segunda-feira, 31 de março de 2014

O oiro apanhou rede de franchising...

Na minha voltinha da tarde de sexta feira para espreitar o sol ao passar pelo Tribunal de Almada deparei na minha frente com um paparazzi armado de grande máquina fotográfica com tele objetiva , o que logo me fez eco nas notícias que na véspera gostei de ouvir -, pessoas envolvidas, suspeitas de corrupção, fraude fiscal, recepção e branqueamento de capitais. No caso três casais de ourives, um deles presidente da (ACORS), alegado cabecilha da rede, e um inspetor da PJ de Setúbal suspeito de passar informação sobre as investigações em curso.O Ministério Público no trabalho de colaboração com a PJ nesta investigação adiantou que em causa está uma fraude de 12 milhões de euros em movimentos de ouro não declarados ao Estado-, ouro suspeito de roubos a residências, para ser refinado supostamente numa empresa do ourives  Paulo Martinho que seguia depois para outras lojas. A operação policial realizou 27 buscas domiciliarias onde apreenderam mais de 70 quilos de vário ouro, 170 quilos de prata , vários diamantes, 5 carros, um barco e um milhão de euros.As notícias ditaram em prisão preventiva  cinco pessoas, dois casais de ourives e o inspetor da PJ,  sendo que outro casal  de arguidos ficou em liberdade com Termo de Identidade e Residência com apresentações periódicas às autoridades.

  • Pois nada me surpreendeu  a notícia, só pecou por ser tardia...

Um dos casais de ourives conheci para 10 anos  na sua ourivesaria quando ofuscada pela vitrine repleta de belas peças  na vontade em apreçar uma corrente de relógio de bolso antiga para ofertar à minha filha. 

O meu ouro tinha sido furtado uns dois anos antes. Vivia no desgosto de saber que o que me pertencia por herança do meu pai , o meu avô o ter ofertado à sua 2º mulher, perdão jamais perdoado, premeditei angariar cada peça quando começasse a trabalhar, que adquiri com o dinheiro extra das promoções e prémios, o meu consolo. Comecei na angariação nos leilões da Caixa Geral de Depósitos na Graça onde me deslocava à hora de almoço de elétrico... 

Supostamente este ourives começou na feira da ladra a vender relógios, rapidamente viu o lucro crescer com o franshinsing , no tempo que estive  na conversa, e foi imenso, dei conta de entrarem parceiros vindos de locais diferentes com artigo diverso a ser pesado, relógios em  Arte Déco e,...

Tirei o casal "pela pinta" - , feeling de gente espertalhona que enxerga longe, vitrines a abarrotar de peças de encher o olho que nelas me perdi tempos na escolha e balanço do preço -, sempre por perto instigava  " se não compra logo um cigano a leva, doidos por peças antigas, e então por essa que tem nas mãos" Intrigada com este estar na loja, fosse pela conversa fiada ao mesmo tempo que faziam avaliações em série, mas doida com a peça e na vontade de a trazer comigo na mistura diabólica a sensação estranha que me confundia pela esperteza e lábia em demasia -, seja pelo aspeto vigairo dele dado pelos cabelos atirados para trás em ar delambido, encaracolados que davam brilho à  tez morena a reindivicar  etnia cigana sem o ser (?) e olhar negro penetrante, demolidor de vencedor,  já ela loira encaracolada, de ar empertigada em corpo delineado, mania de inteligente e fina  de conversa saloia!

Uns anos mais tarde haveria de voltar a ouvir falar do casal pela surpresa do assalto ocorrido à  sua vivenda na zona da Charneca de Caparica, perpetuado por quadrilha de ladrões ucranianos (?) supostamente durante o assalto ao fazerem barulho os acordou, a  mulher para defesa do marido(?)  pegou na arma e atirou num assaltante que veio a falecer...

O que achei estranho foi a loja só ter fechado um dia e ninguém ter sido preso. Afinal houve um assassínio. Se alguma força da segurança em legitima defesa abre fogo sobre assaltantes em fuga, e no azar morre alguém -, o que se tem visto é "problemas de meia noite " e prisão...Ora coisa que não entendo mesmo nada "dois pesos e duas medidas" no mesmo delito -, a morte!

  • A força do dinheiro e dos bons advogados de defesa levam sempre a melhor, o que parece!

Numa segunda feira 11 de julho de 2011 escrevi uma cronica sobre esta temática-, Abram o olho à febre do oiro, estranhamente com poucas visualizações...


  • Foi um novo negócio de filão d'ouro para o ramo de franchising.

A uma qualquer esquina em lojas grandes, ou pequenas, algumas com segurança policial abriram como cogumelos. A maior parte delas apenas com um empregado, onde se praticavam empréstimos e fazia revenda de peças compradas.

Para entender esta engrenagem  que me intrigava, tendo algumas peças desirmanadas que restaram do assalto à minha residência, fiz-me passar por cliente com dois lotes diferentes, em várias casas da especialidade.
Constatei haver quase sempre gente à espera, aparentemente de ar nervoso, alguns conhecidos de vista que os vi ficar embaraçados...
Ao chegar à minha vez  explanei a  pretensão de avaliar um lote de peças em oiro.

1º lote um anel e brincos sem par ofertaram  entre 120 a 130 €
Ato imediato o empregado sentado na sua mesa de trabalho debaixo do balcão onde fez a pesagem, de seguida analisou as peças esfregando com um químico a conta gotas para testar duvidas dos quilates do oiro, e até das pedras preciosas do 1º lote -, um anel  arte déco grande, de pedra vermelha que usava no  fatal dia do assalto foi desvalorizado afirmando que o ouro não tinha os 19,2 quilates -, o ouro de lei em Portugal sendo o ouro mais puro da Europa com 80 % de ouro e apenas 20% de outros materiais.Num ápice  atribuiu o valor monetário ao lote, conforme a tabela do dia na página da net (?) ou como melhor lhe deu jeito...

Perante a minha cara de espanto -, pois o anel tinha sido comprado a um cliente do Banco quando a comissão dos cofres sofreu grande alteração, no caso o cliente tinha apenas guardada uma pequena caixa com objetos de ouro, no ensejo de lhe passar o recibo para se deslocar à cave me lança o repto se  o queria comprar, por me ver sempre enfeitada daquele metal. Ficou de avalar as peças, mais tarde voltou, e o negócio concretizou-se.Instantes fulcrais de cálculo mental na conversão de escudos para euros, deparei-me que naquele agora a grande especulação do metal em alta ao valor atribuído visivelmente inferior ao que tinha sido 20 anos atrás, em que o preço do quilate era francamente menor...
Argumentei  sobre o valor atribuído ser  muito baixo ao que esperava atendendo à peça,  na lata da lábia quis explicar a história do anel para que percebesse que não era uma cliente passional, daquelas que entram para trocar por dinheiro...Surpreso pela contestação imediatamente acrescentou uns euros para me aliciar, ainda assim altiva e irredutível me despedi para espanto dele que me dizia a dentes cerrados " olhe que ninguém lhe dá mais...

Segunda avaliação
 2º lote 90 €  -, pregadeira, a avaliação aconteceu numa loja sentada em frente da mulher de origem indiana, sem se fazer rogada a analisou nos mesmos moldes, desta vez na minha frente onde fez a fraca avaliação com indicação que ficava prejudicada se vendesse por ser peça de joalharia, só lhes interessava ouro para derreter, por isso o valor da oferta.
Terceira avaliação
1º lote 171 € regateado 180 € 
2º lote  125 €

Quarta avaliação
1º lote 200 €
2º lote162 €  -, sabendo que a pregadeira me tinha custado em 2ª mão quarenta contos há muitos anos,  argumentei na retórica que a peça era muito antiga e seriam brilhantes .Subiu a tabela para 185 €.

Quinta avaliação 
Noutra loja a mesma avaliação fraca de 145 €, perante a minha argumentação o suposto dono alvitrou que conhecia um especialista em Almada mas para ele avaliar a peça tinha de cobrar 15€ , tinha de a deixar  fazendo fé que estava numa loja séria...Contestei o valor deixando a peça mas nada pagaria neste querer de levar a minha investigação adiante, não hesitei ficando com uma declaração da entrega nos pressupostos acordados . No dia seguinte na hora acordada disse-me sem querer desprestigiar a peça que valia 215 € , e  que tinha aprendido mais uma coisa -, a destrinça de ouro velho do ouro antigo...Para me confidenciar que eu estava enganada sobre o seu valor -, a peça não era antiga como eu julgava porque o fecho era novo, ao que lhe respondi -, ora o fecho é novo porque o antigo "em rabo de porco" estragou-se, até o tenho...Afinal eu sem saber da especialidade sabia mais que ele e o avaliador -, detalhe  fulcral para eles ganho do negócio, a pensar que me enganavam!
Acredito se continuasse nesta teimosia teria por certo novas surpresas.Foram substanciais as diferenças. No caso das primeiras franchising . Na última numa casa de compra direta ao publico mas a título particular, por isso  a melhor cotação, sem comissões para a casa mãe mentora do negócio.

Observei um caso que o cliente necessitado de dinheiro vivo, nem pensou duas vezes... Aceitou o que lhe disseram sem mais nem menos.
  • Os clientes deveriam apostar em fazer avaliações em  casas diferentes.Dessa forma quem se quisesse enganar, era da sua livre vontade.
Todos tem direito a vender o seu ouro, porém tem o direito de ser informados das cotações diárias e receber o talão da máquina referente à venda ( não dizem para cada vez que compramos o que for devemos exigir a fatura ?). No pressuposto " dente por dente, olho por olho" -, porque o cliente ao vender é obrigado a deixar fotocópia dos seus dados pessoais  .
Todos deveríamos reaprender a ser racionais e não uns totós, como uma maioria se comportou e ainda comporta...
  • Estas casas fazem o preço que lhes convêm, conforme o "ar, aspeto do cliente" e pouco ou nada adiantam, só para não o perder uma vez que entra porta adentro, porque sabem que quando assim é vão vender seja ali ou noutra loja similar.
  •  Porque aquilo que se tem visto há anos desde que apareceu esta mina de comercio fomentou a meu ver mais roubos! Ele há casos e casos todos os dias nos jornais, no pior até quadrilhas de ladrões estrangeiros... No passado os larápios transacionavam a mercadoria roubada ao desbarato em ourives de poucos escrúpulos supostamente referenciados como receptores de material furtado pelas autoridades...
Infelizmente a pobreza arrasta para a burrice que no caso os trai como clientes...Deveria ser ao contrario!

O cliente deveria vender com o comprovativo do peso, do preço, e do valor...
Supostamente saem do estabelecimento a pensar que já tem outra vez dinheiro no bolso...

Pena tenho de sentir em ver pessoas de cabeça fraca!
  • Ignorante o cliente, ou complexado pelo incomodo do lugar deixa de fazer perguntas:

Devia perguntar o peso em gramas do lote

Questionar o valor da grama que pagam

E até questionar o valor da grama para venda, com isso se mostrarem interessados no mercado e na especulação da oferta e da procura, sobretudo saber se lhe interessa concretizar o negócio ou não.

  • O que parece não faziam pesquisa de mercado, de ver onde lhe pagariam mais.

Nada! O cliente ao entrar é para deixar a mercadoria , trazer dinheiro, e não ser reconhecido por ninguém, alguns até inventam estórias, para não demonstrar dificuldades, sabendo que todos se desfazem do ouro por dificuldades.

  • Quem ganha na transação?

O comprador que faz o preço abaixo da tabela.Grande percentagem de lucro, apesar de ter de pagar comissão à casa mãe do franchinsing sobre cada transação.

À posterior libertam-se das piores peças sejam partidas, amoladas, sem interesse comercial que são vendidas ao revendedor para derreter, enquanto as melhores se vendem em ourivesarias da especialidade -,ouro antigo na destrinça de ouro velho em peças com feitios, e pedras preciosas, carregadas de história a preços escandalosamente caros e com a retórica...Disto já não se faz..."mas antes na compra a desprestigiam, já ninguém usa disto, agora querem é ouro contemporâneo, isto foi bom, agora só dá para derreter"

Obtém lucros extraordinários, livres de impostos, o que parece!

Fazendo pouco, ganhando muito, montaram a rede de angariadores  selecionados em Bairros da periferia sem emprego certo que andam pelo País a comprar ao desbarato o ouro e afins que depois canalizam para o receptor, numa máquina bem montada de engrenagem -, clientes e intermediários, até ao destino final estes ourives agora em prisão preventiva.



Incrível foi constatar que  este  negócio floresceu a olhos vistos e o Estado, demorou a interferir!
  • Deveria ser obrigatória a tabela liberalizada diária nos estabelecimentos tal como a que existe com as taxas e comissões na Banca. Mais, só ourives credenciados deveriam ser habilitados a ser avaliadores e não qualquer um a que se dêem algumas dicas, e passa a ser de um dia para o outro avaliador certificado(?)...
Nessa altura quando me assaltaram a casa e furtaram o meu ouro, a equipa de investigação criminal a primeira coisa que me perguntou foi o montante do roubo, a que questionei o porquê-, fiquei a saber que o valor diferencia a perspetiva do hipotético receptor... nada fizeram, para grande espanto mais tarde constatei a ineficácia pelo tempo ao ser chamada às pressas para ver se uma mercadoria apreendida seria a minha, - a que respondi que não, o polícia vira-se para mim e diz-me -, pois não, outra senhora já disse que era dela e acrescentou,  para mim acho que o ouro devia voltar à terra de onde veio, assim acabava-se de vez com os roubos...Ao que lhe respondi,  acho estranho a forma como me chamaram apressada, até um salto parti na pressa de chegar, convencida pelo telefonema que tinham encontrado as minhas peças, afinal já devia ter percebido que a fazer a denúncia, o policial demorou tempos infinito na procura das letras no teclado, sempre a perguntar se era em oiro quando no incio expliquei que todas as peças eram nesse metal, agora vem-me você com esta conversa despropositada que peca pelo deszelo da farda que veste, quando deveria ter cautela e não falar por falar, porque gente como você nada acrescenta de valia na profissão, antes só prejudica, e com isto vim-me embora furiosa! 
 
O aparecimento destas lojas foi e continua a ser uma mina para quem vende roubado. As peças são trocadas por eles ladrões, namoradas, ou mães, pela facilidade  de o transacionar em qualquer loja, para diversificar os dados pessoais que tem de deixar e baralhar supostas averiguações como já tem acontecido de roubos em que a polícia se desloca de imediato às lojas que tem debaixo de olho...
Mas há donos de lojas que até se deslocam a casa do cliente.

  • Compras livres de impostos,de IVA...
Com grande descaramento dizem que o ouro pagou impostos na venda em novo, e é verdade, mas sendo um material vendável mesmo estragado, partido, deveria pagar impostos em cada transação...Ou não? Nada. Nadica, troca por troca em dinheiro "vivinho da silva"!
  • Ganha o comprador por comprar abaixo da tabela do dia para o metal , valendo-se do cliente estar em aflição!

Produto que revendem por grosso a outros negociantes que por sua vez o revendem a outros( já imaginaram a margem de lucro para dar para vários intermediários?

Transações livres de impostos.Todos enriquecem a olhos vistos.

Será que ainda ninguém se deu conta da situação?

  • Os legalistas, quem de direto se deveria interessar pelos novos negócios, estuda-los e perceber o filão para o bolso dos oportunistas -, no caso pouco para o cliente, e nada para o Estado!

Se todos contribuirmos com trabalho e responsabilidade no pagamento de impostos e não só por alguns, o País endireitava-se!

Se ninguém fizer nada, outros franchisings irão proliferar  na recessão e desemprego na mira de furar o sistema até esgotar os lucros, e depois como se nada fosse, fecham portas de bolsos cheios, mesmo presos, com fortunas em paraísos fiscais...
  • Deveriam ser esmifrados de tudo o que espoliaram com prazer e desprezo pelos outros e pelo Estado, até ao tutano isso sim!
  • Na feira de sábado em Setúbal não se falava noutra coisa...
  • Lojas fechadas da Alma d'oiro e na riqueza e ostentação que os donos se faziam mostrar...
Uma senhora que conheci  através do meu emprego como cliente andava há mais de 11 anos carregada com quilos de oiro, dizia à boca cheia que  o comprava a homens que o vendiam nos cruzamentos da Cruz de Pau ...Cordões, pulseiras, anéis e libras nas mãos ao preço desbarato por ser produto roubado ... Ora esta lembrança desperta em mim a conduta do suposto marido em tudo igual, igualzinha no "aspeto cigano"ao primeiro ourives referido -, no caso se fazia passar por doutor de coisa nenhuma em curso tirado em Universidade do norte,  dele não guardo boa memória fosse pela conduta de vaidoso, vígaro, sem papas na língua atrevido, aventureiro lunático, um aldrabão supostamente batia na bonita mulher, as marcas as vi e muitas na pele "lhe senti o prazer maquiavélico de fazer dos demais gato sapato, sem respeito pelas hierarquias, no despelante telefonava a uma empregada sem estatutos de chefia para pedir à gerencia o pagamento dos cheques, prática corrente e diária não passava do abuso de rolman de cheques, sem saldo para os debitar ...Um contador de estórias  e de mentiras... No ultimato pressionado o descaramento -, olhe se quer ficar descansada telefone e confirme o valor a receber das comissões. Nada mais do que os royaltys dos contratos aprovados noutros bancos sem contudo estarem na tramitação fechados (?)...Até ao dia que a mostarda chegou ao nariz, ouviu nas trombas um redondo e sonante Não de  alguém que lhe mostrou quem mandava, sem canudo!
Com isso teve além de os pagar, justificar a devolução, e depois de  novo de folha limpa, bateu com a porta para a chatear ..." 
Na moda  ao tempo o negócio de ajuda junto da Banca "apelos convidativos, mesmo com moras, contencioso, nós aprovamos..." onde foi líder, dele os patronos falaram como ter sido a loja que mais negócio faturou, na risada o desplante-, ao tempo se pôs de estaminé no estádio da Luz  no dia de jogos a angariar clientela com problemas financeiros. 
  • Julgo acabaria por ser saneado da organização...Supostamente outros problemas maiores se alevantaram ao por em causa a estrutura organizacional de gente de bem e de boa conduta !
Haveria depois de o ver com loja aberta, compra e venda de ouro o que me catapulta para o suposto 2º casal de ourives preso preventivamente...
  • Espero que o  roubo perpetuado na minha casa não tenha tido nada com esta estirpe de gente, até pode ter tido -, porque seria fácil saber a minha morada, além do ouro por o usar ao tempo diariamente...

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