sábado, 1 de março de 2014

Conversa fiada a pensar no Olho do Tordo por terras de Alvaiázere


Vomito espirituoso a pensar em águas de Sicó ...
Oi
-Oi. Brasil? Estás bem-disposta? Ai como me soou o teu "OI" no meu ouvido!
Hummmm você hoje está do katano meu amigo, que se passa por aí?
Será que viu passarinho novo, boazona a passar a ponte, ou sonhou com alguma princesa? 
- Os teus Hummm arrepiam-me, sonhei contigo!
Não acredito - , mas afinal o que tanto te fascinou, posso saber?
E, eu terei gritado de noite...
No meu Sonho!
Olha que já era tempo de te ter passado -, os flirt duram horas no máximo dias...
Para perceberes melhor..."eu bato aqui à tua porta só quando cá não posso estar...
Para não me entusiasmar...
Por causa do trabalho...". 
Vou ter de sair e vou levar-te comigo... 
Que boa recordação da minha adolescência a linda canção Duo Ouro Negro

Menina bonita
Com tranças de trigo
Sorrindo à janela
Vem cantar comigo 
Os homens fizeram
Um acordo final
Acabar com a fome
Acabar com a guerra, viver em amor 
{Refrão} 2x:
Vou levar-te comigo
Vou levar-te comigo
Vou levar-te comigo meu irmão
Vou levar-te comigo 
Olá companheiro
Do fato rasgado
Não estendas a mão
Foge do passado 
Que os homens fizeram
Um acordo final
Acabar com a miséria
Acabar com a guerra, viver em amor 
{Refrão} 2x 
Olá avozinha
Colegas, pastores
Estudantes, ministros
Rameiras, doutores 
Os homens fizeram
Um acordo final
Acabar com a fome
Acabar com a guerra, viver em amor 

Meu querido amigo a irmã da nossa comum amiga Leonor -, a Fernanda, endereçava-me convite para ir passar o fim de semana com ela e o marido.
-Olha que simpática, nesse dia vem ver-me também. E se quiseres tenho dois quartos vazios, podes ficar cá em casa.
Continuas a ser um bom amigo, um amor de pessoa. Quando me decidir a voltar à tua cidade fazer uma feira, aviso-te, sabes que a Fernanda na Bélgica trabalhou para uma antiquária? Tanta conversa num assunto que me é querido, espevita o ego, encanta, faz esquecer o que não quero sentir..
-Mas o que procuro e gostava, era angariar companhia para ir descobrir o Olho do Tordo -, uma rebentação de águas no Maciço calcário de Sicó para os lados de Alvaiázere , pensei neles que moram relativamente perto.
- Falas do "OLHO DO TORDO" ? 
Simmmm... 

Ando há que tempos para conhecer. Fascinam-me as águas do algar deste maciço, que sendo tão nosso dele nascem rios: Nabão; Dueça; Anços; Mouro; Agroal , rio do Pessegueiro, e o Olho do Tordo -, supostamente outros de dimensão mais diminuta-, porque a maioria só brota com as águas do inverno, no verão a água corre muito funda, coisa de mais de 40 metros.
- Vamos os dois?
Gostavas de ir? Ou não te desperta a aventura, isto é caminhar por certo em lama, calcorrear carreiros por entre o vale e serras, quiça resvalar , a relva vai tão alta...
-Dupla "Aventura" seria para mim…
Carateristica no Maciço de Sicó no Nabão antes do Marquinho, também se verifica o desvio da ribeira noutro caneiro para alimentar a azenha.
O Tordo corre feliz e contente em abundância de águas
Olha o inusitado fizeste-me soltar um grito que se ouviu a milhas...
Já me deram informação sobre a localização.
Quero teimar que terias dificuldade em atravessar a ponte de lajes, por falta de treino no equilíbrio e o medo de olhar para as águas...É que eu em pequena com a minha irmã as passávamos em Ansião, sem medos...Havia uma na Igreja Velha ainda mais estreita, sendo o leito largo, era cenário medonho, só mesmo cachopas endiabradas como nós se atreviam naquele querer. 
O segredo de ir nem é tanto pelas águas...Antes pelas pedras, e pela beleza selvagem no contraste da construção dos antigos de azenhas e pontes que me deixa extasiada a sonhar... 
-A tua máquina deve ser muito boa, tenho reparado nas tuas fotos, precinto que o teu interesse seja em fotografar o local, as águas e o buliço do Tordo a correr em pressa a caminho do Nabão para os lados da Freixianda, fatalmente veres o Olho, naquela exuberância a saltar do poço em bruma espuma branca , será que adiante já leva agriões em flor?
Adoro fotografia, sabes.
-Feliz instantâneo. Quem Foi o Sortudo .Estás Divina!
Por mim andava sempre a fotografar e a escrever, relatar...
Inspiras-me meu Deus...O quanto!
-Cabelos ao vento desgrenhados, loucos
E lábios a pedir um beijo da cor do trevo
Azar os óculos não deixam ver a alma!
Pois soou a poema...esqueceste as rugas.
-Rugas? Não.Não tens. 
Mas que simpático, então não estou a caminhar para a idade sénior? 
-Não.Não acho.A tua foto de hoje estás jovem. E tenho tentado ver a perna, que me parece tens ainda boa perna... 
As aparências iludem, vai por mim que não sou mentirosa. 
-Voltei a ver.Nada de rugas.
Mas...
Vem aí a primavera...
Como eu gostaria de com o meu Arado lavrar a terra que és tu ...
E colocar minha semente a germinar! 
-Rugas? Sulcos do arado? 
Sabes que há tempo vi num Museu um arado antigo com laminas em sílex, deliciosamente belo cravado em madeira luzidia.Arrepiei ali sozinha no contemplar-, quão exilir dele senti irradiar o tamanho do belo -, no mesmo querer rivalizar na imagem, de quão homem desnudado em músculos atleta! 
-Não estou com sorte! 
Ou tenho trabalho...Ou a internet não funciona...Ou mudas de conversa...
Depois das águas correntes de inverno os rios e ribeiros de Sicó, cobrem-se em manto de agriões floridos a fazer lembrar a Ofélia de Willian Shakespeare ,uma das personagens secundárias da peça Hamlet. 
"Na referida peça, a personagem Ofélia morre afogada, num provável suicídio. A bela Ofélia, que amava Hamlet, vê-se privada do seu amor, passa a dar mostras de loucura após a morte do seu pai, Polónio, que fora assassinado por Hamlet. Enquanto Ofélia enlouquece, Hamlet apenas finge perder o juízo para conseguir vingar a morte do falecido Rei Hamlet, seu pai; e a sua melancolia forjada atinge tal grau que o leva a divagar sobre o suicídio.Ao longo dos tempos o interesse de diversos pintores recaiu sobre Ofélia, mais precisamente sobre a sua loucura e morte nas águas. A predileção pela personagem, em detrimento de outras, é considerável: não há outra personagem de Shakespeare que tenha sido mais retratada na pintura. Desde 1740, quando se teve notícia das primeiras ilustrações da peça, ela foi retomada pelas artes plásticas como o arquétipo da donzela indefesa. Derivada do tipo feminino da noiva ou amada morta em plena juventude – tipo caro aos poetas românticos – representava um modelo espiritualizado e espectral de mulher."
Fontes:

http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2013/06/a-ofelia-de-william-shakespeare.html

Fotos retiradas cm-alvaiazere.pt/

https://www-facebook.com/alvaiazere.divulgacão

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