quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Recordar versejos ao jeito de poesia escritos em 2009

Versejar em jeito de poesia  escritos em 2009


Não foi por maldade
Gosto de ti... 
Forma desprendida
Única, bela, tranquila, sem igual
Obrigada pela presença na minha vida!
A franqueza é a coragem da verdade.
É a vitória constante sobre o medo escondido.
É um bem!
Por ser uma forma de autenticidade
naturalidade e de carácter.
Embora se apresente de forma estranha
É legítima, verdadeira
Mas sei que não devia...
Sinto nostalgia
invasão de privacidade
sentimentos e indignação
espanto e preocupação
desânimo assaz prisioneira
por entre a janela  de ferro forjado...
Sinto muito!
acredita, por favor
Não foi por maldade!

Dia de S. Valentim

Aprofundo o meu estar à ligação interior que travo contigo.
Encontro-me no silencio, a meditar sobre nós em retiro.
Nutro a minha alma, acolho a paz de espírito e a inspiração.
Num simples gesto de cruzar olhares, sentir emoção!

Queria eu poder dar-te o mundo na tua mão
Mas o mundo não está disponível para te dar.
Triste, amargurada , por jamais haver um elo, queria
No dia de S. Valentim, o teu olhar na minha mão!

Prazer de escrever

Apraz-me o prazer da escrita, por paixão
Quereria eu, que o tentasses p'ra mim!
Debalde, não sentes esse elixir...
Partes em divagações para o além! 


Como será reencontrar-te
Ver-te, e não te poder abraçar
Fingir que não te quero
Acordar no meio de um sonho?

Silêncios  


Sinto em ti um carinho especial por mim
Eu p'ra aqui sozinha com a cabeça em ti
O que queremos os dois afinal?
Brincar como efémeros namorados!

Não senti nas tuas palavras no telefonema
Paz, alegria por estes dias, com a tua família
Senti -te triste, faminto de qualquer coisa
Apanágio melancólico o espírito da tua alma!

Não sei o que se passa por aí
Sinto que algo não está bem.
tanta obrigação em  fazer de ama-seca
Ficas apagado, sem reacção.

Como será o nosso amanhã?
Igual a hoje, pior ou diferente?
Quero acreditar em surpresas
Liberta o ego, tranquiliza a minha dor!


Quero ser feliz


Sonho em poder abraçar-te, sussurrar ao ouvido
Gemer baixinho, gosto tanto de ti...
Lançar alerta de ajuda, sufoco de dor, desejo...
Algemares para sempre as minhas dúvidas!

Que será de nós depois de tudo e de nada que vivemos?
Esquecer, mas como? Será possível?
A cumplicidade é demasiado forte e intensa
Eternizará a nossa vida, como um fantasma!

Acredita no meu amor. Não fossem os medos...
Muito medo de te amar, e não sei o porquê!
Ou melhor sei, mas prefiro não admitir.
Sinto que te perco a cada dia que passa!

Ver-te assim triste, sem puder acudir, dar colinho...
É ficar duplamente amargurada, medo de ser ridícula
A auto-estima ralha comigo chama-me à razão
Grita alto, exalta razões que prefiro nem quero mais ouvir...

Sinto apenas que quero ser feliz!
Fazes-me falta, e faz-me falta
Ver-te a ti também feliz!


Fragmentos de Dor


Queria eu ter poder sobre o mar enfurecido...
Poderes sair, zarpar na princesa sob a crista das ondas
O sentir da bruma fresca em fagulhas cristalinas
Acordar de dores tristes e passadas, soltar amarras num grito!

Sinto fragmentos de dor, de ausência, de ti
Sei onde estás, quero dizer-te que te adoro e não sou capaz.
A mão, a voz, teimam em fugir do contacto que quero de ti
Sempre as negações, o medo a insegurança, que fazer?

Será que continuas triste, apagado, deprimido?
Queria tanto ajudar, olhar para ti, torcer o caracol...
Ouvir um aí de dor, sentir o calor da tua mão na minha...
E num abraço abafar de vez tantas emoções!

Não sei o que será de mim sem ti nesta minha vida!
Quando tudo acabar, não há motivos para te rever
Como irei sobreviver sem a tua voz, sem o teu sorriso...
As lágrimas invadem o meu rosto, sofro por ausência de ti!


Jeito de Amar


Estou p'ra aqui a pensar em ti
E tu aí a pensar em quem?
Distantes um do outro, nos silêncios
Os nossos corações sangram de dor!

Sinto nas tuas palavras, a voz sôfrega
Tamanha tristeza em ânsias, continua.
A dor amargurada sentida novamente
Amarrados ficamos nas mesmas dúvidas!

Pensar e repensar, querer e não querer
As incertezas, são uma constante.
Medito, penso, repenso, não vejo o que fazer
Querer é o que mais quero, mas e o medo afinal?

Da mudança, de te dizer o que sinto, o que querer
No acreditar que és a minha alma gémea...
Por mim almejada por toda a minha vida.
Grande fosso de negações, mas a vontade é ceder!

Dúvidas

Porque será que sinto que estás confuso e dividido?
Quão grande esforço evitas falar dos teus sentimentos.
Sem certezas, não caminhes em frente, pára.
Disparate seria, apostar numa relação, cheio de dúvidas!

Olho para ti e sinto que paras para te isolares
Ponderado e reflexivo, é agora o teu comportamento.
Moras e introspecção na necessidade de balanço.
Espero, que o tempo tranquilize as tuas decisões!

O sol brilha, irradia hoje o meu estar
Quereria eu saber onde estás agora?
Fala comigo, deixa-me encantar com a tua voz
Deixa de ser iluminado, aprende a ser sábio!

Não sei se hoje te vou ver
Sempre as mesmas expectativas goradas
Sinto a falta de atenuar saudades
No deleite a união e troca de afectos!
 
Pedras
Sinto um interesse algo exacerbado por Pedras...
Exalam um poder desconhecido que me fascina!
Naqueles momentos de solidão, de maior agonia.
Acalmam o meu corpo e alma, apaziguam dúvidas!

Encontrar uma pedra que rasga o olhar
Sentir no toque a carícia do teu rosto
Querer almejar esse desejo
Ter a certeza de te encontrar!

No meio dos lírios da serra, o meu olhar encandeia
Do horizonte anseio ver o mar para te rever
Desfrutar mil emoções ao avistar beleza rara
Sentir que ali comigo apanhas pedras a sorrir!

Forte Desejo de carências

O tempo passa a cada dia...
Contigo presente continuo
no meu pensamento.
Aflição tamanha a minha!

Acordo a transpirar
Suspiro por carinhos...
Sinto a falta de te ter
De abafar desejos reprimidos.

Acordei esta noite várias vezes
Forte desejo de carências...
A vontade de te querer e não ter
Saudades de te amar.


Vivo contigo no meu coração
Ansiosa, conto os dias para te rever
Atonta, fico quando te encontro
Tenso não demonstras compaixão...


Entrevista
 
Sentada na esplanada Amoreiras
Faço tempo para a entrevista
Uma nova etapa na minha vida
Tentar nova oportunidade.

Pessoas correm deambulando...
Aqui sentada à espera, me encontro
Penso em ti, para me dares força
Por nós sinto a coragem para enfrentar.

Couves Solteiras

Tento esquecer as amarguras do passado
Vivo apenas e somente o presente.
Nem sempre trilho o caminho mais fácil.
Aquele que porventura seria o melhor para mim
Contudo, e também por isso mesmo
Não me deixo intimidar com os obstáculos!
Sinto ao longe uma forte esperança
Há muitos anos por mim sofrida
Luto todos os dias e não acontece nada
Para quando, meu Deus o grande dia?
Sofro sozinha, a cada dia, em profundo silêncio.
Irrompo ao anoitecer, com conversas soltas sem valor.
Interrogo-me o porquê...
Debalde em flecha as picardias...
Os medos, o fosso de negações
Sufoco de dor e a cada dia envelheço mais!
Quero Parar! Preciso Parar!

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