quarta-feira, 11 de março de 2015

Maria Augusta Monteiro de Ansião, a prima que vive no Brasil

Há muito que recebi  email duma prima  afastada, a viver há anos no Brasil que aqui me reencontrou nos blogs.
Espero que não se melindre do publicar, porém, a decisão recaiu sobre o rico conteúdo carregado de tanta esperança, que acredito pode ajudar outros a ultrapassar dores e problemas através da leitura, e de recordações do passado.
Citando 
"Olá  Maria Isabel !
É um grande prazer poder finalmente entrar em contato com você.
Há exatamente um ano atrás aprendi a usar a internet , onde por acaso achei seu blog ,quando comecei a ler e ver suas fotos percebi algo familiar , seu rosto não me era estranho e lendo suas histórias sobre Ansião em seu blog , vi a casa e fotos de sua mãe Dona Ricardina . Ai percebi quem era você , fiquei desde então encantada por tudo o que está em seu blog , suas histórias , suas louças . Há ... suas louças que me fizeram lembrar da casa de  minha avó . Também como você sou apaixonada por tudo o que é antigo  móveis ,  louças aqueles pratos dos cavalinhos então xícaras , tudo de belo que você mostra em seu blog , que leio todos os dias um pouco desde que o descobri. E agora no facebook até o meu marido virou seu fã , parabéns por ser esta mulher inteligente e perspicaz que você é .
Sabe Maria Isabel sempre a admirei , quando morava ai lembro-me muito bem de você novinha , linda , aprendi com minha tia Quitas a admirar sua família ela admirava e  sempre falava muito bem de Dona Ricardina e suas meninas ela dizia "serem umas meninas de ouro" .
Depois que minha filha faleceu Deus tem colocado algumas pessoas especiais em minha vida e você Maria Isabel mesmo sem saber é uma delas . As pessoas dizem que perder um filho é uma experiência das mais devastadoras que um ser humano pode passar senão a maior , lendo suas histórias no blog tem me ajudado a levar esta dor tão grande -, eu entro ali e me esqueço de tudo lendo e lembrando até de pessoas que fizeram parte de minha vida também . Minha vida daria um bom livro , e Ansião parece estar tão longe ...
Minha filha mais velha nasceu em Coimbra como você , ela faz 31 anos em julho , saiu dai com apenas 5 meses de idade , hoje do alto dos meus 50 anos (quase, falta um mês )acredito que todos temos uma missão a cumprir, e isso é a única coisa que me traz consolo , acredito que minha filha cumpriu a dela . Ela era uma pessoa muito especial , dessas sabe, que não podem ficar aqui muito tempo , seu nome era Yasmin que significa a flor branca .Me desculpe se estiver te aborrecendo dizendo tudo isso , mas sinto que você será para mim uma amiga muito , muito especial, para sempre (um pouquinho primas não é mesmo )  . Que Deus te abençoe por tudo que tem feito por mim mesmo sem saber , a você e a toda a sua família .
Bem, como você pediu no facebook , agora vou contar um pouquinho da minha família de Ansião , não sei muito, mas vou falar o que sei , meu avô Acúrcio César Monteiro morava em Além da Ponte, casado com Maria do Carmo Monteiro , tiveram 3 filhos a tia Quitas, que na verdade se chamava Maria Augusta Monteiro (daí meu nome ) meu tio Manuel Monteiro e o meu pai Adriano César Monteiro , meu avô ficou viúvo e se casou de novo com Dorinda Rosa Monteiro , também de Além da Ponte e tiveram mais 3 filhos Mário , Carlos e João Monteiro. A avó Dorinda já tinha um filho de seu 1º casamento quando enviuvou.
Maria Isabel você diz em uma parte de seu blog sobre Gentes do centro de Ansião, que o seu pai era primo da tia Quitas , e ela também sempre chamava sua mãe de prima Ricardina , mas de onde vem esse parentesco não sei , se é do lado do avô Acúrcio ou da minha avó . Talvez para você fica mais fácil descobrir esta linhagem .
Por hoje fico aqui , beijos e até a próxima quando eu me lembrar de mais coisas de Ansião vou escrever mais, acho que você vai gostar ."
Caríssima prima Augustita, a nossa linhagem descende por parte da   sua avó a Maria do Carmo, mãe do seu pai  e irmãos Manuel e Quitas . A Maria do Carmo era irmã da minha bisavó paterna, casou-se no Alto a caminho do Vale Mosteiro sendo tia em 1º grau da minha avó paterna Piedade e em 2º grau do meu pai.Agora é mais fácil entender os laços familiares em Além da Ponte, onde alguns familiares construíram as suas casas e eu herdei um terreno com a minha irmã.A título de curiosidade quando me casei em 78, a prima Quitas e o irmão Manuel, que então trabalhava em Coimbra numa casa de loiças ofereceram-me um serviço de chá lindíssimo que ainda o tenho.
Não sei se vai gostar de constatar a ruína em decadência da casa dos seus avós...Vendida recentemente.
A janela que se vê na frontaria é bem antiga de avental, foi pintada, espero que quando for remodelada que prevaleça. O telhado da cozinha ruiu, mas a janela continua com as cortinas da avó...Sempre que ali passo salta a lembrança de crianças, da prima Quitas e da sua avó Dorinda. Saudades.
 

Ainda se lembra desta porta atrás da igreja da Misericórdia? Onde eram os urinóis?
O quintal dos seus avós, parte dele.
No portão a taberna do Carlos Antunes e na frente a mercearia onde os cachopos e eu comprávamos pastilhas e chocolates em feitio de moedas com prata dourada...Ao meio tinha um belo relógio de caixa arredondada com o pêndulo dourado que me fascinava, as vezes que lá entrei para o mirar...
 A escada de pedra que por certo tantas vezes as subiu e desceu...
  Casa do Sr. Domingos em venda tal como a do seu tio João Monteiro
  O Ensaio está de cara lavada vai ser um restaurante
 Por detrás da CGD e da casa da sua avó agora é um grande parque de estacionamento
 A casa onde viveu o Dr Melo, infelizmente faleceu e a esposa também, foi recentemente vendida

Nesta casa viveu a Srª Guimarães, viúva que a Tina Parolo vinha fazer companhia e se sentavam nos bancos namoradeiros que ladeias mas janelas. O que evidencia a casa ter sido reconstruída e agora o vai ser de novo.
  Ao lado está esta à venda há mais de 30 anos...Era gira para si e família, tem quintal, quem sabe?
A seguir uma rotunda, na frente vai-se para o mercado
 No gaveto da travessa da Misericórdia a casa que foi da Prof Paulette, faleceu  recentemente com 96 anos
 
Termino  com uma foto com a minha irmã junto da casa onde viveu no 1º andar com os seus pais, que lamentavelmente já não existe .
Na saudade do Nabão aos Poios,  coberto de ranúnculos aquáticos, a que o povo chama agriões,como gosto de os ver e sentir assim  floridos, antes do Marquinho.
Beijinhos para si e família.
A primavera por cá está a dar caras, com as árvores a florir.

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