quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ansião, a festa desejada de Santo António ao Ribeiro da Vide !

 
O meu Santo António
Santo António, Santo Antoninho toma conta da minha menina, Pai Nosso e Avé Maria - lenga lenda da minha avó materna Maria da Luz quando vinha da Moita Redonda me visitar e me deixava com o biberão enrolado numa fralda e lhe rezava para tomar conta de mim, enquanto ia para a conversa com as vizinhas...
Coitado do Santo, com tanta obrigação em acudir a tanta solicitação de gente que à capela ainda hoje acorre a fazer novenas, a alumiar com azeite, e a rezar o Terço, seja admissível que se esquecia de mim, por isso cresci sozinha a me desenrascar!
Comprei esta Imagem numa feira de velharias de Setúbal em gesso apresentava-se bustelado e incompleto, foi restaurado e vestido de fitinhas por mim, o meu marido fez-lhe a Cruz e o Menino também acrescentado.
Se a memória não me atraiçoa há 13 anos que não se realizava esta festa com pompa e circunstância, de realçar a iniciativa graças a um punhado de gente jovem e outros da minha geração, todos sobejamente dinâmicos, com raízes no Bairro e arredores,  alguns a viver fora , desta união aliada nasceu a vontade nata   em revitalizar as festas de Santo António. Elaboraram campanha de marketing abrindo uma página  no Facebook onde davam conhecimento das actividades, emitiram cartazes, e faixa publicitária que atravessava a estrada de maior fluxo, bandeirolas e flores para ornar o recinto, audácia em colocar os dois arcos de ferro em pé, trataram de problemas elétricos com ligação aos altifalantes e ainda o traço de programa ambicioso com várias iniciativas, cujo começo destes preparativos aconteceu por altura da Páscoa, onde dei conta das grandes e profundas limpezas a quem ainda roubei mais de uma hora na conversa... 
Senti  a higiene  ponto assente desta comandita de sucesso, alegre e  bem disposta e da segurança também!
De realçar em pleno séc.XXI a extraordinária capacidade logística de tanto jovem independentemente da idade para abarcar com tamanha responsabilidade em nome do Mordomo, após as suas vidas profissionais aqui se deslocavam ao final do dia, de noite e fins de semana, para dar andamento a tarefas em que cada um sabia o que tinha de fazer. Convenhamos cada um ter dado conta do recado é de salutar! 
Em vésperas da festa houve vezes que passei pelo adro e foram muitas onde jamais ouvi gritos, queixas ou conflitos, antes muita colaboração, simpatia e trabalho árduo.
A capela por dentro e por fora foi lavada com máquina de  pressão , no mesmo o palanque e o escadatório, o adro foi roçado, procederam à reparação de electrodomésticos de frio, montagem do palco, tendas para se petiscar, limpezas ao bar, cozinha e quermesse, poda de árvores cuja madeira ardeu na fogueira, preparação de assadores, mesas para os andores e outros equipamentos como uma carrinha frigorífico para acondicionar carnes, peixe e bebidas. Os arranjos florais e  da capela estiveram a cargo da minha colega da escola primária - Luísa, do Casal de S.Brás, claro não faltou a Trezena, treze dias ao toque do sino se dava inicio ao Terço, pedido pela voz da Lúcia Parolo. Música ambiente ouvida pelos dois altifalantes virados a norte e a nascente, deixaram-me mal dormida-, mas era ambiente de festa onde não detetei falhas, antes iniciativa e objetividade com dever cumprido! 
Por isso se sintam todos os intervenientes de Parabéns!
No meu direito de cidadania confesso que este tipo de festa popular é bem vindo e agradável pela grande vantagem do amplo adro e do jardim do Ribeiro da Vide pela moldura fresca desta sala de visitas da entrada sul da vila de Ansião, factores a ter em conta também pela tradição, jamais devia cair em saco roto, embora pese o facto lamentável desta capela não constar nos vídeos publicitários da vila de Ansião...
Tema interessante para a próxima campanha das autárquicas prevalecer este tipo de festa em todos os Lugares do concelho, para não se perderem as tradições, em muitas ainda se mantém por carolice de meia dúzia de interessados.Este ano o S.Brás não vai ter festa...e não sei d'outras!
A meu ver todas as capelas deviam ter uma Confraria com Compromissos dos seus Irmãos, estando a Câmara e a Junta de Freguesia recetivas em colaborar na interajuda ; limpeza dos espaços, poda de árvores, empréstimo de mobiliário e sua  montagem; mesas, cadeiras, stands e palco, logo após a festa devem desmontar levando de volta ao estaleiro.Assim só com esta união e parceria as festas populares dos Lugares do concelho não se perderão. 
Em plena festa no primeiro dia quando me dirigi ao balcão para petiscar dei conta de uma falha (?) a merecer ser colmatada no futuro que afloro ao jus de critica construtiva - o cliente ao se dirigir ao caixa para fazer o pagamento do que pretende adquirir se deve de imediato encaminhar para o balcão seguinte e pela mesma ordem receber o que comprou, só depois se deve dirigir para as mesas livres e escolher onde se senta. Paguei e assim fiz, contudo fartei-me de assistir de ver elementos do staf às mesas trazer as encomendas e perguntar  com demasia  cordialidade se queriam mais alguma coisa, nem sei se todos pagaram o que consumiram a mais (?), porque é fácil na prática esta maneira simpática de acolher trazendo às mesas o que o cliente solicita sem prévio pagamento, se perder o fio à meada...
Ora a festa é para ter rentabilidade!

O que de facto faltou? 
A Filarmónica devia ter uma segunda pequena orquestra para participar nas festas populares, se vive no Centro Cultural que é do Povo, dizem à borla (?) bem podia abrilhantar as festas populares com a sua música, porque na realidade faz falta e dá sempre brilho a estes eventos sociais. O povo gosta e agradece ouvir um sarau depois do leilão das fogaças e claro abrilhantar a procissão, porque o coro que participou na missa estava muito bem ensaiado! 
Confidenciou-me o Daniel  " na feira do Livro no domingo havia um que pouco fala da capela de Santo António, por isso não o comprei ". 
De pulga atrás da orelha dirigi-me uns dias depois à Biblioteca para perceber que Livro se tratava que acabei por comprar para dele falar numa próxima crónica!
Aborda em poucas linhas a capela do Bairro de Santo António...
Citar excerto do Livro 
"Capela de Santo António localizada numa nova centralidade da vila de Ansião, no Ribeiro da Vide, próximo do Tribunal e do Lar da Santa Casa da Misericórdia, a capela de Santo António fica ao cimo de uma escadaria de vários lanços, entre arvoredo esplendoroso."
Ora a Capela não está localizada numa nova centralidade da vila de Ansião, porquanto aqui no Bairro de Santo António foi o palco da primeira Câmara de Ansião, com duas prisões e duas estalagens, supostamente houve também a casa do Administrador do Concelho com data de 1680, cujo lintel descobri precisamente por alturas das festas, e a suposta Casa da Roda, a entestar a nascente com a quinta do Bairro de Belchior Reis, o pai da pessoa até hoje a mais ilustre de Ansião-, o Dr. Pascoal José  de Mello Freire dos Reis , gostava de assinar com os apelidos maternos - Pascoal José de Mello Freire, talvez por  não ter gostado que o pai tivesse casado em 2ªs núpcias (?).
 Vista panorâmica sobre o adro da Capela e do Bairro do quintal da casa onde seja suposto dizer nasceu
Resiste ainda o velho portelinho para o Largo do Ribeiro da Vide da Quinta do Bairro, de Belchior Reis.
Os seus descendentes com quinhões grandes de terreno desta  Quinta que na minha infância aqui vinham por altura das sementeiras dos lados da Ameixieira e do Escampado e tanta confusão me fazia em detrimento das gentes do Bairro com quintais pequenos ...Volvidos 50 anos juntei as questões, as dúvidas e ainda falando com descendentes, percebi finalmente que se tratava do chão da Quinta do Bairro, assim chamado pela família "Serra" do Escampado e da Ti Maria Reis Marques, ainda viva com mais de 90 anos, cujo pai nasceu na Ameixieira, mas por casamento foi viver para lá das Cavadas, por sua vez também ela por casamento veio aqui construir a sua casa em parte do quinhão dividido pela estrada para Alvaiázere da antiga Quinta do Bairro, herança de seu pai e de doações de tios solteiros da Ameixieira .
Preserva no subsolo um ribeiro encanado em laje cuja foz é abaixo do letreiro...
Arte ancestral para terem mais terreno para cultivo!
 
Casa vista de norte e para poente. Por ter sido pertença do quinhão do Sr.Zé André demorei anos a perceber que afinal são todos primos- André; Reis; Serra; Nogueira. Todos herdeiros desta Quinta do Bairro, de Belchior Reis, se estendia do Largo do Ribeiro da Vide até ao ramal de Albarrol (?), onde o Sr.Zé André tinha um grande terreno, da mesma herança e outros seus familiares e também ao Pinhal que dantes se chamava Carvalhal do Bairro junto do troço da estrada real o filho da São-, o Nuno Reis Costa construiu a sua vivenda num terreno também do avô julgo que aqui se chamava Vale Galego, mas no passado Casal Galego (?)  faria parte da mesma quinta dos ascendentes.
Nada neste palco aconteceu por acaso, o Tribunal funcionou na Cabeça do Bairro para depois de 1875 se instalar no solar de Luís de Menezes na vila,  apesar de algumas vozes o quererem ver sediado ao Fundo da Rua no séc XX, eis que há poucos anos se instalou no Largo do Ribeiro da Vide no extremo da quintarola adquirida no início do séc XX com dinheiro ganho no Brasil pelo Sr. Parolo de Albarrol, expropriada pela Câmara para fazer o Bairro camarário e as Escolas Primárias . O Tribunal ficou assim de caras com a quinta que foi de Belchior dos Reis, que ainda hoje alguns dos seus descendentes detém os seus bons quinhões de terra.
Tribunal visto da quinta do Bairro de Belchior dos Reis
A complementar o ramalhete desta envolvente temos a Cerca, espaço doado à Casa da Misericórdia onde a partir de 1903 foi construído um Hospital, hoje no espaço funciona um Lar para idosos com valência infantil. Nesse tempo houve a necessidade do Largo do Ribeiro da Vide ter sido rasgado com três variantes; uma para acesso ao Hospital, um novo traçado para Alvaiázere, e outra de ligação ao caminho do Escampado na intercessão da estrada real ao limite da casa do Sr.Parolo a entestar com o rasgo parcial da actual Rua Dr. Botelho de Queiroz para sul que emboca no Largo do Ribeiro da Vide, até então a vila naquele tempo terminava com a viela do Canto, de entradas francas, só ao meio dá para uma pessoa passar, ficando a do poente no gaveto da minha casa. A actual Rua Polibio Gomes dos Santos era então um caminho e o continuou a ser até meados de 50. Conheci o Ribeiro da Vide sem qualquer intervenção urbanística  com as quatro pontes sobre o ribeiro que no verão era mote a brincadeira rastejar debaixo delas, a ponte ao largo, tinha a ladear duas grandes pedras semelhantes ao escadatório, o que aventa este ter sido feito posteriormente à capela na  mesma época do rasgo das estradas com a feitura dos viadutos e da construção da fonte. O chão estéril do Ribeiro da Vide só tinha juncais, os plátanos em meados do séc. XX foram  plantados pelo meu bisavô Francisco Rodrigues Valente a mando da Câmara. 
Em remate sobre a capela de Santo António sem falsa modéstia fui a primeira a dela falar no meu Blogue e a mostrar fotos, como não sou licenciada apenas autodidacta, adiantei-me numa crónica que a data da lápide na entrada da sacristia seria  de 1641 - data que foi posta no Livro e fotos com a capela e escadatório da minha autoria, sem nada ser mencionado em Bibliografia, no caso webgrafia... 
Acontece que o ano passado por altura do batizado dos meus netos nesta capela, chamei à atenção ao Padre José Eduardo Reis Coutinho,  em que me surpreende e diz que se trata de um sete ... 
Assim, a data real da capela é 1647. 
Revela que nenhum dos autores do Livro aqui se dignaram vir e conhecer in loco!   
Na verdade falar do passado com pouco suporte escrito induz a erros , não estudei português arcaico para melhor interpretação pelo que jamais me envergonho de corrigir a pensar se a mutação na vida é sinónimo de crescimento, seja também o meu objetivo primeiro que me mantém nesta luta de mais saber sobre Ansião, saindo sempre da minha base de conforto, seja por isso mulher prática e heroína sem rótulo de mestre, com 50 anos a questionar, a ouvir, a perguntar, e especular com sentido objetivo de mais alcançar sem medo, tão pouco insegurança, de olho perspicaz  nesta grande paixão por Ansião graças ao talento de articular tanta informação angariada dispersa em anos na memória!
Também o Livro não faz menção ao acrescento da sacristia em 1926 pelo meu bisavô Francisco Rodrigues Valente,  pedreiro de profissão, cuja data a riscou no chão em cimento.
Igualmente não aborda a marca da fogueira nas lajes do chão da capela feita na passagem das Invasões Napoleónicas em 1810, nem fala do espólio existente publicado nas Memórias Paroquiais, supostamente também roubado por eles...
 Muito menos especula sobre as " Letras esculpidas " em redor  da marca da fogueira
Nem das obras de requalificação que a capela foi alvo no inicio da década de 60, em que lhe retiraram os vestígios antigos, ainda me lembro da capela de paredes laterais abobadadas com altar em madeira marmoreado em azul , da mesa da sacristia, e dos bancos de pedra na frontaria. Claro que todas as cantarias  do exterior e interior são dessa época, apenas o lajeado do chão é primitivo. 
Nem da  Trezena!
Ritual do pedido de Terço feito nos 13 dias antecedentes à festa, dele sempre me lembro.
Para finalizar ao jeito de soneto com o último verso de oiro - não foi especulado a razão do povo escolher os oragos, no caso Santo António - obviamente a escolha recaiu por ser também o protetor dos viandantes, e claro está inserida a capela a metros da estrada real, no tempo medieval uma via principal em Portugal!
Em remate, o Daniel tinha razão ao falar do conteúdo paupérrimo do Livro, na verdade a capela do Santo António nele é abordada pela rama, faltando o essencial, nem o interior da capela foi  mostrado com a sua bela Imagem, como se vê é muito!
A primeira intervenção no jardim do Ribeiro da Vide
Lamentavelmente ficaram soterrados quatro degraus do escadatório.
 A minha mãe sentada junto do lago do Ribeiro da Vide
 Na segunda intervenção a fonte de 1897 ficou muito abaixo do nível do jardim
A antiga Casa dos Cantoneiros foi alterada para casas de banho públicas  r o lago foi tapado... 
Capela com o seu eloquente escadatório em pedra nas várias estações do ano
 
Velas acesas para a Trezena que se deslindam pela porta entreaberta...
 
A organização este ano podou parcialmente os cedros deixando mais visível a capela, o escadatório lavado e limpo as bermas em volta, trabalho da competência da JFA pelos vistos nem se lembrou de colaborar na ajuda em podar os excedentes de outras árvores como se documenta na foto e os plátanos com "ladrões também deveriam ter sido retirados.
 

O toque do sino para a trezena 
Registei a Mena Coelho, da minha geração, a dar o gosto ao frenético toque como no tempo de miúdas uns e outros fazíamos guerra para tocar o sino...depois das brincadeiras nos escorregas do escadatório já com as cuecas rotas... 
Montagem do palco
Antes da actuação do rancho infantil "Serras de Ansião" vinha ao Ribeiro da Vide quando ouvia uma senhora, que lidera o mesmo, de língua afiada no desfile de criticas, ali em palco desnecessárias- só havia um microfone, precisava de seis, o palco era pequeno e,...
Não gostei, mesmo que fosse a título de crítica construtiva não era o sítio,  por isso recolhi-me na casa da minha mãe e não vi a atuação, a minha forma de protesto!
Quando foi contratado o rancho a altura certa para ter imposto as condições, porque a organização fez mais do que pode, afinal tratava-se de uma festa popular, de poucos apoios, em prol de festa patrocinada pelo município, onde todos juntos temos de dar as mãos e fazer festa com a prata da casa!



Iº Passeio de Motorizadas
 Arraial no adro com a concentração de motas
 

Agroal


A petiscar sob a fresquidão das árvores e da água que nasce no algar de Ansião


 O Luís Reis Costa, não sei o que aconteceu à mota...

Concentração para a caminhada
 
Numa distância de 8 Km do adro da capela pela quelha do Vale  Mosteiro onde me dei conta do extremoso zelo do vizinho Freitas com a horta no quintal do Ti Moreira; couves, batatas , feijão verde e feijocas floridas em carmesim  em franco convívio amistoso com flores - estrelinhas em amarelo e um belo exemplar de alcachofra florida em roxo.
 Feijocas floridas em carmesim...
Estrelinhas...
 Alcachofra
A caminhada seguiu a direção da Monteira...
 Ladeira do Ribeiro de Albarrol
Albarrol
Onde o belo da ruína ainda mui presente me encanta e deslumbra no pormenor da pequenez do janelo de pedra e das portas com o pormenor acima do lintel da abertura para entrada de ar, suportada por um trono em madeira, e noutra porta por uma pedra- outra carateristica da construção antiga desta região...
Afastei-me do grupo pela eloquente paisagem da ruína em contraste com as ameixieiras bravas carateristicas desta região de Sicó, às quais não resisti roubar e saborear, apesar do meu marido me contrariar a dizer que estavam quentes e da soltura que me iria atacar...tanto blasfemar que não me arredou do meu intento, as árvores estavam lindas de fazer inveja e os abrunhos, assim lhes chamava em miúda fizeram-me voltar no tempo e claro eram mui saborosos e biológicos... nem me lembrei que tinham dono!
Escampado de Santa Marta
No gaveto do tardoz do quintal da casa do meu primo João Silva  aliciei o meu marido a fazer batota descendo pela quelha das Alminhas...

Fonte da Costa
  Sopé da serra da Costa
O muro florido da quinta do Dr. Calado

Intermaché para finalizar ao escadatório da capela de Santo António onde foi tirada uma foto ao grupo com mais de 50 participantes.

Garraiada 
Em terreno agora à venda - local emblemático onde foi a casa de Belchior dos Reis!
Vi alguém com o trator andar a ajeitar o terreiro para se montar a arena, devia ter sido o Nuno Reis Costa...
Era sábado quando passei de carro, estava a camioneta já posicionada para a saída das vaquitas, não pude assistir porque tinha agendado na Moita Redonda a mostra de madeira queimada ao madeireiro.
Fotos retiradas do site da Capela de Santo António



No final sem moldura humana nem toiros...

Bastidores da cozinha

Andores engalanados
Santo António com o Menino vestido de cravos vermelhos e miosótis
Nossa Senhora de Fátima ricamente vestida de rosas e cristas de galo em  branco
Na frente do altar gladíolos em branco e rosas vermelhas com apontamentos em hera
Muita elegância e sentido de estética em decorar!
 Vista soberba do altar
 Procissão
 
 O andor com as ferraduras de erva doce para leilão
 A procissão ao passar pelo Largo do Bairro
Senti mágoa de constatar que a maioria de casas no trajeto não ornamentou as janelas com as suas colchas, apenas a prima Júlia, a Mabilde e a minha mãe as puseram...e julgo também a Elisa (?).
Falta ao povo o ser bairrista, se alindaram as casas devem também manter as tradições, as colchas retratam a simbologia ancestral como o melhor que cada um tinha em casa que exibia estendida na passagem da procissão onde ia o Senhor nas mãos do sacerdote!
A procissão fez um desvio ( entendi ter sido vontade do Mordomo para agradecer (?) pelo empenho e dedicação da Lúcia Parolo), por isso passou à sua porta para virar  na frente do Lar, onde os velhotes não estavam à espera...
Procissão a subir o escadatório com o meu compadre na frente à direita e ao meio a segurar o Crucifixo o Calado, seguido do Carlitos  Parolo, atrás os demais Irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz.
 
Durante a procissão sempre de mão dada com a minha mãe
Após a procissão decorreu o leilão dos bolos e de fogaças, comprei um bolo e um chouriço
Foto com a minha mãe e mana

Ajudámos o Santo ao consumir
Comprámos frangos assados no arraial  para o jantar ao ar livre na casa da minha mãe
Na segunda feira véspera de Santo António o arraial encheu para aproveitar a borla da organização que doou Sardinha, entremeada, costoletas ,  pão, broa, só se compravam as bebidas.
 
Merece a doação ser feita com preceito quiçá 3 sardinhas a cada pessoa no dever de cada um as assar . 
O que dei conta e francamente não gostei?
Alguém do staf começou assar sardinha. Chega um grupo de três ao recinto aproveita o "criado" para encher os pratos...Ora o homem não estava ali na tarefa de assador, apenas colaborava e perante tanta falta de educação deixou o local entregando a tenaz, farto de tanta queimadura e de fumo nas bentas...
Constatei alguns passarem por cima dos demais presentes em espera , levando sardinha assada sem qualquer trabalho... Bem fiquei com os olhos vermelhos e dedos queimados ao invés dos "atrevidos" que se chegavam e enchiam pratadas de sardinha para as mesas onde tinham a família e amigos em espera , para logo depois voltar a secundar passando por cima literalmente de todos no assador!
Houve pessoas apenas comeram uma sardinha ao jus de favor, porque outros, os gulotões, apareceram na festa para comer à borla e desrespeitar os demais, e isso francamente não é justo!
Com a carne foi a mesma cena...
A fogueira de Santo António, finalmente ardeu o pé do sobreiro que foi da Cerca
O Carlos Cotrim ainda conseguiu dar um salto...já eu vaidosa fiz-me à fotografia
O arraial do 1º dia com a Isaura Real sentada, bem cansada devia estar tanto Caldo verde cortou...
 
Os mais novos a jogar matraquilhos
Ginja, Caipirinha e Gin com sabor a hortelã

 Os acordeonistas tocavam no palco
Noites com a capela iluminada e todo o recinto.
A quermesse
Enferei no primeiro dia, calhou-me um galo e uma galinha da estatuária de Coimbra, figura que saiu com o suporte ligeiramente empenado na cozedura, ainda assim o deixei na minha cozinha...também uma Imagem do Sagrado Coração de Jesus que ofereci à prima Júlia.
 Na quarta prateleira encontrem o galo e a galinha que me calhou na rifa
Na segunda feira a quermesse fechada por ter esgotado o stock.

 Deixámos o arraial no último dia de festa onde me quis fotografar ao limite do Ribeiro da Vide
Diz o povo na sua lábia que em tempo de eleições fazem-se obras,  assim o Bairro de Santo António de novo com obras de repavimentação retirando a calçada feita na década de 70, obra mal efectuada sem valetas nem passeios com muito barulho pelo empedrado, e valeta sulcada na ligação à estrada que deu cabo de muito carro ao bater por baixo, agora de novo com obras, um passeio e piso em alcatrão. Ficou melhor.
O antigo empedrado
 
Obras para novo asfalto e passeio
Toponímia  mal atribuída
A Rua do Hospital nunca o foi, e sim a Estrada Real.
Largo do Bairro - Cabeça do Bairro, nos séculos em que aqui foi o poder politico da vila exercido. 
Rua de Santo António o certo  Rua do Hospital, porque a estrada foi aberta precisamente para o fazer.
Rua 13 de junho, devia ser Estrada Real, porque é o seu piso ancestral.
Por último na foto baixo  do Largo do Bairro para o Ribeiro da Vide ainda não ostenta placa de toponímia, contudo na Internet diz ser Travessa do Bairro,  só gente  de parca cultura que nada sabe sobre toponímia pode aventar tal coisa. Para existir Travessa tinha de existir Rua , e essa não existe!
Devia chamar-se "Quintais do Bairro" o nome de toda a propriedade de gaveto com o adro e o Largo do Bairro,  assim reza a escritura dos meus ancestrais. 
O que não gostei?
Remate com a estrada na vez de calçada meteram cimento...
O adro tem uma saída pedonal  para nascente onde não foi efectuada ligação  a entestar no passeio.
A minha mãe ao ir despejar o lixo ali caiu , será que não existem fiscais para fiscalizar as obras? 
A dois metros na estrada principal  um lancil encontra-se há muito descarrilado, não custava nada chamar a atenção da Câmara para o repor, afinal a empresa é a ganhadora das suas empreitadas...
Casais de Santo António
Este evento francamente não me dei conta que tivesse ocorrido...
De facto não partilhei a minha história. Casei nesta capela, o 2º casamento desde que me lembro.

Depois da festa dei conta que os andores estavam nús...Perguntei o que tinha acontecido com as flores, diz-me o Luís Costa que os tinha leiloado...Bem antes já tinha roubado um para o meu oratório e outro para a avó paterna dele que tem 94 anos e vive na Ateanha.


Fontes
Algumas fotos  de https://www.facebook.com/1836028339970842/photos
Livro -  Património Religioso do Concelho de Ansião

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Arquivo do blog