sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A inveja no local de trabalho!

Amarga  vida laboral foi  trabalhar por conta d'outrem a sentir na pele a torto e a direito tamanha inveja, fosse cobiça da minha economia, do meu estar e brilho no trabalho, também "mau olhado" me senti carregada, coitada de mim desprovida de tais defeitos !
Iniciei a minha vida profissional há mais de 35 anos no sistema contratual " assalariada a prazo" numa empresa do Estado onde cedo senti o dilema "engravidar"-, no caso de vir a acontecer, a eminência certa do contrato não ser renovado. Aos dias d’hoje a mesma aflição ainda acontece o que se revela lamentável, por terem decorrido mais de 3 décadas e a mesma situação ainda persistir-,  revela que ninguém na politica se interessou por este problema, sendo grave, atendendo à faixa etária da população muito envelhecida, apenas os filhos de emigrantes salvaram nos últimos anos, o rácio de nascimentos, que ainda assim continua diminuto. Andamos todos a votar em gente de merda, que nada faz em prol da segurança no trabalho da mulher grávida, que afeta apenas as filhas do povo -, porque as filhas dos políticos, saem do mesmo modo das faculdades, com pouco saber, na diferença de terem “encosto” em empregos do Estado e parcerias em cargos técnicos, a ganhar na maioria salários acima de 5.000 €, quando outros licenciados ganham  em média 1.200 €, mas ainda pior, muitos os há a ganhar o ordenado mínimo, para não falar dos forçados a cada dia a imigrar!
Cambada podre de políticos  que só pensa no poleiro e regalias para os filhos, afilhados e amigos, enquanto as outras mulheres sem "encosto ou compadrio" que se esfalfem na procura de emprego, tirando-lhe direitos, nomeadamente da experiência de ser mãe, dignamente ! 
Continua haver muita falta de visão e humanismo na política, sobretudo em pensar grande e no futuro. Quem tiver um pingo de inteligência sabe que as crianças são o bem mais precioso e riqueza de um Povo, por isso há que tratar bem das mães, dando-lhe regalias e Segurança no Trabalho-, o que seria possível, se os empregadores recebessem regalias do Estado, e multas elevadas, quando as dispensam ou não as contratam no estado de gravidez. 
A força no trabalho nas mulheres  se revela nas estatísticas ser de longe melhor que muitos homens juntos-, além de  se mostrarem práticas, são voluntariosas, guerreiras, lutadoras, exigentes, com perfil para uma panóplia de tarefas ao mesmo tempo sem se perderem, enquanto muito homem na maioria nesta área conotado bem diferente,  por só conseguir fazer uma coisa de cada vez, e ainda assim andam perdidos que nem araras, demoram a reagir e a tomar firme qualquer decisão, por medo de falhar! 
Este falar na diferença abismal do acumular de tarefas, rapidez e a falta descomunal em tomar decisões, as tónicas  mais flagrantes no trabalho que distingue os dois sexos, entre outras. Claro, existem homens excelentes e outros de cariz incompetente, em  bom poleiro sem carisma nem perfil, para o posto de chefia de chorudo ordenado, a cumprir horário, sem objetivos tabelados, muito menos stress. Ricos empregos onde não fazem " a ponta de um corno"-, excelentes empregos em Museus, motoristas privados de ministros e afins, em muito sítio do Estado ou similar, que pouco nada fazem, em relação a tantos outros trabalhadores que se esmifram no trabalho diário, saindo de noite de casa e na mesma hora se chegam cansados para auferir uma ridicularia de euros... 
Nada tenho contra o ser masculino, se há coisa que gosto e me apaixona, são homens, por ser o sexo oposto com que me identifico. 
Flagelo senti aquando da fusão do Banco Pinto Sotto Mayor no Banco privado BCP-, por demais conhecido o fato de no início da abertura não admitir mulheres nos seus quadros, apenas secretárias... Quem ainda se lembra? Engoliram em seco o descrédito dos valores femininos, os malvados senhores de colarinho engomado, botões de punho a reluzir oiro e doutrina maçónica ...Contrariamente ao seu pensar, fatal  surpresa com algumas colaboradoras mulheres, sem licenciatura que se revelaram motivadas, com formação e experiência bancária, porque no tempo nunca se deixaram adormecer, subindo patamares com mérito de acrescidas responsabilidades, resulto do calibre e qualidade do seu trabalho pela força de carácter e atitude, ainda abençoadas pelo esforço, dedicação, e frontalidade em avançar, assumindo riscos -, ao invés de homens em igual cargo, rondavam diariamente as hierarquias, para os ajudar na desenvoltura e eficácia do seu trabalho , sendo que elas lutavam sozinhas, questionando os organismos próprios, o certo, para montar as suas grandes operações, no intuito de mostrar que eram capazes de brilhar sozinhas, e que brilho meu Deus tanto ofuscou homens...E mulherzinhas de 5ª categoria, idolatradas neste imaginário de experienciar o platoo do estrelato, sucesso e louvores, no mote de sentir os mesmos créditos a qualquer preço, sem jamais meta atingir, na deixa amarguradas, por falta de coesão, visão e poder na dinâmica de gerir equipas e negócios, e na Mó de baixo, na revelação,  mulheres frias e amargas,  futricas ocas em pau seco, roídas de inveja, impostoras, fingidas descascadas e homens de podre amizade falsária, jamais passaram de ralé de cheiro áscoro, a brutal merda!
Falar libertador, que me liberta, porque há muito deixei de trabalhar por contra d'outrem!
Na teima o vincar testemunho  deste aziago pela mensagem. 
Nunca é demais voltar a referir que trabalhar por conta própria tem sido neste tempo de meia dúzia de anos um santo remédio contra depressões e antidepressivos. O fato de gostar de travar conversa com gente anónima, muito me satisfaz depois de cinco dias a fazer a mesma coisa, sendo coisa alguma, quase nada, encaro o buliçoso das feiras uma libertação que me transporta ao tempo que desempenhei relações públicas, pelo prazer de estabelecer contatos com pessoas, geralmente anónimas, que acabam por se tornar amigas, ouvi-las nos seus lamentos, e elas a mim, enfim a estabelecer pura e sadia amizade,  a solver situações que aqui nesta cumplicidade neste gosto das velharias se estabelece pela partilha de saberes, coisas comuns da vida, críticas construtivas sobre as feiras e suas regras, do quotidiano sobre a  recessão e do inusitado que nos aparece à frente se revela mote de conversa passageira, sem ousar sequer pensar mal seja de quem for, muito menos injuriar, correndo risco alto de ser mal interpretada por a conversa avulsa na maioria com pessoas de estirpes culturais diferentes -, ainda assim, porque nunca fui de me armar "senhora, e antes mulher popular" nesta idade madura continuo incrédula, ingénua, e com isso pequenos dissabores!
Nas feiras transaciono o que acumulei durante anos, objetos que tiveram o seu tempo de glória, que estimei e admirei, mas no tempo fatalmente as substitui por outras. A  venda resulta na satisfação de saber a nova casa para onde passam a morar, por me alegrar o diálogo estabelecido com o comprador, no fácil encantar e sentir desta paixão da faiança e da sua admiração  que exala estórias e vivências-, por isso se diz  " a peça sendo muda fala"...
Mas também neste meu espaço o prazer em relevar desaforos no troco a vómitos a genuína frontalidade de palavras azedas e menos próprias, em prol dos atos , palavras e atitudes que por vezes sou acometida, sem o merecer...Na minha estreia senti as " passas do Algarve" quando uma maioria me viu passar de compradora a vendedora...Até me olhavam de lado, e de mim falavam nas costas que lhes roubava a freguesia...Diz-se que o sol quando nasce é para todos, e nestas coisas só quem é de cariz ambicioso sai ganhador -, atributo que sou totalmente desprendida, por vontade do meu marido tinha deixado as feiras há muito, por não ter carisma para as vendas agressivas, muito menos vender "gato por lebre" e, ainda me amofinar com situações inequívocas de má interpretação, proferidas pela leitura apressada de personalidades dispares, quantas vezes originam boatos proferidos na boca de gente  que se aventura a transmitir, sendo  mesquinhas, no limite revelam inveja encoberta distorcida do contexto da realidade com intuito de achincalhar-, no cúmulo o despropósito e hipocrisia pela frente o contínuo falar, como se nada fosse, se revelando gente fingida.  
Ora se não se gosta, não gosta -, nem todos podemos ser amigos...Devíamos!
Também recebida recompensa, e o carinho de tantos outros que se me dirigem das mais variadas maneiras pelas atitudes, e novos contatos para boas vendas travadas por aqui-, um dia destes numa feira já levava vendida  uma peça por 180 €, arte que demorei a aprender, com outros amigos...Dicas que pago com a mesma moeda, ainda agora numa feira reencontrei uns amigos que tem um armazém, a quem solicitei o contato que transmiti a outro amigo amante de faiança, no imediato se deslocou e comprou boas peças. Gosto desta partilha desprovida de outros interesses, não ganhei nada pelo meio, como se possa julgar, por não ser capaz, mas conheço gente que ganharia...
Há ainda outros que não apreciam este meu lado pratico no gosto de esclarecer os clientes sobre as peças," em dar trunfos de borla a outros" no seu juízo antes vender sem ensinar, para não ficarem a saber mais do que devem...
Colegas que na amarra ferram como abelhas por serem altamente indiciados de má fé...
E a alcunha de Madre Calcutá a ganhei no tempo de bancária, pelo prazer de ajudar sem olhar a quem, sendo generosa, que só gente especial sabe discernir, apesar de ninguém se revelar nesta vida perfeito. Porque errar é humano, e o perdão faz parte da minha personalidade ao jus do dito popular "roucos de burro não chegam ao céu" ...
Segundo o pensamento de Martin Luther King "para criar inimigos não é necessário criar guerra, basta dizer o que pensa".
E eu gosto de escrever o que penso, sobre tudo e quase nada, adoro inventar histórias, partindo de uma conversa, um olhar, uma palavra lida , um sonho-, no imediato me incendeia em ânsias na demanda na escrita sobre o que me dá na real gana, sem papas na língua, assim escritas como as sinto! Ainda que possa chocar gente que me lê de mente conservadora, que tenta me compreender, sem jamais o conseguir, porque sou imprevisível, e o meu "EU" ninguém deslindará jamais, só mesmo quem de mim gostar e muito, entenderá!
Compasso este agora de sentimento desgastante que o ambiente das feiras me constrange, neste mesmo desgosto sentir gente mesquinha de cabeça reles, que se idolatra como carraça ao meu espírito livre de falar, escrever, e no  meu estar  de bem com a vida?Embora aparente, por me ser madrasta, outra curiosidade que as desperta, a minha abnegação...Fenómenos caricatos e absurdos!
Logo eu que nem preciso das feiras para sobreviver, ajudam, muito menos de amizades falsas!
Porque há gente que fizeram hipotecas, se empenharam  para ajudar filhos, dando o que tinham e não tinham, nada resta, apenas a dor de pagar hipotecas...
Felizmente de uma coisa me orgulho-, ter educado bem a minha filha, dela sempre recebi as maiores surpresas...
Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno

Deus me poupe do seu fim

Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno

Deus me poupe do seu fim

Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me livre e guarde de você


Deus me livre e guarde de você


Grande desabafo, nem os meus cabelos alvos as condói neste continuado atazanar!
Nada que não ultrapasse indo à rua para degustar um belo pastel de Chaves

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