terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A eterna dúvida da escolha de um amor!

Na feira de  velharias e artesanato de Montemor o Novo, pairava nas bocas de colegas a notícia bombástica do Correio do Manhã " O Dr. Mário Soares com 90 anos  vive agora com a enfermeira..." a rondar o rídiculo,  cliché!
Caminhava no desfile ao cumprimento dos colegas de bancas e estaminés com o sentido de tomar o meu café, e tal inusitado a bailar na minha cabeça, até que dei de caras com a placa indicativa de Mora, que me aviva na boa lembrança o meu amigo Joel. Ao se consta também se debate com assuntos do passado mal resolvidos que o debilitam na dificuldade em ultrapassar uma faceta menos feliz, mostrando-se neste agora sem términos à vista de semblante carregado e triste, embora abençoado de ótima estatura em idade madura, peca por alguma timidez, que o  inverno  sem sol lhe acrescenta em demasia. Saboreia embora de sabor amargo os primeiros tempos de aposentadoria, seja  pelo estar inquieto, um pouco perdido, à deriva, qual barco sem rumo, nesta nova etapa de vida, apesar do bem bom, pela razoável reforma e poupanças angariadas, sem horários a cumprir, livre que nem um passarinho? Ainda assim a viver em compromisso, com tempo sem tempos, coisa de sobra no gosto de poder estar sozinho e meditar, sobre o que quer para os anos que ainda lhe restam no gozo e aventuras quanto baste. Só tem que perceber quais os comportamentos obsoletos que o estão a atrasar e lhe dão tanta melancolia -, porque todos possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites da nossa esfera corpórea -, já o dizia Allan Kardec. 
Homem de carisma dominador mas semblante parado e inativo que  tarda dele deslaçar, coisa que não deve mais continuar, porque só tem de arrebitar, atendendo ao seu temperamento  imperativo fogo que ora se mostra frio, no progresso que auspicia em viver feliz os sonhos sonhados em noites de insónia que fervilham e povoam mentes, e a dele não é exceção. Senhor do seu nariz,  nesta vida só fez o que lhe deu na real gana,  sem o querer, julga que controla sempre todas as situações -, apanágio que neste agora se revela maldito, sendo que o que transparece é que desta vez se tramou ? Ao se deixar influenciar com o enredo da ciranda por parentes, ao aceitar, aceitando aconchego de relação estável ?Amiga de longa data do grupo de amigos de todos os dias, em virtude da sua querida mãe, com quem viveu as últimas duas décadas ter ingressado num Lar durante o dia, por doença mental diagnosticada, sem capacidade para continuar as lides domésticas, fazendo  no entanto o gosto, que venha dormir a casa até que a saúde assim lhe permita. Ora passou a viver uma vida de panorama favorável, sem o ser, apenas de conforto, sem amor, apenas apego, sabendo que jamais se deve usar as pessoas só quando nos convêm ... Joel começou por oferecer a casa para a saída da noiva, a filha dela, no dia do seu casamento e registo de fotos no quarto dele,  então não me lembro de andar atarefado com as pinturas das paredes, na mesinha de cabeceira não faltou uma foto do casal anfitrião; dúvidas se foi tirada nas férias da barragem do Azibo em Macedo de Cavaleiros, ou na barragem do Alqueva, onde vai amiúde à herdade de casal amigo que comungam o mesmo gosto das férias no Algarve em agosto. 
No seu vaidoso julgar, acreditava que num estalar de dedos acabava com esta relação de conveniência, quando lhe aprouvesse, um "casanova" com demasia experiência em muita mulher mas de estado emocional periclitante por não esperar tal transtorno que se complica a passos largos, apesar do prévio aviso aos parentes,- a mulher em causa não o satisfaz em plenitude, havendo diferenças, uma passagem com miragem de fim à vista que teimou no tempo em se fidelizar, fosse pelas muitas festas de aniversários, almoços ao domingo, de pescaria, confraternização com amigos, romarias pelo arraial minhoto com música pimba, discotecas na região, Trás os Montes na aldeia onde ela nasceu e tem familiares, por altura da azáfama das vindimas, desfrutar da neve na  Serra da Estrela, viver a noite no Porto pelo S. João , degustar bivalves na Galiza, Lyon e,...Tanto passeio  à beira mar com tropelias pelas dunas, sempre com muitas fotos, não faltando às corridas de solidariedade e de outros eventos culturais, apresentação de livros, recitais de poesia, festas no Lar da Misericórdia e,...
Argumentos suficientes para selar em harmonia a relação que se julgava aparente e frágil mas neste agora se revela firme, unida e constante, sem margem para dualidades, com um porém, por se mostrar apetite que adora desfrutar, e neste agora agarrado com mirones...Oprimido! 
Da sua cunhada se alvitra ser  mulher temerosa em fazer e prática a atuar, ainda abençoada de mente jovem e criativa que sem sofisma planeia esquema infalível na inter ajuda que faculta  aos dois de graça, escolhendo sem pudor, a sua grande amiga para companheira ideal, por esta se revelar mulher simples, por se darem bem , ingénua e  confidente, que sem escrúpulos quis pôr de bandeja em casa do cunhado -, só não sei se para mais dele querer saber? Ou por dele mais gostar do que do  seu irmão? Porque nunca se sabe o que uma mente de mulher congemina! Atiçou a sua página do face com mostra assídua de fotos dos eventos, sempre acompanhadas da boa disposição reinante, ao querer dissuadir outras amigas do cunhado se aproximarem, porque as havia , também afastar outras investidas de atrevidas, e claro dar fim a saídas temporárias de casa  para viver com as eleitas, sobretudo a pensar na última da Póvoa, que a família viu jeito de união sólida...
Sim, porque é homem de paixões arrebatadoras! 
Paradigma de perfil que conheço razoavelmente, não me enganarei ao supor que se deixar de  vez em pensar que é vítima, apesar deste seu estar não se mostrar fácil de solucionar, a julgar o motivo que paira no ar que tanto ainda o incomoda? Sabendo que não é aberto a falar do livro da sua vida, o tempo teimou juntar pedacinhos de conversas no fácil compor do puzzle -, não sou mulher de medir palavras,  atrevida alvitro sem grande margem de dúvida? que houve rompimento com  uma namorada especial do seu passado, sem jamais a esquecer,  continua a ser alimento dos seus sonhos, qual feiticeira o persegue dia e noite em tortura, havendo dias que ressuscita vigorosamente e o deixa transtornado -, de perfil impulsivo, até acredito que se combata e flagele para a esquecer, mas será que o consegue? A julgar quão inesquecíveis ainda o torturam as boas recordações que gravitam na sua mente ...
Por razões que não conheço, cada um seguiu o seu caminho, por isso se deixou enredar na relação engendrada e congeminada pela cunhada , no trio de tertúlias aos fim de semana, e à vida de acomodado, sem outro prazer maior, apesar da companheira se mostrar boa mulher e meiga, no entanto cresce a cada dia a insatisfação desta união, que se apodera dele cada vez mais, despoletado com isso tanta reflexão e agonia. Sintomas que o deixam arrasado, até porque afinal sendo amigos de longa data, mote que o deixa pregado em carisma pesado, muito colado a este idealismo no resquício de dúvidas e perguntas; acaso o amor do passado poderá finalmente ficar resolvido em bem? E ainda seja merecedor de uma segunda oportunidade? Temeroso ainda assim crente, seria a cereja no topo do bolo na certeza dela o desculpar e de novo o aceitar? Enfim ,seria o voltar num ápice a respirar de alívio e satisfação, mas para o saber, terá sempre de fazer a escolha -, ao acreditar mais em si , se deixar o orgulho de lado e a ilusão em prol da sapiência, de que pode sempre escolher, em toda e qualquer situação se assumir a responsabilidade pelas suas consequências, para passar a confiar na vida e receber valias, que só o ajudarão a que  se amplie mais em conhecimento -, pior seria optar por  não dar voz à sua alma, que o alerta para decidir na luta pelo amor do passado -, afinal a sua escolha? Ditando fé que ela também o vai de novo aceitar? Na premissa deste tempo de sol radioso que o ilumine, que tanto adora  na definição da fatal escolha-, apesar de encerrar a incerteza da resposta que anseia abonatória, mas pode não o ser! 
Neste correr de fim de ano sinto que se Joel assumir esta verdade  nua e crua, o seu cariz de insatisfação se vai transformar noutra realidade melhor ao  se permitir gostar em fazer algo diferente pela firmeza de apostar em mudar, no que julga e sente ser a mulher da sua vida, atendendo que por duas vezes esteve eminente se juntar com ela, mas a família e outros valores, o arrefeceram nesta decisão em assumir o que deseja para de novo sentir o brilho, como jamais assim o sentiu com outra, na vontade férrea de matar saudade na renovação do convívio diário arreigado e com ele voltar a estremecer no sussurrar suave da voz meiga semi rouca própria dos apaixonados, no jeitinho maroto de namoro babado a sorrisos sensuais, meiguices, carinhos  e elogios ao auge que  só levantam o ego-, afetos que só deixam qualquer um desconcertado e arrebitado com a doçura de palavras quentes e meigas qual alimento dá fome a carências que acalentam corações em arroubos, desabrocham desejos  e vontades ardentes, na crescente vontade de vivenciar cada momento de novo a dois, como se fosse a primeira vez, ainda assim de  cariz nervoso, mas sem receios amando de novo, em plenitude para se sentir rejubilado ao contemplar a pele suada do seu amor, mas desta vez aprisionado contra si para sempre, mas aqui reina o busílis!
Quero crer que a sua intuição está a dar-lhe palpites de este ser o momento certeiro, mais do que na hora de tomar uma atitude, só tem de confiar, porque com esta conselheira, com certeza, tomará a atitude mais acertada, o que me parece, por o conhecer há anos. 
Chega de estar à espera, ou deixar o seu futuro por mãos alheias, porque  sinto o seu tempo  se define aqui e agora, ou acaso se escafede em resignação,  amofine  enfim em remorso para todo o sempre!
Ou não! Neste agora de pés ainda afincos no chão, perdido, e  mui sofrido, apesar da vontade férrea de amar e ser amado, por quem quer, mas se nada fizer para acelerar a hora de fazer o que tem de ser feito com o anúncio de tréguas  para comungar a esperada felicidade, seja o seu maior desejo em debate, que se revela dificultado pela inércia , ainda assim transtornado neste estar se esvai em sofrer calado, apesar da vontade de mudar, mas sem força determinado em querer reverter tal situação -, seja pela vida que lhe impuseram e aceitou, mas sabe não quer mais viver, antes viver outra melhor, seja para  finalmente se sentir mais feliz, em prol de se deixar ficar acomodado na vida atual,  falsária de hipocrisia .
Percalço. Quedo e mudo à mudança, ainda gélido na quebra a golpe de machado o orgulho, para se aventurar em fazer o que quer, por medo da resposta? -, mas se não responder ao que a alma lhe dita, sufoca em agonia, continuando a fugir sozinho, apesar de acompanhado, ainda assim loucamente Só...
Será que vai ter força suficiente para enfrentar este cruzamento de mulheres, gritar e mandar tudo para as trevas? E fazer algo que lhe custa muito - escolher?
Que o brilho da aurora boreal no ártico o deslumbre na panóplia cores e penumbras de extasiar nessa força da resposta, porque urge tempo de fazer escolhas! 
Neste mês prestes em ser Natal.
O mote? Um telegrama  falante em chocolate  a que se pode juntar mensagem de custo, em conta.
Fazendo fé no seu potencial, a quem emano luz para ser rejuvenescido de força e de mudança para de novo voltar a sentir a  sua alma cantar com entusiasmo e paixão ao lutar por aquilo que quer e sente falta, libertando-se do que não quer, sem mágoas nem dissabores, apenas abrindo o coração, vomitando o que o incomoda, para finalmente viver todas as emoções com intensidade na companhia da eleita do seu coração a mulher sonhada e amada, que não tem e queria,  nesta vida viver ainda em comunhão o resto dos seus dias, seja solução em definitivo que o apazigua(?). Acaso se permita plenamente nesta escolha passará a viver uma  nova realidade, que acredito irá mudar substancialmente, para experimentar um maior controle sobre a sua vida, porque vai poder optar por fazer o que quiser como sempre fez, só que desta feita, acompanhado da sua alma gémea para com ela partirem vagueando, ou permanecer onde mais lhes apetecer, para caminhar em frente, para trás, ou mesmo de lado, sendo dependentes ou independentes, sempre fiéis aos seus ideais, continuando a fazer o que gostam, ou mesmo alterar ou ajustar percursos de vida, para no limite  desfrutar de temporadas a viajar numa roulotte pela Europa, fazendo vida à laia de hipie  com muita aventura  e risos a degustar sabores, algures a piquenicar, sempre a derreter olhares em paisagens bucólicas, selvagens, desérticas ou cerradas de verde e outras de mar a perder de vista, onde os fiordes se vislumbram imensos com enseadas de praias escondidas -, melhor refúgio para sentir o amor, os dois ali encravados por entre falésias abruptas  e brutais de ondas em aparente calmaria que os impele em  frenéticas ondas, só que de carícias e  bom sexo! 
Mal chegada a casa no telejornal as notícias davam conta das visitas, ao Engº Sócrates, nomeadamente de um antigo presidente de câmara, e o Joel veio à tona pela 2ª vez ao pensar no tempo que foi  seu colega e andavam sempre juntos. De sorriso de soslaio pensei na hipótese de lhe ter dirigido convite para viajar até ao Alentejo, se não fosse a auto estrada teriam passado na frente do recinto da feira, quem sabe se lembraria da amiga feirante ? Duplamente me deixaria prazerosa, sendo que  esta foi a minha segunda melhor feira de sempre! 
Mas excelente foi  a da colega que na véspera comprou um relógio em Estremoz que lhe pediram 350€ e o comprou por 300€ para aqui o vender a um colecionador pela módica quantia de 1.500€, será que foi alguém das visitas do Engº Sócrates? 
Mirei bons pratos dos que gosto -,Coimbra, Fervença, Bandeira e,...Contudo a minha carteira não  os alcança. Fiquei-me com duas floreiras do Mafra, embora não assinadas de aparência rude, em castanho escuro e uma flor laranja com esbeiçadelas, ainda assim as miro em  eloquente  e extasiante beleza.

Neste hábito de conselhos, alguém disse que "o homem é a soma de todos os seus atos" a fazer jus a tal pensamento acrescento que se deveria sempre dar atenção a cada um deles, a cada palavra que se profere, para que não nos percamos na malha do arrependimento, para assim se continuar, condignamente, a percorrer o NOSSO CAMINHO nesta vida, porque o bem não dura para sempre e o mal não impera eternamente.
Não permaneças em situações dramáticas. Coloca a tua vida em ordem para teres mais controle e estabilidade -, não costumas ser de brincadeiras, sabes muito bem o que queres.
Nesta etapa da tua vida não continues a fugir de ti próprio, é de ego que precisas, e não de climas a 1000 à hora em conquistas para no balanço, fazeres a escolha certa!
Mas não te esqueças que a felicidade não passa de utopia!
Escrevo muito, alongo-me, apesar da minha arte de persuadir consistir mais em agradar, do que em convencer à força, impondo as minhas ideias -, porque é sabido, os homens guiam-se mais pelo capricho do que pela razão… 
Ainda assim deixo beijos álacres de boa sorte!


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