginjinha do Rossio

Sábado dia 11 de maio ainda resquícios da comemoração do meu aniversário...
O destino a  feira da ladra um hábito enraizado que nos dá prazer com almoço em família por Lisboa.
Saímos de casa em rota de caminhada até Cacilhas,embarcámos no cacilheiro e de novo a pé só parámos no Martinho da Arcada para o meu café e pastel de nata -, um hábito que não dispenso.
Longa conversa com o gerente Sr António -, homem minhoto de 70 anos, parece ter 60, de bom cabelo grisalho, olhar firme de ângulo pequeno logo me fez lembrar outro amigo o Joaquim  Moura de Santo Tirso, de tão parecidos que são.
Confidenciou-nos que no domingo rumava a Paredes de Coura para tabelar conversações sobre a sua nova casa na quinta que o sogro lhe ofereceu -, tão bem falou dele e da piscina com água termal. Homem de trabalho ficou sem pai aos 5 anos, com 18 anos a mãe deu-lhe um conto de réis para vir para Lisboa e embarcar para o Brasil. Quando chegou à capital devolveu à mãe 500 escudos...
Sempre se fartou de trabalhar, hoje tem um boa vida, os filhos licenciados, toda a gente trabalha muito. Levanta-se todos os dias pelas 6,30, faz a compra do peixe e da carne. 
Um homem extraordinário há 30 anos no Martinho da Arcada a bem servir o público e turistas de todo o mundo. Foi um imenso prazer conversar com ele.
O espaço há muito que se tornou emblematicamente num café cultural muito por Fernando Pessoa gostar de aqui vir e onde ainda permanece a sua mesa . 
Vai aqui acontecer uma homenagem ao Aquilino Ribeiro também minhoto no dizer do Sr António "homem que gostava muito daquelas terras verdes cheias d'água com boa comida, bebida e mulheres celtas" 
A Casa dos Bicos - onde funciona a Fundação Saramago , na frente a oliveira que veio da lezíria ribatejana onde nasceu, aos pés foram depositadas as suas cinzas...
 
Na feira da ladra estava este belo exemplar de faiança, julgo será Vale de Santo António da Piedade ou Fervença, norte com certeza pediam 60€, fazia 50...e àquela hora muita gente lhe tinha posto a mão...no final da feira o colega do lado comprou-o barato...não deu mais de 30€...e logo pedia por ele 130!
Já de volta da feira com a  minha Dina de saco com compras da feira da ladra...
Depois do almoço fomos todos à ginjinha do Rossio...risada farta quando contei um episódio com 35 anos quando aqui vim pela 1ª vez, disse-me o homem do balcão " a menina quer com elas ou sem elas"...não percebi , mas respondi " com elas"...claro que me engasguei!
Fomos visitar a Igreja de S. Domingos construída no século XIII por D. Sancho II, a primeira pedra em 1241. Inúmeras obras alteraram a sua traça medieval por completo. O convento foi acrescentado depois por D Afonso III , e novamente aumentado por  D. Manuel I. O terramoto de 1531 arruinou-o muito, o que obrigou a nova reedificação em  1536. Era notável a  riqueza da Igreja em alfaias preciosas, havendo uma imagem de prata maciça, que saía em procissão num andor do mesmo metal, alumiada por lâmpadas também de prata. As pinturas dos altares, os paramentos, os tesouros, tudo desapareceu durante o terramoto de 1755, salvando-se unicamente a sacristia e a capela-mor, mandada fazer por D. João V . A capela-mor, toda de mármore negro, e em cujas colunas se vêem, junto à base, medalhões delicadamente cinzelados, que também avultam sobre os nichos laterais. A igreja acabou por ser reconstruída . O portal foi reaproveitado e veio da capela real do Palácio da Ribeira, assim como a sacada que encima o portal. Sendo uma das igrejas mais vasta de Lisboa, nela se realizaram todas as grandes cerimónias religiosas, as exéquias nacionais e reais, assim como as solenidades dos baptizados e casamentos reais.Em 13 de agosto de 1959  um violento incêndio destruiu por completo a decoração interior da igreja, onde constavam altares em talha dourada, imagens valiosas e pinturas de Pedro Alexandrino de Carvalho.
  •  A igreja recebeu obras e reabriu ao público em 1994, sem esconder as marcas do incêndio, como as colunas rachadas. Ainda que destruída, é uma igreja que sobressai pela policromia dos seus mármores.
  • Fonte Wikipédia 
O Braz e Braz...estava fechado....
Adorei esta escultura na quina do prédio - aperto de mão!
Uma tradição ainda viva de engraxador
O prédio onde a Pastelaria Suíça funciona está uma lástima no telhado...
Coitado do cão tem de trabalhar para comer
Tive de dar uma moeda para tirar a foto...parece impossível como se aguenta horas em cima das pernas! 
Uma nova habitante nos prédios da baixa lisboeta...que inveja
Varandas floridas na baixa lisboeta
Gostei de ver os lenços minhotos nas varandas
Museu no edifício onde outrora foi o Banco Nacional Ultramarino
O Arco da Rua Augusta em obras para reabrir ao público.

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