sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dom João de Mascarenhas Vellasques Sarmento e de Alarcão

Para que não se percam as memórias dos locais e das suas gentes
Desde miúda às quintas feiras quando me deslocava ao cemitério com a minha tia Maria enfeitar as campas dos familiares deparava com o brutal jazigo e o seu garboso rendilhado em pedra a imitar crochet  sem conseguir decifrar a letra e o porquê do Dom, nem tão pouco nenhum dos apelidos me ser familiar, para anos mais tarde os distinguir numa quinta no Espinhal, com descendência de  Professores Doutores de Coimbra ligados a História, e em Almada  donos da quinta da Torre, no Monte de Caparica, o que resta de uma grande quinta da família expropriada nos anos 60  para a construção da Faculdade Nova de Lisboa de Ciências e Tecnologia , existe a ruína da casa, dos lagares, parte do jardim com pedras manuelinas que tem vindo a desaparecer e a capela de S.Tomás de Aquino em total abandono...Graças ao meu peculiar e curioso olhar sobre o passado, valores sempre em mim a despertar fascinação sobre tudo o que desconheço na terra que amo- Ansião, e também em Almada, onde vivo em permanência há 40 anos, a feliz coincidência de muita descoberta das Coisas que Gosto!
Bem hajam também os meus pais por me terem proporcionado televisão em 1960 e viagens nas terras circundantes do Maciço de Sicó em festas e romarias, a que juntei o gosto de falar da história e do património para me deixar a questionar, procurar mais e falar com muita gente, que muita vez encolhiam ombros a pensar o que interessa falar de mortos...A partir de 2009 neste Blog comecei a escrever sobre as Coisas que Gosto; património, viagens, pessoas e afectos. Sem mais ajuda, a ouvir coisas que também não gosto, sem jamais perder a vontade depois de ninguém me saber explicar em Ansião quem tinha sido o jazigo da família de Dom João de Mascarenhas Velasquez Sarmento e Alarcão, para em idade madura tanta memória  arquivada se fundir facilmente em correlação de mais saber e sobretudo com a ajuda fulcral de documentação exarada no Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas muito consegui deslindar, sobretudo em colocar determinada informação nos espaços que foram o seu palco, que antes jamais alguém o fez no mesmo propósito, embora saiba que no resulto final podem haver pontas a explorar, contudo sem medo de partilhar o que me parece verossímil, debalde tem vezes que posteriores pesquisas se aclaram em informação diferente pela ajuda de um seu descendente que apenas se identifica "Alarcão" ao ler as minhas crónicas sobre a sua família, a mais valia para sem vergonha alterar a crónica no sentido de atingir a plenitude da história das gentes que fizeram parte do passado de Ansião na giza "Remexer no passado adormecido, é um dos deveres de quem está vivo" segundo o meu grande amigo e mentor Rhodes Sérgio.

Jazigo de Ansião
Família de Dom João de Mascarenhas Sarmento e de Alarcão e família 
No cemitério de Ansião na entrada à direita encontra-se um belo jazigo da família de Dom João de Mascarenhas Sarmento e Alarcão com placa de perpetuo, não pode ser trasladado e ainda menciona que foi natural e Juiz na comarca de Ansião.
Segundo comentário de um descendente de apelido "Alarcão" «A senhora Dona Maria Mascarenhas Sarmento Velasquez de Alarcão, única filha de Dom João Alarcão, viria a receber em testamento além deste jazigo de Ansião, o de Almoster e outro em Penela,  propriedades, e a casa de família da Quinta do Arinto no Espinhal  e outra em Penela, à sua morte sem filhos, a herança foi repartida pelos seus sobrinhos.» 
Olhando através da cortina de renda do jazigo distinguem-se gavetões fechados tendo pela frente uma prateleira com fotos.No tardoz tem outra pequena porta ao alto com puxador.
Quem foi Dom João de Mascarenhas Velasques Sarmento de Alarcão nascido em Ansião na Quinta de Além da Ponte?
Os seus pais:
Dom José Casimiro de Mascarenhas Velasques Sarmento e Alarcão 
Dona Maria Delfina de Lima. Filha do Dr.Francisco José Mendes Lima, bacharel em Medicina  a mãe  Ana Umbelina Godinho Freire, naturais de Ansião. O casal viveu na  Quinta de Além da Ponte segundo a minha pesquisa encontrada num registo vincular de outras heranças de um filho em Penela.  

Despertei com a pesquisa de um registo vincular em http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra num «Pedido de Registo Vincular nº 17 Dom José Casimiro de Mascarenhas Velasques Sarmento de Alarcão da Quinta de Além da Ponte, concelho de Ansião para três capelas e três morgados de que é o actual administrador, senhor e possuidor, em 21 de Fevereiro de 1863.
Filho de: Dom João Casimiro Mascarenhas Velasques de Alarcão Sarmento. Este vínculo é constituído por três morgados e três capelas, todos no concelho de Penela.
Morgados:
a) o instituído por Gaspar Coelho Mascarenhas, em 17 de Junho de 1691;
b) o instituído pelo reverendo padre Dom Pedro Coelho Sarmento Mascarenhas, por escritura de 3 de Fevereiro de 1692
c) o instituído por Dom Manuel Velasques Sarmento, em 7 de Setembro de 1713.
II Capelas
a) a instituída por Pedro Fernandes de Pontes, em 3 de Abril de 1607;
b) a instituída por Dona Margarida Simões, em 14 de Março de 1641;
c) a instituída por Dona Isabel de Mascarenhas, em 2 de Fevereiro de 1676."

O registo dita o nome do filho de  Dom João Casimiro Mascarenhas Velasques Sarmento de Alarcão Dom José Casimiro de Mascarenhas Velasques Sarmento de Alarcão .
Contudo não lhe foi atribuído o apelido da mãe "Lima", natural de Ansião
Levanta hipóteses!
Prevaleceu a linhagem nobre do pai, algum incómodo com os sogros vistos como  judeus de linhagem inferior pelo uso de vulgares apelidos, em detrimento da nobreza e realce a apelidos mais sonantes (?).
Segundo um registo em Memórias Paroquiais 
"(...) de 1792 sobre a nova circunscrição ansianense o corpo da vila tinha 61 fogos, o Bairro de Santo António 10 e Além da Ponte 2". Portanto os seus  primeiros habitantes, o casal nesta altura ainda sem  o filho José Alarcão.

Jazigo em Ansião
Da Família do Dr. Alberto Mendes Lima filho do Dr. Francisco José Mendes Lima, igualmente médico como o pai casou com uma senhora Veiga  da Quinta das Lagoas e viveram num prédio dela ao tempo vendido e no momento em venda dos herdeiros do solicitador Sr. Caseira, na praça do município de Ansião.
Jazigo de Almoster
Encontra-se um jazigo de Dona Leonarda Madalenha de Mascarenhas Vellasques Sarmento e de Alarcão, tendo ido morar por via do casamento para Vale da Couda em Almoster no concelho de Alvaiázere ao limite de Ansião naquele tempo, a sua casa tinha Capela com orago a S.Pedro, tendo falecido na sua casa de Vale de Couda, em 30 de Maio de 1877.
Filha de Dom José de Mascarenhas Velasques Sarmento de Alarcão casado com D.Maria Lucina Monis de Gouveia Rangel  tiveram pelo menos esta filha nascida em 16 de agosto de 1795, com batismo na Igreja de S.Miguel de Penela.
Estaria inicialmente sepultada na igreja velha de Almoster e depois de 1925 com a construção do cemitério actual foi como outras sepulturas trasladada, encontrando-se em sepultura rasa encerrada em jazigo alto.

Ruína da Capela de S. Pedro em Vale da Couda
Não sei a data que esta foto que retirei do google fotos, foi registada.Nota-se no tardoz da capela privada um complexo ruinal que seria a da casa.Contudo não detetei a entrada privada para a capela com frontaria a poente, mas podia ter ligação a nascente e disso não consegui deslindar.Porque para sul a casa e capela entestam com a antiga estrada do Vale da Couda que vinha de Almoster.
Segundo um amigo Arlindo Farinha de Almoster " teve um altar maravilhoso guardado por um seu descendente ". Um descendente, não sei se o guardador do tesouro do altar (?), o meu amigo do tempo de colégio, o Carlos Gomes, jamais soube tamanha ascendência nobre, apesar do tempo de colégio o denotar pela rebeldia, inteligência e carisma de genes de nobreza!
Segundo a cortesia da partilha dum descendente "Alarcão"  a família ainda mantém propriedades ligadas à casa do Vale da Couda, tendo sido o sitio da casa  vendido a holandeses há pouco tempo.
A capela não sei a quem pertence.
Novembro de 2017
Vale da Couda onde registei esta imagem na mesma perspectiva envolta hoje em hera, na sorte ao distinguir dois degraus os subi para logo embrenhada no verde da hera glamorosa em propriedade particular sem pedir licença, e o devia , mas não enxerguei viva'alma, registei a sua frontaria.
Ansião
Dom João de Mascarenhas Velasquez Sarmento e Alarcão
Foi confrade da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Ansião em 1866. Lamentável ao tempo o registo feito pela mão do próprio, com dificuldade na leitura, no caso o nome deste confrade mostra-se bem perceptível.
Livro da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Ansião em 1866
Excerto de https://play.google.com/ « Dom (') João Velasquez Sarmento era natural de Toledo, E veo a este Reino por hQ homicio E casou em Lisboa com sua parenta filha de Dom A.° de Alarcão e se chamava D. Cn.* Sarmento e teve delia 2 D. Thomas Velasques Sarmento 2 D. Matheus Velasques Sarmento 2 D. João Velasques Sarmento 2 D. Anna Sarmento m." de Fran.e° Soares de Herrera f.° de P.° Lopes de Cisneros E de D. Isabel Soares de Herrera naturaes de Toledo e tiverão 1.° D. João Soares de Cisneros casado em Castella 2.° D. Fran.e° Soares de Cisneros q casando na Ilha da Madeira cõ D. Ant.* Tavares Pacheco teve a D. Fran.e° Soares de Herrera q matarão em Lisboa E D. João Soares de Cisne ros que morreo Soltr.° E D freira em S. Clara da d.* Ilha = E D 3.* D. Isa bel (A) Soares Sarmento.
2 - D. Ines Sarmento q se fez freira das Carmelitas descalças de Lx.* E se chamou Anastacia de S. Fran.e° E cõ a M.e Soror Michaela Margarita de S. Anna fundou o Mosteiro de Carnide e morreo no ano de 1671 cõ mostras de Santidade. D. Isabel Sarmento m." do Capitão Luis Yepes netural do Reino de Valença s. g. 2 D. Luisa Sarmento m." do Capitão Inofre Panez, Valêciano s. g. 2 D. M.* Sarmento m." de seu parente o Capitão B.™ de Alarcão em Madrid cõ g. 2 D. Thomas Velasques Sarmento f.° 1.° deste foi G.°r da Ilha da Madeira e Com.°' de S. Eufemia de Penella Bpado de Coimbra na ordê de Aviz E de S. João Bap.r* de Casevel na ordem de Sant-Iago. Casou com D. Fran." de Barros f.* do D." P.° de Barros Pinto natural de Villareal E de sua m." D. Isabel Bernardes natural de Coimbra e teve 3 D. Thomas Velasqs. Sarmento 3 D. Manoel Velasqs. Sarmento 3 D. P.° Velasqs. Sarmento 3 D. Fran." Velasqs. Sarmento s. g. 3 D. Miguel Q morreo minino 3 D. João H morreo moço J ™er7 *e Jf lS [ freiras em S. Ana de Lx.- 3 D. Cn.» de Vascôcellos \ 3 D. M.* de Vasc." recolhida em Lorvão 3 D. Joana Sarmento freira em Lorvão o ^' ^r"n^ela | a morrerão mininas 3 D. Isabel \ n 4 D. Thomas Velasques Sarmento filho 1.° deste servio na India aonde casou com D. Bernarda de Tavora filha de Manoel de Sousa de Linhares E de sua mulher D. Ana de Tavora de que teve 4 D 4 D.
3 - Manoel Velasques Sarmento filho 2.° de D. Thomaz Velasqs. Sarmêto n. 2. Sucedeo a seu pae na Comenda de S. João Bap.r* de Cásevel E viveo no Espinhal termo de Penella Comarca de Coimbra. Casou cõ D. Sebastiana de Almeida f.* de e teve 4 D. João Sarmento e Vasc.°s q morreo mancebo 4 D. Luis Manoel Sarmento 4 D. A.° Sarmento de Vasc.°s 4 D. Thomas Velasques Sarmento 4 D. M.* Mag.°* Sarmento freira em Semide 4 D. Josepha Michaella freira no mesmo Con vento 4 D. J.* Sarmento m." de P.° Botelho da Motta no tt.° antecedente n. 4. 4 D. Fran." de Vasc.°s 4 D. Thereza q morreo minina 4 D. Luis Manoel Sarmento filho 2.° deste sucedeo na casa de seu pae, por sua morte E de seu hirmão mayor q ambos morrerão em hQa semana em Leyria no anno de 1676. § 3 D. P.° Velasques Sarmento filho 3.° de D. Thomas Velasques Sarmento n. 2. Sucedeo a seu pae na Comenda de S. Eufemia de Penella na ordem de Aviz a qual teve cõ o habito de Christo. Casou em Penella cõ D. Anna Mascarenhas filha de Gaspar Coelho E de sua m." Leonor Maz. e teve 4 D. Thomaz Velasqs. Sarmento 4 D. João (A) Velasques Sarmento 4 D. P.° Velasques Sarmento 4 D. M.*1 Velasques Sarmento (X) — Casou no concelho de Unhão cõ D. I.* f.*(X) — Casou no concelho de Unhão cõ D. I.* f.* de Chrlstovào da Maya Coimbra E de sua m." D. Mag.n*.
4 - D. Antonio Velasques Sarmento Teve fora do matimonio — 4 D. Michaella § 2 D. Matheus Velasques Sarmento f.° 2.° de J.° Velasques Sarmento n. 1. Foi Mestre de Campo em Catalunha. Casou em Lisboa com D. Isabel Bravo da Cunha f.* do M.e de Campo João Bravo da Cunha e teve 3 D. P." q morreo Cap.,m em Flandes soltr.° § 2 D. João Velasques Sarmento filho 3.° de Ioão Velasques Sar ento n. 1. Casou em Alanquer com D. Catherina de Barros de Vasconcellos filha de s. g.»

Fabulosa descoberta na procura dos meus mortos sem jamais meta histórica a descoberta de comunidades judaicas na região do Maciço de Sicó e limítrofes jamais explorada por historiadores

Excerto http://portugaltorraonatal.blogspot.pt/2011/11/freguesia-de-espinhal.html «A família Alarcão terá vindo para Portugal aquando das segundas núpcias de D. Manuel I, em 1500, que era de Aragão.Durante o reinado de D. Sebastião, em 1557, veio residir para o Espinhal, D. Manuel Caetano Vellasquez Sarmento de Vasconcelos, ilustre personalidade que impulsionou a vivência do povoado.» Todos os apelidos revelam origem judaica  e "Alarcão" pelo prefixo "AL" com origem árabe.
Sendo oriundo de Espanha a mim soou alusivo à simpatia a ARAGÃO (?).

Excerto de https://geneall.net/pt/forum/157580/ascendencia-dos-alarcao-velasques-sarmento
«Martim de Alarcon, señor de Valverde, tendo nascido por volta de 1440, segundo NFP - vol I - pág. 209 (Alarcões) e continuando por terras até hoje Portuguesas. Seu filho, D. João Alarcão, foi realmento alcaide-mór de Torres Vedras.»

Excerto https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-origem-judaica-e-nao-saiba-lista-de-apelidos-judaicos-em-portugal-e-no-brasil/3/.« (...) Nobres famílias que se fixaram nas quintas do Engenho, do Castelo, das Pontes, de Santo António e de Vouzela, descendem gradas personalidades.«

Quinta do Engenho em venda, foto retirada do Google
Algumas dessas personalidades assinaladas com apelidos a negro na lista abaixo descriminada são sinónimo de origem judaica:
D. Frei Félix, Bispos dos Estados Unidos da América 
Doutor Simão de Campos, graduado em Medicina
Doutor João Rodrigues, graduado em Medicina
Doutor Francisco dos Reis, graduado em Medicina
D. Vivente da Gama Leal
Bispo de Hytalónia e Sucessor do Bispado de São Sebastião do Rio de Janeiro, desconheço o nome...
D. João Vellasquez Sarmento, Desembargador e Conselheiro da Fazenda
Viscondessa do Espinhal, Dª Maria da Piedade de Melo Sampaio Salazar
D. Luíz de Alarcão - No Espinhal existe esta toponímia, não sei se referente a 
Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas
Conselheiros Oliveira Guimarães
Conselheiros  Adolfo Guimarães 
Conselheiros Lobo do Amaral 
Conselheiros Doutor Luís de Oliveira Guimarães, entre outros ilustres, que perduram na memória de todos os espinhalenses."
Os apelidos assinalados se repetiram em gente importante em Ansião, à excepção a meu ver de "Campos" e "Amaral", e sim igualmente como no Espinhal se perdem na memória dos ansianenses...

Questão pertinente e muito importante! 
Alegadamente a família Alarcão e as outras no Espinhal referidas provinham de ascendentes judaicos ricos, convertidos em cristãos novos, vindos de Espanha, foi o olhar aos apelidos de origem judaica e de outros sobrenomes, ao uso da terminação "ez", fisionomia, mas sobretudo com talentos e por serem letrados na vantagem de saber estar perante Reis que ajudaram na Reconquista Cristã e com isso receberam títulos e regalias de coutos e morgadios para povoar a região, o que viria a permitir aos seus filhos estudar na universidade de Coimbra nas artes que apreciavam e tinham especial talento como  Medicina, Farmácia, Economia, Leis, com vocação ainda para a política, Musica, Magia e ainda que antes a primeira maior riqueza tenha sido tirada da terra, quando se instalaram como grandes lavradores. Até hoje jamais esta linhagem  de pequenas comunidades judaicas no concelho de Ansião , antigas Cinco Vilas (Avelar, Aguda, Maças de D. Maria, Chão de Couce, Pousaflores), Paio Mendo em Ferreira do Zêzere, Espinhal , e Almoster em Alvaiázere, os concelhos limítrofes, pelo que já investiguei  todas as famílias com ramificação noutras da mesma origem pela via do casamento para a manutenção do património.A titulo de exemplo do Espinhal veio para Ansião Dom João Alarcão para casar com uma senhora de apelido "Lima" de origem judia tal como os seus pais com apelidos  (Mendes e Freire).

Contudo ainda hoje estigma dizer que alguém tem sangue judeu!  
Na minha memória na região abordada e pelo País fui guardando os solares e casas senhoriais abandonadas, e algumas em ruínas, ficando a pensar se os seus donos alguma vez pressagiaram os seus antecedentes genéticos, cuja fortuna da família angariada com títulos reais e morgadios lhes deu a hipótese de estudar com bons cargos que a monarquia proporcionava em que por via dos casamentos ditou na generalidade não mais voltar às raízes e assim as famílias se disseminarem noutras terras se perdendo muita da sua identidade...Como alguém escreveu a pátria não é o Lugar onde nascemos mas o Lugar onde o coração habita.

Noutros tempos para não haver confusões com outras famílias se escrevia 
“cristãos velhos de sangue limpo, sem raça alguma de cristãos novos, mouro, mulato ou de outra infecta nação, ou novamente convertidos à nossa sagrada fé, sem haver fama ou rumor do contrário”
Segundo o comentário de um descendente "Alarcão" a quem agradeço a cortesia de mais uma partilha "A família Alarcão veio para Portugal no século XVI com a corte de Filipe I , segundo documentação em seu poder , instalando-se no Espinhal"
O Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal  atribuiu títulos a alguns familiares:
Conde dos Arcos Luís de Lima Brito e Nogueira teve uma quinta na Torre na Caparica em Almada.
O  seu descendente o 12.° Conde dos Arcos de Valdevez, 11.° Conde de S. Miguel e 4.° Visconde de Trancoso Dom José Manuel de Noronha e Brito de Meneses de Alarcão nasceu em Lisboa a 12 de março de 1899.Os seus pais Dom Henrique José Brito de Meneses e Alarcão e D. Maria do Carmo Giraldes Borba de Noronha e Brito de Meneses. 

Curioso os apelidos "Lima e Nogueira" também foram importantes em Ansião, apenas se mantém descendência do Nogueira .

Imagem: Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada 
Conde dos Arcos Luís de Lima Brito e Nogueira 
Armas de Noronha chefe, livro do Armeiro-Mor.
Imagem: Wikipédia
Em Ansião a Quinta das Lagoas  de Fructuoso Veiga  pode ser corruptela do apelido "Vega" de origem judaica vindos da Galiza dando o nome a uma terra perto de Braga. Segundo o Padre José Eduardo Reis Coutinho «a capela de S.João na quinta das Lagoas tinha até 1955 o brasão  com as armas dos Noronha e dos Mendes de Tânger com o escudo era coberto por um chapéu pontifical com dois núcleos laterais de cordões e três ordens de borlas pendentes ». Pressupõe ter havido um Bispo na família. Na Reconquista Cristã de Braga a Trás os Montes foram repetidos nomes a terras aqui na região centro  iguais  ou compostos e ainda com um com a  mesma raiz
Almofala - Almofala
Mogadouro -Mogadouro (Ansião)
Cabaços - Cabaços (Alvaiázere)
Rabaçal -Rabaçal (Penela)
Penela da Beira - Penela
Ansiães e Ansião e,...
Alvitra também que houve famílias nobres que também se deslocaram de norte para o centro, por casamento e a trabalho, inclusive nos Engenhos da Machuca na centuria de 700. E outros daqui partiram para outras terras até ao alto Alentejo e no caso da família Alarcão para Almada para a Quinta da Torre na Caparica.
Fica por investigar se  Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas, 5.º Conde de Avintes e 2.º Marquês do Lavradio, filho de Dom António de Almeida Soares Portugal, foi o 11.ºvice-rei do Brasil, exercendo o cargo por nove anos, a abril de 1778 se teve ligação a Ansião por o seu nome conter três apelidos que foram caracteristicos na época em Ansião - "Soares" "Melo" e "Mascarenhas".
Excerto https://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/11/conde-dos-arcos.html «Descendendo de nobre família proprietária da Quinta da Torre foi no século XVI que seu antepassado, Dom Tomás de Noronha, aio do príncipe D. João, filho de D. João llI, instituiu em Caparica um morgado de capela, aprovado em 1570, tendo a Quinta da Torre como principal propriedade e sendo constituído pelos bens imóveis que possuía na freguesia.
Este seu antepassado fez parte do primeiro Conselho de Estado, acompanhou a missão ao Concílio de Trento (1545 — 1563) e foi, em visita de cortesia, como embaixador de D. Sebastião, ao rei Henrique III, de França. Após quatro séculos, o último descendente desta família, Dom José de Alarcão, é um simpático ancião que muito se interessa pela história do nosso concelho.
Para além de vária colaboração em jornais e revistas, o Conde dos Arcos é autor de dois livros de interesse para o estudo desta parcela da margem esquerda do Tejo: Caparica através dos séculos I e Caparica através dos séculos II (Roteiro), publicados pela Câmara Municipal de Almada, em 1972 e 1974, respectivamente.» Não deixou descendência.  Uma das crónicas que lhe dediquei http://quintaisisa.blogspot.pt/2016/04/quinta-da-torre-sua-ermida-casa-dos.html
Pintura moderna da casa da Quinta do Conde dos Arcos na Torre Caparica
 Painel azulejar da Quinta da Torre de 1570
«Quem também não gostou do suposto e abusivo roubo do nome verdadeiro da quinta da Torre foi o  12º Conde dos Arcos, D. José de Alarcão, que escreveu ser o  proprietário da verdadeira e única Quinta da Torre, e mandou apor nesta uns azulejos com a inscrição "Quinta da Torre, 1570".
Esta determinação vincada se deva a sangue judeu igual ao meu, nestas coisas também não me calo...Relatei em crónica o que vi , sabia com critica construtiva, sobre esta quinta  em duas crónicas:
http://quintaisisa.blogspot.pt/2016/04/quinta-da-torre-sua-ermida-casa-dos.html e noutra
http://quintaisisa.blogspot.pt/2016/04/quinta-da-torre-sua-ermida-casa-dos.html

Em resumo no terreiro da Quinta da Torre, a verdadeira sita a poente, existe outra Quinta muito mais pequena com a mesma designação - Quinta da Torre. Supostamente esta última aproveitou o declínio da primitiva, roubando-lhe o nome por ser mais sonante e com passado histórico. Por motivo de alargamento da estrada há anos foi retirado do muro da verdadeira Quinta da Torre que tinha uma faixa de azulejos com a data  mandada colocar pelo 1º Conde dos Arcos , aos meus olhos tratam-se dos mesmos azulejos recolocados na parede da sócia Quinta da Torre, apenas não utilizam os azulejos com a data, e não se contendo apenas com este painel azulejar ainda foi encastrado um segundo painel mais moderno com a mesma designação. Persiste no espaço a ruína da casa da Quinta da Torre, do seu lagar, jardim com oratório, poço e colunas estilo manuelino, os únicos vestígios no concelho de Almada e ainda a Capela de S.Tomás de Aquino, com arcos góticos teve cúpula, e se pode aventar semelhança a sinagoga (?) na boca do povo se chamava "casa das bruxas".
Depois da expropriação, há décadas em marasmo a perder-se urge tempo de encetar conversações com a câmara de Almada para não se perder o que devia ser preservado e dele ainda há memória.
Igual atitude em Ansião tem sido a perda de tanto património e das famílias!

Segundo a Wikipédia
«Após a instauração da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título D. José Manuel de Noronha e Brito de Menezes de Alarcão, D. Marcos Wagner de Noronha de Alarcão e, atualmente, D. Pedro José Wagner de Noronha de Alarcão.»

A Quinta de Além da Ponte em Ansião
Na minha teoria a  casa da Quinta de Além da Ponte em Ansião já não existe, apenas uma ruína escondida atrás de um muro no gaveto da mesma que ainda ostenta uma janela de avental e pedras a ladear a mesma.
 
Acho verossímil afirmar que a Quinta por ter um Moinho com Capela de orago a S.João Baptista na Ribeira da Mata depois de passar a Constantina cujo solar ainda existe que podia ter um oratório de evocação a S. Pedro. Porque digo isto ? Pela presunção do status com sinais da sua nova religiosidade, a fé católica. Muitos solares tinham uma pedra com a data ladeada por "Cruzes" o sinal de cristãos novos, para mostrar ao Rei e aos demais a sua nova religião cristã. Na região de Ansião, as Capelas particulares e públicas só há registo delas a partir de 1627. Também a toponímia da Rua que lhe corre pela frente do casario da Quinta com o nome de S.Pedro, demais heranças de Quintas da família todas com Capelas em Penela, e ainda a filha de Dom José, a Dona Madalena  ter tido uma Capela com este orago em Vale da Couda.
Mas em Ansião nem sempre a toponímia respeita a tradição, seja aqui verdade (?)!
O Padre José Eduardo Coutinho escreveu no seu Livro sobre Ansião
« Segundo uma tradição oral familiar o seu ascendente Doutor António dos Santos Coutinho foi quem mandou erigir a Capelinha em Além da Ponte.» A foto mostra a Capelinha seguida da casa do filho do Dr.Vitor Faveiro de paredes meias com a que foi dos avós paternos, depois dos pais, seguida de outros familiares.
 
Actualmente o altar da Capelinha de Além da Ponte
A ampliação da ermida de NS da Conceição em Capela da  Misericórdia e a construção da Capelinha de Além da Ponte atribuídas ao Doutor António dos Santos Coutinho, apesar desta Capelinha hoje nada indicar de testemunho desse passado setecentista, nem estela, apenas viva na tradição oral dos familiares do Padre José Eduardo Reis Coutinho, seu descendente, a vejo como uma construção ao género das Alminhas espalhadas pelo concelho dos meados do séc. XX. Algum cataclismo aconteceu que a arruinou, tenha sido o forte vendaval que também destruiu a Misericórdia em finais de 700, poucos anos depois da sua ampliação, tendo sofrido nova intervenção já no final do séc XIX e na mesma tenha sido a Capelinha também requalificada, porque na passagem dos desertores franceses não há registo de incidentes, apenas incendiaram a capela de S.João nas Lagoas, a do Senhor do Bonfim, a Capela da Constantina, a Misericórdia e a Capela de Santo António ao Ribeiro da Vide, ainda com marcas das fogueiras no chão lajeado. Havia esta capelinha de sofrer nova requalificação pelo Dr. Vitor Duarte Faveiro quando ampliou a sua casa para sul, anos 30/40 ao a deixar em parte dentro da sua propriedade, porque antes se passava por detrás , ainda na memória do povo.  Hoje a Capelinha de Além da Ponte apenas atesta de antiguidade de duas Imagens, S.Pedro seria do oratório da Quinta de Além da Ponte e o S.João da  Capela do Moinho, a que mais tarde se juntou a Imagem da Rainha Santa Isabel, segundo o Sr. Augusto Duarte da Paz ,a chegou a ver dentro de um oratório em madeira, o que evidencia possa ter proveniência na doação de familiares do Doutor António dos Santos Coutinho , jesuíta ferveroso e devoto a esta Santa após a Capelinha ter sido  reconstruída  nos finais do séc. XIX (?) a meu ver por Abel Falcão que comprou a que foi a quinta de Além da Ponte regressado de Moçamedes rico com afilhados mulatos, que o povo dizia serem filhos e para calar o cliché do povo fez a capelinha e tenha doado as Imagens de S Pedro do oratorio da casa e o SJoão da capela do moinho, o que parece plausivel em afirmar.
Há anos até hoje, a Rainha Santa Isabel na Capelinha de Além da Ponte é venerada em 2º plano cumulativamente com o Santo do Orago, o S.Pedro, evidencia à partida  que a Capelinha não nasceu para ser dedicada à Rainha Santa Isabel -, mas nasceu, e tudo se perdeu  quiça pelo temporal para de novo ser reconstruida nos finais do séc XIX onde prevalecerem as Imagens da Quinta de Além da Ponte, no meu opinar. Porque a Capelinha de Além da Ponte de evocação a S.Pedro já existia antes de 1903
Assim atestou Alberto Pimentel no seu Livro Estremadura Portuguesa
Sentada na Ponte da Cal

 



O destino da Quinta de Além da Ponte 
Quem foi de Dom João Casimiro de Mascarenhas Vellasques Sarmento e d'Alarcão ?Em que ano faleceu? Foi vendida ou usurpada? Suposto dizer  que na guerra liberal os nobres que tomaram partidários de D.Miguel  e o foram muitos nobres, o que vaticinou a sua fuga com venda apressada do seu património. 
Houve em Ansião um tempo a mediar o fim da guerra liberal  em 1834 e a Regeneração , o período da  Monarquia Constitucional portuguesa depois da insurreição militar em maio de 1851 levando à queda de Costa Cabral e dos governos de inspiração setembrista, cujo ministério resultou no golpe  presidido pelo Marchal Saldanha, tendo como principal personagem Fontes Fontes Pereira de Melo.
O eclesiástico e Conselheiro António José da Silva natural de Ansião, em vários estudos nesta temática "Regeneração" sem encontrar o seu nome associado a alguma influencia, e sim de outros...
O Conselheiro viria a implementar alterações substanciais politicas e outras em Ansião depois de 1875.
Seja nessa altura que houve grande mudança de mãos do património de propriedades quer de bens afectos ao Mosteiro e de outros (Miguelistas) em resulto a venda ao desbarato a amigos ou correligionários.
Ao Vale do Mosteiro, do chão onde foi sito o Mosteiro, para na parte adquirida viverem várias famílias que ainda conheci. Já a sua extensa Cerca  e outras grandes quintas haviam de ficar na posse de meia dúzia de famílias de Ansião, cujos meandros da suposta aquisição nada se sabe tão pouco da tamanha riqueza,debalde origem que desconheço mas possa alegadamente ter aqui  fundamento.
Na verdade desconheço o que aconteceu à Quinta de Além da Ponte em Ansião depois do falecimento do seu donatário.Tão pouco se houve outro dono da Quinta antes do conterrâneo de Miranda do Corvo, Abel Falcão, irmão do militante do Partido Republicano Francisco Fernandes Rosa Falcão.
Na verdade em Ansião existiu um renhido Movimento Republicano com fervorosos membros que se reuniam na casa de Adolfo Figueiredo.
Abel Falcão, emigrado para Moçâmedes voltou rico no início do séc. XX, trazendo consigo supostos "filhos, e dizia afilhados, por serem mulatos..." , naquele tempo a cor da pele das crianças tenha sido  o estereotipo a derrubar para o ser benemérito da Capelinha  de Além da Ponte (?).
Abel Falcão tenha sido o suposto patrocinador da requalificação da Capelinha  para assim calar as más línguas (?).  
A origem das Imagens, quanto a mim seria o S Pedro pertença da Quinta de Além da Ponte e « S.João Baptista da Capela do Moinho  instituída por Joana Batista no termo da vila de Ansião, em 13 09.1696 sendo seu administrador Manoel Mateus do mesmo termo, relato desta Capela retirado das Memórias Paroquiais. »
Falei com o filho do "Sr Júlio 29" se acaso sabia o nome do proprietário da Quinta quando o seu avô a comprou, não se lembrava, falei-lhe de Abel Falcão, nome que não lhe dizia nada, pelo que seja suposto dizer possa ter havido outro dono da Quinta de Além da Ponte antes de Abel Falcão. Para um deles ter feito a doação das Imagens (S.Pedro e S.João Baptista), ou então foi o povo que trabalhava na Quinta  que as levou para a Capelinha após a guerra liberal quando teria ficado em abandono , sendo a partir dessa altura que o orago passou a ser venerado a S.Pedro deixando cair o primitivo da Rainha Santa Isabel (?).


Rosa Falcão foi presidente da câmara de Ansião havia de merecer honras na toponímia ao Fundo da Rua para Além da Ponte. Sem ter lido a acta da Assembleia camarária de atribuição, fico sem saber se designa o que foi o dono da quinta de Além da Ponte, Abel Falcão, ou o irmão, Francisco que foi presidente da edilidade  e governador civil, atestado na toponímia em Avelar por Dr. Rosa Falcão.

No inicio do séc. XX o chão da antiga Quinta de Além da Ponte voltou a passar de mãos por venda ao Sr.Fernando José da Silva, desconheço se tem descendência ao Conselheiro António José da Silva além de eclesiástico foi politico no tempo da Regeneração, tendo sido o promotor da Comarca em Ansião depois de 1875, no que foi o solar do Senhor de Ansião, Luís de Menezes.
A Quinta de Além da Ponte viria depois a ser herdada pelo filho comerciante na vila, conhecido pela alcunha "do  29", para chegar à minha adolescência herança dos filhos, os irmãos "Sr. Júlio e a D. Fernanda 29", infelizmente já não se encontram entre nós, julgo na altura foi dividida em duas ; Quinta do Brejo do Sr. Júlio e a Quinta de Além da Ponte da D.Fernanda, sendo hoje do que delas resta pertença dos herdeiros.
Curiosamente sem explicação aparente a meu ver tenha sido a doação de parte da Quinta  da Boa Vista ao Senhor do Bonfim, herança do "Sr. Júlio 29" em partes iguais à Igreja de Ansião e aos Bombeiros Voluntários logo após o 25 de abril, quando instigado explicou - «atendendo à conjuntura politica vivida no momento da doação do receio dos comunistas ganhar o poder, assim dividida com os seus Bombeiros e a igreja para não se perder...» O "Sr Júlio29" mostrava-se homem de afável contacto, amigo do seu amigo, um dos poucos que enquanto pode foi visita do Dr. Travassos, de cariz negociador, a herança dos seus antepassados de sangue judeu, pelo apelido "Rodrigues" como o meu, disso não haja qualquer dúvida.No caso a doação que fez a favor de dois proprietários seja dificil de manter a sua manutenção pelo que para mim mais valia ser apenas de um, a Igreja, o certo!
Atualmente a casa da Quinta de Além da Ponte em Ansião será dos inícios do séc.XX pertença dos herdeiros da" D.Fernanda 29".

Rua a sul defronte da casa que conheci da quinta de Além da Ponte
Evidencia que é uma construção dos inícios do século XX
Gaveto com a estrada e a Rua de S.Pedro.
A foto ainda mostra nas pontas as casas da quinta, na direita a antiga e na esquerda a recente mandada construir pela "D.Fernanda 29" .
A casa de gaveto pertença de familiares do meu pai pode reportar a um hábito comum em tempos de antanho dos trabalhadores das quintas viviam num pátio em redor da casa do patrão (?).
O solar do moinho
Com alteração de estrutura moderna...
 Vista do moinho e do solar com ampliação

 Excerto dehttps://geneall.net/pt/forum/162117/gostaria-de-tentar-descobrir-mais-informacoes-daquele-que-foi-o-patrirca-de-nossa-familia/
« Dom José de Alarcão Vellasques Sarmento Coelho Mascarenhas 
Nascido a 7 de Novembro de 1743
Filho de Dom João Vellasques Sarmento de Alarcão Coelho Mascarenhas 
Nascido em 8 Janeiro de 1704 
Pai de Dom João Casimiro de Mascarenhas
Nascido em 1780,Capitão-Mor de Penela.
Todos Fidalgos da Casa Real e naturais da Quinta do Vale do Arinto, no Espinhal no concelho de Penela. 
Com bens em Penela, Lousã, Montemor o Velho, Ansião, Alvaiázere e Seiça em Ourém.»

Outro ramo familiar
Excerto do Arquivo da Universidade de Coimbra«Registo Vincular do Distrito de Coimbra  i) o que instituiu António(a) de Almeida, bens situados no concelho de Montemor o-Velho. 1862, 280x420 mm, Liv. 2, fl.1 a 38 REGISTO nº 10 João Maria Colaço de Magalhães Velasques Sarmento
(1806-1871), Visconde de Condeixa, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, pede registo dos Vínculos dos Colaços em um só,a 24 de Fevereiro de 1863, na qualidade de herdeiro e sucessor nos direitos de seu pai.
Filho de: João de Magalhães Colaço Velasques Sarmento.
O primeiro vínculo denominado dos Colaços, situado em Penela e Chão-de-Couce, foi instituído por testamento do Doutor Manuel Colaço, Desembargador da Casa da Suplicação, Ouvidor dos feitos dos crimes e Juiz dos feitos da Santa Casa da Misericórdia e Hospital, Comendador da Ordem de Cristo, em 30 de Abril de 1594, na cidade de Lisboa.O segundo foi instituído pelo Doutor António Gomes Colaço de Magalhães Teixeira Sarmento , em bens no limite da cidade de Coimbra e de Cernache.
Escritura de reunião dos Vínculos de Colaços, que entre si fizeram o Visconde e Viscondessa de Condeixa e seu filho primogénito e sucessor João de Magalhães Colaço Moniz Velasques Sarmento (1839-1896), em 14 de Fevereiro de 1863, e que é actual administrador o Visconde de Condeixa.
Sobre este vínculo levantou-se um litígio sobre a sucessão, entre seu tio, Jerónimo Colaço de Magalhães e Dona Maria Teresa de Magalhães Castelo-Branco Colaço, de Cernache  que dividiram entre si o usofruto dos bens do vínculo, ficando Jerónimo Colaço de Magalhães com os bens a norte do Mondego, e Dona Maria Teresa com os bens a sul, mas sem perderem a natureza vincular e com a clausula de se reunirem em poder do administrador do vínculo que o fosse por falecimento de Dona Maria Teresa.
Jerónimo Colaço Magalhães institui por seu herdeiro seu sobrinho, José Telo de Magalhães Colaço, que deixou como herdeiro seu irmão João de Magalhães Colaço Sarmento, pai do visconde de Condeixa.» Os Colaços de Condeixa tiveram uma quinta no Martim Vaqueiro e um morgadio na Sarzedela.

E, ainda o que falta!

Encerra a crónica  matéria para Livro sobre as comunidades Judaicas que viveram e ainda deles descende gente em Ansião, Alvaiázere, Espinhal, antigas Cinco Vilas e Almoster


Fontes
http://www.uc.pt/auc/fundos/ficheiros/GCC_RegistoVincularDistritoCoimbra
https://almada-virtual-museum.blogspot.pt/2014/11/conde-dos-arcos.html
http://www.jf-espinhal.pt/historia.php
Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
Livro de Ansiâo do Padre José Eduardo Reis Coutinho 
Arquivo da Universidade de Coimbra  RegistoVincular n 10
Alberto Pimentel no seu Livro Estremadura Portuguesa.   
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-origem-judaica-e-nao-saiba-lista-de-apelidos-judaicos-em-portugal-e-no-brasil/3/ 
Partilha de um descendente "Alarcão", assim se identifica registado nos comentários de várias crónicas .

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