segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ansião, especular a origem do apelido "Coutinho"


Mais saber sobre o apelido "Coutinho" ainda tão vivo em Ansião, obviamente carece de estudo genealógico para se saber a sua proveniência.Como aportou a Ansião!

Excerto de http://www.heraldrysinstitute.com « apelido Coutinho» é uma das mais antigas e ilustres famílias de Portugal, que atingiu grande brilho pelas suas valorosas acções e alianças que teve com membros da Casa Real.» Possa derivar do termo "dono de um couto, coutada " que em Ansião houve o Couto da Torre de Vale Todos.
Excerto da Historia da Genealógica da Casa Real Portuguesa  LIV XIV.561 E PARTE II «D João Coutinho em 1516 serviu em Arzila foi morto pelos mouros em 1522, deixou viúva D Guiomar Coutinho que o Rei D João III lhe deu uma tença de 40 mil réis para ajuda de manter uma filha freira. Era filha de Jorge de Mello  alcaide mor de Pavia e de Redondo e sua mulher  D Branca Coutinho , filha de Vasco Fernandes Coutinho e de sua mulher Maria de Lima filha do  I Visconde de Vila Nova de Cerveira. O filho Ayres de Sousa Coutinho em 1528 casou com D Guiomar de Lima, filha de Jorge Sylveira (...)»


Apelidos comuns em Ansião até ao séc XIX/XX
"Coutinho" ainda vigora.
"Silveira" mudaram-se para Coimbra, desconheço se existem outros. 
"Lima" e "Macedo" jazem no cemitério alguns descendentes sem saber se outros existem.
"Melo", "Castro", "Sousa"  e "Pimentel" ainda existem na região sua descendência. 
"Noronha", "Soares", "Alarcão" em Ansião julgo não exista nenhum mas haja  ainda descendência.

«D Afonso Diniz com Maria Paes Ribeira ( A Ribeirinha, amante favorita do rei D.Sancho I que lhe deu a herdade de Almofala, nas Cinco Vilas) nascera D Pedro  Afonso de Sousa, o 1º  A nascer apesar da Casa de Sousa se conservar no irmão Diogo Afonso de Sousa. 
A partir daqui há ligação com várias famílias espanholas onde o apelido "Coutinho" também aparece, que serão .»

Excerto http://www.sonhos.com.br/significado-dos-nomes/coutinho «Coutinho sobrenome que advém de linhagem  do grande servidor do Rei lusitano, Don Alonso Enríquez - o senhor Garcia Rodriguez cuja linhagem parece provir da descendência dos Fonsecas.
D. Garcia Rodrigues da Fonseca foi influente na conquista de Lamego com seu irmão D. Paio Rodrigues. Recebeu o couto de Leomil, casado com D. Dordia Ramires, filha de D. Pinhão Rausendo teve um filho D. Egas Garcia da Fonseca, senhor do mesmo couto. D.Mor Pais de Curveira, filha de D. Paio Pires Romeu e de D. Goda Soares da Maia teve vários filhos, entre eles D. Vicente Viegas Coutinho, senhor do couto de Leomil, cuja designação por ser de pequena extensão o  chamavam de "Coutinho" e dele teria tomado o apelido, casou com D. Sancha, pai de Martim Vicente Coutinho e teve o mesmo senhorio. Seu filho Estêvão Martins Coutinho, também senhor do couto de Leomil, casou com D. Teresa ou Urraca Rodrigues da Fonseca, filha de Rui Mendes da Fonseza e de sua mulher, D. Teresa Anes, de quem deixou geração.A partir daqui uns filhos seguiram o apelido de Fonseca e outros: Fernão Martins da Fonseca ou Coutinho.»

« Sobrenome que tem origem na Idade Média, de proveniência Judaico-Portuguesa, deu origem ao sobrenome Coutinho em Portugal, e Cousiño, em Galícia, na Espanha, posteriormente espalhou-se pelo mundo. O brasão da família com os ramos portugueses e espanhóis em homenagem aos dois países. Os seus primeiros dados registados no século XVI, incluem personagens do governo e da nobreza de Portugal, incluindo um arcebispo de Lisboa (conhecido por proteger judeus da perseguição da Inquisição Portuguesa).»

Em Portugal
Entre outros  destaques desta admirável família 
«Muitos nobres portugueses descendem dos senhores de Leomil, dentre estes se pode destacar o lendário D. Álvaro Gonçalves Coutinho, chamado Magriço, cujas aventuras são narradas pelo grande poeta Luís Vaz de Camões. D. Álvaro Gonçalves Coutinho foi um dos Doze de Inglaterra, cavaleiros andantes portugueses que teriam ido a Inglaterra defender a honra de doze donzelas inglesas-, segundo a lenda, D. Álvaro Gonçalves Coutinho desembarcou na Grã-Bretanha e seguiu a cavalo até ao duelo para conhecer os costumes e as manhas dos cavaleiros daquelas terras, enquanto seus companheiros seguiram de barco até ao seu destino, porém ao chegarem, D. Álvaro ainda não havia chegado para no ultimo instante  aparecer e vencer os cavaleiros ingleses que haviam tentado contra a honra das doze damas. Manuel de Sousa Coutinho, nasceu em Santarém, cerca de 1555, conhecido como o Frei Luís de Sousa imortalizado no drama por Almeida Garrett .»

António José Pereira Coutinho «Natural de Coimbra filho do Desembargador Geraldo Pereira Coutinho, Fidalgo Moço, Fidalgo Escudeiro e Fidalgo Cavaleiro em 1737, relatado no Livro das Mercês de D.João V.»
António Luís José Francisco Xavier Pereira Coutinho nobre português.
D. Fernando Coutinho Excerto de https://www.geni.com/projects/Bispos-de-Coimbra «Nascido em1420. Assistiu ao concilio provincial de Braga em 1426. Faleceu em 1429.  
D. Luís Pereira Coutinho « veio transferido de Viseu em 1444 era mui bom letrado, mui amigo do Cabido e tratou-o com muita cortezia. Acompanhou o Infante D. Pedro na batalha de Alfarrobeira e acompanhou também na Itália, a princesa D. Leonor, que ia casar com o Imperador da Alemanha Frederico III. Foi transferido para Lisboa, em 1452 tendo falecido nesse ano.» e «D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho (1779.09.12-1822.04.16) - Era natural do Brasil e ordenou-se de Presbítero em Coimbra em 13 de Junho de 1760. Quando D. Miguel da Anunciação foi preso, D. Francisco de Lemos foi nomeado Vigário Capitular. Foi apresentado Bispo Coadjutor de Coimbra por Carta Régia de 28 de Setembro de 1773 e confirmada pelo Papa Clemente XIV em 13 de Abril de 1774. Depois da libertação de D. Miguel e até ? morte deste, D. Francisco de Lemos esteve em Lisboa tratando dos assuntos da Universidade de que era Reitor Reformador. A 12 de Setembro de 1779, depois da morte de D. Miguel da Anunciação, tomou posse da Diocese de Coimbra. Em 1808 fez parte da deputação que foi a Bordéus cumprimentar o Imperador Napoleão. Em 1821 foi eleito deputado ? s Constituintes pela província do Rio de Janeiro. Por Provisão de 14 de Outubro de 1772, o Marquês de Pombal cedeu a igreja dos Jesuítas para Catedral. D. Francisco de Lemos faleceu em Coimbra em 16 de Abril de 1822. »
Excertos de https://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/DIO_MitraEpiscopalCoimbra « João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho,guarda mor da Mitra de Coimbra, irmão do bispo de Coimbra D. Francisco de Lemos » ;« João dos Santos Veloso de Azevedo Coutinho, guarda mor e simultaneamente notário apostólico e escrivão da câmara episcopal  » e «
José de Melo Coutinho Garrido, fidalgo da Casa Real e cavaleiro professo na Ordem de Cristo, desembargador com alçada na cidade de Coimbra».
João de Morais Coutinho foi Prior da Igreja de Almedina  em 1833.
Arquiteto Moura Coutinho  concebeu o belíssimo edifício da CM Lousã.
Carlos Viegas Gago Coutinho foi um Historiador português. E,...

Excerto de http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra Registo nº 9  Marino da Costa Cabral de Vasconcelos Coutinho «Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra" in Liv. 2, fl. 3, da Vila de Soure pede registo do vínculo em 13 de Fevereiro de 1863, em virtude de ser ele o imediato sucessor e actual administrador e possuidor dos vínculos administrados por seu avô João da Costa Cabral de Vasconcelos. Filho de: Jacinto da Costa de Vasconcelos Coutinho Vínculos: a) o que instituiu o reverendo abade Manuel da Costa, denominado Morgado da Quinta dos Poizos , cujos bens estão situados no concelho de Leiria;
b) o que instituiu Vasco Gomes e esposa D. Maria Gariza, bens situados no concelho de Soure;
c) o que instituiu Maria do Rosado de Carvalho, bens situados no concelho de Soure e de Montemor o Velho.
d) o que instituiu Simão Lobo de Brito, bens situados no concelho de Soure;
e) o que instituiu Ana Cabral, bens situados no concelho de Soure;
f) o que instituiu João Ferreira, bens situados no concelho de Soure;
g) o que instituiu Inês Braga, bens situados no concelho de Soure e de Condeixa;
h) o que instituiu Violante Henriques e seu irmão o reverendo Manuel das Chagas, bens situados no concelho de Pombal e de Leiria».

António de Vasconcelos Pereira Coutinho Macedo « Bacharel e Juiz de Direito do 3º Distrito Criminal na Comarca de Lisboa, natural de Oliveira do Hospital e residente em Lisboa, pede registo do vínculo denominado Capela da Senhora da Graça na qualidade de imediato sucessor da actual administradora Dona Maria Feliciana de Faria e Rebelo sua sobrinha, em 21 de Fevereiro de 1863. Este vínculo foi instituído por Jorge de Faria Garcez e é constituído por propriedades situadas no Concelho de Oliveira do Hospital. A actual administradora herdou o de seu pai Francisco Rebelo de Faria.»

Aires Guedes Coutinho Garrido «Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real; Comendador da Ordem de N. S. Jesus Cristo e Governador do Distrito de Castelo Branco. Era casado com Dona Maria Augusta de Alpoim Rangel, da Quinta da Boiça, concelho de Penela, distrito de Coimbra, pede registo de dois vínculos na qualidade de seu administrador, em 21 de Fevereiro de 1863. 1º Instituição de um Morgado na Vila de Castelo de Vide, comarca de Portalegre, por testamento com que faleceu Maria Gonçalves Abelho, viúva de António Gonçalves Garrido, em 24 de Maio de 1713.
2ºInstituição de um Morgado por escritura de dote de casamento, instituído entre José de Melo Coutinho e sua esposa D. Maria Clara da Fonseca e o Doutor Pedro Alves Garrido e sua mulher D. Maria da Costa, em 29.de Janeiro de 1732.
3º Instituíção de um vínculo por testamento com que faleceu D. Joana Antónia Garrido Evangelista freira no Convento de Santa Clara de Figueró dos Vinhos, em 27 de Novembro de 1735.
4º Testamento de instituição de um Morgado que instituiu o Capitão mor António Fernandes Miranda e sua esposa D. Maria Francisca, no lugar de Tróia, termo da Vila de Miranda do Corvo, em 20 de Setembro de 1707.»

Segundo um enxerto do Livro Notícias e Memorias Paroquiais Setecentistas  « A capela de Santo António em Ansião (Ribeiro da Vide) dela era devoto o Padre António Freyre  de Sam Bento, e seu irmão o licenciado Manoel Freyre Coutinho desta vila e hum a S.João no lugar da Sarzedela na Capela de Santa Luzia...»
Faz sentido a ligação das famílias de apelido " Freire". A quinta do Bairro com começo ao Ribeiro da Vide foi de Belchior Reis e da mulher de apelido Freire,  e na Sarzedela às Lagoas, tenha sido a quinta da Segonheira (?) da família de Domingas Freire, a da estela na matriz de Ansião.

No Brasil
Segundo a Wikipédia  António José da Silva Coutinho » O apelido era da mãe Lourença Coutinho. Nasceu no engenho do avô no Brasil, cristãos novos, vieram para Portugal, licenciou-se em Coimbra, advogado, escritor e dramaturgo até aos 34 anos, denunciado por uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat, foi torturado, descobriram que era circuncidado. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e António José da Silva foi de novo preso em 1737, em Lisboa com a mãe, a tia, o irmão (André) e a sua mulher, Leonor Maria de Carvalho, que se encontrava grávida. Morreu no dia 19 de Outubro de 1739 na fogueira às mãos da Inquisição, num auto de fé. Ainda hoje considerado o mais famoso dramaturgo português do seu tempo com o epílogo "o Judeu».
O professor, crítico literário e ensaísta brasileiro Afrânio Coutinho
O jogador de futebol Bruno Coutinho
O treinador de futebol Cláudio Coutinho
O produtor de cinema Eduardo Coutinho
A atleta Geisa Coutinho
O político uruguaio Germán Coutinho
O bispo católico José Bezerra Coutinho
O jogador de futebol Philippe Coutinho
Vasco Fernandes Coutinho, recebeu do rei D. João III a Capitania do Espírito Santo pelos serviços prestados ao reino em campanhas na África e na Índia. O prémio lhe serviria de castigo uma vez que a conquista das terras capixabas se mostrou muito difícil. Mais tarde Francisco de Aguiar Coutinho venceria os holandeses que eram comandados pelo grande almirante Pieter Pieterszoon Heyn.
O ultimo donatário da família Coutinho foi António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho que passaria a Capitania do Espírito Santo ( por quase um século e meio pertenceu à família) ao fidalgo baiano Francisco Gil de Araújo em 1674.  Fradique Coutinho neto de Vasco Fernandes Coutinho foi um bandeirante que ajudou na expansão das fronteiras brasileiras, participando da conquista de Guaíra no Paraná. Descenderia de Vasco Fernandes Coutinho a família Azeredo Coutinho estaria associada a ele a família Câmara Coutinho, grandes senhores de terra do Brasil colonial. D. Helder Câmara foi bispo do Recife, no Brasil, notabilizando-se pela sua luta em favor dos pobres. "
Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho,  nascido em Iguaçu no Brasil em 1735 foi Reitor da Universidade de Coimbra, 17º Conde de Arganil e 52º Bispo de Coimbra

No Mundo há muitos Coutinhos

«Mais tarde, no século XVII, alguns destes membros emigraram para a Holanda (Amesterdão), para a Jamaica, para Barbados e também para o Brasil.
A história também regista da família Coutinho o primeiro português a chegar à América. Capitão Coutinho Desiderio e sua esposa, a Sra. Marta Quinones. Ao chegarem às novas terras, o Capitão Coutinho comprou terras na Guatemala. Onde até os dias atuais estão guardados os registos desta compra na biblioteca.Depois do Capitão ter falecido a sua esposa Sra. Quinones de Coutiño, presenteou os trabalhadores das terras da fazenda, ficando a viver com os seus filhos onde hoje é Tigrilla.»
Especular o apelido em Ansião
Mestre Dr. jesuíta António dos Santos (Coutinho). O seu descendente Padre José Eduardo Reis Coutinho cita no seu Livro sobre Ansião de 1986 «em relação a não usar o apelido "Coutinho" o tenha sido por pertencer a uma congregação Oratoriana em que era usual apenas dois nomes». Muito a propósito mais saber deste apelido "Coutinho" que consta da estela na Misericórdia de Ansião.Iniciado no noviciado em 1662, não se sabendo com que idade nele entrou, desta data até à conclusão da obra da Misericórdia vão 40 anos, o que pode aventar tivesse ao tempo mais de 50 anos (?). Quiçá despiolhar o passado ancestral de gente que dela também sou parte integrante, não com este apelido " Coutinho", mas também o meu " Rodrigues Valente ", sendo que entre estas famílias houve cruzamento, disso prevalecem ainda genes do olhar intenso negro, enigmático, nalguns imensamente triste, assim dele me recordo da minha avó paterna Piedade da Cruz, em algumas das suas sobrinhas, com a prima Amélia Ruivo, porque do meu bisavô Elias Cruz só me recordo da sua grande altura, hoje o mesmo olhar ainda no Padre José Eduardo Reis Coutinho, também parente,  e no meu neto querido Vicente. Também a tonalidade da tez, muito clara. Sem saber se o apelido  "Cruz" é oriundo do couto da Torre de Vale do Todos, da família de Tomé da Cruz, um público notário que subscreveu a Bula da Confraria do Santíssimo Sacramento da Igreja de Ansião.
No tardoz onde foi a Albergaria da Misericórdia, até há pouco tempo ainda havia ruínas de muros de casas onde nasceu em finais do séc. XIX João Gomes dos Santos, o pai do poeta de Ansião, Políbio Gomes dos Santos, nascido em 1911.Possivelmente foi com dinheiro trazido do Brasil que comprou o lote a poente onde construiu a sua vivenda uns metros à frente de gaveto com o caminho, anos mais tarde roteada designada por avenida Dr.Vitor Faveiro, no pressuposto alguém vir a estudar a possibilidade do pai do Políbio Gomes dos Santos, João Gomes dos Santos, faça parte da sua árvore genealógica!

Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes- Informações do Concelho de Ansião pelo juiz Manuel Rodrigues em 1721 Morgadios na vila de Ansião Morgado do Doutor António dos Santos Coutinho «Cónego na Sé de Lamego que parte do seu Morgado está nesta vila; é administrador dele Manoel dos Santos da Guarda, termo da vila do Rabaçal, instituído há 25 anos». O Mestre jesuíta Dr. António dos Santos Coutinho, natural de Ansião foi chamado da Sé de Lamego para a construção da Capela da Misericórdia de  Ansião, com estela em pedra datada de 1702.  Se subtrair à data da notícia acima (1721, o resulto de 1696, o que alvitra dizer que antes desta altura já estaria o Doutor António dos Santos Coutinho em Ansião). O Padre José Eduardo Coutinho escreveu no seu Livro sobre Ansião«Segundo uma tradição oral familiar do seu ascendente Doutor António dos Santos Coutinho, foi quem mandou erigir a Capelinha em Além da Ponte.»Seria de prever que o Mestre jesuíta António dos Santos Coutinho tenha sido um jesuíta ferveroso ao culto à Rainha Santa Isabel como o era o seio do Colégio das Artes da Sé Nova de Coimbra . A seguir à Ponte da Cal as terras a poente da estrada seriam as do seu Morgado (?) o que faz sentido alvitrar, e entender a ligação dos seus descendentes ainda hoje ali com património; Padre José Eduardo Reis Coutinho e familiares até vários costados, inclusive eu e a minha irmã no tardoz, nas Lameiras temos chão!
Finalmente entender que a Capelinha foi sua lavra na margem da Ribeira do Nabão na extrema inicial do seu Morgado, erigida depois da construção da Ponte da Cal, o que faz sentido alvitrar, sem haver explicação para a sua arquitetura actual sem qualquer testemunho desse passado, antes a veja como uma construção ao género das Alminhas espalhadas pelo concelho dos meados do séc. XX. Algum cataclismo aconteceu que a arruinou, teria sido o mesmo temporal de 1706 que arruinou a Misericórdia, por ambas se encontrarem na mesma linha. Teria sido reerguida pela mão de Abel Falcão, irmão do republicano Rosa Falcão, presidente da câmara e governador civil, regressado de África no início do século XX quando adquiriu a quinta de Além da Ponte e por ter trazido filhos mulatos que chamava afilhados, para calar as vozes do povo, mandou construir a Capelinha para se fazer a festa. Para a última reconstrução pela mão do Dr Vitor Faveiro quando ampliou a sua casa para sul, anos 30/40 que a deixou em parte dentro da sua propriedade, que antes se passava por detrás, ainda na memória do povo...

Querer entender a sua nomeação para a Sé de Lamego
Citar excertos http://antt.dglab.gov.pt/ 1499 / 1517 «Lista de pessoas que servem o bispo D. Fernando Coutinho  com suas armas, cavalos e homens, datada de 1499 (f. 20-22); licença dada por D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos, bispo de Lamego, a Luís de Figueiredo para comprar um prazo, pertencente à Mesa Episcopal.
1518 Comissão dada por D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos, Bispo de Lamego, Cabido da Sé de Lamego, liv. 180.
1536 / 1537  Contém, entre outras escrituras, uma comissão do bispo de Lamego, D. Fernando, passada ao feitor Jorge Álvares para fazer um prazo a Fernão Garcês, datada de 1534, assinada pelo bispo; comissão do bispo de Lamego, D. Fernando, primo e capelão do rei, datada de 1530 (f. [17]-um selo de chapa do bispo); quitação “que da Cristóvão de Noronha tio do Marquês Cabido da Sé de Lamego, liv. 201"
«Em Dezembro de 2002, foi adquirido por compra ao Dr. José Graça Antunes, o Livro de registo de 
D. Manuel de Noronha, bispo de Lamego, datado de 1554 - 1561, que recebeu a cota de Cabido da Sé de Lamego, liv. 218, e um documento em pergaminho com três cartas de emprazamento, datado de 1447, que recebeu a cota Cabido da Sé de Lamego, Compras, vendas, escambos, partilhas e contratos, mç. 6 n.º 42.O Obituário terá sido iniciado no séc. XIII e finalizado em 1556, em documento assinado pelo bispo D. Manuel de Noronha
Inventários do cartório Datas de produção: 1602 / 1867 Contém o índice do inventário do cartório do arcipreste da Sé de Lamego, e Abadia a Igreja de Moimenta do Douro, que pertenciam ao arcipreste, e que foram remetidos pelo deão Luís Teixeira de Saavedra Sarmento, no ano de 1867. Sentença cível de apelação passada pelo bispo D. Nuno Álvares Pereira de Melo a favor do mestre - escola da Sé de Lamego, reverendo Tomás de Brito Freire (1727, selo de chapa), entre outros. Cota actual: Cabido da Sé de Lamego, Inventários do cartório, mç. 1 (cx. 44)pelo bispo D. Manuel de Noronha e o Cabido, em 1557»
1622 O bispo titular de Nicomédia, D. António dos Santos, coadjutor do Arcebispo administrou o Crisma em Guimarães. Abade de Tagilde.
Tabeliões 1672 / 1680 Cabido da Sé de Lamego
João de Moura Coutinho
Belchior Pinto
Francisco de Moura Coutinho
João Lobo Pimentel
1702 / 1710. Escrivão do público, judicial e notas e dos órfãos, João Lobo Pimentel, na vila de Medelo, por provimento do corregedor da Comarca de Lamego"
Tabeliães: "António Rodrigues, por provimento do doutor corregedor da comarca de Lamego.» Os excertos revelam apelidos comuns em Ansião ainda hoje vivos: Coutinho; Noronha; Freire; Lobo; Pimentel e Rodrigues.

D. Manuel de Noronha 
Excerto de https://student.dei.uc.pt «D. Manuel Simão de Noronha, filho segundo do capitão donatário João Gonçalves da Câmara, e de D. Maria de Noronha, e neto do descobridor João Gonçalves Zargo, quando herdou a capitania do Funchal por morte de seu irmão mais velho, passou a chamar-se Simão Gonçalves da Câmara e foi o terceiro donatário desta capitania. Este terceiro capitão-donatario e de sua primeira mulher D. Joana Valente o  seu  filho Manuel de Noronha  deve ter nascido na antiga vila do Funchal no ultimo quartel do século XV. Nada sabemos da sua biografia até o momento em que o vemos elevado à categoria de prelado e desempenhando já importantes e honrosos cargos. Parece que indo a Roma, numa missão de que fora encarregado pelo monarca, onde recebeu a investidura prelaticia e foi nomeado para exercer um importante cargo no Vaticano. Não é de crer que o grande Leão X, e num tempo em que tantos prelados brilharam por talentos e virtudes, chamasse para junto de si um estrangeiro, se nele não reconhecesse méritos e qualidades que o salientassem entre os seus contemporâneos.
Há quem afirme que foi camareiro secreto do papa Leão X , o que levanta especulações...
Teve B.B (não sei o que significam as siglas)..
Seria Manuel da Câmara seu filho que se perdeu na armada de D Manuel de Menezes?
Afirma um seu biógrafo que D. Manuel de Noronha chegou a ser núncio, cargo então das maiores responsabilidades pelo papel político que tinha a desempenhar nas cortes em que representasse o pontífice romano, mas ignoramos em que capital da Europa exerceu esse lugar e quaisquer, circunstancias acerca da maneira como se houve em tão difícil e melindrosa missão.Sabemos que, pela morte do papa ou por qualquer outro motivo, abandonou a capital do orbe católico e fixou sua residência em Portugal.
Ainda durante o séc. XVI  em 1547 D. Manuel de Noronha, é nomeado bispo de Lamego  então  tida como uma das primeiras Sés do reino. D. Manuel de Noronha, um dos mais notáveis prelados de Lamego. Ocupando a mitra durante dezoito anos, foi apelidado “o grande construtor” e é com ele que começa verdadeiramente o culto a Nossa Senhora dos Remédios.  Os cronistas daquele bispado são unânimes em considerar D. Manuel de Noronha como um dos seus mais distintos prelados, vinculando o seu nome a obras de vulto, como a da construção de vários templos e em especial a da capela de S. Nicolau; no claustro da Sé, deixando-lhe importantes rendas para a manutenção do culto diário, com a obrigação anexa da sustentação de um colégio para oito aspirantes à vida eclesiástica. Dotou a cidade com vários melhoramentos, sobressaindo o do encanamento de águas potáveis. Reformou muitos pontos da disciplina eclesiástica e reuniu um concilio diocesano. Morreu a 23 de Setembro de 1569 e jaz sepultado na capela de S. Nicolau, que ele fundou onde se lê o epitáfio seguinte:- Aqui jaz D. Manuel de Noronha, bispo que foi de Lamego, filho de Simão Gonçalves da Câmara, capitão da Ilha da Madeira, e de D. Joana Valente, sua mulher, falecida a 23 de Setembro de 1569.»

Casa Senhorial Conde Castelo Melhor
Capela exibe no teto o brasão da família de Câmara de Lobos.Excerto http://www.monumentos.pt
«Antes de 1449, a Quintã da Guarda, propriedade onde estava integrada a residência senhorial, encontrava-se na posse do Infante D. Pedro.
Em 1449,  na sequência da batalha de Alfarrobeira, passa para Rui Borges, Senhor de Alva, cavaleiro da casa real e alcaide-mor do Castelo de Santarém.
Em 1468, D. Afonso V doa esta propriedade a João Rodrigues Ribeiro de Vasconcelos  e a todos os seus sucessores, com todas as suas rendas, direitos e pertenças.
Em 1476,  D. Afonso V transforma esta doação em couto de honra.
Em 1486,  D. João II confirma estes privilégios.
Em 1489,  a morte de João Rodrigues Vasconcelos.
Em 1497, a carta régia confirmando os privilégios da Quintã da Guarda, que coube por herança a Pedro de Sousa Ribeiro, filho segundo, fidalgo da casa real e do conselho do rei, iniciando este uma longa campanha de obras.
Nos finais do séc. XV  início deXVI a data provável da 1ª campanha da (re)construção da casa-torre.
Cerca de 1505, morte de Pedro de Sousa Ribeiro; prossecução dos trabalhos sob a responsabilidade de Simão de Sousa Ribeiro, filho primogénito, alcaide-mor de Pombal; os espaços envolventes são transformados em hortas e pomares de função essencialmente recreativa.
Em 1544, data assinalada no portal de acesso ao pátio, sob o brasão esquartelado dos Vasconcelos, Ribeiros e Sousas do Prado, hoje desaparecido, que corresponderá à ultima campanha de obras com a edificação da capela.
Em 1621, João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa recebe o título de 2º conde de Castelo Melhor, razão porque o paço é conhecido a partir de então como residência senhorial dos Castelo Melhor.
«D. António de Vasconcelos e Sousa,  (filho do 2.º conde de Castelo Melhor)  tomou posse do bispado de Coimbra em 1706, através de um procurador, e apenas em 10 de Março de 1707 entrou solenemente em Coimbra, tendo ocupado anteriormente a Sé de Lamego ». Em Santiago da Guarda o imóvel  no séc. XVIII sofreu  ampliação de um 2º piso sobre a ala norte. Em 1989 foi alugado a António Melriça. Em 1989, o proprietário pedia 100 mil contos pelo imóvel. Em 1994, depois de reunião entre o IPPAR e a CMA, o primeiro manifestou interesse no processo tendente à recuperação, prometendo apoio técnico à elaboração do projecto de recuperação e à realização das obras de consolidação.
No Séc. 20, anos 90  foi adquirido pela Câmara Municipal de Ansião ao proprietário Dr. José Artur Nápoles Vieira da Mota.
A cobertura exterior da capela apresenta somente a abóbada, devendo ter sido coberta por telhados. 
O portal do Paço, hoje desaparecido, foi fotografado e descrito por Gustavo de Matos Sequeira em 1955. Em cantaria apresentava moldura interior chanfrada e debruada por um único filete com recorte ao nível da chave. Sobre a verga, onde se gravava a data de 1544, encontravam-se as armas dos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado.» Forte possibilidade do brasão ter sido vendido a um antiquário da Vidigueira, ao Sr. Bonito pelo hábito de anos a fio vasculhar a região a comprar antiguidades, aqui precisamente em Santiago da Guarda...

Citar a Wikipédia « Conde de Castelo Melhor, título criado pelo Rei Filipe II de Portugal, por carta de 21 de março de 1611, a favor de Rui Mendes de Vasconcelos.Em  10 de outubro de 1766, D.José I, criou o título de Marquês de Castelo Melhor a favor de D. José de Vasconcelos e Sousa Caminha Câmara Faro e Veiga, 4.º Conde de Castelo Melhor. A partir daí, o título de conde de Castelo Melhor tem sido atribuído a alguns dos herdeiros presuntivos do Marquesado.»

Entroncar na família Veiga das Lagoas
Citar Wikipédia João Gonçalves da Câmara nasceu em 1489 «Funchal na Madeira, 26 de março de 1501 foi o segundo  capitão - donatário do Funchal, cargo em que sucedeu a seu pai, João Gonçalves Zarco, por volta de 1467.Segundo os autores do Elucidário Madeirense, terá sido o primeiro a usar apelido Câmara na ilha da Madeira. No entretanto, afirma-se ainda no Elucidário, «pode afirmar-se que procede de João Gonçalves Zarco, embora talvez ele o não tivesse usado nunca. Baseia-se esta afirmativa na carta régia de 4 de julho de 1460, que em mais dum lugar chama ao descobridor da Madeira João Gonçalves de Câmara de Lobos, ao conferir-lhe o título de nobreza e ao conceder-lhe o respetivo brasão de armas.Foi durante o seu governo que a Madeira conheceu um significativo desenvolvimento económico e social, devido, sobretudo, ao incremento da indústria e do comércio do açúcar.Terá participado na tomada de Arzila (1471), na Conquista de Ceuta e na campanha de Larache, lutando, ainda, contra os castelhanos quando estes invadiram o arquipélago da Madeira. Em 1492, fundou o Convento de Santa Clara no Funchal. Dono de uma grande casa senhorial, teve uma vida faustosa, deixando, por morte, uma considerável fortuna. Foi casado com D.Mécia de Noronha, filha de Dom João Henriques de Noronha, filho bastardo de Afonso, conde de Gijón e Noronha e sua mulher Beatriz, a senhora de Mirabel e irmã de Dom Gracia Henriques, também filho bastardo de uma mãe desconhecida.»

Condes de Castelo Melhor
  1. Rui Mendes de Vasconcelos 
  2. João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa, em 1649 nomeado Governador Geral do Brasil
  3. Luís de Vasconcelos e Sousa (1636 — 1720)
  4. José de Vasconcelos e Sousa Caminha Faro e Veiga, depois 1.º Marquês de Castelo Melhor
  5. Bernardo Manuel de Vasconcelos e Sousa, primogénito da 7.ª Marquesa de Castelo Melhor. Após a implementação da República e o fim do sistema nobiliárquico, tornou-se pretendente ao título.» 
Excerto de https://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/DIO_MitraEpiscopalCoimbra «D. António de Vasconcelos e Sousa,  (filho do 2.º conde de Castelo Melhor)  tomou posse do bispado de Coimbra em 1706»
«Segundo a descrição  parece não oferecer dúvidas o encaixe do brasão da família de Câmara de Lobos na abóbada da capela da Casa Senhorial dos Condes de Castelo Melhor pela via do casamento.A que se segue António Gonçalves da Câmara, frade Jerónimo, havendo na sucessão impugnação da marquesa de Nisa e por Francisco Gonçalves da Câmara de Ataíde "parente varão mais chegado".
A respetiva sentença foi a favor da condessa de Castelo Melhor.» Ligação dos Condes Castelo Melhor aos Veigas das Lagoas (Ansião). Na verdade o que enxergo é que no séc XVI houve ligação da Casa Senhorial dos Condes de Castelo Melhor de Santiago da Guarda com a família Veiga da quinta das Lagoas na Sarzedela, Ansião. Desse tempo apenas a ermida de orago a S.João, porque o solar sofreu obras de requalificação em finais de oitocentos perdendo carateristicas primitivas e de novo intervencionada na década de noventa.

Excerto do Livro do Padre José Eduardo Coutinho « ermida da Quinta das Lagoas teve na frontaria uma Cruz recortada, um nicho entre dois óculos tetralobados e, sobreposto à pardieira da porta e entre motivos vegetalistas estilizados , o brasão com as armas dos Noronha e dos Mendes de Tânger, o escudo era coberto por um chapéu pontifical com dois núcleos laterais de cordões e três ordens de borlas pendentes.Ermida com frontaria a poente, em estilo barroco com duas torres pequenas, despojada do fausto que outrora teve, o lavor das cantarias e o ouro que ainda a reveste nos florões do arco cruzeiro continuam a atestar a riqueza da ermida profanada pelos desertores da batalha do Buçaco e mais tarde derrubada da sua traça e decoração inicial.Tudo vai atrás de quem o deixa!» A ermida exibia na frontaria o seu brasão até 1955, supostamente retirado para ser vendido!
E ainda o Titulo de Conde de Arganil ligado a apelidos que vigoraram em Ansião; Soares, Melo, Noronha, Mendes de Távora, Pereira Coutinho, Lemos e, pressupõe NITIDAMENTE ter havido um Bispo na família.
Maria de Noronha casa em 1470 com D.Fernando Coutinho 6º Marechal de Portugal. O que me leva a supor seja esta a ligação da família com o brasão da Câmara de Lobos em Santiago da Guarda e posterior casamento com a família Veiga  para chegar a Dom Manuel de Noronha o bispo da Sé de Lamego, no meu opina (?). Confidenciou-me a Milú Coutinho que o seu cunhado, César Nogueira era interessado na genealogia e pesquisou que este apelido "Coutinho" tenha vindo de Góis... Fui investigar, julgo seja deturpação oral, não é o apelido Coutinho e sim o Nogueira.
Noutra pesquisa de um sobrinho do Pascoal Freire de Melo dos Reis chamado  Inácio Morato Freire de Melo filho de uma irmã do Pascoal casada com a Dr Morato em Coimbra, veio a apadrinhar uma criança em Arganil a 2-8-1816.Não foi pessoalmente, delegou um Procurado Manuel Gomes Nogueira, cuja madrinha sua irmã Maria Bárbara Gomes Nogueira, ambos de Cavaleiros de Baixo, Fajão
Estes são primos ou sobrinhos do Dr. José Acúrsio das Neves, politico, magistrado, historiador, ensaísta e pioneiro dos estudos sobre a  economia portuguesa . Portanto o Sr César Nogueira supostamente descende por parte de pai de Cavaleiros de Baixo, Fajão na Pampilhosa da Serra ou do Lugar de Nogueira que pertence a Arganil .Curiosamente o nome e o apelido Acúrcio + Neves são comuns na região de Ansião. O Sr.César Nogueira de "Coutinho"  por parte da mãe (?). 

Análise a Passaportes de Ansião do início do séc. XX
Em Ansião como aportou o apelido Coutinho?
Em Ansião se refugiaram judeus foragidos da Galiza da Inquisição espanhola.

Excerto dos Cadernos de Estudos Leirienses nº 9 «Em resultado desta determinação régia, em 1721 a «Villa de Ancião» tinha «47 moradores», mais «hum cazal chamado Cazal de Pêras situado em hum outeiro com 2 moradores». Do seu termo fazia parte «o lugar do Escampado situado em hum outeiro alto, e fragoso de pedras todo cuberto de carvalhos, e olivais, com 44 moradores».
Fala o excerto do Escampado dos Calados-, O não falar para não serem reconhecidos ditou o nome do Lugar, ainda hoje deles há descendentes com genes evidentes!
Conheci este Lugar há poucos anos, totalmente em ruínas, onde seja suposto dizer nasceu Belchior Reis sendo as últimas moradoras de apelido Varzes. Tinham um poço de chafurdo e uma casa ostenta ainda uma janela de avental. Merece ser preservado, hoje património de um descendente Chico Serra.
Apelidos espanhóis - Roiz; Rodrigues,Varzes; Serra
Outros apelidos judeus sem a certeza da sua origem: Carvalho; Freire; Bicho; Mendes; Caixeiro; e,...

Excerto do 13º Cadernos de Estudos Leirienses «D. Sebastião fez mercê da dita Capella de Almoster a André da Sylva Coutinho, Fidalgo da sua Casa, e a sua mulher D. Francisca de Castro, em suas vidas, por Provisão de 30 de Agosto de 1558». Encontrei um António José Coutino (nascido na freguesia de São Tiago em Almoster) .Este nome assim escrito reporta para nome espanhol, apesar de lhe falta o til...Também encontrei com esta grafia Coutinlio.
Fenómeno emigratório nos finais do séc. XIX e início de XX na grande maioria na vontade de voltar com dinheiro para se estabelecerem em geral em melhor local onde nasceram.

Passaporte de José dos Santos Franco  Avô,  do Sr. António Franco
1903-08-14 Idade: 59 anos
Filiação: Manuel dos Santos Franco / Joaquina Maria
Naturalidade: Barrosas / Lagarteira / Ansião
Residência: Pião / Lagarteira / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Partiu aos 59 anos para voltar dez anos depois com 69, comprou lote em local central da vila de Ansião depois de 1913.
A análise a este passaporte do Sr. José dos Santos Franco, avô do Sr.António Franco que conheci, cujo pai teria falecido na década de 60 (?), e dele não me lembro.Os dados do passaporte reportam para ter emigrado aos 59 anos para voltar dez anos depois com 69. Comprou lote em local central da vila de Ansião em 1913.Porque digo isto? Por analogia aos passaportes do Artur Coutinho que emigrou em 1908 teria enviado carta de chamada ao irmão Augusto  para emigrar em 1913 com a mulher e filhos na ideia de se radicar no Brasil. Pelo que seja suposto afirmar que a casa velha ou a sua ruína herança dos avós ou bisavós destes dois irmãos emigrados, ou de todos os irmãos (?) sita defronte da Igreja Matriz onde o padre José Eduardo Coutinho afirma " segundo uma tradição familiar nasceu numa casa senhorial o Padre Dr. António dos Santos Coutinho"  levanta a pertinente questão, o que ali existiu, se foi casa senhorial, não sei, foi vendida no mesmo ano da partida do Augusto Coutinho em 1913 pela  suposta necessidade de vender a herança para angariar dinheiro para a viagem e não voltar, tendo emigrado levando a família. No mesmo ano de 1913 o Sr. José Franco ao regressar do Brasil com dinheiro comprou o sítio com casa ou ruína bem central na vila para mandar construir ao gosto neoclássico dos novos ricos vindos do Brasil pela ostentação arquitetonica do exterior, com o r/c de franca loja e balcão para montar o seu negócio e ao lado garagem, no sobrado a casa de habitação, prédio de gaveto que ainda existe (Pastelaria Diogo), assim aventa o balanço aos passaportes destes ascendentes do Padre Dr. António dos Santos Coutinho reportar a pertinente análise - a meu ver assim lhe foi transmitido na oralidade pelos familiares, sem o ter sido especificado em detalhe (?) o eterno problema da passagem do testemunho pela falta de coesão na cultura do que é a sua fonte verdadeira.  

Passaporte de Artur Maria Coutinho 
1908-11-14 Idade: 21 anos
Filiação: António Maria / Maria da Conceição
Naturalidade: Ansião
Residência: Ansião
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve
Segundo a prima Amélia da Cruz este Artur regressou do Brasil e por morar na zona compreendida no quintal do solar que foi do Pascoal de Melo Freire dos Reis, expropriado para se fazer a Praça do Peixe, veio a construir uma bela casa ao Cimo da Rua cuja marquise com belos caixilhos nas janelas com cimalha em madeira para proteção do sol, não passa despercebida ao mais incauto.

Passaporte de Augusto Maria Coutinho 
1913-01-21 Idade: Não mencionada
Filiação: António Maria / Maria da Conceição
Naturalidade: Ansião
Residência: Ansião
Destino: Santos ( Brasil )
Observações: Levando sua mulher Cecília da Assunção Coutinho, e seus filhos Maria, Clorinda, Artur, Maria Augusta e José Maria. 
A esposa com apelido  "Coutinho"há época não era usual a esposa tomar o do marido, ou foi engano no preenchimento do impresso ou seriam primos (?).


Em resumo
O apelido "Coutinho" acresce aos finais do séc. XIX em Ansião, como se pode verificar nos ascendentes acima descriminados , cujo pai não usava o apelido Coutinho, e assim aventar que no séc. XVIII o Padre Mestre António dos Santos seja suposto dizer que também não o usaria (?).

Mas também é verdade que nesta altura até meados do terceiro quartel do séc XX os pais não davam os mesmos apelidos aos seus filhos, a minha mãe nascida em 1934 em seis irmãos, nenhum tem os mesmos apelidos. Revela naquele tempo o uso do apelido de família paterna não tinha o valor e dignidade como mais tarde passou a ser prática que continua a ser dominante, desconhecendo a razão deste apelido  vigorar e o materno morrer!
Tendo emigrado o 2º irmão Coutinho na mesma data 1913 levando a família, supostamente para ter dinheiro vendeu a herança ao avó do Sr. António Franco, olhando às coincidências- o acontecer na mesma data 1913 a compra do local  onde segundo o padre José Eduardo Coutinho nasceu o seu ascendente o Mestre jesuíta, António dos Santos Coutinho.
O avô do Padre José Eduardo Coutinho conhecido por "Manuel ferrador" na verdade Manuel Coutinho,  cuja mãe era mulher de Além da Ponte e das suas irmãs, sem saber ao certo os seus nomes (?) Conceição Capelo; Conceição Peralta (Terceiro) Augusta (1º casamento de Acúrcio Monteiro) minha bisavó paterna Maria do Carmo que casou com Elias Cruz, e aqui o braço familiar que me liga pela via paterna ao Padre José Eduardo Coutinho.
Pertinente perguntar!
Quem foi o 1º ferrador em Além da Ponte? 
Suposto dizer que tenha sido alguém cuja arte deixou o Bairro de Santo António, após o declínio da estrada real com a construção da Ponte da Cal em finais de 1700!   
Tenha sido alguém de apelido "Cruz" familiar do meu bisavô Elias Cruz . No mesmo raciocínio a prática de fazer pão seja oriunda do Bairro de Santo António da casa da Ti Maria Zé da Adelina, pela frente tinha a oficina de ferrador , hoje a casa da Mavilde Murtinho, no tardoz a casa de fazer o pão, para em Além da Ponte dar continuidade a esta arte a Beatriz e Conceição, seguida do meu bisavô Elias Cruz no Alto do Vale  Mosteiro na sua padaria, e mais tarde algumas filhas dariam continuidade a este negócio familiar; a minha avô paterna Piedade da Cruz na rua Dr. Domingos Botelho de Queiroz, a tia Maria Zé do Canhoto no Carvalhal do Bairro, em Além da Ponte  a tia Helena Ruivo, o cozia para na taberna que tinha na vila o marido o vender com sardinha assada aos sábados e domingos, havia  ainda a mãe da D.Piedade Lopes, familiar do meu bisavô Elias Cruz também com padaria no tardoz da minha casa na rua mais estreita de Ansião - viela do Canto e mais tarde a filha a D.Piedade continuou na mesma arte com padaria na Rua principal adoçada à casa da minha avó Piedade.
O "Manuel  ferrador" viveu na casa adoçada à do herdeiro do Dr.Vitor Faveiro, onde nasceu o único filho, o Zito Coutinho, carteiro. A casa tinha no r/c ao portão uma oficina de Ferrador o vi algumas vezes armado de turquez em cima da bigorna (?) a tirar cravos velhos dos sapatos a cavalos, burros e mulas-, as ferraduras, ou cravar novas ao adro do S.Pedro... Tinha um irmão o Zé Coutinho, também ferrador  ensinou a arte  ao "Ti Aires ferrador", também viveu em Além da Ponte, seja este  descendente do Bairro (?), porque tinha um terreno de extrema com o meu bisavô no Alto do Vale do Mosteiro. 
Além da Ponte, o primitivo nome de uma quinta importante, hoje ainda existe parte dela pertença dos herdeiros da Sra D.Fernanda 29".


Os Coutinhos de Além da Ponte
Com oficina de ferrador, não sei onde nasceram, serão primos de outros que conheci com o mesmo apelido nascidos no Cimo da Rua na casa que conheci da Ti Matilde: 
Albertino Maria Coutinho
Armando Maria Coutinho
Júlio Maria Coutinho
Matilde do Cimo da Rua, solteira  
"São gorda" mãe do "Armando girafa"

Em estudo ainda outros apelidos "Coutinho" em Ansião
Da família do "Sr. Zé Piloto" e do irmão Jerónimo  Coutinho.
Viveram no Cimo da Rua, não sei onde nasceram, ainda vou averiguar com a Bina.

Num funeral reparei no cemitério na campa da Graça com vários apelidos entre os quais "Coutinho", filha do primeiro casamento de Armandinho Veiga Cardoso, sempre o chamei por Armando... 
Merece averiguação, porque o apelido é materno e a mãe era do norte (?).

Casa dos herdeiros do Sr. César Nogueira ao Cimo da Rua
Suposto afirmar que ao regressar do Brasil o Artur Coutinho a mandou construir para uma filha casar com o pai do Sr Cásar Nogueira (?), porque ele vivia na casa adoçada a norte (?) se não me falha a memória era pertença de uma mulher  solteira que o Dr. Vitor Faveiro apadrinhou nas Finanças em Lisboa, que ainda conheci no Banco Pinto e Sotto Mayor como cliente (?).
 
Em conclusão
Famílias influentes em Ansião no passado na maioria condicionantes no destino político da vila pouco ou nada intervieram, antes se salvaram e ao encaixe dos seus membros familiares em lugares de destaque na sociedade, aliás como hoje ainda é comum este compadrio.Inclusive os filhos bastardos, apesar de não lhes darem o nome, os orientavam nos estudos e claro conduziam para cargos de boa remuneração e crédito social; padres, professores, médicos, tabeliões, e outros cargos políticos. 
Não sei nem tenciono fazer a árvore genealógica do Mestre Dr. jesuíta António dos Santos (Coutinho). Dúvidas que carregue no nome o apelido Coutinho (?), como já referi anteriormente numa família de descendentes em Ansião os filhos só passaram  a ostentar em finais do séc. XIX.
Suposto dizer que ainda vive no chão que foi o seu Morgado no termo da vila de Ansião, do qual ainda tenho quinhão de chão e a minha irmã, nas Lameiras de Além da Ponte.
Falta esclarecer a descendência do Sr." Zé Piloto"de apelido Coutinho e o seu irmão Jerónimo Coutinho, não sei se mais irmãos.

Curiosidade
A toponímia em Ansião contempla a Rua que nasce no tardoz da antiga cadeia à imediação da Praça do Município, com o nome de Gago Coutinho, permanecendo ainda em Ansião os apelidos Coutinho e Maria Coutinho. Pergunta-se ?Teria o Gago Coutinho descendência nesta terra?

Excerto da Wikipédia «Carlos Viegas Gago Coutinho, nasceu em S.Brás de Alportel mas foi registado em Belém, Lisboa, em 17 de Fevereiro de 1869. Filho de José Viegas Gago Coutinho e de Fortunata Maria Coutinho foi geógrafo, cartógrafo, oficial da Marinha Portuguesa, navegador e historiador. Juntamente com o aviador Sacadura Cabral, tornou-se um pioneiro da aviação ao efetuar a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no hidroavião Lusitânia em 1922.
Ascendeu ao posto de secretário de Estado António de Sousa de Macedo, grande amigo de Luís de Vasconcelos e Sousa (1636 -1720), 3º conde de Castelo Melhor, foi um político e diplomata português. fixado em Pombal onde era alcaide - mor e comendador. Voltou ao governo sob D.João V.»
Alerta
Lamento se por lapso me equivoquei com algum nome, ou escrevi algo que não esteja correto, na minha interpretação a factos e claro a minha conjectura nesta temática.
Há outros que editam Livros com dados errados sobre esta terra, desprezando a fonte, num caso deste Blog foi retirada informação com uma data que por lapso interpretei mal, mais tarde de novo analisada rectifiquei. Erros e omissões em historiadores, sem que isso não lhes manche o brilho...
No meu caso agradeço a partilha para poder melhorar, alterando o errado pelo certo! 
Deixo o meu Bem Haja ao leitor atento!


Fontes
Livro sobre Ansião de 1986 do Padre José Eduardo Coutinho
Informações do Concelho de Ansião pelo juiz Manuel Rodrigues em 1721 
Arquivo distrital de Leiria/passaportes
http://antt.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/17/2016/12/Catalogo-L-736-PT-TT-CSLM-v1_2016.pdf
http://madeirenses.eu/blog/joao-goncalves-zarco-e-a-sua-descendencia-familia-camara/
http://www.cm-lamego.pt/municipio/historia
Livro Memórias Paroquiais Setecentistas

Testemunhos:Augusto Duarte da Paz Além da Ponte
Amélia Cruz (Ruivo)  Além da Ponte /Ansião
"Maria Neno" e Celeste Marques da Sarzedela
http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra
13º Cadernos de Estudos Leirienses

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