terça-feira, 6 de outubro de 2015

Rota do Portugal recôndito no Parque do Tejo Internacional

A rota pelo IC8 para entrar no nó da A 23 com a primeira paragem a escassos 10 km de Castelo Branco.
CEBOLAIS  
Gostei do design do ferro forjado  das janelas, simples e mui elegante
 Retaxo com paisagem de muita fábrica desativada...
 Muro decorado com  faixas em azulejos decorativos

Na pastelaria a réstia de cebolas que dá nome à terra...
Degustados bons pastéis de bacalhau acabadinhos de fritar. 
Ao balcão mãe e filha aviaram compras que a empregada fez a entrega dizendo que os sacos tinham esgotado na véspera, mas a cliente não aceitou , reclamando em alto e bom som, que tinha de lhe dar um saco, quando tinha um às costas vazio...escarcéu renhido , remédio não teve a empregada que ir procurar ...

CASTELO BRANCO

A cidade cresceu a olhos vistos com um presidente de Idanha que a engrandeceu no rasgo de avenidas novas a perder de vista.O posto explora também os jogos da Santa Casa e vende objetos e roupa em 2ª mão. A responsável, simpática, decidida e muito enérgica-, não resisti a perguntar o signo...Touro, trabalha com o filho, elogiou fortemente a minha irmã que me deixou a rir...Senhora bonita e mui divertida, cheia de vida, explosiva a falar...igualzinha a mim!
Deixamos a cidade avistando a nova Estação rodoviária
Nova paragem em Malpica do Tejo, na ideia de comer uma arrozada de lebre na Tasca Maria Faia, debalde estava fechada. Tem uma vista linda, no dizer da minha irmã.
Ruas imensamente compridas com muito casario, mais de metade supostamente desabitado(?) 
Numa delas a descer ao fundo antes do posto, que estava fechado, só abre de tarde, fiquei espantada com a Fonte Nova que pareceu um mausoléu...
Agora pintado a dois tons:amarelo e branco
No largo estava a carroça da Maria Faia para passeios.
Nesta zona da Beira Baixa ainda se vêem muitas carroças
Uma constante o casario em xisto, nu e cru.
Estrada sem sinalética, fomos até onde termina  a calçada, o caminho continua em terra batida até encontrar o Tejo.
Já se percebeu que a motorista mal pára, faz o seu serviço, resignei-me a registar fotos em andamento e no banco de trás bem mais difícil...

MONFORTE DA BEIRA


 
 O posto pequeno muito acolhedor e bem decorado com posters da terra, a senhora muito simpática.
 Paragem para comprar pastéis de massa tenra, porque as bicas( pão de azeite) já tinham acabado...
 Dissemos adeus à vila em caminho alternativo para Cegonhas
 Nova paragem em herdade de sobreiros onde foi recente a tiragem da cortiça


Atravessamos o rio Aravil, de águas na represa, olhando para trás parecia regato, seguiu-se estrada em caracol encosta acima, estreita, de cortar a respiração, só para um carro(?) nos confins da Beira Baixa, onde o rio Tejo forma a fronteira natural entre Portugal e Espanha, de aspeto do mais inóspito e remoto que já conheci neste Portugal de chão de terra árida, com baixa ocupação humana, e os poucos resistentes são velhos que vi sentados à porta de casa à sombra.
Zona integrada no Parque  do Tejo Internacional, revela ser área de excelência para observação de aves, em especial para as grandes aves planadoras. 


CEGONHAS


ROSMANINHAL



 
 Vistas do miradouro da igreja altaneira
 Rota de saída do Rosmaninhal
 Fomos procurar almoço no Ladoeiro
Sob um sol escaldante eis que distingui num plano inferior ao piso da calçada, um lindo fontanário de água corrente com belo painel azulejar da Fábrica Aleluia de Aveiro.
A graça  desta casa típica em xisto com a janela pintada de branco e o estendal à antiga.
Uma carateristica na região.
Ladoeiro, na Beira Baixa, no restaurante Âncora, de um antigo marinheiro.
Ementa: Coelho estufado e arroz de potas, que parecia de polvo. 
Tudo muito bem confecionado e saboroso.

Muita afluência.Bom atendimento

O painel em azulejo "Nitrato do Chile" resistente, em Ansião há anos que lhe deram sumiço...
Acabou o tempo da melancia que aqui se vendia e a minha irmã comprava

IDANHA A NOVA

O rio Pônsul corre aos pés de Idanha a Nova
No centro histórico numa ruela estreita, nem sei como conseguiu fazer marcha atrás, o carro não tinha espaço para passar. Se alguém sofresse de claustrofobia padecia com o carro a roçar o granito...Não fosse a tática de milhentas horas de condução, não escaparia ileso...
Paragem na queijaria na saída onde enfeirei queijo amarelo, e da Idanha e ainda pequenos de ovelha.
Hora de voltar a casa, tomamos a rota da estrada antiga desde o século XVIII ao XX que ligava Castelo Branco a Lisboa e Coimbra.
SARZEDAS

Fatal lembrar um colega do Banco que trabalhou na Rua do Ouro


ESCALOS DE CIMA

O palacete rosa, "Obra do Senhor Africano, mais conhecida localmente pela "Casa do Visconde", foi erguida pela mão dos pedreiros de Escalos de Cima no ano de 1908, caraterizando-se por ser um magnífico palacete, em estilo colonial, tipo abrasileirado, sendo rodeado por hortas e jardins, com um imponente torreão, ferros forjados, madeiras exóticas, estuques, janelas com vitrais, varandas e escadarias de cantaria, com vista a satisfazer os gostos do seu proprietário, admirador desta arte nova na referida altura. Ainda se destacou por ser uma pessoa honesta que defendeu sempre os seus ideais, lutando e sofrendo pelos mais fracos e oprimidos."

Solar da Família Costa Pegado Figueiredo, palacete mais conhecido como dos Viscondes de Castelo Novo, deve ter sido construído no final do séc. XVII ou princípio do séc. XVIII numa propriedade situada entre a Devesa, Quelha de Leguinha, rua do Espírito Santo e Praça. Destaca-se por ser um dos melhores e mais bonitos da nobreza rural da Beira Baixa. Os tectos dos salões ostentam o brasão da família pintado sobre madeira. À sua frente existe um terreiro espaçoso e na retaguarda um jardim seguido de uma quinta com noras, poços, hortas e árvores de grande porte. Detém a capela de São Domingos, situada na fachada lateral que confina com a Estrada Nacional 233, encontra-se cercado por um muro muito alto que o cerca mas que lhe dá um elevado grau de segurança, durante quilómetros."


SOBREIRA FORMOSA

Na visita do último posto
Antes de chegar a Proença paramos nesta fonte, para encher garrafas e refrescar, debalde escapa-me o nome...ela sempre a trabalhar ao telefone.
Aqui é terra de muito limão

Um dia de muito calor, sempre em pressas, passeio apressado, ainda assim muito satisfatório.

Fontes Wikipédia
Fotos google

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