segunda-feira, 21 de julho de 2014

Feira de velharias de Belém e a parada do render da Guarda

Acordei na vontade de passar pela feira de Belém em rota de passeio, fazer tempo para almoçar na casa da minha Dina.
Prefaciando o pensamento de Fiodor Dostoievski 

" HÁ MOMENTOS, E CADA UM CHEGA A ESSES MOMENTOS, EM QUE DE REPENTE O TEMPO PÁRA E ACONTECE A ETERNIDADE".

Desde sempre estive habituada a gerir conflitos, a tentar lidar e resolver imprevistos, preocupações, chatices e aborrecimentos que me foram aparecendo inusitadamente. Sendo mulher prática, rápido me habituei ao costume em gerir tamanha ansiedade e problemas, e mesmo quando a maré baixa, e aparentemente não há nada a registar relevante, continuo a sentir o mesmo formigueiro, na falta deste rebuliço, por ter sido o prato do dia na minha vida, quase sempre resolvidos com sapiência, e jamais de braços caídos!
Tenho uma mania de criar preocupações imaginárias, possuidora de cabeça fértil imagino "invaginando" coisas nefastas para justificar o que sinto seja mágoa ou desejo de aventura, mas acho que é  só mesmo para manter a mente ocupada, com isso sinto a perda de deixar passar momentos mágicos, simples, mas cheios da beleza, que o pensador  Dostoievski nos fala...
Na teima de  não cair nessa tentação, há muito que aprendi  a dar corda aos sapatos, fazer o que gosto, o que me preenche , dá gozo e faz sonhar...Pego na minha máquina fotográfica e parto em deambulações por roteiros geralmente pré selecionados, outras vezes não, onde absorvo matéria para escrever  que me extravasa de sobeja alegria na ambivalência junto o meu-olhar de zeladora e gosto de tecer as minhas críticas construtivas. 
Não paro enquanto não chego a  casa para começar a fazer mais uma crónica. Compilo o que acho necessário ao levantar questões que acho prementes para serem catalogadas com as fotos, a maneira útil de lhes dar vida-, pois assim não fico com elas em stock por fazerem parte do conteúdo a que respeitam. 
Um arquivo para mais tarde voltar a recordar.
A feira em Belém ao 3º domingo é na grande generalidade mais de artesanato e poucas bancas de velharias.
Se houvesse entendimento entre as partes envolvidas -, Junta de Freguesia e a igreja (?) curioso o despique, sem qualquer despique...
O conceito ganharia em ser alargado a todos os domingos, em nada criava susceptibilidades, fosse do que fosse a quem quer que fosse, mas para isso é preciso haver liderança, vontades e mudança em fazer bem feito nesta Lisboa, a capital, numa zona fulcral de turismo, a mais importante.
Apenas a Junta de Freguesia a quem está encarregue a organização do evento, sua cordenação e cobrança, deveria  a meu ver sob melhor opinião, escalonar os vendedores que não se poderiam repetir nas mais do que uma vez no mês, assim se contemplavam todos  os interessados e também nos artigos pela variedade.
O sistema de telefonar para agendar lugar parece primário, deveria ser via email onde consta a hora marcada, com isso a verticalidade do sistema. 
O preçário é exorbitante, 15€. Segundo me constou aparece muita gente do Martim Moniz que deles querem acabar...
Nota-se que os jardins defronte dos Jerónimos se revelam com algum abandono. 
Havia um cheiro nauseabundo de esgotos, não sei se obras a decorrer(?).
Escassez de estacionamento, na vez de pedinchas de moedas, o sistema de parquímetro, o correto e sensato.
Deveriam estudar outras formas de estacionamento que a meu ver ainda se encaixam perfeitamente sem retirar beleza ao local. 
Faltam quiosques  elegantes e modernos com  variedade de gelados, o que se vê é antiquado nada a propósito para uma zona de excelência, assim como de outros onde se vendam bebidas, sandes, tapas e outras iguarias de Belém, e do País
Pastéis de cerveja ,Tentúgal, Santa Clara, Rebuçados de Portalegre, Pão de rala, D.Rodrigos, Arrufadas de Coimbra, Brisas do Lis, Bolos conventuais da Alcoa de Alcobaça e,...
Possível antigo palácio com a capela na frontaria no enfiamento da casa
Belém e os pastéis. A casa  onde se fabricam os celebres Pastéis de Belém
Ora logo de manhã já fila na rua...
Não pude deixar de ouvir uma conversa entre mãe e filho sobre o que eram pastéis de nata e pastéis de Belém...Intervi, disse são exatamente a mesma coisa, feitos com os mesmos ingredientes. Simplesmente outras pastelarias tem vindo a fazer a receita  com bastante sucesso, e até ganho prémios;
Pastelaria Aloma em Campo de Ourique
Alcoa de Alcobaça 
Pois Segredos!
Mas o que conta no negócio é mesmo  a publicidade e os sítios-, a fama faz o resto.
Nem sei como há gente que os compra para levar para casa e até levar para o estrangeiro...São deliciosamente bons quentinhos, depois de frios perdem a graça toda!
Ao almoço já tinham perdido a graça... A massa parecia plástico!
Nas prateleiras Ginja da Serra da Estrela a rivalizar a conhecida de Óbidos
Gente sempre a entrar e a sair...As salas repletas de belos painéis de azulejos
A unidade a 1,05€,  os pastéis são muito caros.
Devem fazer um fortuna diária...
Comprei duas caixas e um avulso para ali degustar quentinho, pedi fatura, quem sabe  ainda me sai o carro!
Saboreava  o quentinho nos lábios e logo quis registar em selfie, naquilo um turista alto e giraço na quina do balcão, envaidecido com o meu estar de à vontade, se mete comigo a rir  e a falar, de soslaio  me pergunta se me estava a saber bem, e se era portuguesa...Não se despegava no olhar...O resto não percebi foi nada!
Senti uma tremenda ineficácia no meu empobrecido linguarejar inglês...
Pirei-me num ápice com vontade de lhe dar trela...Maldição não falar inglês!
Na rua dei-me conta do começo da parada do render da Guarda no Palácio de Belém. 
Espetáculo  falado em bilingue, português e inglês sobre a explicação do que se estava a passar na retaguarda.
Chinos fotografavam  com potentes máquinas.
Turistas não tiraram os chapéus ao Hino Nacional e deveriam! 
Adorei o desfilar dos cavalos de elegância extrema
Os cavalos fartaram-se de evacuar...
O "Almeida"  estacionado no seu veiculo de rodas de vassouras aguardava a retirada para com a maquineta apanhar o estrume de cheiro forte, nauseabundo, que os turistas torciam o nariz mas registavam em fotos...
Tosquia em xadrez na traseira dos cavalos de grande elegância visual
Na volta depois da parada grande fila nos pastéis de Belém
As oliveiras precisam de poda urgente, não sei a razão da Junta de Freguesia não reparar em tamanha falta!
A câmara do Seixal tem bons técnicos-, ora uma reciclagem na Margem Sul o certo!
E uma visita ao Montijo. Aprendam com as novas e funcionais casas de banho a 0.02 cêntimos por utilização, e não o que vi uma em plástico meia escondida por entre as sebes, que se usam nos festivais...
Seguidamente deparei-me com outro desfile desta vez no jardim
Entrosei conversa com um homem que celebrou aniversário e se reformou este mês -, no meu julgar se tornou zelador, dizia ser Caetano (?) e morador em Caselas, deu conta que perto da sua casa numa rua roubaram os azulejos com o nome -, Rua do Miradouro, os dois painéis, no princípio e  do fim, e disso deu conta à polícia municipal,e ainda tinha mais 3 casos...despejo na via pública de pedra sem aviso e ainda um degrau que fizeram se mostrando perigoso na via pública...
Necessita-se de gente atenta contra a ladroagem na lapidação do património a cada dia mais premente, e dos falsificadores, que vendem antigo por velho à força de ácido muriático, esfreganço com palha de aço para ganhar ferrugem, até os pirolitos que vendem por 50€ a unidade se andam a falsificar, compram carolos para lhe porem ( o pirolito falso, pois o verdadeiro era baço e não caia) depois com uma grande lata dizem aos incautos,se acaso fizerem perguntas óbvias, que havia vários tipos...Até no tempo poderia ter havido, mas em caso algum os pirolitos caiam por estarem seguros por uma junta de borracha, vedante tipo oringue.
Abram os olhos, não se deixem ludibriar por gente  mesquinha e vazia que só pensa em lucro fácil, alguns até tiveram por profissão  a função de acautelar bens e pessoas...Acaso não tivessem saído em tempo pela mobilidade, um dia destes seriam noticia de televisão como os agora colegas de Almada e Seixal que assaltavam casas com mandatos falsos, por terem acesso a informação privilegiada-, até me questiono se no verão nas ausências durante anos deixei essa informação na esquadra, um perigo!

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