quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Nenhuma ausência é mais profunda que a tua!

Prefaciando
Sophia de Mello Breyner Andresen "Num deserto sem água, numa noite sem lua, numa terra nua, por maior que seja o desespero, nenhuma ausência é mais profunda que a tua!"
 Poemas escritos em 2008
I

Saudades de ti
Saudades de te ver
Vontade de te abraçar
Sentir o meu coração a tremer
Com o deslumbre do teu olhar.

Saudades de ver um sorriso teu
Vontade de te ouvir falar,
Sentir a alegria das estrelas no céu,
Apenas por te ouvir suspirar.

Saudades da tua presença perto de mim,
Vontade de nunca te perder,
Sentir a tua ausência assim,
Apenas empobrece o meu viver.



II

Amar-te assim tão fervorosamente...
Qual rasgo de luz infinita…
Sinto estás algures por lá, e eu aqui
Tão perto e tão longe ao mesmo instante.

 

Sentir-te bem pertinho de mim…
Sem te poder tocar, porque teimas em fugir?
Doloroso pressentir-te meio perdido
Não te poder beijar de mansinho...

 

Querer-te e não te poder ter para mim
irreal almejar este amor desconcertante
Amar-te assim perdidamente...
E sentir solidão amarga e tão ausente!


III 


Quem és tu? 

Um ser algo ausente
Mas em mim sempre presente
Alguém que me ilude, me toma a virtude
Cujo olhar me diz sim, me diz não...
Um menino perdido, confuso e sentido
Uma alma descrente, que vive e não sente
Alguém que por amor clama
Mas, no fundo, não ama
Um errante sozinho, que busca um caminho
Um ser sem destino, sem rumo, sem tino.
Homem menino ausente, mas dentro de mim
Alguém que me ilude, me tira do sério
Cujo olhar me diz não, me diz sim
Homem que me deixa fora de mim!

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