segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cozinhar ao lume na Moita Redonda sem medo de estragar o verniz!

No meu julgar olhando para mim, para o meu padrão de vida mundana nos dias d'hoje, o fato de se nascer Mulher  -, é ter a capacidade de se mostrar versátil em todas as situações que se lhe apresentem, conjugadas com bom senso, nunca abdicando de o ser prática, racional, perspicaz, dinâmica, e amiga de fazer e de ofertar sem olhar a quem.
  • No meu juízo assim a entendo numa postura camaleónica!
Citando um pensamento que não sei de quem será ...uma Mulher com "M" grande -, deve apresentar-se na rua como uma senhora, em casa zeladora  da economia doméstica, no campo exímia na execução de afazeres rurais -, que saiba mexer no lume e na terra sem pensar em estragar as unhas, e claro na cama uma amante fervorosa, privilegiando o diálogo com o companheiro, sendo sensual e demoníaca - , deixar de vez de ser amante passiva -, a fazer jus ao calão popular, uma fera irresistível!
Qualquer mulher inteligente, é sensível , criativa, imaginativa, eficaz e romântica -, sem delongas, consegue transformar-se numa panóplia de facetas diferentes num mesmo dia -, beleza maior -, as que reúnem essa conjugação -, seja do uso e abuso da sua sensualidade, sabedoria , e eficácia no trabalho rematam a oiro o cúmulo de êxitos na ambição da felicidade, ganhadoras do desafio que é saber viver bem esta Vida com mente saudável!
  • Considero ser uma simples aspirante, apesar dos meus 56 anos...
  • Adoro sair da minha zona de conforto e partir à aventura, apesar de medos e inseguranças, desafiar-me é um ato avassalador!
Outra vez, mais uma vez  fui até há província. Deixei a SCUT no cruzamento da barragem do Castelo de Bode , seguindo pela estrada nacional  parei no mercado de Tomar que está fechado ( o espaço é central, interessante para nele apostarem numa superfície como o Lidler em paralelo com o mercado como se vê noutras terras a funcionar com êxito. No estacionamento montaram uma tenda  para os fregueses se aviarem como eu gosto.O Nabão graças ao afluente do Agroal seguia no seu leito de lençol abundante.No céu azul olhei ao longe o património do Convento de Cristo. Os lagares do rei D. Dinis ainda não estão reestruturados (?), tal como o antigo Colégio masculino Nuno Álvares Pereira que o meu pai frequentou considerado até ao 25 de abril o melhor colégio do País.
  • Comprei sardinha a 7€...boa de Peniche, bom pão caseiro, cerejas de Ferreira do Zêzere, tomate, pepino, pimento, cebola nova, alface e batatinhas novas dum produtor de Alvaiázere.
A senhora de cabelos grisalhos com o marido e a filha pouco mais nova do que eu dizia-me-, quando tenho uma freguesa como a senhora que não chateia até atendo com simpatia, ajudo a escolher o que mais fresco tenho e ainda lhe faço desconto.Sou pouco insegura, no mercado sei sempre escolher porque conheço os produtos da terra - , aprendi a plantar, regar, e colher em tempos de antanho que continuo a privilegiar, sem pudor, antes feliz por entrar num quintal, sentir a horta com canteiros em jeito de jardins.
  • Cheguei à casa rural, mudei de fato num ápice, logo  abri a arca de pinho que outrora guardou milho e agora guarda lenha para acender o lume sem medo de estragar o verniz!
A panela preta de alumínio com as batatinhas cozidas, a cafeteira do café que foi a minha primeira quando casei...sou muito poupadinha e as sardinhas a assar.
Na mesa os pratos, copos e chávenas em pirex -, os primeiros comprados em Badajoz em 75 na euforia do após 25 de abril quando o escudo valia o dobro da peseta. 
  • Sardinhas servidas numa travessa da Lusitânia, as batatinhas numa bacia  em cerâmica do artesanato do Redondo, a salada numa bacia da OAL, o vinho numa jarra de vidro oferta de casamento há 35 anos, o açucareiro chinês, o cálice canelado da Marinha Grande e aguardente do nosso lavrado aromatizada com medronhos que apanhámos, no almoço se finou, tal a pomada licorosa amarelinha que se transformou!
Lavei a loiça no terraço em alguidares, à antiga -, por falta de ligação para o lava loiças que caricatamente até tenho...
Cozinha que se prese tem sempre vinagre - logo 2 garrafões, nem que seja para acalmar as dores em água fria com sal
  • E um mosqueiro, porque dantes não havia frigorífico e aqui também não. 
  • O fogareiro a petróleo já não deve funcionar... 
  • Aqui só há panelas pretas, barros e loiça com mazelas...mas tudo lavadinho, aboquinado com lixívia!
Tenho 5 cozinhas....
Esta a pobre, feita numa antiga pocilga, em chão de cimento, telha vâ, sem água canalizada, tenho de ir à torneira do terraço.O inverno deixou a cal das paredes em mau estado. 
  • O espólio desta cozinha é o mais velho e usado que tenho . Aqui só se cozinha ao lume. Por isso a graça e o fetiche que esta cozinha exerce em mim. 
  • Nas noites de verão no terraço à luz de velas é maravilhoso jantar...




O meu marido é muito lento...ainda a por o chapéu que fica sempre pendurado no cabide, já eu tinha o almoço a caminho da mesa...
Zelador, a meu pedido a tratar dos paus que sustentam o salgueiro,e a podar o limoeiro, que o S. João já tido passado, já das roseiras tive de ser eu...o mesmo a fazer borralheiras!



Agilizar o terreno para se fazer uma calçada com bom tempo, porque o muro  na extrema foi feito por nós

O quintal florido de malmequeres...quem vai cortar esta erva?
Roubada foi a máquina no ano passado.
O pior são os assaltos para venderem ao desbarato.
Uma morte lhes desse...A quem rouba o mesmo  aos recetores!
 

A rega dos vasos suspensos sujou-me a cara e o sobrolho -, nem por isso me tirou brilho...

Sempre feliz apesar de muito trabalho árduo

As minhas sardinheiras aguentam a agrura da seca, esperam e desesperam que chegue para me encantar com elas floridas.

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