domingo, 22 de março de 2015

Ontem no dia da poesia ...Dor Contida!



Da loiça da Fábrica Sacavém um prato com legenda:

Se o meu pobre coração
Tivesse voz para dizer
Entenderia a razão
Nas cousas do meu sofrer


Quão profunda raiz o fracasso da vida 
Fraco sentimento  amargo  e terrível
Glória reverter nefasto de cara erguida 
Urge agir poderosa, sem ser vil!
 Consigo ainda de novo jubilar
Coragem e certezas da luta conseguir
Intrínseca  força a brutal faceta!
Ostentação almejar em mote adormecida
Te querer outra vez na minha companhia!
Anjo da guarda dos meus sonhos guardador
Por cá tá-se bem, sem sal, maldita sina!
Imploro em derradeira vez
Promessa  a de nunca calar a voz!
Jamais  desperdiçar oportunidades...
Armada com fé na deixa de boa nova 
Sem hora  marcada  olhos nos olhos, algures!
Envoltos em manto na esperança estonteante...
Sonho proibido ainda almejar fora d'época?
Encontro divinal, seja no amado Porto! 
Fúria  querer  e na insistência  ainda teimar...
No dizer do poeta Manuel Alegre
Para me reencontrar...
Digo, encantar de vez! Mais uma outra vez!
Na amarra, de mão dada ao Passeio Alegre, o milagre!


Belo pensamento de Fernando Pessoa 

Nunca sabemos quando somos sinceros. Talvez nunca o sejamos. E mesmo que sejamos sinceros hoje amanhã podemos sê-lo por coisa contrária.


Citando Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Não digas Nada!
Não digas nada! 
Nem mesmo a verdade 
Há tanta suavidade em nada se dizer 
E tudo se entender — 
Tudo metade 
De sentir e de ver... 
Não digas nada 
Deixa esquecer 
Talvez que amanhã 

Em outra paisagem 
Digas que foi vã 

Toda essa viagem 
Até onde quis 
Ser quem me agrada... 
Mas ali fui feliz 
Não digas nada. 

FONTES:
You Tube Pedro Abrunhosa
Partilha do prato Sacavém do facebook "Doidos e Velharias"
Google Poemas do Fernando Pessoa


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