segunda-feira, 20 de abril de 2015

Feira de velharias no Montijo com tempo para apreciar as vistas

Na toponímia antiga do Montijo consta o nome de Aldeia Galega, a registar esse fato existe na frontaria do Câmara uma placa de pedra com letras em preto que um dia fotografei.
Belo painel de azulejos da comemoração da vitória dos portugueses contra os espanhóis na Batalha da Restauração no Montijo em 26.05.1644. Mas na Wikipédia não diz onde se pode apreciar.
"Matias de Albuquerque sabia que as tropas filipinas eram comandadas pelo Marquês de Torrecusa, e estava desejoso de afirmar a sua própria presença. Ainda que com grandes dificuldades, juntou seis mil homens de infantaria, mil e cem de cavalaria e sete canhões, a fim de provocar uma batalha «a sério», e atravessando a fronteira, foi atacar Montijo, apoderando-se da praça."
A feira da ladra no  Montijo tem-se estendido ao longo da calçada defronte da igreja para sul. Abanquei defronte do café , de costas para os amores perfeitos do relvado do jardim, sob um calor assustador.


Na minha frente um colega a vender bijutaria  divertido de colares ao pescoço e brincos nas orelhas...
Dei conta do rodado de uma charrete na calçada, não sei se é de aluguer para passeios
"Bela igreja matriz de fachada maneirista de linhas sóbrias, é flanqueada por duas torres sineiras, rematadas por coruchéus gomados. Os largos cunhais das torres dividem a frontaria em três corpos. 
No central rasga-se o portal enquadrado por pilastras com caneluras, sustentando frontão triangular rematado por pináculos angulares. A encimar o portal, rasga-se janela de vão retangular gradeado, datada de 1604. Na fachada sul abre-se um outro, igualmente de recorte maneirista. "

"À entrada do templo, no átrio, pode ser admirado um painel de azulejos representando N. Sra. do Rosário, de 1645. A partir do século XVII, o interior do templo é dividido em três naves (anteriormente de nave única). Estas naves são separadas por arcos de volta perfeita, sustentados por colunas toscanas. Nas naves podemos admirar variadíssimos ornamentos de azulejaria: setecentistas os painéis que representam o Batismo de Cristo e toda uma série de cenas relativas ao Seu nascimento, Santa Ana e N. Sra, a Virgem, o Menino e S. João Batista, a Sagrada Família e a Descida do Espírito Santo. O arco cruzeiro contém, na pedra de fecho, a Pomba do Espírito Santo. Na capela-mor, também do século XVIII, são os painéis de azulejos que narram a Descida do Maná e o Castigo dos Blasfemos. O retábulo-mor, em talha dourada do século XVII, entre dois pares de colunas espiraladas, mostra-se uma pintura quinhentista que retrata a Descida do Espírito Santo, atribuída ao pintor maneirista Diogo Teixeira. Nos absidíolos e capelas laterais espalham-se interessantes retábulos em talha dourada barroca do século XVII, ornados de boas esculturas, que enriquecem, assim, todo o ambiente sagrado. Valoriza ainda este espaço o magnífico púlpito do século XVII, conjugando harmoniosamente diversos materiais: cálice e pé esculpidos, escada em mármore e balaustrada em bronze. 
Na sacristia, mais uma vez, os azulejos encontram-se em destaque, pelas suas albarradas barrocas em azul e branco. Igualmente interessantes são o lavabo de mármore rosado e o arcaz de madeira exótica."

Quando entrei  na igreja rezava-se o terço com o padre, em louvor de alguma desgraça, mas são tantas desgraças a cada dia que já não me lembro...já sei das vitimas do avião nos Alpes.

No exterior existe casario forrado a azulejo que a autarquia deveria intervir na sua preservação. Casa com platabanda de balaustres em losango de faiança rematada por vasos, quiçá produção do norte, Devezas ou Santo António do Vale da Piedade.


Aqui  nesta praça começou o evento das velharias e do artesanato que neste agora se estende para norte
Andava um peixe negro mutilado ou com mioma numa barbatana no lago...
Uma colega com um belo chapéu de polícia?

 O povo tem pouco dinheiro. Diz-se que há colegas que arranjam roupas nos caixotes e nas casas de 2ª mão que vendem, algumas boas a 1€, numa banca vi pelo mesmo preço 3 peças...
Uma rapariga apreciou um casaco a que pedia 5€, com desplante diz-me" o casaco que trago vestido comprei-o aqui nesta feira por 1€ , prontamente respondo-lhe- Acredito, mas comprou um casaco dos chineses, feito de plástico...Retorqui " mas é muito quentinho" - Pois é, mas se lhe cai uma fagulha vai-se...Não queira comparar alhos com bugalhos, o casaco que apreçou tem marca...
O certame deveria ser reorganizado, com espaços marcados e feirantes certificados, para não dar azo a feirantes ocasionais que só estragam o negócio a quem desconta e paga impostos. 
Apesar da recessão, do desemprego, este tipo de feira não deveria ser um saco grande onde se acolhe tudo e todos, tem de haver ética, estando o Montijo estrategicamente em local turístico, deveria apostar no certame, publicitando o evento, e definir se é o dia todo ou só de manhã, na verdade da parte de tarde é uma parouvela!
Volto ou não volto, eis a questão!
Fontes:
Wikipédia 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Arquivo do blog