quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Deslindar primórdios da quinta do Dr Faria na história de Ansião

A história dos primórdios de Ansião dificilmente estará totalmente esclarecida para se achar finalizada,  seja por isso que me dita continuada  fascinação.No livro da Monografia do concelho de Ansião, do Padre José Eduardo Reis Coutinho no capítulo que fala de casario interessante em Ansião com janelas de avental e pedras ao estilo manuelino sitas ao Cimo da Rua, não abordou esta Quinta, conhecida como quinta do Dr. Faria, desconheço se lhe foi dado outro nome do atual conhecido - quinta do Dr Faria (?), sita ao Vale Mosteiro herdada do pai, homem dos lados da Lagarteira que trabalhou como Tesoureiro das Finanças (?) em Alvaiázere-, de quem se falava ia de botas e só lá chegado calçava os sapatos, pois devia ir de bicicleta ou a cavalo (?), cuja alcunha a de "cauteleiro fardado"... alvitro dizer seja descendente da casa brasonada que existe na Ribeira do Açor (?) .Esta quinta foi chão da primitiva quinta do Vale do Mosteiro, já no meu tempo em parte foi construído o mercado, sendo que o estacionamento era pertença da quinta do Sr. Simões que vivia na casa onde hoje é a CGD, onde fui no dia do funeral, não sei se dele ou da esposa, entregar um telegrama, recordo de subir a escadaria lateral a sul ladeada por bela glícinia ou cachos da Índia em lilás, de cheiro perfumado, só conhecia outra assim igual na casa do "Trinta" no Bairro de Santo António que pertenceu à última estalagem da Ti Maria da Torre e outra na casa da D.Maria Amélia Rego.
No tempo da minha meninice o caminho entre o suposto mosteiro e a casa desta quinta naquele tempo era em terra batida sito a poente  da vila (antes fora via romana, antiga estrada real, ou Coimbrã ) vinda do Nabão, passava ao cemitério ( o primeiro burgo onde nasceu Ansião) nos meados dos anos 60, era ladeada por altos muros de pedra onde passei inúmeras vezes, e me metiam medo, porque já não estavam integralmente direitos, abobadados e com derrocadas, sem casario no enfiamento do cemitério...
Nestas férias de agosto dei conta de um barulho com máquinas de roçar, durante dias. Fui indagar e deparei-me com a limpeza do que resta da quinta do Dr Faria, vivia há anos mergulhada num mar de silvedo e árvores a rondar os céus, onde milhentos sacos de plástico que os feirantes os deixam ficar no recinto da feira do mercado ao desleixo pelo chão, voam e se apegam nas silvas, desconhecendo os incautos por completo que o plástico demora um milhão de anos a decompor-se na terra...de quem será a culpa? Falta de fiscalização e de normas diretivas para uso do recinto que deve ser deixado tal como o encontram - LIMPO!
Entrada da quinta para a vila 
Na extrema com a quinta do Sr. Simões ao Beco o caminho na década de 60 foi o rasgo da  Avª Dr Vitor Faveiro.
O lote vendido ao Sr. José Lucas onde construiu a sua casa de gaveto com o Beco da quinta, e o lote do Dr. Travassos eram pertença da quinta do Sr. Simões, assim como o lote a seguir onde um filho construiu a casa (creme) atualmente reconstruída, e o estacionamento do mercado também era sua pertença .
Vistas a nascente da nova variante para o mercado aberta na quinta do Dr. Faria
Ao fundo junto da margem do ribeiro avista-se um muro que foi de uma casa

A foto evidencia o términus do caminho de acesso à quinta, do lado esquerdo casario dos herdeiros do Sr. José Lucas e na direita do Sr. Abílio das Neves Rodrigues- Materiais de Construção.
O muro junto da margem nascente do ribeiro, denominado Ribeiro da Vide, ruínas de uma estrutura que foi de uma casa, pelos vestígios de abertura de portas ou janelas
Do lado sul da nova variante existe também amontoado de pedras e restos de um muro com a mesma carateristica de uma abertura de porta que evidencia casa (?). O que seria que aqui existiu?
 
Falei com o Carlos Moreira do Casal de S. Brás, meu distinto colega bancário, fez o favor de me confidenciar nesta quinta ter trabalhado nas férias do Colégio com o pai, tinha onze anos, faziam as "sarjas", túneis para alcançar veios de água, fechados por cúpulas ao jeito de túnel, em que o Dr Faria os obrigava a lavar a areia utilizada...sendo ele rapazola, muita vez se descuidou e não a lavou. Estas sarjas vinham dar a um grande poço com engenho, hoje jaz entupido no estacionamento do mercado, onde se matou o vizinho, o malogrado e saudoso José Lucas.
Não deixa de ser interessante lembrar na altura ou alargamento do cemitério ou mesmo do mercado terem sido avistadas cúpulas que se falou ser de origem romana (?)  para mais tarde as tentaram encontrar, debalde lhe perderam o rasto...seriam estas!
Ainda me disse que se lembra da existência de casario cujas ruínas anteriormente aflorei, onde dormiam a sesta. Fica por saber o que teriam sido no passado este casario alongado na margem a nascente do ribeiro, sendo que a casa principal se situa no alto, ainda distante.

Vista de poente

A encosta onde em lugar altaneiro é o sitio da casa também é ornada no sopé por um muro encimado por pedras ao alto, a lembrar ameias, que dele resta ainda partes, que a sul também de distingue uma abertura larga de porta(?), lamentavelmente não fui fotografar, ia mal calçada e as silvas fortes a rebentar...
Aos salgueiros acima do muro existe um grande tanque de pedra
Só o descobri meses mais tarde quando foi vedado por rede

Avaliando o tamanho rectangular com água e limos, aventa se tratar de um poço de chafurdo (?) que o povo lhe chamava tanque, no hábito de "acarvar cântaros" para tirar água e lavar roupa (?). Sito no sopé da pequena elevação com suporte de muro pela frente encimada por pedras como esta com ligeira curva seria para nelas pasasr conduta de água ou suporte de parreiral (?).
Remanescente muro a norte onde se sobe a arriba

A casa da quinta  foi inserida a escassos metros do sítio do mosteiro, lhe ficava defronte do caminho que as mediava, sendo agora uma avenida.Até hoje ainda nenhum historiador encontrou referência ou prova da existência do mosteiro aqui neste local, por nada haver escrito, nesse pressuposto, o  Padre José Eduardo Coutinho, faz entendimento que a sua toponímia  assim chamada por aqui ter havido uma casa que pertencia ao Mosteiro de Santa Cruz que procediam à cobrança das rendas.
Por várias vezes referi e faço questão em continuar a acreditar que aqui algo existiu, ao género de um pequeno mosteiro plantado à beira da estrada de então, a escassos metros do primitivo burgo de Ansião sito no atual cemitério. Conheci o sitio em ruína em meados de 60, entrei no que foi a sua igreja onde me abriguei com a minha irmã, havia uma pia de água benta e uma Cruz em pedra encerrados num quartito-, somente anos mais tarde por jamais este episódio me ter saído da cabeça é que aclarei  ideias, para finalmente fazer sentido que neste espaço onde esteve inserido o pequeno mosteiro, além da igreja teria no seu seguimento para norte com adega, ainda lá existe a pedra de lagar e arcos de volta perfeita debaixo de casario que lhe foi feito depois. O mosteiro foi edificado num pequeno promontório com sustentação por muro ao género de forte em "L" sul/poente, tendo duas entradas-, a principal a sul, abrigada dava para a entrada da igreja cujo portal estava virado a poente e  na sua lateral teriam sido as celas dos frades (?), no meu tempo ainda existia uma sapata em pedra com friso que teria suportado uma parede que caiu com o terramoto de 1755(?). A outra entrada a norte fazia ligação direta ao vale no seu tardoz e à lateral norte da igreja onde ainda existe um portão e uma janela fechada com grades, também havia uma espécie de palmeira de caule muito fina, das primeiras espécies que chegaram a Portugal, ainda me lembro dela. Não se sabe a razão que ditou o seu abandono durante séculos. Guerrilhas com mouros ou um incêndio, ou o terramoto de 1531, sejam as probabilidades (?) .Alegadamente o espaço foi vendido a particulares após a expulsão das ordens religiosas de Portugal em 1834,  relativamente pequeno, naquele tempo na década de 60, teria uns cinco donos diferentes (?), assim, o sítio da igreja era pertença da Carmita do Bairro, que o herdara do sogro o Sr. Inácio do Carvalhal do Bairro, a adega, a casa do" Ti António serrador", entre a adega e a igreja era pertença da Deolinda onde veio a fazer uma casita aproveitando para os degraus da varanda pedras do varandim da igreja que havia a norte, segundo me confidenciou o irmão António, entre esta e a casa do " Ti António serrador" ainda havia outro dono que construiu uma casa esguia e alta, havendo mais gente a viver no tardoz da casa do"  Ti António serrador", no gaveto da outra entrada, a norte, ainda conheci o casal sem filhos, mas não recordo os seus nomes, que deixaram de herança à Natércia. Fácil  os seus novos proprietários reutilizaram o que havia para aqui viver nesse tempo, sendo a melhor casa, pelo menos a mais imponente, a do" Ti António serrador", no local que foi a igreja a família que nela habitou fechou objetos de culto cristãos (pia de água benta e a Cruz) num quartito exíguo, acredito hoje tenha sido no propósito para não os profanar.Na frente da casa (antiga igreja) havia um buraco grande, diziam que era um túnel  que faria ligação ou ao atual cemitério (?) , sendo que outros falam que seria até ao Escampado, à capela de Santa Marta (?), naquele tempo a "Miguela" o reutilizou como capoeira de coelhos e os cachopos brincavam nele ( teria abalroado com o terramoto de 1755 (?) . Em determinada altura do séc. XX houve um incêndio que ditou o seu abandono e foram para o Brasil-, "o casal Miguel e Miguela", assim conhecida por ser o nome do marido). Foi após a sua saída que conheci o local, entramos a sul onde havia à esquerda uma pequena casita na entrada do caminho junto a uma nogueira, uns metros à frente à direita, havia uma sapata comprida em pedra com um friso que deveria ter suportado uma parede que naquele tempo já não existia, em forma retangular, coberto a erva (teria sido o local das celas?), recordo que tivemos de dar um impulso à perna para a galgar, sendo que nos encaminhámos na direção de um portal monumental com pedras em arco de ogiva com portada em madeira a cair de velha presa com cordas que dava acesso a um corredor com uma passadeira em pedra alva, branca que nem cal, e dos lados terra. No que teria sido o corpo da igreja havia um grande buraco no telhado com barrotes negros cobertos com telha Marselha, no cimo das paredes restos de arcos que abraçariam o teto (?), mas o que me chamou a atenção foi o arco da porta ser igual ao que existe ainda no tardoz da igreja da Misericórdia de Ansião, ( que conhecia desde pequena por muita vez brincar no jardim dos Paços do Concelho, que hoje já não existe , e que  o meu pai por trabalhar no Tribunal, me abria a porta e das grandes janelas tomava conta de mim), com limite de extrema da quinta a nascente, os frades terem erguido uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Conceição, com o mesmo portal gótico, embora muito mais pequeno. Ainda como nota curiosa há gente que fala aqui no mosteiro havia uma cama em pedra- a cama da Rainha. O que pode evidenciar que a Rainha Santa ao tempo nas suas viagens aqui passou por Ansião e pernoitou, lamentavelmente nenhum cronista que a acompanhou nas suas comitivas disso fez relato, e por isso desprestigia a terra, e todos os que gostam da história e do seu conhecimento fatual.
A Ponte da Cal, data do século XVII  veio alterar em definitivo o traçado da estrada até então das Lagoas ao Nabão, Igreja Velha (cemitério) na direção do Bairro de Santo António, com alteração para nascente passando à entrada do portão da quinta das Lagoas e descer acompanhando a quinta de Além da Ponte na direção da vila.
Citar Dissertação de Mestrado de Manuel Cravo
"No centro da cidade de Ansião era usual o aparecimento de alguma dispersão tegular e de cerâmica comum. Foram também encontrados numismas da época constantiniana (307-337), pesos de tear. Perto dos antigos Paços do Concelho foi descoberta “uma forja com tijolos, cinzas, carvões e um bronze de Magno Máximo (383-388)”. É também conhecida a lápide funerária com as iniciais STTL, os antonianos de Cláudio II (268-279) e o bronze de Magno Máximo (383-388) que surgiram no contexto das obras de alargamento do cemitério em 1968 (COUTINHO, 1986, 30-31). Em 1979 no segundo alargamento do cemitério, foram encontradas Mós, pesos de tear, cerâmica comum e sigillata hispânica3 . As primeiras referências escritas referentes a Ansião surgem no século XII, nos documentos relacionados com a 42 adquirição de bens por parte do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (COUTINHO, 1986, 32)."
Citar um comentário do Padre Manuel Ventura Pinho
"Aqui em Ansião limito-me aos testemunhos que ouço ou coisas que já foram publicadas. O Padre José Eduardo é que é o grande investigador de documentação antiga. Vamos ver se ele já acabou o livro que lhe pedi e que no ano passado foi combinado entre mim e ele sair em dois volumes: até 1593 (data da igreja atual) o 1.º; e o outro até aos nossos dias. Os Reis promoviam casas de hospedagem para apoio aos viandantes em todas as estradas principais. A que passava em Ansião era a que tinha mais concorrência.
Hospedarias ou albergarias sempre existiram em muitas das localidades por onde passavam peregrinos no caminho de Santiago de Compostela, de santuários (Constantina e Nossa Senhora dos Covões no sopé da serra de Alvaiázere visitadas pelo Chantre de Évora em 1625, segundo o relato de Severim Faria), frades que iam cobrar impostos e rendas (frades de Santo Tirso iam à quinta de Cima a Chão de Couce que esteve por duas vezes na sua posse, frades de Santa Cruz de Coimbra vinham a Façalamim (Alvorge a Ansião,cobrar rendas) e outros frades , Reis e suas comanditas reais, viandantes além de malfeitores.
Nesta região havia várias na Vila de Ansião e não só. No caso de pessoas com posses pagavam ao estalajadeiro, mas os de baixos recursos tinham cama e mesa e até, se necessário, transporte em animais que as estalagens tinham para o efeito.Os Reis e o povo contribuíam para esse efeito."

Citar “Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas”, de Mário Rui Rodrigues e de Saul António Gomes
" já no século XV os Reis de Portugal concederam a três estalajadeiros desta Vila de Ansião, privilégios e isenções para que pudessem servir condignamente os viandantes.
Sabe-se que uma dessas hospedarias estava junto da capela de Nossa Senhora da Conceição, de que resta o portal gótico no seu tardoz."
Ruína da casa da quinta atualmente

Na frente da casa para nascente ainda resiste aquele que no meu tempo foi um majestoso cedro de ramagens abertas e cerradas que nem deixava ver a casa, espécie conífera, conhecida como  cedro do Líbano, era lindíssimo,  único que conheci em muitos anos, em detrimento dos que avistava ao longe no cemitério de forma esguia. Não imagino sequer a antiguidade desta árvore, deveria ser estimada.
Esta casa e este local sempre me fascinaram, me ditem a deixa para partir em vontade frenética e entusiasmada para ir dizendo que bem pode ser uma espécie trazida pelos mouros dos Atlas que aqui viveram até  serem erradicados por volta de 1200 (?) mais coisa menos coisa...
A hera está a tomar conta dele que em agonia já não tem o esplendor doutros tempos, merece ser limpo para voltar a ter o brilho de outrora.
Na minha habitual selfie que teimei ser debaixo da copa do cedro em plena hora da sesta, tanta vez nesta vida o mirei e me deixou a sonhar, franzi os lábios a imaginar a quinta no seu tempo de prosperidade e fausto, com um grande tanque ( que não consegui desta vez enxergar) para me deixar a pensar num suposto mirante, de onde se avistava a casa e o seu cedro em local altaneiro, que dele deslindei  resquícios de pelo menos três portas e muita pedra na margem a nascente do Ribeiro da Vide, agora cortada com a variante para a rotunda da Rua Dr Botelho de Queiroz de acesso ao mercado-, ribeiro, que banha a quinta em todo o seu comprimento, naquele instante esvoacei  para logo cair por culpa dos  malditos picos despegados das silvas por todo o chão semeados e sem pedir licença um trespassou o chinelo e a pele do pé, vi-me grega para o tirar...o calor  que se fazia sentir e a emoção soltou inusitado desejo, qual sofreguidão fosse  fome e  banho...
Vistas dos vários quadrantes da casa

Nesta parede virada a norte haviam janelas de avental


As vistas sobre a vila deste local altaneiro onde foi construída a casa

 O sitio da cozinha virada a sul
Pedras ao alto, desconheço a sua função.Naquele tempo não era uso bancadas(?).
Ainda há pessoas que falam da existência nesta cozinha junto a pedras altas, de um esconderijo no chão feito para guardar objetos, dinheiro e documentos, quando os foragidos da batalha do Buçaco por aqui passaram por volta de 1811.

Ainda resiste o forno
Interessante a boca do forno feita em ladrilho cerâmico  encimado por um triângulo, desconheço o seu significado, que tem de ter!
Tirei a pedra do bocal para outra perspetiva.
Achei muita semelhança às guaritas da ermida da capela da quinta das Lagoas na Sarzedela.Sendo que esta foi incendiada pelos invasores do Buçaco e assim ficou até meados do século XX quando foi restaurada, porventura as guaritas também foram remexidas(?). Alvitra invocar,quem as fez, foi o mesmo artista do forno ou deixou continuidade a discípulos na mesma arte(?).
O que pode aventar a época da casa, sendo a capela barroca, estilo artístico que medeia o final do século XVI e meados do século XVIII.
Ruína virada a sul

 O "cu" do forno mal se nota com vegetação
A poente junto ao caminho, hoje avenida,  onde era outra entrada da quinta quase na frente do mosteiro, ainda resistem partes de paredes e um amontoado de pedras, não sei o que foram no passado, possivelmente celeiro e currais (?) ou quiçá a primeira estalagem de Ansião!
A quinta em meados do século XX (?) teria sido abandonada pelos proprietários (?). Na década de 50 nela viveram pessoas pobres que não tinham casa. A mãe da Isaura Real deu à luz o filho mais velho aqui nesta casa. Também aqui morou a "Ti Júlia peleira" e a Robertina casada com o Roberto, daqui saíram  porque ela não gostava de avistar o cemitério, mal a sua mãe Olímpia faleceu, fizeram um casebre na  rua da casa dos meus pais no Bairro de Santo António, que tinha sido a capoeira da mãe ...julgo que esta quinta e o seu enigmático cedro, por estar no seguimento do cemitério foram sendo no tempo alvo de  lendas de lobisomens  e bruxedos nas suas fantasias e enredos (?).
Julgo ainda seja propriedade particular (?), ao seu legítimo dono sinceras desculpas, por a ter invadido, na verdade não resisti em a revisitar e viver tamanhas emoções!

FONTES
 https://estudogeral.sib.uc.pt/.
Comentário na página do facebook do Padre Manuel Ventura Pinho
Testemunho do Necas

Excerto do Livro Monografia de Ansião do Padre José Eduardo Coutinho

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