domingo, 26 de janeiro de 2014

Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!

Ontem em Queluz, tinha convite agendado com a  minha amiga Isa Saraiva, fomos catar cacos de azulejos pombalinos, ali perto das pegadas dos dinossauros...
Enquanto isso os nossos maridos ficaram ao largo a vistoriar, não fosse algum marmanjo aparecer...


Um dia destes vou fazer um painel a rivalizar com Gaudi na casa rural...ou Eduardo Nery prefaciando o meu bom amigo RS
"Quando aos restos dos azulejos, permita-me que lhe conte a minha escolha, sem que isso constitua uma intenção para desistência da sua intenção Gaudiana, mas eu sinceramente prefiro a visão do Eduardo Nery.
Não sei qual é mesmo a sua ideia, e se a minha opção dá mais trabalho, mas peguei num esquadro tracei rectângulos ou quadrados, conforme o caso, peguei numa rebarbadora e cortei todos os restos que tinha de forma rectilínea. Claro que é preciso uma máscara do chinês para o pó e ter um sítio ao ar livre para o fazer. Não posso mostrar o resultado final pois ainda estão todos os bocadinhos num contentor a aguardar oportunidade..."
  • Prato falante "Prato do menino" com rebordo esbeiçado e encardido.
  • Está em depuração para ser colado, depois vai para a casa rural para a cozinha rústica.
O jantar também agendado com hora marcada foi em Albarraque na vivenda doutros amigos da Isa Saraiva -,Cristina e Humberto.
  • A Cristina há muito que me segue no Lérias e Velharias
O mundo é pequeno, fácil foi perceber a amizade comum com a Isa Saraiva, sem nos conhecermos pessoalmente. A Cristina não tardou em endereçar gentil convite. 
  • Fomos recebidos de braços abertos, em ambiente quente da lareira brutal no salão -, como nunca antes outra vi igual, bem arquitetada, funda, sem emanação de fumos, muito menos recuperadores de calor...de brasas, viva incandescente, e canastra cheia de toros -, fenomenal foi o estar, super magnífico, criando encanto na miragem da fabulosa coleção de loiças, muitos pratos, travessas, malgas, tigelas, bacias, terrinas, penicos, garrafões de vidro de todos os tamanhos, garrafas, frascos de farmácia, estatuária, duas belas esculturas em mármore, latões e,...sendo que tudo de alto valor credetício, a fazer inveja a muitos Museus.
A coleção muito bem definida, simpaticamente distribuida na casa é composta por peças impecáveis "sem cabelos, gatos, coladas, tão pouco manchas ou gordura". Todas as peças em estado novo, impecável, sem uso, com idades entre os 40 e 150 anos: Sacavém, Alcântara, Massarelos, Cavaco,Outeiro, Coimbra e,...
  • Nesta vida, julgo nunca vi nada tão assombroso que tanto mexesse comigo...
Amazing!
Impressionante a mostra se revelou fosse pelo carinho da receção, da boa comida, da conversa, e do calor humano.
  • Impossível sufocar tal impacto emocional sentido à muito arredado de mim, no querer rivalizar no tempo de antanho no mesmo deslumbre no exercício do trabalho, quando os meus dias se traduziam na  falsa, aparente e substituta felicidade (?) e nela o lema " dia que não sinta um orgasmo inteletual, não é dia para mim" ...
Não consegui pregar olho toda a madrugada. Emoção desmesurada, estupefacta de tanto brilho -, por demais encantada! 
Observadora, reparei em criações, supostamente tiradas dos meus posts, cabeceiras de camas antigas e dos móveis...como esta minha.
  • Mostrou que sabia de cor as minhas pobres peças...


  • O jantar, simplesmente divinal, muito bem confecionado.
A dona da casa, mulher na casa dos 42(?) revelou extraordinários dotes de cozinheira, além de outros talentos, a Cristina passa por sósia da  Cristina Ferreira sem qualquer favor.
  • Mulher alta, elegante, de rosto fino-, o mesmo gosto nas loiças as três agora amigas.
Denotou ter mais jeito para vender do que eu que de vez em quando sou feirante...
Signo Balança...cariz vincado,e platónico... não dispensou um pires "cavalinho" que a Isa  lhe pediu por ter a chávena igual...eu não seria capaz ...em mim vive a partilha, a vontade  e o prazer de dar...
  • Nas mãos levei um Pão de Ló e leiteira Art Déco Sacavém, que carinhosamente colocou na estante junto a outras peças da mesma época. 
  • Claro que ofereci outra à Isa Saraiva .
 
  • A insónia ia alta  na madrugada, até que relembrei o pensamento de D. Quixote
 "Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!"...

Pelas estórias d'ontem , de pessoas que afinal conhecemos, e de espaços, forçosamente falei do banco...
  • A mistura de loiças e falar das estórias do banco -, duas paixões intensas, é dose muito forte... mexe com o meu equilíbrio, quase explode!
Só descansei duas horas, para acalmar abri a vitrine das recordações... dei de caras com a bola d'oiro  que me fez lembrar a do Ronaldo...
Cada um com as suas:
  • As minhas -, ouro e prata do mundial de 2004 

  • Salvou-se hoje o domingo com o programa da TVI em ANSIÃO na feira ancestral dos Pinhões.
  • No meu tempo de cachopa as vendedeiras vinham dos lados do Pinhal de Leiria usavam chapelinho de veludo com lenço branco pela cabeça, nas mãos fiadas de pinhões, que os rapazes compravam para oferecer às raparigas...
Almoço com a minha filha e o Samuel -, peixe assado no forno com batatinhas e grelos de couve aferventados. Arroz doce e framboesas.
  • Abriu o programa com a imagem do portal da Misericórdia em pedra da região, no palco o vocalista da Bandalusa...
 
  • Ora não podia ter sido melhor escolha, por me ter feito vibrar no lembrar alguém, tal a semelhança, e a covinha no queixo...
Porque o que mais custa a suportar não é a derrota ou o triunfo, mas o tédio, o fastio, o cansaço, o desencorajamento. 
  • Vencer ou ser vencido não é um limite. O limite é estar farto segundo  o escritor Vergílio Ferreira.
Sei que não  me quero deixar vencer pela desmotivação que sinto.
Queria ter o poder (?) seguro e firme, para mudar!
A vereadora mandou fazer velozes de abóbora no restaurante dos Olhos d'água, a cozinheira estranhou..ora se soubesse a tradição saberia que em Ansião se comem, antes dos Santos ao Carnaval, e não só pelo Natal.

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