quarta-feira, 3 de maio de 2017

Até que enfim o reconhecimento público ao meu trabalho neste Blog


Em 15 de dezembro de 2016 recebi um comentário que passo a citar:
"Muito bom dia, frequento actualmente o Mestrado de Arte e Património na Universidade de Coimbra. Estou a realizar um trabalho para a cadeira de seminário de Espaços do Sagrado à volta da lenda da passagem da Rainha Santa Isabel por Ansião, passo a nomear alguns dos tópicos: a tradição oral, os banhos santos, as festas em honra da santa, o nome "Ancião"; e o painel de azulejo comemorativo da lenda. A informação é realmente muito pouca, e no seu blog tenho encontrado algumas coisas, assim sendo se me pudesse ajudar mais dando informações sobre este assunto e aconselhar-me sobre livros ou pessoas como por exemplo moradores seniores, cuja experiência e histórias de vida com certeza me irão ajudar a descobrir melhor esta identidade cultural da vila de Ansião. Eu tenho família no concelho de Ansião, e do que pesquisei surgiu este interesse de haver algo escrito mais completo sobre estas tradições. Obrigada  em Cortejo Alegórico das Festas do Povo em Ansião 2016"
Enviou nova mensagem de agradecimento via email com palavras de carinho.
Para meu espanto mencionou pessoas a quem pediu a mesma ajuda em Ansião.debalde se recusaram dizendo que não tinham disponibilidade, não as mencionou no trabalho, por isso também aqui me escuso delas falar, mas registei!
AGRADECIMENTO 
O MEU BEM HAJA
Rosa em cerise que encontrei em dia de estorreira de calor no meio de arbustos do que foi um jardim na beira de uma rua na cidade de Pombal, ao lado da ruína de uma casa de traça popular e castiça, tenha sido este fôlego de ar fresco que me levou a publicar em 15 de fevereiro nova crónica sobre a Rainha Santa e a sua passagem por Ansião que passei a rascunho para não perturbar o trabalho em mãos da Maria Castela Dias, mas também porque se abriram novas pistas sobre os primórdios de Ansião, e como desde o Natal ainda não tinha tido oportunidade em me deslocar, só agora pela Páscoa o pude fazer, nesse pressuposto com algum tempo para averiguar novos dados surgidos em flecha, ainda não detentora de todos, entendi por ser matéria extensa a dividir em quatro crónicas;

Ensaio sobre a passagem da Rainha Santa Isabel por Ansião
Deslindar o ansianense Belchior Reis de Ansião
Bairro de Santo António, 3º burgo medieval de  Ansião
e...
Ontem 2 de maio ao abrir o e-email dar conta de uma mensagem que entendi a título de prenda antecipada do meu aniversário de 60 primaveras, nada mais do que a  cópia do trabalho para Mestrado de Maria Castela Dias, efetuado em janeiro.

Rainha Santa Isabel em Ansião: A Sacralização da Lenda

Eternamente grata por esta jovem ter mencionado pela 1ª vez o meu nome no seu trabalho de pesquisa em Webgrafia, Fotos e na Conclusão se referir :
" o trabalho foi muito difícil de realizar devido à escassa informação à cerca deste tema, e a que se encontra disponível é bastante contraditória .Procurei muito, e a pesquisa foi demorada e infrutífera em muitas tentativas.Mas acabei por encontrar facilmente o livro que José Coutinho escreveu sobre este tema, que contém muita informação útil mas ao mesmo tempo duvidosa. Também o blog de Isabel Coimbra, que encontrei por acaso, acabou por se tornar numa fonte muito útil de informação. A senhora Isabel tem uma escrita cuidada, e procura ter fontes seguras, o que é de um cuidado louvável, mas ainda assim não é completamente confiável pois a informação surge com algumas incertezas".

Considerações à parte, esclareço que apesar de não ser licenciada tive uma infância e adolescencia a memorizar questões sem resposta sobre locais que me são queridos, a que juntei 30 anos de trabalho nos CTT e como bancária em dualidade o trabalho doméstico e rural quando posso, para hoje em idade madura afirmar com segurança sem qualquer margem de dúvida foi muito o que angariei nesta universidade da vida, para em nada me sentir diminuída ao lado de muito licenciado com quem trabalhei, e isto não é falta de modéstia, apenas a verdade, sendo que reconheço que o estudo será sempre a via primordial e fundamental para a carreira profissional na ascensão da vida de alguém.
Em abono da verdade desprezei a minha formação académica, não valorizei o facto dos meus pais já terem ambos o 5º ano dos Liceus, em prol dos pais dos meus colegas apenas a 4ª classe, a que juntei deliberadamente vários chumbos, na primária e no colégio, por ser tímida, embora de perfil irrequieto e irreverente, toldada na adolescência com coisas vãs fruto da idade, sem jamais almejar Coimbra, a minha terra, para nela viver a sua academia universitária, e isso confesso sinto que perdi por ser nesse tempo limitada nas ideias e nos ideais, e assim se ter reflectido o que de menos bom até hoje me aconteceu este fatal erro imperdoável que carrego em sacrifício nesta vida, sei que ainda estaria a tempo de o concretizar, mas não seria a mesma coisa-, Coimbra, terra de encanto vivida em plena juventude de aprendizado cumulativamente com namoro rico pela panóplia de escolhas, acredito em chão assim vivido pelos parâmetros bucólicos e idílicos onde aprendizes a doutores e de amores, nesta terra no ganho de grande vantagem para muita porta se abrirem no futuro com os mesmos horizontes...
Aluna mediana na escola, pouco sei de gramática, baldas em regras de pontuação com crasso vício profissional ao emitir pareceres comerciais por mensagem, ainda nem existiam nos telemóveis olhando à limitação de caracteres, a custo sinto vou melhorando, reconhecendo que não tive no passado nenhum professor que me cativasse para os estudos e dele guarde boa memória, para apenas acontecer ao concretizar meio século de idade no despertar para a escrita na voz de uma professora de português na equivalência ao 12º ano, nas Novas Oportunidades, curso EFA de 1.150 H ao me elogiar a minha escrita, chamando-a  " queirosiana", facto que me deixou radiante, aliás já no banco ditava cartas nos meus pareceres comerciais, no hábito de serem alvo de comentários abonatórios por parte de analistas de crédito, diretores e de colegas, por não terem a mesma aptidão na escrita, o uso de linguagem seca e de parcas palavras. Recordo uma distribuição de prémio, um colaborador não merecia receber quinhão por não corresponder em esforço  ao padrão comercial, limitava-se a executar a tarefa delegada, quando no âmbito bcp havia a necessidade de polivalência de trabalhar em rede de powerment. Em virtude de ser a gerente do balcão incumbida nesta tarefa da divisão monetária teimei em não o deixar sem ser contemplado na ideia a transmitir juntamente  com mensagem privada onde frisei poder contar com a minha ajuda no que fosse necessário, dano-lhe encorajamento, valorização profissional na necessidade de polivalência para outros valores no futuro vir a recebe...na verdade arisquei por saber de antemão ia ser tomado pela tamanha surpresa, ainda por cima atribuído por mim, uma mulher gerente sem licenciatura no Bcp em muita cabeça de homem de ideologia esquerdista, conservador e de olho atento sempre a duvidar de tudo e de todos, debalde em total surpresa se deixa ficar bestialmente feliz, soltando a voz para o staf do Balcão "a Isabel parece o Dr. Mário Soares a escrever. Foi demais, gostei muito, bem haja..."
Então como se justifica esta vontade nata e apaixonada de escrever ? Devo aos genes dos meus pais, a minha irmã herdou os genes paternos ligados à poesia, eu herdei os genes maternos ligados à prosa que ouvia nos longos serões do correio até à meia noite na companhia da minha mãe, que no seu achar na vez de me ensinar fazia-me as redações, eventualmente tenha sido o meu atraso literário, o mesmo aconteceu em línguas, por isso nada sei de inglês nem francês, apesar de vários anos de ensino. Foi a vida em fase madura que me havia de despertar para narrar memórias para mais tarde quiçá num Lar ou no conforto de uma das minhas casas, voltar a ler e me voltar a emocionar, a que juntei outra paixão, a fotografia, apesar de não ter máquina de valia, contudo sem explicação não gosto de ler. Nunca li livros, e os havia na casa dos meus pais, apenas um romance de Pedro e Inês de letras gordas, no cabeleireiro ou no médico no tempo de espera  leio revistas com meses de publicação de trás para a frente, apesar de saber que a leitura é o maior veiculo da informação e conhecimento a claro quem souber dissecar o que interessa do lixo, a vida dos outros ditos cor de rosa, a mim nada me interessa, na verdade tentei ler sem jamais algum autor me cativar e prender na leitura, por incrível que pareça foi a crónica sobre a passagem dos 500 anos do Livro a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto que me cativou por ter sido escrita em época tão remota e ainda assim a achar descritiva e bela por me ter transportado na sua viagem, pelo que me incute dizer semelhante  à minha que nessa altura descobri o mesmo jeito...A que acresce dose de cultura angariada com a televisão em casa dos meus pais desde 1962, através dela viajei e conheci a globalização sempre em paralelo com a paixão por esta terra de Ansião onde tenho raízes e vivi duas décadas 60/70, onde continuo a ir mantenho no concelho duas casas, para nesta massa misturar carateristicas; razoável memória, poder de observação, curiosa, gostar de falar, ouvir as pessoas e de me questionar sobre o passado histórico a que acrescento sem modéstia dose de talento, porque tudo tem de ser feito com imensa paixão!
A minha prosa é descritiva, emocional, direta, simplista, mas também de crítica acutilante pelo que aceito não seja do agrado a todos. Gosto de especular e saio constantemente da base de conforto, ao tecer teorias sem base de suporte a prova documental , sendo óbvio que as sujeito sempre a interrogação, porque uma coisa é assim escrever e outra é nada dizer, decidida, gosto de partilhar para espicaçar mentalidades adormecidas!Sem rede, nem medo de críticas menos abonatórias de algumas pessoas que falam entre dentes "mas para que ela quer saber isto..." jamais baixei os braços, tendo neste blog partilhado informações que de outro modo jamais historiador natural de Ansião, e outros novos nos últimos tempos a publicar-,  Cadernos de Estudos Leirienses, todos sem exceção, apenas  se baseiam em factos narrados, jamais saindo da sua base de conforto para falar da sua vivência em Ansião fixa ou esporádica, ou do que pretendem especular na sua perspetiva sobre o passado desta terra, por isso o avanço sobre os primórdios de Ansião é ainda lamentavelmente mínimo.

Tenho em mãos temáticas dissuasoras jamais abordadas em profundidade por algum historiador, apesar de não haver suporte escrito, por os livros do passado de Ansião terem ardido no incêndio no Tribunal ocorrido em 1937, mas por paixão e teimosia confrontar almas e lhes dizer que continuo viva com clarividência e vontade em mais saber e descobrir do passado desta terra, por nesta continuidade algo se fazer Luz, e sentir estar  perto de muita verdade que aconteceu ao Bairro e Ribeiro da Vide. Despertei na leitura do nº 9 dos Cadernos de Estudos Leirienses onde é referido os termos da vila de Ansião e seus moradores nos Lugares. Estranhamente desalentada por jamais falar do meu  Bairro de Santo António e do Ribeiro da Vide. Pelo que me interrogo se estaria incluído nos termos da vila (?). Lugar criado em redor de farto Largo por onde passava a estrada medieval aqui o sítio do 3º burgo da vila de Ansião, mas disso vou contar em crónica.
Acrescento a banal observação e sincera franqueza constatar na continuidade aos dias d'hoje me parecer (?) apenas se continuar a fazer pesquisas; Torre do Tombo, Memórias Paroquiais, Mosteiro de Santa Cruz, Arquivos camarários e distritais e com dias uma nova descoberta jesuíta escondida numa coluna de um altar da Sé Nova, concerteza aborda a Granja em Santiago da Guarda e Alvorge onde estiveram sediados jesuítas...Descobertas de sobeja importância,contudo em alguns casos se tem revelado de pouca valia em mais acrescentar à velha prática ancestral em compilar história, sem alma apaixonada do verdadeiro historiador, o amante destas Coisas do passado que consegue entranhar-se nos locais para fazer correlação de factos e estórias com história na interligação a supostas pistas novas a indagar e aos dias d'hoje o paralelo no intercâmbio com as gentes, para assim se chegar mais longe, e não apenas a vontade em publicar que em todos os casos e mesmo no meu se mostram incompletas, ou de cariz duvidoso ou contraditório, para em resulto nada ou pouco se acrescentar ao já conhecido, e desse modo sempre a matar e repisar o que já se sabe de cor e salteado sobre esta terra de Ansião, até agora  o seja pela metade, para falar do padrão ao Fundo da Rua, a seu tempo digo porquê!
Teimosa o bastante e de vontade confiante no meu cariz de mulher de alvo obstinada e prática, por vezes levada pelo espírito vivo e me deslumbrar, com isso me perder, acabando mais tarde por me encontrar e rectificar sem vergonha ou medo, porque se trata de história e do passado, e não de uma cirurgia onde não deve haver lugar a erros. Na verdade tenha sido esta caminhada desde 2009 frutífera pelos comentários e incentivos de muitos que me tem dado força para continuar. Reconheço que ao longo do tempo haja alguém que se tenha aproveitado de algumas das minhas informações e de fotos, porque delas sinto tem feito uso como se fossem suas, sem jamais referirem a FONTE, e isso é condenável, jamais me calo!

Na minha cabeça gravita o objetivo final de aclarar mais sobre os primórdios da história de Ansião!

Seja este dia para me sentir particularmente feliz por ser a 1ª vez que o meu nome aparece referenciado num trabalho público. Só por isso valeu a pena tantas horas de dedicação, de empenho, de esforço a ouvir tanta contrariedade, porque na verdade não é fácil abordar assuntos sem base de suporte fiável, já falar da memoria de pessoas seja mais agradável, contudo nem todas o tem apreciado pelos diferentes graus de cultura versus incultura, ao se mostrarem dispares disso tem dado feedbak à minha irmã e mãe, apenas duas vozes de mulheres outrora belas, supostamente mal amadas com orgulho ferido...
Na verdade em nada as tem de incomodar, e sim a mim, que escrevo!
Só passível de acontecer esta atitude negativa em gente sem vínculo de personalidade pela tamanha beleza que foram abençoadas, mas lhes toldou dotes de inteligência...
A este tipo de gente que simpatizava  deixo um lamento...Temos pena!
Também não menos atenta e reparar que os haja diplomados, ligados à autarquia (?), se dignam disponibilizar em sites publicitários informação errónea...
Lamentavelmente sem rigor  supervisionado pelo Pelouro da Cultura camarário detectei informação errónea publicada o que francamente não abono e se ressalva ao jus do ditado popular
Só não erra quem não trabalha...
Seja a pura verdade, que em gente diplomada em pelouro desta natureza denota falta de perfil e conhecimento sem denotar  paixão pelo trabalho  remunerado, custa deveras aceitar!
Exemplo:
http://www.descubra-ansiao.com/cultura-e-historia/patrimonio-religioso/4/capela-da-misericordia-de-alvorge 
Onde é atribuído o altar da Misericórdia de Ansião ( com a foto e as Imagens) à Misericórdia do Alvorge...
Francamente não gostei!
Altar da Misericórdia de Ansião
Detém uma Imagem de maior porte da Rainha Santa Isabel mui semelhante há que existe na Capelinha de Além da Ponte, ao centro Nossa Senhora do Pranto e na direita S.Francisco Xavier, todas as Imagens na Capela ao meu olhar serão atribuídas à 1ª década do séc. XX (?). 

  Misericórdia do Alvorge não encontrei foto do seu altar
O mesmo site camarário
Não menciona no conteúdo do anúncio publicitário nem tão pouco no documental a Capela de Santo António ao Ribeiro da Vide edificada em 1647 com eloquente escadatório em pedra que na última requalificação do jardim aos seus pés não houve pejo de deixar soterrado 4 degraus...
Painel azulejar da Rainha Santa 
Faz referência ao painel azulejar com a Rainha Santa ao Fundo da Rua ter sido encomendado por Virgílio Rodrigues Valente (comerciante dono do café Valente), até podia ter sido dele a autoria de embelezar a fonte na frontaria norte do seu prédio, aquando da rede de abastecimento de água pública na vila com ligação à Mina da Garriaza entre o Casal das Peras e o Cimo da Rua, mas quem o pagou, pela menção no painel foi a CMA, sendo credível que apenas tenha dado autorização para ser credenciado no seu património, retratando a Lenda da Rainha Santa Isabel enquanto viandante por Ansião, dando esmola a um ancião.Sem descuidar a época  por ter sido emigrante ao Brasil, num modo geral os que regressaram traziam ideias ditadas pela suposta riqueza, vaidade e ostentação em mostrar a diferença do status social !
O que não quer dizer que aqui tenha sido isso que efetivamente aconteceu (?)...
A minha análise põe em contraponto dois supostos homens a viver no auge da década de finais de 30 , um a viver em Aquém da Ponte ao Fundo da Rua, e outro com casa em Além da Ponte, ambos na defesa dos mesmos ideais, os testemunhos lendários do passado de Ansião, sendo que a Rainha Santa jamais aqui trilhou e antes a poente  da Ponte da Cal , para em acordo de cordialidade um deles ficar com o painel azulejar encastrado no seu prédio e o outro ter ficado com a Capelinha " de S.Pedro e da Rainha Santa "semi entalada" por entre muros à laia de paredes meias privada na sua quintarola (?)...
Supostamente acredito que ambos se deram por satisfeitos!

Calçada romana
Fala da hipótese de haver uma calçada romana.Existem dois troços catalogados; Vale Boi e Tojeira, sem sinalização nem manutenção, havendo outros por catalogar Pinheiro, Escampado, Netos e...
Malfadado traçado da calçada romana de ligação de Santiago da Guarda a Ansião, precisamente ao Vale de Boi, por volta de 1976 havendo necessidade de se abrir uma nova variante, para não cortar umas oliveiras numa fazenda, se prejudicou para sempre um belo troço de calçada romana, imensamente branca que o Ilídio Batista nela caminhava todos os dias a caminho da escola primária, homem indignado com este despropósito ao não ver preservado o património, não se calou, e o transmitiu aos colegas em Coimbra; Dr. Manuel Dias e ao que viria a ser Padre  o José Eduardo Coutinho, todos unidos nesta na mesma atitude de nobreza conseguiram trazer ao local o seu Prof Dr. Jorge Alarcão para identificar o que restou da calçada numa curva-, o primeiro, ou segundo troço de calçada romana catalogada no concelho, o outro encontra-se na Tojeira. Debalde em Ansião lamentavelmente em mais nenhum mandato até hoje, não houve responsável pelo Pelouro da Cultura que lhe conferisse a grandeza de o manter limpo e sinalizado, por isso há muitos anos jaz abandonado, soterrado e esquecido, no cumulo para em desprezo a Junta de Freguesia de Santiago da Guarda por ter um terreno de baldio na sua frontaria com a mesma há anos sem o saber ou sabendo, e fazendo "ouvidos de mercador " abriu sobre a calçada uma serventia com manilhas e a entupiu...
Prospecto da corrida do Calais não sendo correto calaias
O prospecto publicitário referente a Evento Solidário cujo valor das inscrições reverteu a favor dos Bombeiros Voluntários de Ansião- www.corridadocalaias.com.
O prospecto revela indício errado ao terem escrito incorretamente o nome porque ficou conhecido o "Manuel Calais", soldado das Louriceiras de S.António-, Manuel Teixeira , homem que foi à primeira guerra de onde voltou com as "ideias avariadas" que no linguarejar do povo analfabeto muitos o pronunciariam à portuguesa Calaias, esmorecendo assim o real significado de ter alterado o seu apelido (Teixeira) como passou a ostentar e dizem assinar, matando em definitivo a história do real valor e a sua vontade de assim se querer identificar em algo que o impressionou e muito, em Calais!
Dei conta da forte visualização na altura desta crónica.
Acontece que na região das Cinco Vilas e Ansião, além deste herói da 1º Guerra Mundial, houve outros homens que tomaram como alcunha "Calais" para na deturpação do vocábulo francês no aportuguesado se pronunciar  "Calaias", quem os conheceu fala que houve um em  Maçãs de D. Maria, outro na Sarrada da Mata e outro nas Ferrarias.
Mas o de Ansião seria teimoso gostava de assinar à francesa - Calais!
E por isso seja esta a verdade que deveria passar!
Antiga Praça do Peixe atual Biblioteca
Nesta quadra desloquei-me à Biblioteca para ter acesso à internet tendo reparado que exibe na receção um belo painel executado a ponto Cruz da autoria de Filipe Antunes dos Santos - não sei se ofertado se adquirido (?) retratando a Rainha Santa Isabel dando esmola a um ancião, evocando o painel azulejar que existe ao Fundo da Rua mandado fazer pela Câmara de Ansião em 1937.
Claro que esta lenda não passa de lenda, sem cunho verídico!
Não foi o facto de a Rainha Santa dar esmolas que ditaria o nome à terra de Ansião, quem assistiu há anos ao programa televisivo da Dra Edite Estrela sabe que Ansião deriva do germânico, Ansiun seria  o nome de alguém que arrendou ou comprou parte da vasta herdade ao Mosteiro de Santa Cruz.
Recordo em 75 ter tido um professor de inglês em Ansião, dizia que quando ia de férias para o Magrebe, se punha na esplanada do hotel a crochetar...imagine-se ao tempo o que isto na minha cabeça despoletava...
Arte que não tem sexo, que no meu tempo as dividia em tarefas para meninas e para meninos!
Por último não conheço pessoalmente Maria Castela Dias.
Na altura valorizei o apelido "Castela" ao me reportar para gente com ligação aos Netos ligada ao restaurante da Tia Matilde no Camporês (?), recentemente falecida, que descanse em Paz!
Seja este vaticínio verdadeiro ou não (?), para assim desenfreada partir à laia da boa gente da região de Sicó em retribuir gratidão e estima apesar da pouca valia a da partilha de passaportes que encontrei numa pesquisa no arquivo distrital de Leiria de pessoas com o mesmo apelido, na eventualidade de algum ser seu ascendente familiar (?).cOu não.Para mim as ofertas são assim mesmo, o que interessa é a vontade de ofertar e não o que se recebe!
Passaporte de Manuel Dias 1895-11-25
Idade: 9 anos
Filiação: Paternidade não mencionada / Rosa da Conceição
Naturalidade: Loureiros / Ansião
Residência: Loureiros / Ansião
Destino: santos (Brasil)
Observações: Escreve
Passaporte de Manuel Dias 1897-08-26
Idade: 22 anos
Filiação: José Dias / Ana de Jesus
Naturalidade: Vale da Sancada / Lagarteira / Ansião
Residência: Vale da Sancada / Lagarteira / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve
Passaporte de Luís Dias 1904-05-16
Idade: 20 anos
Filiação: Manuel Dias / Joana Maria
Naturalidade: Casal de João Bom / Torre de Vale de Todos / Ansião
Residência: Casal de João Bom / Torre de Vale de Todos / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Passaporte de Luís Dias 1904-08-16
Idade: 24 anos
Filiação: José Dias / Maria Lucilia
Naturalidade: Outeiro / Alvorge / Ansião
Residência: Outeiro / Alvorge / Ansião
Destino: Rio de Janeiro / Brasil
Passaporte de José Maria 1907-02-22
Idade: Não mencionada
Filiação: Caetano Dias / Maria de Jesus
Naturalidade: Pião / Lagarteira / Ansião
Residência: Pião / Lagarteira / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Passaporte de Rafael Dias 1908-05-09
Idade: 37 anos
Filiação: José Dias Martinho / Maria Emilia
Naturalidade: Vale da Figueira / Lagarteira / Ansião
Residência: Pião / Lagarteira / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Observações: Não escreve
Passaporte de José Dias  1908-02-13
Idade: 20 anos
Filiação: Francisco Dias / Ana Rosa
Naturalidade: Sarzedela / Ansião
Residência: Sarzedela / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve
Passaporte de Eduardo Dias 1913-02-03
Idade: Não mencionada
Filiação: Paternidade não mencionada / Maria Teresa
Naturalidade: Netos / Ansião
Residência: Netos / Ansião
Destino: Santos ( Brasil )
Observações: Não tem

Em remate - Caríssima Maria Castela Dias, o meu bem haja pelo carinho que me deferiu!
Amei o seu trabalho.
Registei com agrado abordagem da existência de um mosteiro e da cama de pedra da Rainha Santa Isabel.
Sobre os banhos, as divergências na oralidade dos testemunhos tem haver com o grau cultural, a maneira como as pessoas registam em memória o que gostaram ou não, do que aconteceu na sua vida. Também falo com muita gente, alguns são completamente alheios ao passado não querendo saber de nada, por não lhes despertar qualquer interesse... Também os há que adoram falar, até os olhos lhes brilham, em alguns tenho dificuldade em os perceber pela falta de dentes ou surdez, pelo que o diálogo se mostra deficitário. O que se lamenta é que no passado ninguém os tentou procurar e colher tanta informação sadia e assim mais se saber... 
Doravante se entender contatar-me jamais hesite.
Da conversa irradia Luz e mais saber.
Desejo-lhe sucesso profissional e na sua vida privada.
Um grande abraço de gratidão sincera!


Fontes
Mestrado de Arte e Património de Maria Castela Dias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223378081S4cET4df4Yh89IX7.pdf

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