sábado, 28 de fevereiro de 2015

S.Rosendo patrono do hino a Joy


"Numa fria aurora de luz, nasceu um lindo menino a quem sua mãe deu o nome de Rosendo no dia 26 de Novembro de 907, em S. Miguel do Couto, no concelho de Santo Tirso. Esta notícia correu de boca em boca… chegou ao rio… ao mar… depois, no bico atrevido das gaivotas, que a passaram a outros pássaros, voou em todas as direções da formosa Ibéria… sobre muitas cidades, aldeias, castelos, chegou ao Paço Real. 
Às terras do Ave, junto ao Monte Córdova, chegaram nobres cavaleiros ricamente trajados. Trouxeram valiosas ofertas, até presentes reais...

Uma das grandes figuras da proto-história portuguesa, pode-se chamar um dos fundadores de Portugal-, S. Rosendo, uma grande figura da Igreja. 

Bispo aos 18 anos rapidamente foi considerado um dos grandes Santos da Galiza e de Portugal. Grande figura da história da idade média do mundo ocidental, S. Rosendo está também ligado às terras de Barroso. Mandou construir vários mosteiros, o maior dos quais é o de Celanova, aonde se recolheu nos últimos anos da sua vida até 1 de Março de 977, data em que faleceu. 

Homem de grandes virtudes, tendo sido canonizado, a sua imagem é venerada em algumas igrejas. "
Atribuição do nome em Lisboa



Igreja S Miguel do Couto, em S. Tirso, mais conhecida por igreja de S. Rosendo, na festa anual que aqui ocorre no 1º domingo de março, reza a tradição de quem quer proteção em "arranjinho amoroso" deve formular pedido, atirando pedrinha ao Santo...
Para a festa ainda se chegam romeiros vindos dos arrabaldes.
Gente fogosa a do Minho, onde ainda persiste viva a tradição de bordados, os tradicionais Lenços dos Namorados, em Vila Verde.
Infelizmente na região centro, nomeadamente por chãos e arrabaldes de Chão de Couce, também a mesma tradição existiu-, o meu avô Zé Lucas nascido em Lisboinha no final do século XIX, recebeu das mãos de uma amada do Vale Cego, um lindo lenço bordado a ponto cruz, a cor monocromática creme que a minha mãe nascida "fora de tempo" se recorda dele ainda belo, tal fato surreal só de pensar que durou pelo menos mais de 30 anos...
Porém julgo a tradição a deixaram morrer...
Quem sabe esta linda tradição dos Lenços dos Namorados veio trazida nos bolsos dos frades do Mosteiro de Santo Tirso? Porque julgo, os jesuítas, os famosos bolos de crosta crocante, só foram inventados muito mais tarde...
Desconheço se a Imagem de S. Rosendo seja em terracota, madeira ou em granito, que a o ser acredito esteja intacta apesar da tamanha "pedrada" ao longo do tempo, não se mostrar em manto esbeiçada (?)...
Um ano destes no costume de outros Joy, homem adepto da festa foi acometido de súbita invasão periclitante de cariz indigno durante a missa, há muito que não se sentia assim atordoado, perdido sem concentração das ideias, do seu corpo emergia grito que lhe corroía a alma em luta interior que o confunde na derradeira tentativa de se concentrar fixa a imagem de S. Rosendo, ouvindo o sermão no púlpito, mas a ferver por dentro, na intrínseca vontade de lhe atirar a pedrinha mais uma vez, e ser abençoado na tradição -, tentação que não lhe saia da cabeça, pese o pouco bom senso balançado pela companhia, mas nada impeditivo do comando atroz em dar voz ao ardente impulso do desejo maior e assim destemido em ato atrevido, enquanto outros pagavam promessas, deu corda aos sapatos de luva a caminho do adro e de pedrinha na mão, ao jus do ritual, de mão trémula, emocionado, a pensar na sua amada...sem perda de tempo, de cariz hesitante, mas antes que o orgulho o atacasse e se arrependesse em arremessar tal desejo, a atira, apesar da incerteza do toque de mansinho no manto do Santo, se Ele o abençoa de novo no seu pedido...Mas como poderá, se já teve a sua vez e se mostra brutal pecador?
Não deve ser nada fácil desempenhar o papel de Santo milagroso...
De fato como é que se pode exigir que nos tratem bem com "milagres" se nós próprios nos enxovalhamos constantemente? 
Convêm entender que o " Santo" neste agora mui cansado de tanta bordoada à pedrada, em idade avançada, já ultrapassou os 1100 anos, resigna-se ao direito de se mostrar em dia não, em não aceder a mais um pedido de bênção à dádiva do amor, a quem já tanto amou e foi amado, ainda assim querer mais, pese embora a idade madura e cabelo grisalho, que no desígnio sagrado, o Santo lhe reserva o direito de permanecer calado, mas no repto bem educado, ainda lhe sussurra ao ouvido e dita aviso: melhor seja parar por aqui, e se conformar em viver o tempo que lhe resta da melhor forma, viajando, e partilhado com a amiga de longa data, companheira fiel, que lhe perdoa os "pecaditos" amigos e família, mas sobretudo parar para olhar à desigualdade de amor e desamor dos demais fiéis, também conotados de boa gente, e jamais abençoados com a sobeja tamanha seja a sua sorte...
Sendo certo que nenhuma fase má é eterna, a bonança existe, basta dar "corda aos sapatos" pondo-se a mexer, deixar a letargia, que só enruga e embaça o brilho da pele... 
Hoje na véspera de S.Rosendo faz bem lembrar o pensamento de Óscar Wilde 
"Perdoe os seus inimigos, nada os chateia tanto".Na verdade é comum que o juízo humano se engana, o certo deveria ser colocar os julgamentos de lado, porque por mais que se seja intuitivo, também se falha, e quando se fala, magoamos alguém... Mesmo inadvertidamente, porque não se pensa no que se diz!Nem todos são abençoados de classe, ao serviço da inteligência, coisa que está claramente em vias de extinção e o mesmo da educação -, portanto imagine-se a classe, o charme, a delicadeza, os gestos bonitos, os cuidados com os outros, a maneira como falamos com aqueles que se cruzam connosco diariamente, a maneira como lidamos connosco mesmos, e a maneira como nos tratamos… Se julgarmos que o certo será transformar a esperança em ação, perceber que as oportunidades só aparecem se nos colocarmos no caminho delas… Quantas vezes mesmo na nossa frente, mas de estar absorto em pensar curto e melancólico, por esperar demais e nada fazer, que não se dá conta da perda total...Seja o breve instante em pôr certezas de lado e ouvir o que têm os outros para dizer...
Quem não tiver telhados de vidro que atire a primeira pedra? Por certo S. Rosendo sempre as aceita, sem protesto!
Belo quadro de pintor também chamado Rosendo

Imagens da Quinta de Cima em Chão de Couce

Desde sempre o meu fértil imaginário ligado a ouvir "estórias" do Paço Real da Quinta de Cima em Chão de Couce, no concelho de Ansião, que a minha mãe gostava de me contar quando vinha a trabalho à estação de Correios e me trazia-, quantas vezes na carreira do Pereira Marques, com paragem na Ponte Freixo, depois a pé, ou à boleia na camioneta do armazém do Sr Júlio Silva, no carro da distribuição do correio, ou táxi. Misticismo o seu fausto passado que me deixava extasiada de paixão, aliada à simplicidade do casario,e no porquê de não ter grandes janelas de avental, com a frontaria em patim de pedra ornado de talhas com sardinheiras, e a poente o costado -, souto de castanheiros franceses de folhas rendadas, jamais a minha vista alcançou tamanha beleza assim igual, mal chegado o outono se engalanam de cores escarlate e amarelo, que me deixavam a sonhar, e da beleza da nascente de água a jorrar que lhe rebenta em fúria ao sopé, do tanque onde se lavava, corava ao sol ,secava roupa e se tragava farnel aviado de casa, e do caminho que jamais lhe deveria correr no endireito, ainda dois grandes tanques em redondo, que não sei a função, do lindo e bucólico jardim, dos prados limitados por sebes a rivalizar a vegetação "Bocage" enquadrado num imenso lago, a mítica palmeira fininha, das primeiras que chegaram a Portugal aquando dos descobrimentos, ainda de pé, o painel de azulejos singelo em branco com as letras com o nome da quinta em azul...Mas claro também por ter sido propriedade de Reis, Infante, aia, marquês, conde e frades. Hoje o palacete é pertença de particulares.
Mas antes a propriedade foi conhecida por outras designações 
Quinta de sua alteza real
Quinta de sua majestade
Quinta do senhor marquês (de vila real)
Quinta do senhor Infante (quando passou, depois de 1640, para a casa do infantado)

Em 1394 esteve por pouco o perpetuar histórico na narrativa das CINCO VILAS, a que pertence Chão de Couce, cercada por serras na planura -, escolhida para o palco da Batalha liderada por Nuno Álvares Pereira e D. João I...Aquando da crise da sucessão em 1383-1385.

Nesse tempo quem também visitou a Quinta de Cima foi D. João de Castela, por volta de 1385, na ida para Lisboa para reclamar o trono de Portugal, por ser casado com D. Beatriz, herdeira direta ao trono por morte do pai D. Fernando -, à volta, tencionando ir a Coimbra, por não ser bem vindo nas Cinco Vilas, apoiantes do Mestre de Avis, só encontrou hostilidade e todas as portas fechadas, que nem parou, pelo que regressou a Castela, para se fortalecer e de novo partiu a caminho de Portugal com forças Portuguesas e Castelhanas, que lhe obedeciam como medida de represália da aclamação oficial em Coimbra no dia 6 de abril de D. João I como Mestre de Avis, rei de Portugal e Algarves, sentimento de afronta direta, a proclamação de um filho ilegítimo, bastardo, filho de D. Pedro I , sendo que o trono por direito deveria ser de D. Beatriz, casada com o monarca espanhol, que pretendia acrescentar Portugal aos seus domínios.































"O confronto da batalha aconteceu em Trancoso, onde ocorreu provavelmente no dia 29 de Maio de 1385, deste modo destituindo a região do Maciço de Sicó em ser para sempre evocada pelas mulheres que as houve de carater destemido e guerreiras, de força viril no trabalho, e assim quem sabe, hoje não se falaria na padeira de Aljubarrota-, mas talvez na costureira da Galharda, na tecelã da Tojeira, na Moleira da Gramatinha, ou na camponesa dos Cômaros (local provável do terreiro inicial da batalha). Na vinda os castelhanos pilharam tudo por onde passaram, no mau agoiro a raiva das gentes da Beira, se armaram até aos dentes e neles investiram sem medos na grande ajuda para os derrotar -, debalde em apenas dois meses o próprio rei marcharia de novo sobre Portugal, à frente do maior exército de que havia memória nos países Cristãos desde há muitos séculos, um exército tão grande, que poderia garantir a Juan de Castela ganhar a guerra.". Esse poderoso exército passaria à história pela derrota em 14 de Agosto de 1385, num lugar chamado Aljubarrota em que Portugal saiu vitorioso pela " tática do quadrado" de D. Nuno Álvares Pereira.
A Quinta de Cima desde os primórdios da nacionalidade foi palco predileto de amores...Rumores que passaram de boca em boca do relato da lua-de-mel aqui passada de D. Afonso Henriques com D. Mafalda (?).Por certo aqui pernoitaram outros amantes e outros amores bem vividos, desde o rei D. Fernando com a esposa Leonor Teles, também se fala que haveria de voltar depois viúva com o amante o Conde Andeiro, na fuga do País, neste paraíso se refugiaram. Em 1523 um extrato da peça de Gil Vicente: "A FARSA DE INÊS PEREIRA". Apresentada ao Rei dom João III no convento de Tomar, na fala da mãe de Inês, Gil Vicente, inventa ou usa, um provérbio com uma referência por trocadilho a CHÃO DE COUCE."
O mote desta obra é: "mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube"
Pardeus, amiga, essa é ela!
"Mata o cavalo de sela
E bom é o asno que me leva"
Filha, " no Chão de Couce
Quem não puder andar que choute"
E:"mais quero eu quem m'adore
Que quem faça com que chore"
Chama-lo-ei Inês?

Sobre a origem do nome de CHÃO DE COUCE, uma das lendas relata um pagem da rainha foi lançado ao chão pela cavalgadura com um couce, foi ao chão de couce...A última rainha que aqui pernoitou foi D. Maria I, os donos encomendaram uma baixela para servir a comandita real, mal se puseram de novo em viagem, foi mandada destruir, para mais ninguém nela comer...Segundo o historiador Dr. Manuel Dias.
Retrato do Dr. Alberto Rego pintado por Malhoa em 1919. 
Verso com inscrição "Este retrato foi pintado em Lisboa, no atelier da Praça da Alegria, 55, de 16 a 23 de Abril de 1921. Chegou à Quinta de Cima no dia 16/6/1921".Esta obra vem ilustrada no catálogo da exposição do "Cinquentenário da Morte de José Malhoa", IPPC, 1983, pág. 63, cat. 58, com o seguinte texto sobre a obra: "Quadro pintado a pastel na residência do Dr. Alberto Rego, na Quinta de Cima, em Chão de Couce, esta obra firma-se como um magistral retrato na obra do Mestre. Vendido na Leiloeira do Correio Velho.
Muitos outros ilustres aqui vieram a convite do último Senhor da Quinta de Cima-, o Dr Alberto Rego e esposa D Elvira Rego.Travei conhecimento por laços familiares com a distinta senhora de Vila Nova de Famalicão, D. Carolina Ribeiro, moradora em Sintra, que os visitava na sua casa na Linha do Estoril e também aqui veio; Egas Moniz, Nobel da medicina, e supostamente Alfredo Keil, - músico, pintor e poeta (1850-1907) autor da música do HINO NACIONAL, "A Portuguesa" com letra de Henrique Lopes de Mendonça, tocado pela primeira vez na sede da Filarmónica de Ferreira do Zêzere.
No seu livro Tôjos e Rosmaninhos, publicado em 1907, retrata as suas viagens pelas serranias a norte de Tomar, nomeadamente, Sertã, Cernache do Bonjardim, Pedrógão, Avelar, Dornes e Ferreira do Zêzere.Tanto se impressionou com as serranias onde vinha amiúde na companhia do rei D. Carlos, em caçadas, por ser amante dos seus costumes, e das suas gentes...
Também o Mestre Malhoa, grande pintor naturalista, vivia no seu casulo em Figueiró dos Vinhos, grande amigo da família Rego, no início do século XX, aqui vinha passar férias no mês de setembro onde tinha o seu quarto no torreão a nascente.
Em 1933 a última carta escrita pelo Mestre Malhoa, pouco tempo depois do jantar na Quinta de Cima no dia em que se inaugurou o retábulo da Igreja, segundo To Zé Silva, no livro "Crónicas dum Tempo":



A Quinta de Chão de Couce nesse tempo de antanho situava-se em termos geográficos no termo de Penela. Foi pertença dos Reis de Portugal da I Dinastia, havendo registo da doação feita por D. Afonso III, a D. Constança Gil, dama da rainha D. Beatriz, como dote de casamento, em 5 de Fevereiro de 1258. Foi Dona Constança Gil que recebera esta quinta do rei D. Afonso III. Aquela ilustre dama, benfeitora de nossos religiosos, deixá-la-ia imediatamente ao seu sobrinho, D. Martim Gil, segundo Conde de Barcelos. Ora, entre as benemerências deste fidalgo ao Convento de Santo Tirso, conta-se a doação da Quinta de Chão de Couce que da tia recebera. Mas não foi fácil a tomada de posse, pelo lado do convento. Martim Gil, ao morrer (1312), ficara a dever ao monarca umas duas mil libras. Pelo que D. Dinis da Quinta se iria apropriar como caução do pagamento daquele montante e de outros mais, se não bastasse a Quinta de Chão do Couce para acorrer aos débitos...Um ano depois, tudo se sanaria. A 28 de Junho de 1313, o rei alargou ao Mosteiro de Santo Tirso a propriedade de Penela, depois que este se comprometera, pela autoridade do Vigário do Bispo do Porto, a saldar as dívidas do benfeitor. A Quinta passou a ser residência de fidalgos almoxarifes e corregedores ao ao longo do tempo em que a propriedade foi por duas vezes pertença do Mosteiro de Santo Tirso, tendo acabado mais tarde por ser trocada por prédios e terras em Coimbra, por se mostrar longe e de penosa viagem do Minho ao Maciço de Sicó, para frades e serviçais vistoriar e recolher tributos.A Quinta tem adossada capela de orago a Nossa Senhora do Rosário, julgo não haver uma imagem do S. Rosendo ou de S. Bento-, Santos devotos na cidade de Santo Tirso de onde era a Ordem do Mosteiro a que a propriedade pertenceu. O atributo do primeiro Santo na proteção dos casos amorosos e das parturientes, já do segundo Santo como patrono, protetor do envenenamento e das crianças na escola , o que literalmente se entende curiosa saber se tinham o hábito de trazer no alforge a companhia da imagem dos seus Santos, ou ainda de as ostentar no altar da sua quinta de Chão de Couce, sendo homens tão dados à oração? Se atendermos que tanto eles como os serviçais, tinham na agenda diária a obrigação do calendário de horas certas para orar, que o seria na capela de orago a uma Santa, sem a proteção dos seus protetores Santos? No mínimo inspira a desordem mental, ou não...Imensurável aventar naqueles tempos quanta tormenta o trilho por caminhos escabrosos de buracos, pedras e lama que tinham de percorrer nas viagens, sempre à espreita encontro de malfeitores, saqueadores, mendigos, e de gente que se cruzava para norte e para sul em rota de partida ou de chegada, tendo os frades o reduto do salvo conduto com a hospitalidade de outros irmãos em mosteiros ou propriedades, para na divisa desesperada reconfortar o corpo das forças quebradas, encher o bandulho de comida quente, também dar descanso às bestas, até as substituir, para no descanso final a premissa da penitência, no balanço do certo e do errado, sôfregos e aflitos, na suposta vontade adúltera do pecado a minar a tormenta mente, que nem flagelos na pele a sangrar os mitigavam do instinto carnal...Porque acredito destemido seria o ato e a forma de se aliviarem, fazendo fé ao alheio pecar, sob proteção divina, do seu protetor S. Rosendo aliado dos afetos, e das parturientes e do S. Bento, protetor do envenenamento, que aqui seja na dúbia o antídoto da hipotética língua de um delator na denúncia do pecado do infrator-, arma secreta a vingança para subida de estatuto no mosteiro (?) …No remate feliz o rol das proteções seja a proteção a crianças na escola-, único papel desempenhado com alto louvor a passagem da mensagem e da palavra de Deus, ao seu rebanho sempre com ovelhas tresmalhadas, no fatal e derradeiro pressuposto creditício de aventar possível descendência de almas gémeas de estigma abençoadas...Na tendência explanar com máximo respeito a Santidade que qualquer cristão de bem, consigna a sua fé, e por isso a verdade em não omitir que desde sempre houve homens na igreja e afins, menos adeptos dos seus votos e do celibato, por tantos afazeres em acompanhar e ajudar de forma gratuita o seu rebanho, também de tratar de apaziguar mentes atordoadas, e corpos sofridos de mulheres histéricas (não saberiam dos efeitos benéficos da masturbação) e delas a família recorria ao padre, por as julgarem possuídas pelo Diabo, outras atrevidas se declaravam por certo no confessionário, abrindo o coração se mostravam carentes, e ainda demais na bajulação da oferta de doces e boa comida-, a sedução, a arma da fraqueza da carne... Descendência direta de padres é fato consumado neste País, a título de curiosidade, um deles o Dr. Mário Soares, mas em declínio neste agora a frágil continuidade dos números a ser meramente atenuada pelo trajar ao homem comum (mas aqui julgo se perde o fetiche...) e pelos anti conceptivos...
Voltando ao episódio do Mosteiro de Santo Tirso, supostamente se mostrava ansioso o frade encerrado dentro de portas, apesar dos redobrados serviços e na ânsia da longa espera dos seus irmãos nesta temporada fora de casa, que no alto do seu cariz astuto teimou com inércia contrariar tamanha e tormenta rotina, alegando a grande morosidade, mas na verdade enxofrado e invejoso pela boa disposição e ótimas cores com que eles se fizeram chegar a casa, que se crê ditou o desfecho fatal da troca pela segunda vez sem retorno, deste belo paraíso, místico, de cariz verdejante e romântico deste louco desatar histórico carregado da falácia em inspiração verve seja a dissertação em evocar príncipes nascidos em mulheres do povo, no vaivém andante desde o Minho à Beira Litoral, qual castelo de cartas, de carne homens diferentes, ainda assim semelhantes, no mesmo jeito irmãos de coração fogo -, ao jus da celebração do dia de S. Rosendo, hino a Joy!


HINO


Joy abençoado pelo S. Rosendo
Alto, belo e delicado
Lindo de arrasar, vestido por fora
Carmesim ou limão desnudado!
Porém lindamente trajado
D'oiro ao pescoço crucificado
Que sufoco tanto brilha!
Cabelo grisalho, sobrolho carregado
Olhar doce em tom outonal
À laia do Abrunhosa
Usa e abusa de óculos de sol
Top model de travesso andar
Calças justas coladas à pele
Quer o mundo te ver driblar
De botas calçado, iguais às dele!
Dentes a imitar espuma de mar
Sorriso delicioso e meigo
Covinha marota no queixo
Pele cuidada de barba rija!
Mãos suaves, delicadas
Aura de Rey, popular
Potencial enérgico, líder vencedor
Invejável auto-afirmação
Amigo do seu amigo
Da família também
Bom íntimo, fiável!
Amante da tradição e bom costume
Ama sentir a liberdade!
Sonhador não esquece África!
Vive sonho da perdida juventude
Saudosista e bem educado
Sincero, franco e frontal
Jeito tímido, reservado
Respeitador, impulsivo e teimoso!
Power falar de mulheres!
Sedutor nato exala charme
Amante possessivo e ciumento?
Aventureiro quanto baste!
Desenfreado almeja diva que não existe
Acometido dúvidas e incerteza
Difícil estar satisfeito,quiçá insatisfeito?
Terrível conquistador "Casanova"
Homem de muita mulher, provocador
Delira no harém causar fascínio 
Sejam novas ou adormecidas 
Difícil atestar seja sensível
Dúvida a fé acreditar que seja!
Algo instiga a dizer convencido!
Homem de rápido desinteresse
Se não sentir sintonia, química!
Orgulhoso, amua de que maneira!
Não esquece dar graças à vida
Reza todos os santos dias
Pelas coisas boas alcançadas
Que a vida lhe tem dado de graça!
Emotivo, ora feliz ora nostálgico
Amiúde ar de bebé ou perdido do norte...
Pensador e calculista!
Tem dias, abusa da ironia
Demasia humor sarcástico
Detesta ser contrariado 
Na ira resposta ríspida
Moroso em agir, desatar
Porém decidido e corajoso!
Adora conviver e parodiar
Fervoroso amante da festa!
Louco pelo prazer da dança
Nadar no mar e piscina
Doido varrido por chocolate
Ensina qualquer jóia a comer jesuítas...
Devorador de cerejas e morangos, viciado
Adora rivalizar o diabo Benfica!
Bicho de palco adora brilhar
Impõe-se em arrancar aplausos
Adora manifesto e admiração
Homem enigmático, estranho ou mágico?
Outro irmão assim em Santo Tirso o imitar
Batizado aos sinos de Rosendo
Difícil acreditar que seja igual!
Todavia outro Joy haver ao mesmo jus 
Em chãos, por terras de Chão de Couce
Mesmo travesso andar, calvo e romântico
Voz quente em ais se desfaz, anafado e doce 
Sem ânimo, bajula fúria ser espevitado
Alma sincera, sofredor do martírio de Jesus
Todavia ainda hoje apaixonado leal!

Viva -se a festa de S. Rosendo!
Para quem saiba saborear jesuítas, o preceito é virar a crosta crocante para dentro, nada se perde do fofo e guloso bolo, como se fosse um casal em frenética união, nem se desperdiçam as crostinhas que se se apanham com a ponta do dedo e se lambem todinhas...
Ou então saborear limonetes da famosa
CONFEITARIA MOURA DE SANTO TIRSO
Não ficaria nada mal a Chão de Couve reinventar uma receita dos jesuítas.
Atendendo ao seu passado ligado a Santo Tirso.
Lançado o desafio.
Mote para o nome CONFEITARIA COIMBRA
Obra da minha autoria


Fontes:
Wikipédia
http://www.areamilitar.net/
Facebook/ As Cinco Vilas de Raul Manuel Coelho
http://www.pcv.pt/lot.php?ID=69823#.VP14QHysWSo
https://books.google.pt/books?isbn=1300327308
Fotos Google 

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