quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estatísticas viciadas do desemprego

O desemprego em Portugal diminuiu, segundo o Eurostat, mas será mesmo assim? 
Milhares de desempregados frequentam cursos de formação.Sendo os cursos profissionalizantes com aulas práticas,  os eleitos em mérito, em termos de aprendizagem -, porque na maioria o que existe são cursos de fachada, onde nada, ou pouco fica de aprendizado, seja pelo tema que não é interessante, motivador, ou desperte mais-valia para o futuro (?).
A frequência dos alunos mostra-se elevada para não perderem as regalias que tem em matéria de subsídios, já outros vão sem vontade, para não verem cancelada a inscrição nos Centros de Emprego.
Assim sendo, os cursos são impostos como obrigação, dando a sensação que são o bem necessário para receber mais dinheiro do Estado ou de Bruxelas (?).
Mas o importante seria saber quem controla a contabilidade dos números do Centros de Emprego!
Sabendo que estes Centros de Emprego tem encargos mensais com honorários de funcionários e formadores, alugueres de equipamentos, rendas de instalações, gastos com despesas domésticas, e ainda suportam metade dos ordenados com teto estabelecido, a toda e qualquer empresa que contrate desempregados -, ora assim, as empresas passam o tempo a contratar desempregados que jamais efetivam, não tendo pejo de substituir quando quiserem -, assim anda este País a pensar que ajuda, desajudando gente que sem segurança alguma nada pode almejar de futuro! 
  • Já aos formandos  pagam ridículos subsídios, referente ao passe e almoço diário, afinal a grosso modo os malfadados desempregados pouco, quase nada, recebem dos milhões geridos mensalmente na máquina dos Centros de Emprego -, para pensar! 
  • Ora deveriam ser transparentes para não suscitarem dúvidas de algum suposto aproveitamento?!
O que parece é que os Centros de Emprego estando cimentados há tantos anos nunca conseguiram ter nas suas fileiras gente com talento para oferecer um serviço de excelência aos desempregados -, se revelam deficitários na escolha de perfis e de vontades, adaptando cursos aos utentes, sem rey nem roque, que jamais deveria acontecer  tal atribuição de cursos consoante uma restrita lista de profissões, e depois das turmas completas ficam os demais  desempregados na lista de suplentes. 

Tendo o Estado tantas instalações próprias no País, não faz sentido alugarem espaços para dar a  ganhar bom dinheiro a quem os aluga, o mesmo com os equipamentos, o que também pode levantar suspeitas essas escolhas, olhando a interesses de proprietários amigos (?) em detrimento de espaços que deveriam ser condignos para o bem-estar dos utentes  durante a frequência do curso com as condições enquadradas nos cursos de Higiene no Trabalho, e afinal no geral não passa de fantasia, falta de limpeza das instalações e das casas de banho, equipamentos para projetar etc ... 

Quanto aos formadores, seria útil saber o grau de qualificação, suas habilitações e experiências de valia, que não é a mesma coisa de ministrarem há anos no estilo "o hábito faz o monge"  aplicação taxativa  básica com esquemas chapa, em todos os cursos do mesmo tema, dada em linha de montagem, de chofre..., ora isto não é ensinar, muito menos fazer raciocinar, e quem não seguir atento as parcas dicas, perde o fio à meada...No pior sabendo que há tanto professor sem vagas para lecionar, o certo seria apostar neles, por terem a cultura do ensino aprendida como matéria básica.

Segundo uma minha amiga correm boatos nas formações sobre as divergências dos números que enchem as estatísticas mensais do desemprego, falseando em baixa por não contemplarem quem está em  formação.
Assim sendo não passa de um embuste encapuçado!


Numa reportagem à Renascença " Quem não for destituído de inteligência sabe  pela voz de muito formador que os dados são manipulados. Quem está a frequentar ações de formação não é contabilizado como desempregado. Portanto, isso vicia toda a lógica de contabilização do desemprego em Portugal". 

Maria, a minha amiga esteve presente numa dessas sessões de esclarecimento pontuais para angariação de emprego.  Percebeu há tempos que o Centro de Emprego criou parcerias com outras entidades, mais perto da morada dos utentes -, melhoria aparente, só para quem tinha de se deslocar de longe, sem dinheiro para o passe, mas na verdade estão a pagar e bem (?) a essas entidades, que supostamente fazem uso da sua assistente social para dar a sessão  de esclarecimento aos utentes, e apontar as faltas. No caso apesar da formadora se mostrar espevita na linguagem, deu-lhe o sono...Basicamente os interessados tinham de apresentar currículos, havendo disponibilidade de ajudar quem tivesse dificuldade em o fazer, a mesma ajuda, na preparação para eventual entrevista de emprego, e em alternativa frequência de um curso na panóplia disponível.

Maria, cansada destes rituais, e sem interesse em nenhuma das situações apresentadas, na verdade está perto dos 60 anos, sendo desempregada de longa duração, sem nunca se terem interessado pela sua valia, com mais de 30 anos de descontos para a segurança social, aguarda neste agora com expetativa, o levantamento da suspensão da reforma antecipada instaurada pela Troika, pelo que mantêm apenas o interesse na manutenção da inscrição no Centro de Emprego, e apenas isso com essa digna finalidade.
Revoltada com este procedimento que não leva  a nada de concreto em matéria de emprego -, apenas a deixa a pensar da servidão para encher bolsos a alguns...Supostamente a dar emprego certo a outros, quiçá de pouca classificação académica, amigos de amigos, o costume na prática neste País...
Na raiva enaltecida vomita "ninguém dá valor ou parece se importar com os coitados dos desempregados " numa mesa de café desabafa comigo, confidenciando que lhes endereçou um e-mail "Quanto às formações propostas, no se caso são enquadráveis, o mesmo acontece com a entrega de currículos. Mas com a recessão atual é disparate acreditar que há empregadores que queiram pessoas na sua faixa etária. Por isso a franqueza. 
Agora o que seria interessante era alguém dos Centros de Emprego, que no empenho do sucesso se afirmassem a quem de direito, quando chamados a dar conhecimento dos índices do desemprego ao Governo, na baila do sobe e desce dos números. O mesmo de muitos há anos no desemprego e com idade na casa dos cinquenta, desinteressados, e sem dinheiro para transportes não ocorrem a sitios estranhos e longe de casa, nas chamadas periódicas, e faltando automaticamente são riscados, a sua inscrição é anulada. Ora tudo não passa de uma farsa, porque basta meterem gente nos Cursos de Formação, que em abono da verdade pouco ou nada formam, que imediatamente o índice baixa, e no entanto a estatística não é real. Urge tempo de alguém se fazer ouvir, e lutar na defesa dos demais, que  reúnem as condições de ter a sua reforma antecipada, embora com grande penalização pela idade. 
  • O que parece ninguém faz nada, ninguém se parece importar. O pior é que o Estado detém nas várias Caixas os descontos , e não são poucos. Se algum desempregado tiver a fatalidade de falecer,  antes de estar reformado, a sua perda será total para os seus herdeiros, e não o devia ser, porque descontaram e muito.E ninguém toma providências sobre este tema sensível que abarca milhares de utentes que trabalham e descontaram-, sendo merecedores da sua reforma ainda que com penalização, não é NENHUM FAVOR, ANTES UM DIREITO.
O que seria justo era o direito de escolha, e neste agora só há deveres. Porque se houvesse escolha, julgo que alguns preferiam receber todos os meus descontos, e desvincular-se de todas as regalias dadas pelo Estado, que passariam a ser por conta própria. 
Seriam muito mais felizes, os de perfil equilibrado e  metódico, com certeza saberiam dar uso ao capital, angariando meios de assistência na saúde mais rápidos e eficazes.
Mas neste País há pouca gente que pensa e se entregue a causas válidas. Por isso o perfil  ideal seria de lutar, de se fazerem ouvir para conseguir vencer este dilema onde se encontram muitos neste sofrer igual.

Sendo que o antigo Ministro Gaspar, ainda agora se reformou com uma gorda reforma aos 57 anos. 

Tal como outros. Há que repor justiça aos que descontaram, porque já basta terem dado reformas a gente que jamais descontou um tostão!

Maria não sabe o que pensar, farta do encolher d'ombros de gente neste país!
Só sei que a minha amiga está saturada e como ela milhares de desempregados, agora a lista mais leve porque muitos no desemprego de longa duração puderam pedir a reforma antecipada!

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