segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Partir à descoberta do Monte de Caparica

Uma consulta na Faculdade de Medicina Dentária Egas Moniz, na volta a felicidade estampada no rosto por ter salvo um dente que fora mal tratado e bem pago, numa Clínica central de Almada, com sol no horizonte, e gaivotas, apesar da friagem fria, parti à redescoberta do burgo do Monte de Caparica -, a sua bonita  igreja, ladeada por duas ruas, e ainda os vestígios do fausto de antanho de algumas das suas quintas. 

Quinta das Rosas
Frontaria  com painel azulejar com o nome da quinta
Pelo portão avista-se o belo pombal decorado a azulejos que ao longe nos transparece mourisco, na mesma decoração havia bancos e corredores no exterior.
Visão do pombal mourisco
Citar excerto de https://www.facebook.com/186509761426925/photos 
"Vista parcial do que resta da adega da Quinta das Rosas, lugar da Granja, Monte de Caparica. Nestes lagares vinificava-se em curtimenta..."
Foto retirada https://www.facebook.com/pg/AMO-TE-CAPARICA
 
Quinta Nossa Srª da Boa Esperança
Transformada a grande casa numa creche popular
Quinta de Bom Jesus
Casa modesta apresenta remate do telhado com pinturas relevadas que lhe dão graça.
 
Quinta da Granja
Aqui funciona o Campus da Escola Superior Egas Moniz, estomatologia, onde trato da minha boca.
Casario diverso no centro histórico
Telhados graciosos típicos na região do século XIX com remates de pinhas em faiança
Chaminé da padaria 
Vistas pelo tardoz e pela frente, de salientar os anéis cerâmicos de segurança
 
Remate com platibanda com balaústre em faiança em creme
 
Villa Rita em aparente abandono
 
Remate de casinhas em platibanda  com meias luas a imitar ameias
A destoar o emaranhado de fios...
Casa com mirante e pinhas de faiança no remate
 Quinta do Brasileiro de belo portal  que já perdeu parte de azulejos do nome...

Remate de tijoleira a decorar as janelas


Rebate com  Mós dos moinhos  que haviam aqui na Caparica
Mós de pedra
Comércio local à portuguesa-,  vassouras e correntes dependuradas na porta

 Igreja
Começou por ser uma ermida no cimo do monte, dedicada a Santa Maria. 
Em 1472 passa a igreja paroquial, recebendo obras de transformação. 
Sofreu danos profundos com o terramoto de 1755, sendo depois reconstruída de fachada semelhante às reconstruções que se seguiram.
A igreja é um bom exemplar do barroco severo, com as suas linhas de extrema simplicidade. 
Possui um interior bastante rico com uma bela coleção de painéis de azulejos azuis, da época seiscentista com molduras policromas. 
Os azulejos do baptistério e das paredes laterais do monumento poderão ter sido produzidos na Fábrica do Rato.
O altar mor possui um retábulo de talha neoclássica onde se pode admirar uma curiosa escultura em madeira de Nossa Senhora do Monte.
 
A data do "V centenário"  exarada na fachada na pedra aventa ser errada, segundo estudo de Rui M. Mendes, a data correta será a de 20 de novembro de 1472.


 
No adro um banco revestido a azulejos
Na fachada painel com a imagem da Senhora do Monte pintado pela Fábrica Santa Anna

Em redor do adro algum casario com remates de telhados em platibanda com balaústre floral em faiança que se mostra de esmalte terrivelmente branco e vasos graciosos.
 
Vila para lá do portão...
A entrada da vila
Mais outra casa interessante com o mirante
Mercado do Monte de Caparica
Sempre no tempo o privilegiei em visita e compras, onde  gosto de comprar bom peixe fresco na banca da mãe de uma arqueóloga que já correu meio mundo há procura de vestígios de faiança levados pelos portugueses, aqui ao fim de semana sem peneiras no papel de ajuda  - Tânia Casimiro.
As hortaliças frescas e frutas em cores para todos os gostos e sabores, o bom pão, enchidos, um  sem mundo de leguminosas, bolos secos, flores, e no recinto ao ar livre as tendas de roupas, sapatos, retrosaria, de tudo um pouco aqui se encontra.
Enfeirei uma boa caldeirada, estamos no mês que é rainha, um pão de Almodôvar, um queijo de Serpa e um chouriço alentejano, para em caminhada seguir a direção da Torre, a uns escassos 150 metros, mais coisa menos coisa,  noutro tempo fazia  ligação ao Lazarim.
Desfilei  pelas ruas e na saída na direção da Torre em descida hilariante no meu vaidosar andante, de sacos na mão e máquina de fotografar noutra, senti árvores depenadas e secas na espera fatal de tornado no baloiço, enfim  o caír por terra...
Fontes:
Wikipédia
https://www.facebook.com/pg/AMO-TE-CAPARICA
http://www.jf-caparica.net/

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