quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Aquietai-vos e sabei quem sois!

Normal  é o hábito em se usar muitas palavras quando falamos, e muitas mais do que são realmente necessárias. Pode encher-se o ar com palavras, e às vezes até mesmo usá-las sem sentido, nem sentimentos. Falar tanto pode tirar o prazer elegante da imobilidade inerente-, a minha filha de vez em quando dá-me o "toque para abrandar e deixar falar os demais" quando me sente a trepar nas palavras como se fosse a  comer cerejas... 
Como diz o velho ditado: "Aquietai-vos e sabei quem sois"...
Porque sei que falo, falo, escrevo, escrevo, em excedente demasia!
Gostava de falar menos para encontrar imensas oportunidades, sobretudo não as desperdiçar -, não só para ouvir, mas para realmente ouvir e falar, apenas e somente quando necessário. Mesmo que possa parecer estranho seja  gostar de ouvir os silêncios...
Numa atitude em conhecer melhor os outros, de uma forma diferente a fazer perguntas simples, para entrar em sintonia não só com as palavras que dizem, mas com o mais importante, a linguagem do corpo subtil com que expressam as palavras, em querer ver e ouvir nuances de sentimentos e significados, alguns que até mesmo não tem consciência...Ouvir com atenção todos os sons na caminhada que me rodeiam-, batimentos cardíacos, respiração, o canto dos pássaros, o sussurro do vento, o zumbido do mar...
Olhares  e mãos que falam. Usar ouvidos e olhos na conexão mais profunda para compreensão do mundo que me rodeia e assim tirar as minhas ilações. 
Neste pressuposto  pensar, constato uma fasquia  de gente de mente conservadora  pela religião e preceitos de educação, ainda não globalizados (?) apesar da vivência no século XXI. Mórbida a ideia, só de pensar, sendo que conheço a televisão desde que nasci, apesar de ser num tempo de ditadura, ainda assim, o meu início, que poderia ter sido outro o da leitura, mas dessa me confesso pecadora, nunca fui aficionada, mas tentei, no entanto a escrita encanta-me!
Instiga-me a mente neste agora a pensar nos ditos e mexericos de  algumas mulheres, que na roda do café  se fartam de falar mal dos homens...Todas se queixam e muito deles -, sendo que delas nunca falam, quando partilham saberes o fazem  na 3ª pessoa, o que me deixa a pensar!
Interrogo-me os porquês, porque aprecio homens, sendo mulher bem resolvida no sexo que fui abençoada, com isso sempre me despertou interesse conhecer a  psico masculina, e os  jogos de sedução.
Fácil é constatar a imensa lacuna imposta à cultura dos afetos da nossa sociedade, tudo por culpa de ter sido muita fechada, e os pais nada  ou pouco falavam com os filhos, com o 25 de abril  abriu-se atabalhoadamente para um mundo moderno, mais liberto de preconceitos, ainda assim passadas quatro décadas, prevalecem  até aos nossos dias estereótipos, clichés e estigmas em muita gente, que diz uma coisa, e na vida se revela outra de cariz muito irresponsável, o que apraz referir por sentir tais malefícios, onde a inveja, a falta de carater, e ambição desmedida em trepar e sentir riquezas cedo, sem olhar a meios, me assusta e muito nesta sociedade consumista, sem respeito por si e pelos outros.
Nesta idade com mais de meio século fácil  é selecionar uma faixa  de homens que se conotam desprovidos da arte dos jogos de sedução, do prazer em pronunciar palavras ditas a soarem poesia, no limite insensíveis de emoções à flor da pele, avarentos de paixão de pavio incendiado, sem brilhos...
Para fulgor de mulheres de bom gosto há uma réstia de homens inteletuais, inteligentes de muita sabedoria, de cariz glamouroso  que deles se encanta ouvir e aprender, sendo delicados, cavalheiros com pudor, jamais se sentem ridículos clamando palavras doces, de voz trémula a soar a mel qual assobio ao ouvido o sussurro do amor...Quero acreditar que serão bons amantes, pela atenção sem pressa à pessoa amada, musa inspiradora fogosa, que dela esperam surpresas, impressibilidade e alegrias, para que na união exaltada em júbilo sintam a dois o grandioso clímax!
Mas há mulheres que gostariam de assim  viver em tão fatal entrega, mas disso não falam é nunca, apenas vivem o almejado amor invaginante em sonhos, porque a imaginação tem todos os poderes -, já dizia Pascal " o imaginar da beleza, da justiça e da felicidade são os maiores poderes do mundo".
Porque dá trabalho amar, escondem-se em si mesmas ignorando os seus sentimentos, presas e mecanizadas na sua rotina diária, com isso é difícil superar determinadas situações e avançar. Só a coragem é pioneira na vontade de mudar, expondo-se de vez para se abrirem ao mundo, no querer vivenciar tudo a que tem direito enquanto for tempo, porque é sempre tempo de amar e ser amado, basta entregar-se sem medos, desfrutando em plenitude tudo o que bem  se merece. Mas mulheres há de temperamento egoísta, vivem os dias escusando-se perdidas  em vaidades vãs nas "conversas sobre tudo, quase nada e trocas de elogios-, estás bonita, gosto do teu cabelo, estás com bom aspeto e,...Frases feitas de todos os dias semeada de hipocrisia e imposturice, vastamente repetida sem valia,  nem manifestação de afetos verdadeiros, e esses sim é que deveriam ser falados e sentidos, porque o belo no masculino e feminino é para se exaltar.
Em relaxe nas cadeiras das esplanadas se lambuzam a comer torradas ou saboreiam gelados, quiçá no treino intensivo seja o exercitar  os maxilares (?) a pensar no sexo orar, sem jamais se atreverem a fazê-lo...Ou não, porque ninguém conhece verdadeiramente o íntimo de uma mulher!
Satisfeitas nas horas perdidas na conversa, apenas aparente, estando  por dentro frias, secas, sem um pingo de amor! E todas acredito, gostariam de ter um príncipe aos pés-, que lhes fizesse vibrar o corpo ao limite nas artes do amor, sendo que elas se deixam no estar ficar quedas! Ora amor é a dois intensamente vivido onde vale tudo sem vergonha dos seus corpos nus, nem tabus muito menos medo de experimentar novidades!
Existem homens de temperamento reservado, tímido, frio e calculista, pensam e repensam, com isso atuam com morosidade no que é previsto fazer bem feito no acontecer -, que seja enlouquecer  e ser enlouquecido no enlace da sedução, e uma vez o desejo erguido, acaba caído por terra, perde encanto e deslumbre, por falta de romantismo e de carisma do macho latino -, e o  imprevisível  sonho sonhado a dois (?) morre antes de acabado em esplendor no prazer dela que se fica pela metade...
Há uma réstia de homens de boa índole, que arriscam, são espontâneos, apesar de não terem aprendido as lides do romance, leem  sobre o assunto, sendo informados denotam saber doutrinal de bons amantes a lidar com as mulheres -, outros nem que sim nem que não, um talvez, se a mulher for inteligente e nele tenha interesse  o domina com sapiência para ele abrir e se revelar dócil e amante. 
O alto índice de violência doméstica revela ainda uma seita deles que nem nome de homens merecem assumir pelo instinto fel de mau perder, egoístas, violentos, e venenosos como  cobras, matam sem dó nem piedade! Se fossem castrados a violência afrouxava! 
Fugir deste tipo de homens, para isso é preciso inteligência e olho clínico logo no namoro, na primeira ameaça ou atentado ao pudor!
Também os há de carater egoísta e impulsivo, sem saber o que querem, procuram incessantemente a mulher ideal, e até a encontrar (?) vão somando uma coleção delas. Geralmente vestem a pele de cordeiro, sabiamente usam as técnicas da sensualidade e romantismo na conquista, mas logo viram de imagem vestindo "a pele da raposa" se algo os contraria na relação, denotam perfil de "de manda chuva" gostam de se impor dando as cartas no jogo - , acaso sintam oposição, partem para  a desforra, impondo-se na pose de besta, abusando de linguagem indelicada , desadequada e inapropriada, sendo que apenas tem  em mente  a "sede de ir ao pote" no engate fácil, cujo objetivo o de somar amantes. Homens de grande carência afetiva, revelam ineficácia em dialogar, nem querem nada saber da parceira, só desfrute e curtir o momento sendo que  depois cada um vai à sua vida...
Para mim devassos,  porcos, bárbaros -, por se prestarem ao desfrute em puro manifesto seja o salpico de parceiras, e neste agora virtuais, de todas as idades,  que vagueiam pelos sites da especialidade  que eles esmifram diariamente em busca de novidade, novatas aderentes, a presa fácil -, fácil é constatar o óbvio em tal confronto -, o gozo maior se precaver em trilhar maus caminhos com desconhecidos!
Tanta mulher sedenta, ardida de comichão, desflorada pelo vibrador mata o desejo de aventura sexual sem parceiro carnal e ofegante, parte descontextualizada e apressada na comunhão avulsa de corpos através da câmara, como se fosse comungar  prazer carnal, no mesmo dilema seja a tragar tremoços! Seita de bandalha ignóbil, rasca de  futrica falhada, sem se aperceber que os seus corpos se trocam na roda-viva em  constante saldo ao desbarato, sendo eles de muitas, não são de nenhuma, e elas no mesmo.
O que me questiono! 
Acaso este temperamento peca por falta de orgulho, de amor-próprio? Ou será o acumular de complexos e atrofias que perturbam tão mal-estar farsante, e os desvia para o papel de pinga amor, abafar carências? Com isso se perdem em radicalizar o ego no desdém da conquista fácil e fugaz, sendo caminhantes em novas partidas, para novos parceiros, em desenfreadas viagens, sem data limite de chegar a bom porto!
Será o tamanho do rol de aventuras o clímax do prazer?
E mulheres literalmente casadas, por razões várias continuam a morar na mesma casa, a ter vidas diferentes a dormir em quartos separados. Bajuladas na recompensa da menopausa que em geral lhes aumenta a libido nesta fase da vida-,  sem tabus é vê-las a comentar no face " o que seria de mim se não visse filmes pornos e o vibrador" ...Fácil imaginar vê-las de mãos  a excitar o clitóris aceleradamente nos preliminares, desafiando os limites do esfreganço  e do impulso no vaivém do vibrador até que o abençoado orgasmo se chega galopante nas calmaria do desejo desmedido -, o mesmo jamais sentido com os maridos, porque neles não havia cumplicidade, não havia diálogo-, e uma coisa é fazer sexo e outra bem diferente é fazer amor! Atrevam-se a saborear o beijo com fulgor, o princípio da ardente paixão, depois deixem rolar, rolando pelo chão, por onde for, como se fossem selvagens!
Mas claro, há homens honestos, bons de caráter, que me orgulho de sentir como bons amigos, e desses por os conhecer bem, os  defendo com unhas e dentes!
Ora  me desculpem  este desabafo inusitado despoletado em esplendor pelo sol abrasador neste outono a pensar em gente mesquinha com conduta pouco compatível com as posturas habituais, sem se lembrar-, quem tudo quer tudo perde!
Acreditem, tentei não me precipitar nos julgamentos evitando que as palavras me escapassem dos dedos a teclar. Serenei o espírito, tranquilizei a mente para em resumo, na escrita, tentar diminuir progressivamente esta raiva contida sobre alguém de porte alto, mas baixo de carater, na fúria exaltada a quem dirigi um ultimato para não me voltar a chamar "quiduxa" com a retórica desmesurada " vai para o raio que te parta"  no imediato desata agressivo, com ameaças, de linguagem obscena própria do convívio com gentalha sem escrúpulos-, sendo eu uma senhora de bem, frontal, de língua afiada quanto baste, ainda assim bem resolvida no meu querer de sim e de não! 
Soltei a raiva nas ondas do mar que se foram para além!

Nada que um bom beijo lânguido não resolva!

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