segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Adónis almeja Cafuné no Carnaval Carioca...

Torso romano de Adónis patente no Louvre
Segundo a mitologia fenícia e grega-, Adónis tornou-se o símbolo da vegetação que morre no inverno, descendo ao submundo, juntando-se nesse despertar  ao seu amor Perséfone, e no regresso à Terra na primavera, juntar-se a outro amor, Afrodite.
Dias seguidos de tempo frio, escuro, de céu cinzento e até neve, acresce o desabonatório presságio de ansiedade que agoniza o temperamental fogo, homónimo de Adónis, em vez de o apaziguar dos problemas de auto afirmação e assertividade, apesar do esforço para conseguir o que quer e sente merece para si , ainda  nesta vida!
Luta desgastante de anos de coisa nenhuma, neste agora a vontade férrea de pôr fim a brincadeiras na esperança de vitórias, lucro e ganhos, que a ser, só possível se usar  de flexibilidade mental, e muita diplomacia, valores fundamentais do equilíbrio e respeito por ele e pelos outros, ao jus do dito, não é com vinagre que se apanham moscas!
Adónis cedo se agarrou à vida de família, passados anos se revelou faceta periclitante, em dois tempos se libertou da prisão para viver em liberdade lamirés e aventuras. Homem trabalhador, sempre rodeado de boa gente, a quem todos enaltecem valores e conciso a pregar sermão de conselhos gratuitos, sem jamais os seguir... Senda fácil de os dar aos demais, se acaba quase sempre por escolher caminhos opostos... 
Fatalmente palpita o dever de aprender a parar para se ouvir mais a ele próprio! 
Alguém escreveu“ Eu rio dos que pensam que me podem prejudicar. Eles não sabem quem eu sou, não sabem o que eu penso, não podem sequer tocar as coisas que são realmente minhas e com as quais eu vivo”. 
Simplesmente apaixonante este grande pensar! 
Se alguém viver com esta bravura, com esta lucidez e grandeza, poucas desgraças dobrariam as suas costas! Mas não, pelo continuo ouvir e a dar atenção ao que os outros dizem; continua-se a reger por essas críticas e a deixar que gente menos “crescida” dite regras na nossa vida, às vezes vindas de colegas, amigos, no pior da família! 
Como é possível? Não somos ilhas nem nunca o seremos, vive-se em sociedade e convêm que cada um faça a sua parte de uma forma dinâmica, mas isto não implica uma intromissão direta na vida dos outros. Adónis auspicia força suficiente para dominar o mundo-, na mudança convicta e determinada que vai conseguir o que quer para a sua vida, porque coragem e capacidade de iniciativa, jamais lhe faltará, ou não fosse Fogo...Provas disso mesmo as deu ao longo da sua vida-, apenas um porém ditado pela fascinação que nutre pela novidade que o pode deixar encantar-se, e de cabeça perdida se meter por caminhos com consequências imprevisíveis, sabendo que nesta altura desejaria de volta reaver paz, dignidade, graça, charme, integridade para finalmente se sentir verdadeiramente feliz, no possível ajuste de postura no que quer realmente, nem muito distante nem excessivamente dependente, do que sempre auspiciou, teve, e possivelmente perdeu...
Homem sonhador em hora de balanço do justo equilíbrio, o contrapeso do fértil imaginário amoroso na dupla com a relação atual-, prazeres da sua vida na aposta premente de continuidade até ao resto dos seus dias, porque afinal este estar de galã, o mantém jovem, ativo, bajulado e até disputado, na louca faceta de Casanova sempre excitado e perdido!
Instiga-o em alta voz  a idade madura mais uma vez -, se deve ficar quedo para todo o sempre? Fazendo eco ao jus do pensamento de Séneca “ Do mal não pode nascer o bem, assim como um figo não nasce de uma oliveira”...Tempo de sol meio encoberto alimenta estar melancólico que se abate no seu semblante pesado e pensativo, correndo o risco do cúmulo em riscar da sua vida mais uma relação, na soma, outra separação... 
Continua dinamizador na vida social e na política em prol da defesa dos outros e das coisas que engrandeçam a sua terra-, o palco derradeiro de brilho e aplausos, mas como se nunca desembolsou para levantar parede com cal? Local ideal na contínua procura em conhecer mulheres giras, disponíveis ou não, na sorte augúrio de mais um flirt , fazendo jus à laia do nome que carrega, a dupla incendiária, dois amores-, uma morena e outra loira, para de novo se sentir carregado de boa energia kármica, sensualidade e aprendizado de novos saberes e sabores, seja o mote do desejo neste agora fim de inverno...
No sonho de viver nova aventura escolhida desta feita pelo coração, que o deixe  enfim estonteante e em paz!
Cafuné
Cafuné que o alivia nesta tortura, só mesmo com o gato de pêlo macio da "enteada" ...
Fevereiro clama Carnaval carioca- , simbologia  alta de virtudes; erótica, sensual e quente, que já o levou uma vez ao Brasil atrás de amiga virtual, na ilusão reencontrar a mulata de Angola...Na sua frente, no fim do mundo um mulherão-, dona de um olhar penetrante felino que o fulmina aliando a voz quente ao macio cafuné onde perdidamente se afoga no mamalhal, acariciando os longos cabelos negros, em ambiente de extrema pobreza, sem o saber-, ambos na esperança de salvação! 
Em definitivo não era a sua praia, o querer salvá-la!
De mente baralhado, sem jamais deixar a  sua base de conforto, amiúde atordoado de sonhos, seja a dormir e acordado com a nudez da pele macia, cheirosa, idolatrada da alma especial neste agora na sua boca " um saco de batatas" sem curvas no falível desejo, apesar do doce falar erótico que o deixa tonto, nas poucas vezes que ainda lhe aflige o pensar, na volta a esquecer de vez!Pura ilusão querer de novo partir despido de preconceitos, qual força do pico de verão frágil cair noutro engodo-, enrolado em índia matreira de corpo roliça, pele morena, mamas postiças e tesas, abençoada de nádegas prateleira atestadas em rebites a botox, na lábia ainda armada de artes candomblé? Cúmulo de beleza assim despida de roupa com pompom no rego, à gatinha, a fantasia que o desperta em louca investida de carícias, e nesse louco estar atinge o auge em potência, a fazer inveja ao frenético másculo touro latino, entesado, um garanhão!
Aliviado de suores na carne e no espírito, o cafuné  por ora por terras de Vera Cruz!

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