quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quinta de S. Miguel no Pragal

A Quinta de S. Miguel foi pertença dos Condes dos Arcos criado pelo rei Filipe II de Portugal a 8 de fevereiro de 1620, em favor de LUÍS DE LIMA BRITO E NOGUEIRA. Após a instauração da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título D. José Manuel de Noronha e Brito de Menezes de Alarcão, D. Marcos Wagner de Noronha de Alarcão e, atualmente, D. Pedro José Wagner de Noronha de Alarcão.Interessante   a descendência familiar com ramificações no Espinhal, Ansião, Alvaiázere, Condeixa, Alpiarça e,...

Também chamada quinta de S. Miguel  por a capela ter de orago uma Imagem deste Santo, que se fidelizou no séc. XX o nome.
A quinta foi classificada como Imóvel de Valor Concelhio de Almada, pelo decreto-lei nº 2/96, de 6 de março. Nela funciona uma Cooperativa ARCO que comprou ao IGAPHE a quinta sendo recuperada e adaptada às funções de Escola de Belas Artes.Não sei se ainda funciona!
Assim se vai perdendo o passado e as vivências  das famílias nobres que tiveram patrimónioem Almada.
Lápide com o nome da quinta em esmalte
O seu chão no seguimento da Estrada do Casquilho de Almada para a Costa de Caparica, depois do hospital Garcia de Orta, conforme a foto abaixo, deixando a bifurcação, fizeram um espaço lúdico que se encontra totalmente vandalizado, por estar desprotegido e encerrado por vegetação onde se encontra uma azinhaga que dividia as duas quintas a de S. António da Belavista, e a de S.Miguel , inserida na urbanização rosa, encontra-se facilmente pelo seu emblemático moinho americano de puxar a água.

Nos primórdios a Quinta de S. Miguel estendia-se para sul em paralelo com a quinta de Santo António da Bela Vista até Vale de Mourelos, com campos de trigo pela encosta .
Ao encontro do que resta; a horta, o tanque, o poço e o moinho de lata americano que faz içar a água de um poço para um grande tanque e a seguir fica a casa solarenga. A quinta com as expropriações foi cortada a sul para construção de prédios e a poente onde está um portão, com a placa em esmalte com  o nome da quinta, com parque, estacionamentos e passeios afetos à Rua de S. Lourenço .O solar sofreu remodelações da arquitetura no início do século XIX.
Da expropriação na década de 70 as quintas sofreram grande penalização, apenas foi deixado o casario com algum espaço envolvente. Esta quinta confinaria no passado com a quinta S. Francisco de Borja a poente depois da avenida , mesmo em frente.

A horta da quinta com poço e moinho de vento em lata
Muro com arcadas revestidas a tijolo cerâmico do lado nascente onde nasce a quinta com a horta da casa e da levada de abastecimento de água
A horta vista de sul
Duas entradas precárias entre canavial, a sul,  dos hortelões que amanham as hortas
Paisagem da quinta vista de sul com o muros de sustentação da encosta com o portão para a horta
Os muros feitos após a expropriação com a entrada da quinta para a horta com portão em ferro.
Do lado norte a frontaria da quinta com este portão para o campo e arrecadações agrícolas.

 O muro com canteiros que ornava a horta, agora limpa de ervas pela Junta de Freguesia

Captação fotográfica efetuada do lado de fora pelas grades dos portões a norte  e a poente.
Logo na entrada à esquerda encontra-se esta pequena casa  pelo formato aponta ter sido a capela da quinta transformada noutra função de arrecadação, porque  a capela já não existe.

 
Vista do terreiro do solar e outras acomodações.
A quinta vista do portão a poente
 
Não sei do que se trata, juljo seja escultura artistica de alunos (?)

As quintas que foram do passado rico de Almada, Pragal e Caparica-, continuam algumas, outras apenas já só  delas existem alguns troços de altos muros, aqui e além com janelas e grades de ferro, numa harmonia  estética  porque a altura mural não era sempre igual em formato ondulado, também para harmonia dos viajantes circulantes no caminho, alegra-me esse pensar.
Janela fechada a meu ver mal, porque sendo típica na tradição, por isso deveria ficar no tempo protegida..
 
Ao tempo os arquitetos e engenheiros sem diploma (?) auscultavam o terreno, faziam bom trabalho, pois todos os muros tem orifícios para escoamento de excesso de águas-, e o que se vê hoje em dia esse descuido, com isso avalanches que levam terras, casas e carros...

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