quinta-feira, 1 de junho de 2017

Como lidar com as seguradoras em caso de sinistro

A minha achega a todos os que por falta de conhecimento, por não terem acidentes com as suas viaturas no caso de algum dia poder acontecer terem atenção a pormenores como se deve actuar.
Também por ser meu entender que há Companhias de Seguros que tem nas suas fileiras pessoal sem as carateristicas e desenvoltura cabal para a tramitação de sinistros.Gente que escreve linguagem seca e de parcas palavras, em prol do uso de uma escrita simples que seja perceptível a todos, instruídos ou menos capacitados. Fui bancária 25 anos, conheço esta forma  fria de passar a informação, pela qual me debatia constantemente, recordo  que a lia e relia várias vezes até entender o que dizia o memorando, ao invés de mim que sou descritiva, gosto de ajudar, partilhar, acompanhar as reclamações e de lutar por elas até as ver finalizadas. Bem sei que não temos todos o mesmo perfil, mas em locais chave de atendimento ao público deveria ser premissa, e ainda na reunião semanal ou mensal com o satf da equipa deviam estes, os trabalhadores, dar conhecimento do teor das reclamações dos seus clientes, no sentido de serem implementadas novas formas de abordagem ligeira mas entendível e não seca que enerva e retira a capacidade de raciocínio a quem se sente lesado.
Na verdade quando questionados sob pressão via telefone conseguem desenvolver um diálogo de forma que se entenda, com mais conteúdo, em prol da escrito que já não é da mesma maneira.
Nos últimos anos a minha parca experiência a este nível de Seguradoras  dou um BOM
ALLANZ
OK TELESEGUROS , bom atendimento demorou 5 semanas a ter o Ok.
Groupama, deficiente tramitação da informação pelo uso de termos técnicos de dificil percepção, mas com homem no terreno para averiguar e fazer o relatório do sinistro para apuramento de responsabilidades.

Importante as Companhias Seguradoras devem ter o cuidado em explicar por palavras simples, saber ouvir e ensinar como se deve proceder.

Deve-se ter em atenção o tipo de apólice e as suas coberturas:
Na gíria 
Cobertura de todos os riscos
Contra terceiros ( que neste caso não contempla cobertura de choque, colisão, e capoteamento.

Assim, vamos falar apenas de acidente cuja cobertura contempla apenas terceiros.
Deve ser preenchida devidamente em letra legível a Declaração Amigável e ser assinada, em nada prejudica as partes, cujo original é para entregar na Companhia para dar entrada do sinistro, ficando os intervenientes com as cópias. Nos casos que é chamada a polícia, se esta fizer o auto o mesmo só pode ser levantado por uma das partes envolventes no sinistro e custa 70€, mas  se for uma das seguradoras a solicitar já só custa um valor inferior a 10€.
Em relação a testemunhas é "um pau de dois bicos" , pedi a uma senhora nova ocupante do 3º carro, deu-me o contato do telemóvel, debalde deu-me o número errado...
Ao se analisar friamente um acidente, por mais pequeno que seja em estragos e vitimas, apenas com queixa de dor com ida ao hospital, esta situação já deixa de ser tratada como acidente tradicional, para passar a ser tratado pela convenção das seguradoras.Neste caso deve-se reclamar na Companhia de Seguros de quem nos embateu, porque a nossa Seguradora só responde pela cobertura contra terceiros, por isso nem sequer agiliza o processo com a congénere, e isso convenhamos é estranho, porque para quem preenche e assina a Declaração Amigável deveria ser mais do que suficiente para se desenrolar toda a tramitação processual entre companhias (?).
Nesse pressuposto no caso de acidente  não se entenda como culpado, sugiro que  apresente uma reclamação de sinistro à seguradora do veículo com o qual ocorreu o acidente, acompanhado de descrição pormenorizada a enviar  via e-mail ou por carta.
Após a receção da comunicação na gestão de sinistros é aberto o processo, após análise será pedida a marcação da peritagem. 
Entretanto o gabinete de peritagem com peritos a nível do País vai entrar em contacto para saber onde pode ir ver a viatura e se entender perceber outros pormenores.
Já vivi situação de acidente em choque em cadeia, em que um carro me embateu e por conseguinte embati noutro. O carro que provocou o choque com ocupante veio à posterior queixar-se do joelho, e isto pode acontecer, no momento do acidente não se sente dores para mais tarde incomodarem. Por causa da avaliação médica o processo para peritagem ficou imensamente no tempo parado, o perito ia-me ligando e dando conhecimento da morosidade por causa das queixas no joelho do sinistrado.
O processo não desenrolava até que tive me me valer da memória no momento do acidente, para jogar a meu favor que transmiti ao perito - o sinistrado quando embateu na minha viatura se tivesse batido com o joelho no tabeliê do carro, é porque não levava cinto de segurança, que é obrigatório, porque o vi sair do carro de forma ligeira, andar de um lado para o outro ao telemóvel para se ir embora a caminhar para o Metro segundo ouvi para uma entrevista, sem nenhuma mostra de dor, e quando batemos forte com um joelho andamos de roda dele com as mãos e  a mancar...
Neste caso por o mesmo ter tido antecedentes com uma operação que pelos vistos correu mal, tentou  ganhar vantagem no acidente, porque o carro onde se transportava do cunhado ficou para salvados, a favor de fazer nova operação a custo zero, a minha análise pelo que assisti e ao que retirei do pouco que o perito me ia dizendo, para em conclusão lhe transmitir sem medo nem receio que o sinistrado estava a fazer jogo de bluf para ganhar alguma vantagem da Companhia, a ludibriando com malícia, sem pejo de prejudicar os demais,  situação injusta para todos os intervenientes. 
Por ter sido autentica e determinada na exposição, nesse mesmo dia o perito autorizou o arranjo do meu carro acabando a morosidade que me estava a prejudicar. E disso dei conhecimento ao terceiro envolvido para transmitir à sua Seguradora, que também tinha o processo parado.
Para vos dizer que numa hora menos boa que sofremos um acidente, temos de ter cabeça fria e memorizar, tirar fotos, tudo o que nos possa vir na sua resolução a ajudar.
Espero ter contribuído para melhor esclarecimento sobre uma temática sensível e delicada.Sendo que há gente sem escrúpulos para enganar outros, mas também os há sérios, o lado que perfilho, por isso atenta e frontal doa a quem doer no momento de agir.

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