sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Dr Fernando Travassos um João Semana em terras de Ansião

Foto retirada da entrevista em 2012 de Ansião TV
A crónica nasceu a 22.02.2013 incorporada com outras individualidades sendo destacada em finais de 2017.
Desde que me conheço sempre ouvi falar do Dr. Travassos na boca do meu pai, entre outras afinidades da amizade o gosto pela caça, aconteceu um caso insólito numa caçada às imediações do Pinhal do Dr. Faria ao Carvalhal , no valado na serventia rasgada para passagem da propriedade do meu avô e do tio Acúrcio Monteiro, de barreira alcantilada em argila ao resvalar numa raiz aérea de um grande pinheiro a arma do meu pai disparou para trás tendo-lhe atingido o dedo indicador da mão esquerda, para ali ficar sem ele, tendo-lhe valido o Dr. Travassos para estancar o sangue e tratar do operatório.
Em 1951 foi um sócio fundador do Clube de Caçadores de Ansião com o comerciante Sr. Adriano Carvalho, entre outros.Também sócio honorário da Filarmónica Santa Cecília de Ansião.
Conta a minha mãe que foi em janeiro de 1950 que chegou a Ansião o médico Dr. Fernando Travassos, ficando hospedado na pensão da Ti Dorinda Monteiro na vila. Trabalhava no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Ansião ao Ribeiro da Vide, onde chovia a cântaros e a minha tia Maria apanhava as beiras com alguidares em tudo o que era sítio e pelo frio amornava a friagem com latas de brasas para o  jovem médico se aquecer, apesar da vitalidade , tal préstimo saldou influência na sua filha São, a sua ajudante, para seguir enfermagem em Lisboa, profissão que abraçou depois de casada em Lisboa.
Havia de o conhecer no seu consultório ao sobrado da casa do Sr. Domingos Carvalho.Desse tempo depois da escola primária teria os meus oito anos na hora do lanche tanta vez a caminho do correio velho buscar dinheiro para comprar uma sandes de iscas ou de atum na tasca do Sr. Domingos nas vezes que passei pela porta aberta com uma grande e alta escada de madeira que levava ao sobrado onde era o seu consultório.

Um médico "Um João Semana"
Granjeada tamanha fama ganha em terras de Ansião e redondezas ainda viva até hoje pelo seu grande humanismo e dedicação à profissão. Médico sem jamais cumprir horários, acorreu a onde foi chamado dia e noite, sem olhar a quem. Dedicou toda a sua vida a cuidar doentes, apaziguar dores carnais e psicológicas, ainda mostrou gosto em preservar tradições da nossa terra e mais saber do seu passado. De perfil aprumado, moreno, olhar tímido e doce de sorriso escorreito, e finas mãos, abdicou de ter vida própria em prol da sua profissão, atencioso em ajudar quem quer que fosse, até num conselho -, sempre disponível a toda a hora a cada instante, no consultório ou em casa do paciente onde acorria na boleia do seu fiel companheiro - o seu Ford, trocou por outro, ainda outro e mais outro, na mesma silhueta de anos de cigarro na ponta da boca engatada mudança na mesma velocidade, vestido de óculos e suspensórios, ainda se cobria com sobretudo.Diariamente ao longo de 20 anos assim o via passar quando andava pelos arrabaldes do adro da capela do Santo António ou no seu escadatório ao Ribeiro da Vide, num tempo que havia poucos carros, o seu era inconfundível em mais uma rota de atender um doente aflito para os lados das Cavadas, Pessegueiro ou Portela, e também veio a nossa casa ver a minha irmã que teve sarampo, mandou pôr uma colcha vermelha na cama e tapar o candeeiro com papel celofane vermelho , mal se viu curada fiquei eu de "molho". Infinitas horas em espera no seu consultório, sempre a chegar táxis com pacientes de fora, naquele tempo nem sei como as pessoas se orientavam na sua vez, por certo todos me passaram na frente, além de tímida, reburizava com facilidade até que chegou a minha hora de levar a injecção contra o tétano na pele da barriga, na adolescência pela primavera me tratou das alergias aos pólenes que me faziam bolhas nas mãos e impinges na cara provocadas pelo frio e o vento seco que a pomadinha Pomitolencarte me curava, menos o cobrão, esse teve de ser a Ti Jezulinda do Carvalhal que o cortou com uma faca ao mesmo tempo que ali no chão de cimento da cozinha fez a mesinha, a pomada caseira com palhas de alhos azeite e enxofre tudo pisado com o martelo. E me curou. De resto mazelas de maior nada nos afetaram.

Foto do casamento da prima Tina na frente do velho hospital
Irmãs Lucrécias
Até à chegada do Dr.Travasos quem valia às mulheres parturientes eram as curiosas,chamadas "aparadeiras" ao tempo assim chamadas por apararem os bebés ao nascer, de seu nome Matilde, parteira sem diploma, ajudou o Dr. Travassos em muitos partos e outros havia que os fazia sozinha com a irmã Virgínia sua ajudante, como o que fez à Augusta mulher do primo do meu pai o Chico do Bairro, da sua primeira filha a Dália e de todos os seus irmãos, também da Fernanda da Carmita ajudou a nascer a sua filha Paula na casa da avô no Bairro de Santo António .No cimo do quintal bem andei de roda da janela para ver o aparato do nascimento da Dália, apenas vi as parteiras sair à porta da cozinha em direção à velha mina de água no quintal onde enterraram qualquer coisa ensanguentada…nesse tempo a Augusta ficou de resguardo em casa um mês, já dos rapazes foram quarenta dias. As Parteiras eram irmãs solteiras, nas horas de "dar à luz" estranho é pensar como saberiam desta arte da procriação, suposto serem virgens, em abono da verdade pelo menos uma seja suposto dizer que não o foi, dela se falava receber amante em casa, um empresário rico da vila que o viam chegar vestido de sobretudo...antes já tinham ganho alegadamente a casita onde moravam por a barraca onde viviam defronte dos Paços do Concelho ter sido demolida para a sua ampliação.O Dr Travassos confidenciou-me que a Matilde aprendeu a arte com a sua mãe. Havia outras curiosas.Incansável também a prestar ajuda às mulheres grávidas o "Sr. Pires ajudante na farmácia do Dr. Botelho durante 40 anos" homem extremamente educado de silhueta ímpar usava chapelinho -, o tirava e em vénia o cumprimentava…"bom dia Sr. Doutor" para as grávidas dirigia sempre boas falas "não vai custar nada minha filha"… 
O velho Hospital veio a fechar por falta de condições.
Lembro-me bem do hospital desativado e da sua requalificação, para de novo servir a população graças à influência do Dr. Vítor Faveiro na década de 60 e de José Lucas Afonso Gomes, primo direito da minha mãe,  ajudado por outros conterrâneos. Mal o Hospital foi remodelado todos os dias chegavam táxis com parturientes, uma ao Ribeiro da Vide não aguentou, o bebé nasceu no carro a escassos metros da marquesa... 

Citar episódio verídico que me relatou o Dr. Manuel Dias
" se eu existo a ele se deve tanto quanto aos meus pais; Nasci ao contrário (não dei a volta, ou dei voltas a mais!?) a parteira ao constatar a minha posição, achou que o "caldo estava entornado"!
Havia que chamar o médico. O meu primo Zé Carteiro (aliás, a esposa, a terna Ti Aurora é que era prima em 1.º lugar de minha mãe) que era vizinho teve de telefonar para o Dr. Travassos (o nosso João Semana lá se levantou e seguiu com a urgência que lhe foi possível para o Casal. Fez a cirurgia necessária e tirou-me, depois cuidou o melhor que pôde da minha mãe!
Constatando que eu não dava qualquer sinal de vida, provavelmente por ter estado horas nasce não nasce (e se calhar já com o cordão umbilical cortado, disse a meus pais: este era macho, mas já se foi! Contudo, porque a esperança é a última a morrer, agarrou-me pelos pés, esfregou-me com álcool e deu-me "porrada" pelo corpo todo!
Foi a minha primeira coça. E não é que foi bem dada? Quando testemunhou os primeiros sinais de vida, disse ao meu pai que era melhor vestir-se, já que era católico e certamente quereria batizar-me, e com ele e a parteira iriam chamar o Arcipreste, para que me baptizasse de urgência, porque de certeza tinha poucas horas de vida.
E assim foi, fui baptizado no mesmo dia que nasci: a madrinha foi a parteira (a Ti. Laurinda) e o padrinho o S. José (talvez então? a imagem mais perto da pia batismal, não sei bem!). Felizmente (ou não!?) o médico enganou-se na minha esperança de vida. Mas salvou-me e ainda bem!"

Citar episódio verídico que me relatou o Renato Paz 
" Tenho dois irmãos; o Rogério e o Ilídio Nuno. O meu irmão mais velho à nascença não respirava . O Dr. Travassos, contava o meu pai, lhe salvou a vida. Pegou-o pelos pés, de cabeça para baixo, deu-lhe umas palmadas no rabiosque com força , venceu o homem de capa negra e foice que o queria levar..."

Também esteve bem o Dr. Travassos em deslindar em tempo o caso de meningite do Abel Nogueira e de tantas outras maleitas a outros…

Imaginar-se o pasmo com enxerto de porrada...se salvavam crianças!
E ainda a rápida atuação em casos difíceis, fulcral para colmatar atrasos mentais!
Por tudo o que deu ao povo e ajudou, seja meritório um grande bem haja ao médico que sabia do ofício como ninguém!

A brincar com a cachopada do Bairro em dia que a minha irmã fazia de médico dando a tomar uns comprimidos pretos que eram botica do nosso pai ao Jorge, neto do Ti Parolo. Ao começo da noite o rapaz sentiu-se mal e a avó e a tia foram a caminho do Dr. Travassos que não estava porque naquele tempo também dava consultas na Clínica Cinco Vilas em Chão de Couce. Como o miúdo estava mal meteram-se num táxi e se encontram a meio caminho, o médico perante o quadro e por estar mais perto de Chão de Couce decidiu voltar onde lhe fez uma lavagem ao estômago e o salvou de maleita maior.De volta a Ansião as mulheres bateram forte na porta do correio velho para dar o recado à minha mãe que fazia o turno da meia noite- " D Ricardina tenha mão na sua a sua Mena com a brincadeira aos médicos o sarilho que ia arranjando com o meu neto..."
Claro eu é que ouvi por ser mais velha que tinha de tomar conta dela...

As autópsias



Alguns episódios relatados pelo meu pai durante as refeições, então funcionário no Tribunal e ajudante do Dr. Travassos nesse serviço que era feito a sul da Capela do cemitério. Debaixo do alpendre jazia uma grande pedra de calcário, que me parecia ser Lioz, ligeiramente escavada para encaixar o defunto com um orifício por onde escoriam resquícios dos fluidos do cadáver esquartejado.
Fascinada com os relatos macabros curiosa um dia fui ao cemitério para a ver e foi arrepiante sentir a pedra tão grande, fria ali desabrigada onde tudo acaba!

Outro episódio daquela mulher encontrada morta no chão para as bandas da Lagarteira, teve de ser serrada para caber na urna…
Certo e sabido, ninguém em casa comia mais nada nesses dias!
Vivenda do Dr Travassos
Linda a escadaria interior da sua vivenda que se avista da bela vidraça em alumínio dourado e preto em losangos. Ao que parece, nenhum artista do oficio atinava em a fazer conforme o projeto, até ao dia que lhe apareceu um homem dos lados do Pessegueiro, em prol de pagar serviços afiançou ser capaz de a fazer -, o médico tinha doentes para atender, não fazendo muita fé no seu dizer - ainda assim - o levou a ver o trabalho, quem o ouviu, admirado ficou com a sua teoria - no final a obra foi um sucesso -, escadaria graciosa da rua a contemplo, tal esplendor gosto de mirar!

Citar histórias contadas na sua voz no Jardim do Ribeiro da Vide
Tarde soalheira de setembro no alvor dos seus 90 anos sentado num banco desfrutando da sombra dos plátanos ao Ribeiro da Vide na companhia da fiel governanta a D. Lurdes, onde me cheguei para alegre prosa, conversa puxa conversa, arranques de risos,  diz-me "ponha lá isso no Livro"…

"Até aos anos 50 a falta de médicos era substituída pelo barbeiro. Havia um dos lados do S. João de Brito que tratou dum paciente que veio a falecer. O caso veio a Tribunal, na audiência o réu interrogado, apresenta em abono da sua defesa ao Meritíssimo o seguinte argumento "Saiba Vossa Excelência que fiz um barbarismo aos sintomas…"

"Outro barbeiro que andava a tratar de uma paciente a quem não se via jeito de cura, acabou por mandar chamar o médico que acorreu a sua casa - na visita domiciliária - alguém se descaiu que a doente andava a ser seguida pelo barbeiro da Ramalheira…
O Dr. Travassos dá mote à resposta atrevida "olhe que lhe instauro um processo judicial"…
Num tempo que a arte de barbeiro era de gente com antecedência judaica que sabia da medicina e da botica.

"Um dia apareceu no consultório do Dr Travassos um homem dos Nogueiros, visivelmente aflito para o levar a sua casa fazer o parto à mulher - durante a viagem o pobre homem só se lastimava "veja lá Sr Dr já tenho cinco, agora mais um…" responde-lhe o Dr Travassos "deixe lá homem, onde comem 5 comem 6…" chegados a casa o Dr. Travassos manda-o ir dar uma volta que ali na vez de ajudar só desajudava, que viesse mais tarde - quando o pobre homem voltou dirige-se ao médico "então Sr Dr já são 6…" responde-lhe o Dr. Travassos "não... são 7…" 

De enaltecer o seu árduo trabalho de médico quase a tempo inteiro ainda com tempo para actividades sociais, o recordo durante anos na orientação do cortejo alegórico na escolha dos motivos e suas decorações -, houve um ano no ultimar do carro antes do almoço chegou-se ao Largo do Bairro de Santo António e mandou desfazer o brasão descentrado que se tinha feito na frente da camioneta emprestada pelo Manuel Murtinho,  visivelmente irritado obrigou a refazê-lo centrado.
Homem de saber estético quando via que as pessoas não o tinham fazia-se ouvir para aprenderem como os pormenores harmoniosos o devem ser ... 
Salvou muita gente, e não foi só na região. Seja por todos sabido a estima e terno carinho que se nutre pelo Dr Travassos no concelho de Ansião, arredores e em Arganil de onde é natural.


Homem de olhar doce ainda hoje chama às mulheres de qualquer idade "meninas" -, vá entender-se o porquê…só pode ser coisa de homem romântico, sensível, apaixonado pelo belo - um sedutor, no meu entender olhando para trás sinto que não teve vida própria, amar e ser amado (?) por falta de tempo em prol dos demais ou, por força de outras razões, maiores…mas, falar de amor é coisa pessoal de cada um...Acredito nesta terra deixou vasto mulherio com dores(?) a que não pode acudir...
A idade não lhe altera o aspeto de homem charmoso , até a verruga no queixo lhe confere graça.

Também me lembro de uma professora que todas as tardes se deslocava a sua casa para  beber o chá das 5, ainda no tempo que tinha os pais vivos, nas vezes que nos encontrávamos  quando a via sair com a irmã pelo beco das traseiras...

Temos um gosto em comum, o passado de Ansião. 
Falou-me que conheceu Façalamim na década de 50 onde chegou a ir ver uma paciente, nessa altura haviam muitas ruínas onde só viviam duas mulheres. 
Despediu-se de mim com a retórica quando lá quiser ir diga que vamos os três...
Ainda me falou de uma estalagem na Fonte Galega. 
Por certo sabe mais coisas que a não ficarem escritas se perderão quando um dia nos deixar!

Nutro um especial carinho pelo Dr. Travassos, pela sua franca disponibilidade apesar da farta idade em falar sobre Ansião, a terra que adoptou para viver a que se dedicou inteiramente, como outro assim não conheci!
Para mim um homem na bonita idade, apesar de doenças, no alto dos seus 95 anos, se espera que chegue aos 100!
O que se lamenta? Julgo não errar ao escrever que até hoje ninguém lhe dedicou uma bibliografia (?), somente e apenas tal como eu compilação de relatos e memorias, e o seria meritória pela sua rica história de vida com histórias ricas da pobreza e incultura das gentes desse tempo em retrato de época! 

A penúltima vez que o encontrei vindo do jardim do Ribeiro da Vide com a D.Lurdes, andava eu a chapinhar de cimento as faltas da calçada na minha porta, porque ali nasce couval de ervas , lancei convite para entrarem. Recordo de o ver a observar a sala como se fosse uma criança, para me agradar nas coisas que me disse, que francamente gostei. Ofereci-lhe um frasco de doce de abóbora que tinha comprado numa feira  na Praça de Toiros do Campo Pequeno. Para a última vez o ter visto junto da Misericórdia onde foi ver a actuação dos ranchos folclóricos.Depois disso julgo não voltou a sair de casa.

Ao ficar sepultado no cemitério de Ansião a sua campa deve ser simples e graciosa em pedra, como existem já umas 3 ou 4 exemplares modernos muito interessantes por não chocar o olhar indo de encontro à sua índole simples, sem vaidades, afinal como viveu , sugerindo que a pedra tumular fosse gravada a cinzel com a sua silhueta como no meu tempo todos se lembram vestido de sobretudo e suspensórios, chapéu de aba pequena , óculos e cigarro na ponta da boca, seria o culminar de uma grandiosa obra para os amantes de arte fúnebre no cemitério de Ansião, que ganhou mais um herói. 
Ainda se aguarda reconhecida distinção em lhe ser desterrado um pedestal em pedra com o seu busto. Sugiro que seja endereçado convite a um escultor da terra-, o Dr Fernando de Albarrol, sem saber se tem atelier que comporte a obra! O que proporciona uma nova visão futurista, sendo Ansião terra de pedra e canteiros, arte hoje praticamente em decadência mas que no passado honrou com artesãos na construção do Mosteiro da Batalha, seja hora de fazer nascer uma escola de cantaria, que só dignificaria o concelho e o País. E por fim em gesto de cortesia uma gentil homenagem à sua governanta D Lurdes pelos anos que lhe dedicou de grande afectividade, que hoje é raro em pessoas ser assim tão abençoadas. E ainda se guarda espólio que o venha a querer um dia oferecer para integrar uma ala museológica, quando Ansião tiver finalmente o seu Museu, esperando melhor sorte que a colega governanta do Dr Bacalhau no Espinhal que o deu à JF e lamentavelmente ainda nada foi feito…
O meu BEM HAJA ao Dr. Travassos pelo carinho que sempre me privilegiou  e também na excelsa dedicação aos outros e ao associativismo cultural na vila de Ansião!
O seu perfil ao jus de celibato, o humanismo e dedicação extrema aos outros ajudado pelo aspecto, denota homem de ascendência judaica, que o conota o último guardião de famílias abastadas que seguiram Medicina como o eram os colegas quando aportou a Ansião; Dr António Amado de Freiras; Dr. José Manuel de Almeida, da Junqueira ambos com consultório em Ansião, o Dr João Maria Quintela e Dom João Pais de Almeida e Silva de Chão de Couce. A comunidade judaica que se expandiu durante a reconquista cristã do norte até à  região centro com incursões ao alto Alentejo, sendo que algumas se instalaram na região de Sicó, mas até hoje não houve historiador capaz de falar dela, sou a primeira, a audaz,a levantar o véu! 

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