quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Abordar sistemas monetários e financeiros no âmbito das Novas Oportunidades

Falar da cadeia de relações inerente à dimensão económica. 
A dimensão económica da prática cultural é aquela em que a obra de arte surge como produto, mercadoria, objecto de um processo económico de produção, circulação e valorização, como qualquer outro produto mercantil. A cadeia de relações inerente à dimensão económica comporta três instâncias fundamentais: 
Produção; Distribuição e Consumo
Na produção estabelece-se a atividade do artista ou autor enquanto produtor de arte nas mais variadas formas de expressão; pintura, escultura, joalharia ou mobiliário, entre outras.
Na atividade da distribuição destacam-se os vários vendedores, como galeristas e comerciantes como marchants d’art e dealers. Desempenham um papel no mercado como intermediários em eventos específicos, como leilões e feiras de arte.Por último o consumo traduz-se no interesse económico dos compradores, colecionadores de cariz particular ou institucional privados ou públicos. A importância da dimensão económica da cultura já era uma realidade observada durante todo o século XX, com o crescimento das denominadas “indústrias culturais”. Ao longo do referido século, o avanço tecnológico impulsionou a mercantilização da cultura com a divulgação on-line e a com a mediatização através dos mass média com uma interpenetração crescente entre as artes e as indústrias.Neste milénio deu-se ênfase à definição de indústrias criativas, entendidas como atividades que se originam da criatividade, habilidade e talento individual e coletivo que têm potencial para gerar riqueza e emprego, e exploram a propriedade intelectual. A definição abarca atividades como as artes performativas, artes visuais, literatura, museologia, galerias, arquivos e preservação de património, assim como outras com forte valor agregado como design, a propaganda e publicidade, arquitetura, web, software, gráfico e moda, além dos media nos seus diversos formatos: radiodifusão, digital, filme e vídeo, jogos, música e publicações. O crescimento do consumo cultural não significaria apenas o incremento de compras de bens culturais, mas também, dos usos destes na construção da identidade social e individual. As novas formas de consumo vão ser influenciadas pela componente cultural dos bens, que vão além do seu valor económico. Assim, os produtos são consumidos através da experiência causada pela natureza subjetiva desses bens. A questão de que os bens têm um significado, além dos seus valores de uso e de troca, é um fenómeno já questionado por muitos autores.Por exemplo Bourdieu, discute que o desenvolvimento do sistema de produção de bens simbólicos é paralelo a um processo de diferenciação, cujo princípio reside na diversidade dos públicos. O autor ainda argumenta que os bens simbólicos têm uma dupla face e são ao mesmo tempo mercadorias e significações. Assim, tanto o caráter mercantil quanto o cultural dos bens subsistem relativamente independentes.Outros autores como Negri e Hardt, observam que os produtos contemporâneos são verdadeiros meios de comunicação porque possuem mensagens, permitem a comunicabilidade e a identidade entre os homens.No ato do consumo o indivíduo procura se reconhecer, ou melhor, descodificar as estratégias de discursivas presentes, nos bens. O aspeto importante dessa discussão, é que o trabalho inteletual e criativo cria uma série de ativos não materiais ou intangíveis como invenções técnicas, know-how, marcas, desenhos, criações literárias e artísticas. Discute-se o papel destes ativos, resultantes da inovação, expressão e criatividade, como uma fonte não física de geração de valor. Assim, o capitalismo atual estaria cada vez mais relacionado à capacidade de produzir e controlar estes intangíveis.Em decorrência disto, expande-se o debate sobre a necessidade de propriedade inteletual. Argumenta-se que não é possível desenvolver qualquer processo de pesquisa estável e auto-sustentável se não existir proteção à propriedade da criação. A propriedade inteletual possibilitaria transformar o objeto da criação considerado um bem quase-público num bem privado. As questões supracitadas constituem-se numa complexa agenda para os formuladores de política cultural em vários países.

Identificar uma galeria ou um colecionador

A minha aposta recai sobre coleccionadores privados. Joe Berardo com uma vasta coleção contemporânea (não sendo a minha favorita) em exposição gratuita no CCB. E a colecção vendida do espólio do milionário português António Champallimaud. Conheci algumas peças no edifício da Rua do Ouro.“Valia 22 milhões de euros. No mínimo!"

As motivações de homens possuidores de grandes fortunas na aquisição de obras de arte é a forte rentabilidade que as mesmas lhes podem oferecer, quando estes por qualquer motivo tenham interesse em se desfazer delas, ou os seus herdeiros, no mercado conceituado como as leiloeiras Christie’s em Londres e Sotheby’s. A importância económica e cultural pela venda e aquisição de obras de arte é um fenómeno internacional em franca expansão. A velha casa de leilões, Christie’s fundada em 1766 em Londres, continua a liderar confortavelmente o mercado, mas raramente teve nas mãos uma venda tão cara como a coleção de Champalimaud. Todas as coleções vendidas em 2004, por exemplo, ascenderam a 27 milhões de euros, ou seja, quase tanto como a colecção Champalimaud. Para se ter uma ideia do que significa este valor, Rock acrescenta que provavelmente não se vendia uma colecção privada deste calibre "desde o famoso leilão da colecção Rothschild, em 1999, considerado a maior venda de sempre de um acervo artístico pessoal". Uma colecção que revela INTELIGÊNCIA E GOSTO. António Champalimaud era definitivamente uma pessoa com um gosto extraordinário, que não sendo especialista numa área ou época, soube comprar sempre bem e com inteligência". Ou seja, a variedade, atributo que tipicamente prejudica as coleções pessoais, não afetou o valor deste conjunto. "Há de fato coisas muito diferentes, de épocas e locais distintos, mas tudo o que há é sempre o melhor". A "sensibilidade e inteligência" que a Christie's reconhece a António Champalimaud é ainda valorizada pelo fato de o colecionador ter sido sempre motivado pelo seu amor à arte, mais do que por uma eventual valorização que as obras pudessem vir a registar com o passar dos anos. Algo que o tal "círculo restrito" de colecionadores aprecia e sabe preservar. No total, o conjunto constituído por 30 quadros e mais de 170 objetos e antiguidades, incluindo várias peças de mobiliário francês (maioritariamente estilo Luís XVI), porcelanas orientais, pratas e tapeçarias. Quase tudo cotado no mercado artístico mundial com valores astronómicos.O centro de gravidade da coleção girou em torno de um dos mais famosos quadros do mestre italiano Canaletto. Uma obra não datada, mas que se julga ter sido produzida durante os últimos anos de vida do artista, em meados do século XVIII. Il Bucintoro al Molo il giorno dell'Ascensione, uma paisagem dos canais de Veneza, foi avaliado em quase oito milhões de euros , mas nenhum dos técnicos da Christie's se espantaria que o valor final ascendesse aos 10 milhões. De longe, é a maior atração. É de fato raro, garantiu, "encontrar tal grupo de obras reunidas por uma só pessoa. Há muitos museus que não se podem gabar de tanto".Os intervalos de valores que são dados têm de ser necessariamente grandes, porque apenas servem de referência. Não se pode adivinhar a predisposição do mercado"dizem as leiloeiras. As expetativas em relação à colecção Champalimaud foram muito grandes, no entanto, "porque sabemos que há aqui muitas peças exclusivas". 

Mais recentemente a coleção privada do Banco Português de Negócios – BPN angariada pelo seu presidente e mentor José Oliveira e Costa foi considerada ser falsa. Foi chamado um especialista em arte egípcia que afirmou as peças serem falsas. É um rombo astronómico nos interesses da instituição, a acrescentar aos altos prejuízos do ano passado que eclodiu com a sua nacionalização. Será que foi “enganado na aquisição das peças” ou foi mais uma manobra financeira?

A problemática abordada no texto retrata os grandes grupos económicos que controlaram algumas empresas durante as suas privatizações e conflito gerado em função do poder económico destes padrões de segurança e qualidade dos serviços prestados que se diz público e afinal na prática não é bem assim. Com a privatização, o objetivo das empresas passou a ser o lucro. Como mera cidadã não concordo com esta temática de lucro exacerbado por parte de empresas geradoras de utilidade pública como a energia eléctrica, a água e o gás.Trinta e três anos depois, o Estado volta a nacionalizar um Banco mas, desta vez, não é por motivações políticas. "Tornou-se inevitável a necessidade de uma intervenção pública", afirmou o governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio, em conferência de imprensa conjunta com o ministro de Estado e das Finanças, para justificar a intervenção estatal no Banco Português de Negócios (BPN). Todavia, a nacionalização do Banco não está relacionada com os efeitos da crise financeira internacional, mas sim "com perdas acumuladas de licitude duvidosa, que estão a ser investigadas pela Procuradoria-Geral da República", disse Fernando Teixeira dos Santos, assegurando que "não há razão para haver uma corrida aos balcões". Os clientes do Banco "podem estar seguros. Nada faltará à instituição para que funcione normalmente na defesa dos clientes e depositários", acrescentou ainda o ministro de Estado e das Finanças no decorrer da anunciada nacionalização.Segundo Vítor Constâncio, a Sociedade Lusa de Negócios, a detentora da maioria do capital do BPN, "fez um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do Grupo e que envolveu centenas de milhões de euros". Em causa estão perdas superiores a 700 milhões de euros, dos quais 360 milhões seriam operações virtuais feitas através do Banco Insular, um Banco cabo-verdiano por onde passavam as operações offshore do BPN, entidade essa que, supostamente, não deveria ser do BPN dado que, em 2002, a instituição tinha comunicado ao BP que o Banco Insular não fazia parte dos ativos adquiridos na altura. "Foi com surpresa que soubemos em Junho destas operações. Nada fazia suspeitar que estas operações pudessem existir", afirmou Vítor Constâncio. O BPN só em Junho comunicou ao BP a existência do Banco Insular. No entanto, já no relatório de contas de 2003, os auditores apresentaram reservas às contas, as quais foram investigadas pelo BP e, em 2007, a entidade supervisora nacional recebeu mesmo um documento que levantava suspeitas de fraude no banco.No final de 2007, o BPN tinha 204 mil clientes, com recursos totais avaliados em 4,78 mil milhões de euro, dos quais 1,19 mil milhões em depósitos à ordem e 3,45 mil milhões em depósitos a prazo. Em função dos acontecimentos, o Estado decidiu intervir com a nomeação de dois administradores nomeados pela Caixa Geral de Depósitos, Norberto Rosa e Pedro Cardoso, depois do anúncio de nacionalização da entidade bancária. Ao comentar este caso, apraz-me evidenciar que não estou de acordo com as medidas tomadas pelo Governo em ter nacionalizado o BPN com a desculpa "esfarrapada" meramente no intuito da defesa do património financeiro dos seus clientes (?), ora os clientes que aplicaram as suas poupanças em Fundos de Investimento de grau de alto risco, sabe que pode ganhar muito, mas também perder tudo.São os acionistas da Banca os únicos ser chamados para receber lucros e para assumir prejuízos, o Estado na Banca deveria ter o papel de se pautar por ser imparcial, em último caso sem receio da bancarrota, nos EUA de onde acolheram e copiaram as vendas agressivas e o empowerment todos os dias há registo de bancos a falir... 
O escândalo ameaçou de certa forma o Banco de Portugal que em tempo útil deveria ter encetado auditorias rigorosas aos investimentos do Banco e não o fez. Em face destes acontecimentos em Janeiro o Banco Portugal emitiu algumas regras para a Banca: Transparência na abertura de contas e venda de produtos financeiros.É sabido que os alicerces de uma Instituição Financeira, em que os seus Clientes confiam as suas poupanças, são a confiança e a credibilidade. Se a Instituição Bancária na sua génese não encerrar padrões com estas características, então será indubitável duvidar do seu sucesso!
Caracterizar e identificar três actividades que o Instituto Camões tenha levado a cabo na divulgação da língua portuguesa.
Formação à distância
O Centro Virtual Camões traduz-se na formação à distância que representa uma aposta do Instituto Camões para levar o ensino da língua, literatura e cultura portuguesas a públicos que habitualmente não dispõem de acesso a formação nestas áreas. É utilizada uma plataforma de aprendizagem via Internet de ensino à distância para apoiar a realização dos cursos para o apoio ao ensino/aprendizagem da Língua Portuguesa e divulgação da Cultura Portuguesa no mundo.
O Instituto Camões apoia a formação de tradutores e intérpretes em Organizações Internacionais Africanas, trabalhando na formação de Quadros em organizações onde o Português é Língua de Trabalho. Esta área tem como objetivo oferecer recursos em linha a tradutores, professores e estudantes de disciplinas relacionadas com a tradumática ou utilizadores ocasionais da tradução.
O Instituto Camões apoia a Investigação em Língua e Cultura Portuguesa nas suas 25 Cátedras e através do programa de Bolsas. Apoia ainda Mestrados e Doutoramentos nas áreas do Ensino da Língua Portuguesa, Literaturas em Língua Portuguesa, e Didáctica da Língua Portuguesa, cooperando com universidades em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nigéria, S. Tomé e Príncipe, Angola Moçambique e México.

Redigir uma carta 

Ao Prestigiado Instituto Camões

Assunto – Apresentação de Projeto sobre a Língua Portuguesa

Venho muito respeitosamente apresentar aos seus ilustres e digníssimos representantes, o meu projeto na divulgação da língua portuguesa no pressuposto de o mesmo vir a merecer por parte de V. Exas., uma análise de interesse a ponderar.Como qualquer projeto revela a ambição de criar a promoção da nossa Língua e da nossa Cultura no Mundo.Desta forma nasce uma ideia que não sendo inovadora, na essência incide na menção e gosto da nossa língua, na universalização das palavras ditas portuguesas. E também de a mesma ser exaustivamente ensinada a todos os povos que para isso estejam receptivos e estimulados, no intrínseco desejo que a mesma seja falada de uma forma fluída e com boa dicção. O ensino da nossa língua iniciou-se com as descobertas, pelos missionários. Lamentavelmente estes homens de cultura, não conseguiram atenuar dialetos, muito menos linguagem com sotaque. Mais ainda, no Brasil deixaram atribuir significados de palavras diferentes, mesmo opostas, às que já existiam no dicionário da língua mãe em Portugal.Por tantos erros cometidos durante mais de 500 anos, vivemos hoje num mundo globalizado onde temos o dever de intervir acerrimamente em futuras mediações aquando de alteração de formas gramaticais e de palavras, e também na introdução de novos vocábulos nos acordos ortográficos com os países Lusófonos. Para Professores enquanto mentores do ensino decorrente além-mar, incutir nestes a missão de que a Língua representa o símbolo da Nação, o sentido patriota de obrigação e a vontade de clivagem de erros e atitudes do passado.Num derradeiro ímpeto, que os atuais Professores discípulos do Instituto Camões nas novas missões de ensino por terras de além-mar, sintam neste desabafo, a força e teimosia de recomeçar e insistir no prazer de ensinar a falar e escrever corretamente a nossa amada Língua – O Português! 

FONTES

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