sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura...

Acordei de madrugada com fortes cargas d'água que gosto de sentir a cair no telhado...  
  • Doce pensar eleva romantismo a deambular ... sei que preciso dar uns murros na mesa -, ou a teclar -, mas sem magoar intencionalmente ninguém.
 No fazer eco ao  pensamento de Che Guevara
 "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura." 
A perseverança é fundamental no aclarar das ideias, mui paciente, sem contudo ser calculista. 
  • Por isso não desisto do meu caminho que tracei para o resto da minha vida!
  • Gosto de viver de forma aberta, descontraída, mas no respeito .
Não sou mulher de deixar nada por dizer, muito menos fazer, no ínfimo eco aos cachos desesperados, secos nas  vides firmes, no justo jaez -, mortos sim, mas com dignidade!
O mais importante é respirar, já que é a respiração a fonte de vida.


Jamais  penso desistir da esperança e do otimismo que incuti a mim mesma, na fé e busca do que sempre almejei, aparentemente desisti de procurar -, há  6 anos de volta no querer maior de não voltar a desperdiçar oportunidades, antes querer viver feliz numa felicidade que sempre auspiciei. 

Sei do meu jeito atrevido no incitar a brincar,  com isso vem a tortura -, tal cuidado para não me transformar numa pessoa que usa a brincadeira (?) como forma de escape das exigências e das responsabilidades que sempre me pautei. Fora este jeito desajustado na idade -, difícil desnudar de mim, sou pessoa séria, e de sentimentos nobres.

Há muito que vejo que há pessoas que tem a  a tendência para ir por atalhos ...seja nos relacionamentos, carreira, vaidades  mundanas e  no crescimento espiritual.

Gosto da pedra firme, outrora costado de balanço ou picota de tirar água do poço. Aprendi no tempo a respeitar a pedra -, que no descanso do olhar nela bebo força, e energia...por isso vou guardando as que posso!
A minha tendência é mais pés no chão-, traço objetivos sem necessidade de pressas, não importa quanto caminho tenho de percorrer, se centímetros ou vários quilómetros. Até porque cada pessoa leva o seu tempo.
Acordei no ajuizar da boa lembrança ocorrida no aniversário deste dia no ano de 73... pedido ansiado de namoro -,  quis o destino ser malfadado infortúnio!
Debalde por morte, irreparável -, ventura na sorte, de novo se deixar encontrar!
  • Ontem o dia pautou-se  pérfido em acontecimentos que senti serem mais nefastos do que a minha própria existência, neste pensar alto de emoções...
Mote descontrolador do meu dia a dia nos últimos tempos, sem data anunciada para decisão final!
Inusitado foi a adversidade inesperada ditada em relâmpago...
Estupefacta mais uma vez com a  força em lidar na imprevisibilidade, e nela o uso das palavras fortes para incutir eficácia na determinação.
  • Terrível sentir tal provação aflitiva e penosa -, aparentemente esmagadora e insuperável nesta idade ...
Sinto o meu estar invadido por um devaste que me deixa a alma desnudada, no contínuo desperdício de atenção e carinhos ...no mesmo historial de sempre! 
Importante é não permitir que as provações ou desilusões da vida  nos levem por caminhos de amargura, vingança e afins. Porque não somos o nosso passado, mas sim o que fazemos com as experiências que vivemos. Não se pode atrair -, luz e beleza, se o nosso coração estiver cheio de pensamentos negativos...
  • Prefaciando o pensamento de Óscar Wilde -, "Acreditar é monótono, duvidar é apaixonante, manter-se alerta; eis a vida!"
Não tenho certezas de quase nada. Apenas sei que não vou deixar que nada me impeça de seguir os meus intentos -, que é a vontade ferranha de mudança.

O bom senso avisa que devo ter em consideração os sentimentos dos outros , não ser fundamentalista, um defeito que peco por excesso...
Continua este  meu agora de agonia em sofisma platónico que me perturba ...
Há gente que entra de cabeça em relações de cariz  volátil, descartável só porque se sente infeliz, cansada da rotina, sem dar a última chance à vida que tem... e com isso irrompe loucamente em partida galopante de novas conquistas, sem  antes ponderar o bom senso no conhecimento, pior, sem antes pensar em algo mais sério...somente no prazer da dualidade, da conquista, de novas experiências, ou talvez não (?).
  • Sinto a nostalgia deste terrível  ambivalência -,  em acentuações afetivas opostas, mas basicamente simultâneas...desaguisado da mente em desatino, desatinado!
Abalada. Alguém se deixou encantar com a minha escrita-, ao que me contam -, sensível,  descritiva, romanceada na primeira pessoa ,com laivos poéticos, doce e apimentava no humor, até enigmática...seja pelo esplendor no começo, perda  brusca do enredo a meio para o reencontro estonteante no final....
  • Preocupante? Sim, desta feita alguém muito novo-, julgo foi a diferença da idade que me incomodou - 16 anos.
Um dos riscos neste período de mente perdida que pode representar um teste difícil à compreensão da realidade -, e levá-lo a se confundir, pior levar a conclusões erradas de diversas formas bebidas na leitura das crónicas. Justamente deixar-se controlar por uma ideia, que marca o inicio de uma relação muito idealista, em que supostamente se procura orientação espiritual -, através de outra pessoa, como se ela fosse "maleável ao Deus"... 

Ora sou apenas humana...madura em demasia, para emadeirar em arco!
  • Dizem os cultos que o mais importante é analisar cuidadosamente qualquer nova ideia ou filosofia, que nos persegue na mente -, antes de deixar que ela desnorteie as nossas vidas. 
O que sei-, no passado vivi situações idênticas que eclodiram várias vezes ao longo dos anos!
  • Resquícios de relatos... graças ao meu estar simples,da minha alegria,  amiga em ajudar, prática, simpática, moderna para a idade, sobretudo pela afetividade no uso das palavras que a minha escrita transparece ...

Por isso a interrogação em me questionar, terei eu de mudar?
Mas sendo mulher de afectos -, é matar-me de morte matada!
...........

Soube que o filho da MJ  decidiu por internar a mãe numa clínica, esperando que a ajude nas doenças diagnosticadas do foro da psico e bipolar.

Mulher bela de olhar verde, descendente da colónia judaica de Trás os Montes-, tornou-se num farrapo....espero sinceramente que melhore, dê em  definitivo a estabilidade que o filho precisa para se afirmar na vida e ser feliz,  porque a irmã, essa desistiu à muito da mãe, foi viver para casa do namorado...família desestruturara pela doença!

Não há duas sem três...
  • Desalmada, e de que maneira com o estar destrambelhado do meu amigo JM.
  •  Argumentos bastantes de instabilidade emocional que me derretem os neurónios!

Certo, não vou deixar que nenhum deles me afecte!
  • Embora hoje ainda não sorrisse! 
Talvez com uma flor rosa pálida -, a cor da minha alma, no recordar a  minha Lameira, quando apanhei a azeitona, e fotografei a roseira ,filha da pernada que transplantei há anos , da que ainda vive no Vale na  Moira Redonda, resistente ao vento e ao sol, aqui no rebordo do poço!


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