terça-feira, 12 de setembro de 2017

O povo dos primórdios d' Aguda no concelho de Figueiró dos Vinhos

O 15 de agosto ainda se mostra o eleito de romarias em Portugal. Nos últimos anos tenho privilegiado Dornes, aldeia altaneira implantada em bela península cuja igreja neste dia com missa campal e procissão, em cenário de calmaria com o Zêzere a salpicar de mansinho calhaus reluzentes de xisto nos meandros de tanto outeiro de brutal beleza idílica bordejada de floresta verdejante tão selvagem, só apetece descobrir esta região de Monsalude noutros tempos se estendia até Dornes...Houve anos que se fazia piquenique com leitão e peixe frito do rio comprado num restaurante que fechou por quezílias familiares nas heranças, o que me disseram, ultimamente não falta passeio de barco. Há outras ofertas na restauração.Debalde, este ano tendo em atenção o flagelo dos fogos decidiu-se à última hora rumar a uma das antigas Cinco Vilas, terra ancestral, em virtude do meu marido não a conhecer - Aguda, no concelho de Figueiró dos Vinhos, a uns míseros 12 Km de Ansião...No entroncamento de Almofala  em subida acutilante por entre floresta alta a beijar a estrada até ao alto da penha. As primeiras referências documentais desta terra aparecem escritas "GUDA", "AAGUDA", para se fidelizar em Aguda. Na voz do povo de "agudea" uma formiga de asas por aqui estes formigueiros seriam no passado muito abundantes que em miúda as apanhava ao adro da capela de Sto António em Ansião para no alvor das manhãs com a minha irmã armadas de sacho ao ombro fazer terreiros com piscussanhas  onde as prendíamos para apanhar pássaros distraídos junto das figueiras e silvados, ou talvez o nome lhe advenha da forma da cabeça da serra em penha aguda (?) ou doutro topónimo de origem romana da villa que existiu perto do Olival, dela praticamente nada se sabe.
Deixei Ansião em finais de agosto com tanta crónica em fila de espera...Eis-me entusiasmada a pesquisar sobre a Aguda, debalde quase nada encontrei, nem sequer da Igreja existe descrição do imóvel e do seu espólio, apenas encontrei sobre o Pelourinho e as Memórias Paroquiais depois do terramoto de 1755. A Aguda foi vigararia do Padroado Real com prestimónio da Casa do Infantado. Promulgada a Lei de Separação da Igreja e do Estado em 20 de abril de 1911, a documentação passou para a custódia da Conservatória do Registo Civil de Figueiró dos Vinhos -, porque a Aguda pertencia a este concelho desde 1855.E dela alguém deu sumiço!
Perdidos os testemunhos do seu passado suposto dizer estranhamente ainda não houve nenhum historiador (?) que sobre a Aguda se tenha debruçado, no propósito em reescrever a História desta terra e do rico passado do seu povo, em perpetuo memorial, como bem o merece!
Rui Silva, escritor de Figueiró dos Vinhos, Livros editados, debalde não sei se escreveu sobre a Aguda.

Excerto http://www.bmfigueirodosvinhos.com.pt/images/pdfs/imprensa_local/O_Figueiroense_2014_a_/2015/figueiroenseN0008_20150316.pdf Alcides Martins- poeta,  dedicou um poema a Rui Silva
Rui Silva escritor de Figueiró
Pessoa de talento enorme na escrita,
Que escreve de forma poética e bonita,
Sua prosa alegra quem está só.
Fíccíonista de elevada qualidade
Que estima a família e os amigos,
Eu cá vou escrevendo os meus artigos,
Com admiração a tal personalidade.
Que a escrita lhe traga alegrias,
E possa desfrutar todos os dias,
Da bondade do Deus que nos governa.
A vida é feita de sonhos e fantasias
Escrever é transmitir energias,
Os escritores são pessoas que ficam eternas.

Arquivo Distrital de Leiria já disponibilizou registos digitalizados de nascimentos de 1574 , casamentos  e óbitos  de 1570 , debalde por a letra do pároco nos primeiros registos se mostrar indecifrável, só com tempo e muita vontade!
Mapa da Aguda e circundantes
 
Ao meu jeito de resenha senti a Aguda altaneira a desabrochar pela implantação de novo casario a irradiar da penha pelas faldas dos costados onde se respira ar puro e desfruta de brutais vistas de tirar a respiração até muito além desafogadas sob tantos outros outeiros circundantes vestidos de aldeias de cal branca encravadas em abrigo soalheiro salpicadas a verde de eucaliptos e pinheiros à toa semeados, como se fossem flores à porta de casa, em contraste brutal com as vistas a nascente vestidas de negro pelo recente e maldito incêndio!
 
Desde sempre me lembro de grandes incêndios nesta região por o meu pai ter sido bombeiro voluntário até 1972, tanta vez deixou a mesa ou a cama, para sair a correr a caminho do quartel...
Encontrei uma notícia no Jornal de Figueiró dos Vinhos de outro incêndio em 1963 destruindo grande parte da potencial  riqueza florestal, sem morticínio, em contraste deste ano do rude golpe e tamanha desgraça, cuja culpa não devia morrer solteira - suposto dizer não houve ninguém (Bombeiros, GNR, Presidentes de Câmara e Juntas de Freguesia) no exercício do pelouro da sua autoridade com conhecimento do terreno e das valências criadas de veraneio na região nos últimos anos que cativa fluxo anormal de população vinda de fora, sobretudo aos fins de semana, sem que nenhum se tenha lembrado do essencial, afinal era um fim de semana prolongado, no inicio da época balnear, com gente sequiosa de férias e banhos, na maioria desconhecedora desta realidade do flagelo dos incêndios em floresta com árvores a rondar mais de 40 metros de altura, porque uma coisa é assistir a reportagens de fogos na TV e outra coisa, é sentir na pele o calor, a falta de ar, o pânico em fuga na esperança de se salvar e deparar com fumo sem visibilidade e árvores caídas fatal o choque e acidentes que bloquearam a estrada, afinal a via que julgavam ser a sua salvação ali se revelou macabra para escapar ileso, sem qualquer ajuda sentiram a morte ao ser tomados pelas chamas hediondas... Não me lembro nada do meu tempo de catequese, mas ficou-me um tormento na cabeça sobre o inferno, as imagens nos livros com pessoas a arder,  lamentavelmente senti o mesmo cenário na estrada da morte, mas se não eram pecadores, porque razão tiveram uma morte tão drástica na fogueira? Bem podia ter sido evitada ou minimizada tanta morte calcinada, se para tal alguém tivesse sabido  liderar a situação com lógica em tempo real e conhecimento das realidades,  sobretudo ter sido  prático a decidir no comando!
Coitados de todos os que ali padeceram e das suas famílias que os perderam ficando tristemente e para sempre em agonia e saudade. Por isso tem de se encontrar Culpados da morte de tanto inocente!
Paz às suas almas e coragem para seguir com a vida em frente de todos os seus familiares.
Interessante seria depois desta brutal tragédia a mesma tomada de decisão de progresso da aldeia vizinha da Ferraria de S.João-, associação de pequenos proprietários  na reordenação florestal para no mesmo modo ver renascer no outeiro da Aguda  novo plantio: olival, vinha, mirtilo, cerejal e nogueiral, ordenado e mecanizado, e na várzea em chão plano nascer uma grande adega cooperativa. Isso sim seria progresso dinâmico saindo de vez do marasmo, voltando à ribalta!
A visão do futuro é de uma floresta com plantio ordenado  fora das aldeias com os cabos de energia enterrados onde não se esqueçam de deixar bombas de incêndio.
 
Neste 15 de agosto pela manhã a Aguda mostrava-se desabrigada pelo vento a soprar frio vindo com nortada da Lousã que se entranhava na pele estando vestida de manga à cava...
Deparei com o Pelourinho e o fontanário recentemente limpos e cuidados, na verdade foi com gosto que apreciei a sua preservação.Património que senti em demasia abafado pelo estacionamento de carros.
Há poucos anos que aqui vim pela primeira vez com a minha mãe depois de termos ido visitar o Museu de Almofala de Cima, deparei com o desmazelo deste património. Quiçá tenha sido por altura dos 500 anos da atribuição do seu Foral que foi intervencionado. Debalde não distingui  nesta visita apressada, placa nem epitáfio comemorativo da passagem histórica dos seus 500 anos de Foral!

A origem do povo da Aguda?
Sem veleidades o gosto de falar desta temática a genealogia que se desenrola na pesquisa do rico passado do povo desta região do Maciço de Sicó, no pressuposto a máxima - quem não sabe de onde vêem, não sabe para onde vai, no despertar em alguns nessa vontade em mais saber a sua descendência e assim perceber o passado até ao presente nas várias gerações no eco da minha curiosidade em mais saber ao teimar entrelaçar as gentes para perceber por onde se difundiram nesta região no ganho a vantagem da grande ajuda dos Verdadeiros amantes em Genealogia das Cinco Vilas e Ansião dois bons amigos e, ainda outros ...Soube agora meu 7º primo, o Henrique Dias, fervoroso pesquisador pela partilha gratuita do que sabe e muito já deu a conhecer do passado das gentes das Cinco Vilas e Ansião,  graças aos seus estudos e pesquisas tem disponibilizado a confrades com raízes na região e vice versa na "geneall" . Igualmente nesta tarefa árdua a descobrir e a dar mais a conhecer, o seu primo Raul Manuel Coelho, segundo me confidenciaram passa as férias na Torre do Tombo...E a tantos outros confrades da "geneall" pelas suas pesquisas e achegas , o meu bem haja. Trabalho de carolice e gosto pela genealogia que leva a bom porto!

Graças à "geneall" aventurei-me a compilar gente da mesma família, nem sempre clara, pela forma como o site se desenrola para o leitor, não se mostrando acessível e prático, onde perdi horas em pesquisas. Em especial a linhagem de - Belchior Reis natural do Casal do Galego em Ansião, cujo primogénito Marcos Freire Mello dos Rei,  casou com uma senhora da Aguda tendo morado em Almofala.
O mote para este despertar partiu pela leitura do juiz que não exerceu, antes notário em Ansião de onde também era natural-, Dr. Júlio de Lemos Macedo ( apelido de origem judaica) escreveu no séc XIX " naquele tempo só havia um descendente desta família em Almofala..."
Nasceu assim a vontade em o contradizer afirmando-, felizmente em Ansião há descendência dos "Reis" no concelho, região, Portugal e no Mundo. Entusiasmada em final de revisão da crónica eis que o sistema informático foi acometido com um vírus, a perdendo completamente, e outras em rascunho, tive de ganhar novo fôlego e muito querer, por isso a vontade em a  engrandecer para voltar de novo à Aguda, tendo sido muito frutifico, para a refazer  a custo, mas sinto perdi informação de valia...Para aqui me desculpar se houver gralhas. Porque na verdade depois de tanta hora a pesquisar e a organizar  descendências e perder todo o trabalho, só mesmo muita teimosia para a voltar a elaborar, sobretudo pelo cansaço da memória e dos nomes envolvidos a matutar de novo na cabeça, ainda assim  nasceu a crónica, correndo o risco de erros, que não me abalam, na garantia de que o leitor atento disso me vai dar conhecimento, para poder alterar, o que espero e agradeço. Venceu a  premissa de mais se saber  sobre a região das Cinco Vilas de Chão de Couce a que junto Ansião, do seu passado, em parte com origem numa comunidade judaica, que dela jamais alguém abordou que se radicou no Escampado dos Calados em Ansião, outra importante com famílias ricas no Espinhal, Vale da Couda em Almoster, Paio Mendes em Ferreira do Zêzere e,...
Pela via do casamento partiram para outras vilas da região, redondezas e grandes cidades.
Em resulto mostra mais clara e abrangente das origens do povo desta região desde os primórdios da nacionalidade, a meu ver, sem pretensão de obra a rivalizar monografia, apenas uma crónica pela "rama" sobre a Aguda que entronca com Ansião e Cinco Vilas de Chão de Couce na sua genealogia. 
Obviamente  carece de leitura o Livro "Os apelidos Portugueses de Paulo Bobone" 
Citar excerto  http://reader.wook.pt/  Sinopse - "O estudo dos apelidos é, antes de mais, matéria estreitamente ligada à história das famílias em geral e de cada família em particular. Saber como se formam e transmitem os apelidos, que importância se lhes atribuiu ao longo dos tempos, que esforços se fizeram para conservá-los ou para os manter fora do alcance de famílias estranhas a eles, é uma das primeiras preocupações de todo aquele que estuda a evolução da sociedade sob a perspectiva dos seus componentes elementares. A ostentação de parentes ilustres falsos ou verdadeiros , a "mania da fidalguia" uma constante no carater português... Os apelidos toponímicos mais comuns : Silva; Sousa; Ferreira ou Costa.
Apelidos do tempo quinhentista germânico em reino visigótico originou a descontinuação de Marcos, e Roiz para passarem ao uso de Adefonso que se fideliza mais tarde em Afonso; Soeiros e Rodorigus em Rodrigues ; Pires; Mendes e Gonçalves.
Em finais do séc. XI começaram a mesclar-se os nomes dos Santos mais venerados, na ausência de nomes de família, o nome próprio assumiu com frequência , uma função genealógica ,sendo tomado como modo de indicador da filiação e da estirpe de quem o usava.
Há ainda apelidos compostos que não podem ser separados Sotto Mayor; Castelo Branco e,...
Os coligados, jamais se apresentam separados , recusando qualquer capacidade de identificação de um elemento isolado; Tavares de Carvalho (tive um gerente que assim era chamado);Salvação Barreto; Pinto Basto; Freitas do Amaral; Rebelo de Sousa; Lobo Antunes e,... recusam indignamente deixar-se tratar por senhor Tavares, Carvalho, Barreto, Pinto, Basto e,...entendendo que nada tem nada de comum com os portadores destes nomes."

.......................Obrigatório a leitura do livro para mais saber!
No entanto aqui na região citada - Ansião e Cinco Vilas sem jamais ter sido temática falar da origem judaica, dos apelidos ainda presentes, do carisma das gentes e das feições apesar das misturas com mouros, tema que me mostro a primeira a falar, se é estigma para alguns, para mim não o é. Ninguém escolhe a família. No repto o povo judeu  capacitado de grandes talentos, todos com profissão ; medicina, farmácia, economia, direito, magia  e,...
Os mouros
Povo árabe também chamados mouros do Magrebe, os berberes vindos do norte de África. 
No tempo de D.Afonso Henriques aquando da defesa da cintura fronteiriça de Coimbra ao expulsar os sarracenos desta região de Monsalude, ainda hoje não se sabe em concreto onde foi o seu castelo, o tenha sido algures entre a Aguda  e Dornes (?) é obvio que deles ficou linhagem cujas caracteristicas ainda hoje bem evidentes pela tez morena, cabelos encrespasdos, olhar castanho muito escuro, pele sedosa e olho para o negócio na lábia de enganar...
 Os Judeus
"Os Judeus (povo hebreu e israelita) foram expulsos por Moisés do Egipto tendo chegado à Europa onde se refugiaram. Um povo caucasiano, de pele clara . Contudo nas doze tribos judaicas ( a origem das 12 tribos de Israel está descrita em Gênesis 29 , 30 e 35. 16-22. onde estão descritos os nascimentos dos 12 filhos de Jacó que também tinha o nome de Israel: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Asser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Havia umas com pele escura como a de Dã, referida como a tribo do lendário Sansão, o que a ter existido foi homem de pele negra, diferente das outras tribos que eram predominantemente brancos, havendo menções de judeus louros, de olhos claros como o Rei Davi, de baixa estatura, branco de pele rozada, quando chega diante de Samuel, o texto bíblico refere que "era ruivo, de belo semblante e admirável presença".
O povo judeu vindo na Diáspora de Israel que se veio a refugiar na Galiza- na terra que os romanos chamaram - Finisterra por a terra ali acabar e começar o mar. Com a implantação do Condado Portucalense muitos já aqui viviam e tiravam riqueza da agricultura.Para povoar Ansião na altura fronteira movediça da capital - Coimbra- D. Afonso Henriques perdoou pequenos delitos a 30 povoadores e aos cavaleiros que o ajudaram e aos Reis seguintes a erradicar sarracenos receberam doação de morgadios de terras e títulos , como o cargo de Capitão-mor e outros importantes. A que se seguiu um maior aumento com refugiados do êxodo de 1492, vindos de Espanha, da Galiza, que se refugiaram em Portugal . Povo que viveu socialmente fechado entre si em pequenas comunidades, em Ansião viveram numa aldeia chamada - Calados.Souberam aproveitar o movimento da estrada real ou medieval que passava a pouco mais de dois km ao Bairro de Santo António, onde rapidamente romperam um quelho a confluir nessa via onde passava todo o tipo de viandantes e noticias, onde se instalaram como estalajadeiros. Com riqueza e sendo capacitados com talento para a medicina e leis mas também negócios.
Com a corte de Filipe II veio uma família de Espanha - Velasquez de Alarcão que se radicou com terras e titulos no Espinhal.
Sem medo dizer que constatei uma clara ideia - o povo que viveu nesta região centro de Ansião, concelhos limítrofes e antigas Cinco Vilas, tem ascendência judaica. Independentemente da maneira que aqui aportaram fizeram uso das únicas estradas que haviam nessa altura, antigos troços de calçada romana e as medievais que passavam na região - Ansião e a poente do Avelar, a que se juntam os apelidos, os genes que ainda se distinguem na sua descendência, cariz de inteligência e outros talentos desde a Medicina, Botica, Leis, Economia, Música, Magia, e antes artes atestadas na agricultura com técnicas deixadas na região, em Ansião e Cinco vilas a rotear terrenos com balcões ou leirões nos costados (Moita Redonda) no aproveitamento da parca água das ribeiras Mata e Nabão e na do Avelar onde abriram à custa de mãos ribeiros mais pequenos que conduziam a água para lagares e moinhos, actividade intensa atestada numa contenda de 1359 com os almocatés de Ansião, arquivada na Torre do Tombo. Apesar de não se conhecer a existência de nenhuma sinagoga ficaram hábitos na arquitectura das casas com o triangular "V" invertido acima do lintel da porta ou no formato de meia lua em cerâmica, casas com balcões, na maioria telhados, bancos de pedra na frontaria do casario, janelas de madeira com caixilho minúsculo, a musica tocada com a gaita de foles, revitalizada agora no Avelar num Grupo, bordados que ficaram conhecidos com o nome de Castelo Branco, na verdade se faziam em toda a região centro, a minha avó paterna tinha no seu enxoval peças lindíssimas feitas pelas suas mãos de fada e até os tapetes de Arraiolos arte trazida na Diáspora de Israel quando passaram pela Arménia e Pérsia e ainda a arte popular dos chamados Lenços dos Namorados tão rica ainda no Minho em Vila Verde, igualmente nesta região foi tradição, infelizmente perdida e claro em tecer a lã e o linho nos teares. Sem esquecer outra grande riqueza deixada pelos romanos que souberam dar continuidade,a produção de vinho. 
Algumas destas famílias com títulos haviam de se estender até ao alto Alentejo .Perdeu-se o seu historial por terem dado aos filhos o privilégio de estudar em Coimbra e outros seguiram o sacerdócio, nem uns nem outros haviam na maioria de voltar por irem trabalhar para outras terras de maior visibilidade e também pela via do casamento, se perdendo assim as raízes também porque as irmãs casadas em geral saiam para casar nas terras dos maridos e outras seguiam a vida conventual. Tudo a acontecer num tempo que a comunidade se casava entre si, julgo que em muitas com parentesco muito próximo o que possa ter ditado uma irregular má deformação em alguns elementos, em criança ainda me recordo de constatar.
Esta investigação pretende descodificar de vez que na região a persistência de gente com belos olhos verdes e azuis,  não serem resulto a descendência das violações e outras consentidas dos invasores franceses, sendo certo que deixaram alguma descendência, o sejam eslavos.
Hoje  uma maioria de nós nas Cinco Vilas e Ansião  com raízes judaicas do norte de Garcia da Maia e Soeiro Galego, com mulheres de beleza incomum, bem podiam ter sido Miss, e homens,  igualmente belos os de olhar castanho, por certo alguns com origem numa das 12  tribos judaicas.
O seu perfil calado, carácter sovina, usurário do judeu agiota, alguns de nariz adunco ou nariz aquilino,  e de outros pontos na cabeça e rosto foi ressaltada em 1940 pelos nazis para os reconhecer e querer exterminar.
O meu cariz observador detecta em alguns dos seus descendentes, apesar das várias gerações e cruzamentos na região de Ansião-, gente baixa de corpo atarracado e outros de alto porte, tez trigueira e olhos escuros com pele e olhos claros, cabelos negros asa de corvo, outros encrespados, ruivos e louros, uns de carácter muito reservado, outros extraordinariamente faladores, algumas das mutações em tanta geração cruzada que ainda hoje em muitos ainda se distingue.
Pelo que a confusão que se possa gerar sobre determinados apelidos é grande, salvo raras excepções nenhum apelido português pode ser directamente conotado com uma família judia, que o deve ser antes pela pesquisa e  prova documental  a certeza de que um determinado antepassado foi ou não cristão novo pela via certa, a da árvore genealógica, sem ela, reconheço que todos os meus apelidos são judaicos e também uma certa rebeldia que me caracteriza lhe seja associada no pensar do poder criativo em almejar melhor sorte para os filhos decidem ludibriar a Inquisição na defesa da " limpeza de sangue impuro" rótulo que caracteriza além dos judeus, berberes, por naquele tempo ser obrigatório atestar em declaração obrigatória para apresentar na  candidatura à Universidade e para enveredar no sacerdócio.
No entanto sem grande margem de erro dizer que todos os portugueses tenham uma pinga de sangue judeu!
E nesta região das Cinco Vilas não só pelos apelidos, o são ainda em grande percentagem! 
Temática das comunidades judaicas na região centro e circundantes, antes jamais abordada por investigadores, apenas se referem a comunidades judaicas raianas, que me atrevi sem medo a deslindar...
Expulsão dos Judeus em Espanha   
Gravura do Livro Tojos e Rosmaninho de Alfredo Kelly -  volta do Avelar de NSGuia
Dita a gravura em finais do séc. XIX ainda o uso de carroças com capotas armadas em madeira para nelas se dormir, aqui era inicio de setembro estava calor e por isso vai a primeira descoberta, mas atrás vem outra coberta.O que mudou entre as duas pinturas? Os burros passaram a ser cavalos e machos , de resto a tradição ainda se mantinha.


Francos 
Povo que povoou a região em tempo remoto hoje compreendido nos países de França e Alemanha, o que dita haver descendência por parte alemã de pessoas de alta estatura, entroncados de corpo, olhos claros.
Exemplo de um proprietário de herdade de Ansião deriva do nome germânico do seu proprietário Ansion ou não seja de outro nome de uma terra italiana, por isso do tempo dos romanos (?).
Gonçalo Cachelim , julgo se fidelizou em Cotrim  ainda hoje presente em Ansião.
Perrote e Gonçalo Galete , julgo estes apelidos se perderam, ou não (?) .
Na Aguda viveu Martim Anes em 1221, apelido comum neste tempo e séc seguintes em Ansião e Almoster, cujo apelido é de origem eslava. Povos compreendidos entre a Rússia, Bielorrússia e Ucrânia (eslavos orientais); Polónia, República Checa, Eslováquia e Lusácia (eslavos ocidentais); Bulgária, Croácia, Macedónia, Sérvia, Bósnia, e Herzegovina, Cóssovo e Eslovénia (eslavos meridionais). O que explica  belas mulheres, há de facto aqui na Aguda e em Ansião algumas de inegável beleza de olhos verdes e,...

Apelidos entroncados com Ansião e Aguda onde ainda existe descendência da aristocracia , alguns dos mais comuns
"Ribeirinha"- Maria Pais de Ribeira , o apelido "Pais" de origem judaica, ainda persiste na região, Almada e,...

Duques de Vila Real Senhores da Aguda -, eventualmente possam haver "Menezes" , "Noronha"dois apelidos de origem judaica.

"Câmara", "Noronha"entroncam na família nobre "Veiga" que foi da quinta das Lagoas em Ansião. Os três apelidos de origem judaica.
Senhores de Figueiró dos Vinhos e de Pedrogão - "Sousa" e "Vasconcelos" dois apelidos de origem judaica, entrocam em Santiago da Guarda nos Condes de Castelo Melhor cujo brasão encontra-se no fecho do teto da pequena capela da Casa Senhorial.
"Abreu" origem  jadaica, descendência de nobre que foi da casa dos Duques de Vila Real.
Em 1513 Francisco Abreu criado de Gonçalo da Silva, fidalgo casa Real foi escrivão de Sisas em Ansião

"Rego" origem judaica de nobres descendentes da Quinta de Cima em Chão de Couce.
"Fidalgo" Origem judaica. Em Almofala um homem foi casado com uma mulher da vila de Ansião, e havia outro"Fidalgo" na Lagoa da Ameixieira (Ansião) e,...
"Vaz" origem judaica. Por volta de meados de 1500 aparece este apelido num registo de nascimento ou falecimento, que me falha a memória, assinalado nas Memórias Paroquiais cujo filho Fernão Vas se instalou na Quinta da Várzea no Avelar com uma venda e tinha capela particular de orago a NSPilar.
"Barão" palavra germânica, provém do franco baro, em alemão - senhor, cavalheiro ou guerreiro, mas também pode significar gabarola. Encontrei este apelido na Arega, houve  o Barão de Alvaiázere...
"Martim" nome que original da Quinta de Martim Vaqueiro ao S.João de Brito em Ansião - hoje apenas Martim Vaqueiro, embora ainda se chame quinta ao local onde foi a casa. Derive o termo de alcunha, pelo seu modo de vida, naquele tempo havia varas de porcos e possivelmente de vacas nas grandes herdades e morgadios na região , tendo chegado até ao séc- XX outros apelidos associados: Ganadeiro e julgo dele deturpado Ganaio na região da Lagarteira em Ansião.
"Afonso" origem eslava mas (judeu) 
"Antunes","Assunção","Azevedo","Avelar","Barbosa","Barros","Botelho","Caetano","Calado","Carneiro" "Carvalho","Coelho","Coutinho","Costa","Cruz","Dias","Fernandes","Freire","Freitas","Furtado","Jorge"," Lemos","Levi ","Marquesues","Melo","Mendes","Macarenhas","Maia","Moreira","Neves" "Nogueira", "Noronha","Nunes","Oliveira", "Paiva","Reis","Rocha", Roiz""Rodrigues", "Rosa","Simões" , "Soeiro",  "Vellasquez",  "Varzes", "Soares", etc...
"Bicho" e "Becho"de grafia incorrecta (animal do mato, fugidio) nome comum na região de judeus que tomaram apelidos de nomes simples do quotidiano que acrescentaram ao nome próprio para não serem presos e torturados pela Inquisição.
Também a fé em milagres no cristianismo dá origem a novos apelidos.Em Ansião o culto de Nossa Senhora da Paz veio acrescentar este apelido em judeus, pelo menos uma família o usa coligado - "Freire da Paz". 
A razão abordar a genealogia da Aguda e de Ansião?
No passado estiveram interligadas no entroncar de famílias.Tenha sido de Ansião que chegaram  judeus, da Galiza que pela via do casamento se instalaram na Aguda como mais à frente se verá.

O apelido "Ventura" de origem espanhola, seja suposto dizer que também é de origem judaica (?), sendo morenos e altos, os que conheço.
Distingui aleatoriamente no cemitério da Aguda jazigos sem qualquer menção, por isso não sei a que família pertencem, o mesmo em campas gastas pela erosão imperceptíveis decifrar, na verdade foi curta a minha visita, se demorasse mais tempo e tivesse um guia com certeza saberia muito mais.

Interessante apelidos no cemitério da Aguda
Apelidos "Pássaro"," Cascas" e "Pestana"
"Pestana" de origem judaica
"Pássaro e Cascas" suposto dizer que foram judeus que os adotaram do quotidiano

Excerto http://geneall.net/pt/forum/82973/informacoes-sobre-a-familia-pestana-madeira/"
Pestana" ( origem em D. Mécia de Brito Pestnan, apelido espanhol ) que se difunde na ilha da Madeira  com D. Mécia Pestana que casou com Pedro Teixeira, irmã do Chanceler-mor João Teixeira... outro Duarte de Brito Pestana, casou-se na Madeira com Joana Cabral, filha de Rui de Sousa e de Constança Cabral, neta de Gonçalves Zarco. Um sobrinho do mesmo nome, Duarte de Brito Pestana, filho de Afonso Vaz Pestana, casou na Madeira com Leonor Homem de Sousa, filha de Garcia Homem de Sousa e de Catarina Gonçalves da Câmara, filha.... Destes, principalmente, descende a maioria dos Pestanas da Madeira."
Supostamente o apelido "Pestana" que encontrei no cemitério da Aguda tem relação direta com esta família.Ou por ligação aos seus descobridores, Tristão Vaz Teixeira  ( estes dois apelidos permanecem ainda na região, os "Teixeira em Maças de D.Maria e no Marquinho em Ansião) e João Gonçalves Zarco (Gonçalves um apelido também comum na região (Mogadouro e...) ou por parte dos Marqueses de Vila Real governadores de Ceuta com entroncamento de casamentos (?) de onde nasce o apelido "Câmara e Noronha"(?).

Apelido "Curado" - Origem na região da Andaluzia, mudaram-se para a a Galiza, seriam supostos judeus para rumarem a Portugal, alguns cá ficaram e outros aproveitaram as vantagens da colonização com a descoberta do Brasil em 1500.
Na estrada nacional depois do Pontão  ao entroncamento para o Avelar floresceu defronte da Industria de Lanifícios  uma nova urbanização, que no tempo de adolescente havia pouca e o Colégio, onde ainda fui a explicações para o exame do 5º anos. Percorri o Avelar a pé e avistei ao longe um campanário que estranhei, parecendo-me antigo e claro o fui descobrir em caminhada pela Rua Dr. Rosa Falcão dando conta da planura da várzea, com ribeiros secos d'água e máquinas em limpezas de silvados. Fez-se ali claro que é chão da antiga herdade de Avellaal...Adorei sentir esse frenesim!
Mais à frente  foi feita em 2000 uma capela.
O que palpita dizer que seja ainda em parte da família  "Antunes Curado" (?).

Documentação Histórica
Excerto  https://cld.pt "A Herdade de Almofala, abarcando a actual freguesia de Aguda, foi possivelmente seccionada do anterior Reguengo de Monsalude, e em 1209 doada a D. Maria Pais Ribeiro, barregã (amante) de D. Sancho I. Esta foi mais tarde esposa do galego João Fernandes de Lima, copeiro do rei e avô do homónimo senhor de Figueiró após Egídio Julião; em 1304. D. Martim Anes de Riba de Vizela, Alferes -Mor de Afonso II e Sancho II, recebeu em 1221 doação de uma herdade na mesma área, passando a primeira a ser designada por Almofala de Maçãs de D. Maria e a segunda por Almofala de Aguda, tendo ambas dado origem, em data imprecisa, a aglomerados populacionais."

No Livro Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes - A Comarca das Cinco Vilas e a Ouvidoria de Ourém "Esta ouvidoria tem a sua origem mais remota no vasto poder senhorial que D.João Afonso Telo de Menezes, 4º Conde de Barcelos, foi constituindo nesta região no reinado de D.Pedro I,  a 10 de fevereiro de 1360, assente especialmente nos lugares de Aguda, Avelar, Chão de Couce e Maças de D.Maria.
A 7 de abril de 1364, D.Pedro I doou a D.João Afonso Telo de Menezes, seu mordomo-mor, "todo o direito real e direito a foro que tinha na quinta da mouta bella com as suas herdades, vinhas e pertenças, e nos casais d'Ameixieira com todas as suas herdades.E na aldeia de Caneve o seu termo.Situavam-se os ditos lugares no "Chão do Couce e termo em Penela.
D.João Afonso Telo de Menezes terá morrido em 1381, segundo Fernão Lopes.
Durante o processo revolucionário de 1381/85, os Teles de Menezes vão passar por tribulações por  João Afonso Telo de Menezes ser tio de Leonor Teles.
Diz-se que a Leonor Teles quando fugiu com o Conde Andeiro depois de Santarém estiveram na Quinta de Cima, sendo terras da família, faz sentido. 
"O herdeiro dos bens e direitos do pai nesta região das Cinco Vilas e Ansião foi o 2º filho também chamado D.João Afonso Telo, 1º Conde de Viana do Alentejo.Por se ter posto ao lado dos partidários de D. João I, de Castela, foi assassinado em 1384 por aldeões de Penela, vila de que fora nomeado alcaide pelo próprio monarca castelhano." "O seu herdeiro foi D.Pedro de Menezes, 2º Conde de Viana do Alentejo e 1º Conde de Vila Real. Foi o primeiro capitão de Ceuta. Tentou reaver os bens patrimoniais e os poderes senhoriais de seu avô, que D.Duarte lhe confirmou a 7 de abril de 1434, que há mais de 30 anos em, 1407 já D.Pedro de Menezes alargara o vasto património comprando Pousaflores a João de Loureno Penela por 1400 dobras de ouro, terra de juro e Herdade com todas as suas pertenças, rendas, direitos, foros, entradas e saídas. "
D. Pedro faz doação dos referidos sítios mais Rapoula, em Avelar, com todas as suas jurisdições direitos e pertenças, expecto o padroado das igrejas, como caução de parte de 20.000 dobras de ouro mouriscas devidas a D. Fernando de Noronha pelo dote de sua filha D. Beatriz. "
"O Conde de Viana, D.Pedro de Menezes teve duas filhas, D.Brites, casou com o Conde de Vila Real Dom Fernando de Noronha. 
A outra filha D. Leonor, fez partilhas das terras, bens, e cousas que do dito conde seu pai ficarão, nas quais alem do dote que tinha a irmã de 25 mil dobras de ouro mouriscas lhe aconteseo a quinta de Chão de Couce com todas as suas propriedades, rendas, pertenças, e direitos, e o julgado de Palhais, que assim se chamava o lugar de Couce, a Rapoula , Moinhos, Rascoia e todo o julgado  da villa da Guda, e seu termo, e o julgado de Maçans e o Auellar e o julgado de Pousaflores e seu termo com todo o acentamento das quintas, a quinta da Meixieira, e os padroadod da Guda e Pousafloes , e os casais da Begoaria, e todas as mais cousas que o dito conde de Viana tinha e possuia nas ditas quintas e julgados, e com os moinhos, coutadas varias e empresamentos que com as ditas quintas, e terras andarão, com outras mais cousas declaradas na carta de partilha feita entre estas duas irmãs, confirmada pelo Rei Dom Afonso o Quinto.
Por bem desta confirmação possui o Conde Dom Fernando de Noronha com a Condessa sua mulher as terras, rendas atrás declaradas, e por seu falecimento a sucessão e nova doação concedida ao 2º Conde de Vila Real Dom Pedro de Menezes, seu filho a quinta de Chão de Couce, Pousaflores com o seu padroado, Maças de D.Maria, a quinta da Mouta Bela, os casais da Meixieira, a Aguda com o seu padroado, a Rapoula e o Avelar..."

Excerto de http://geneall.net/pt/forum/159703/casa-vila-real-conspiracao-1641-d-joao-iv/ "No Livro de Nuno da Silva Campos - D. Pedro de Meneses e a construção da Casa de Vila Real (1415-1437), Lisboa, Edições Colibri, de Dezembro 2004 (Prémio da Associação Portuguesa de Histórica Económica e Social 2003)
(Fonte Afonso Dornelas.Documentos Antigos: instituição do vinculo de morgadio dos condes de Vila Real, feita em Ceuta em 1431" in Elucidário Nobiliártico, 1º Vol. nº X, Out 1928, pp. 305-319).
Aguda tinha 38 Km2 e 160 pessoas (hoje tem 39,67 km²).
Teriam sido mal medidos...O termo da Aguda onde existia uma ermida ao apóstolo S.Simão, cuja Imagem se dizia milagrosa.
Avelar 11 Km2 e 440 pessoas
Chão de Couce 25  Km2 e 95 pessoas
Maças de D. Maria 22 Km2 e 520 pessoas..." 
Interessante o contraste da dimensão do território e o seu número de pessoas.
Excerto do Jornal Novo Horizonte de 15 de novembro de 1932 nº 46 extraído da pág Facebook Genealogias Avelarenses " Segundo Salvador Dias Arnaut, o Avelar já existia no séc XIII porque em novembro de 1212 Martim Anes concedeu carta de foral da sua Herdade de Avellaal e de Almafalla, criando deste modo um concelho, à custa de território até então compreendido no termo de Penela, que Fernão Peres de Podentes foi entre outros testemunha." Sem rotulo de historiadora, apenas amante das coisas e factos da história desta região seja o falar da Aguda  uma das  "Cinco Vilas" da Comarca de Chão de Couce que  também foi vila e sede de concelho, com a sua Casa da Câmara,  até ao séc. XIX, quando foi integrada no concelho de Maças de D.Maria, para depois  em 1855, até hoje, pertencer ao concelho de Figueiró dos Vinhos.
Todas as Cinco Vilas receberam Foral na mesma data de 12 de Novembro de 1514.
Extinto o concelho da Aguda  resta o sítio da Casa da Câmara e um monumento filho da antiga grandeza, o seu Pelourinho-, "no dizer de Alexandre Herculano, o padrão o símbolo da liberdade municipal . Que  Salvador Dias Arnaut completou dizendo -" faço votos para que todos os anos  os avelarenses se unam em volta dele, irmanados pelo mesmo desejo de engrandecer a sua terra".

Teima em Reformular
Não sejam apenas os avelarenses, no caso  mantém o seu Pelourinho inteiro, apesar do sitio em enclave na berma de uma rua sem brilho  nem esplendor por casario que o deixa terrivelmente encafuado, pior em Chão de Couce que lhe deram sumiço tendo sido mandado erigir um novo  há anos , em Pousaflores foi reutilizado para há poucos anos se ter encontrado parte do fuste que hoje o exibe em glória, apesar de ser pela metade, pior Maças de D.Maria que também reutilizou uma parte no gaveto de uma casa, tendo sido redescoberto há pouquíssimo tempo, julgo ainda não foi retirado para ser recolocado em local de destaque, afinal só o Avelar e a Aguda, antigas vilas das Cinco Vilas, mantém inteiros os seus primitivos Pelourinhos!

Ganha cada vez mais destaque a nítida sensação que são os historiadores que anulam ou engrandecem as terras, no caso do comentador do Jornal-, Salvador Dias Arnaut em 1932, só falou do Avelar sendo que jamais abordou a Aguda nesta questão, pior o grande Herculano, que não sendo historiador com canudo deixou grande obra sobre o passado de Portugal, sendo autodidata de mérito, contudo nesta temática  não conseguiu identificar estes nomes "Avellaal e Almafalla"...
Se o Herculano tivesse percorrido o centro de Portugal, acaso se tivesse debruçado sobre a vida de D.Sancho I e da sua amante favorita, a Ribeirinha (Maria Pais de Ribeira) e a herdade de Almofalla que o Rei lhe doou, ou em alternativa olhasse para um mapa teria percebido que na reconquista cristã ao virem de norte para sul  precisamente num raio de poucos quilómetros nesta região do Maciço de Sicó que se aborda, foram repostos nomes de terras que já tinham sido dados no norte, alguns iguais, outros com a mesma raiz e semelhança como o último :
Pai Penela e Penela da Beira - Penela
Almofala - Almofala
Cumieira - Cumeeira 
Rabaçal - Rabaçal
Avelar - Avelar
Cabaços - Cabaços
Mogadouro - Mogadouro (Ansião)
Ansiães - Ansião

Excerto http://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/15656.html "A Carta de Foral dada por D. Manuel I a cada uma das Cinco Vilas, no dia 12 de Novembro de 1514 é um título, se diz “Foral para a Vila do Couce e dos outros seus comarcãos e anexos”, que são Avelar, Pousaflores, Aguda e Maçãs de D. Maria. A Carta de Foral a cada uma das restantes quatro vilas, se declara que alguns direitos ou obrigações são iguais aos do Foral de Couce. Também se afirma que dentro do senhorio rústico, que incluía os cinco concelhos, os residentes em qualquer um deles não pagam portagem, quando circulem entre si.  A transcrição completa da Carta de Foral, extraída do Livro de Forais Novos da Estremadura, fls. 156 v. a 160, Instituto dos Arquivos Nacionais /Torre do Tombo não respeita a ortografia, nem a sintaxe, nem sequer a pontuação, que foram por nós alteradas, com a finalidade de facilitar a compreensão do seu conteúdo."

Foral da Aguda
"E paga-se mais por direito real em a vila e lugar da Aguda por foral por que as rendas e direitos se devem aí de arrecadar e pagar na forma seguinte, convém a saber: Paga-se no dito lugar de todo o pão, vinho, linho, tremoços de oito um. E não se paga o dito oitavo de nenhuns outros legumes nem sementes nem cousa nem eirádega ( pensão anual que desde a Idade Média os cultivadores eram obrigados a pagar ao senhor da terra, cumulativamente com outras rendas) nem terrádego ( imposto devido pela ocupação de um terreno ou espaço numa feira, onde se expõem produtos para venda).
E pagará mais qualquer morador na terra como viver aí ano e dia dois alqueires de trigo nas eiras pela velha medida e um capão ( galo capado) por São Miguel.
Relego (direito que o Rei e os Senhores tinham de proibir a venda de vinho avulso durante os três primeiros meses do ano – geralmente, de 1 de Janeiro a 1 de Abril. Nesse período só o seu próprio vinho podia ser comercializado).
E tem mais aqui o senhorio meio relego. Meio tempo de Santa Maria de Março, até São João. E no tempo do dito Relego não se venderá outro vinho nele senão o que houver dos ditos oitavos do dito lugar da Aguda somente e não de nenhuns outros. Com declaração que se acabar o vinho antes que saia o dito meio tempo do relego não darão mais nem se venderá nele outro nenhum vinho.
Medidor
«E o medidor pagará o senhorio sendo primeiro ajuramentado publicamente. E terá mais o senhorio neste lugar uns Paços com casas térreas e outras propriedades e terras que estão confrontadas e bem demarcadas nos tombos (inventário dos bens de raiz, onde são explicitadas todas as respectivas demarcações). do senhorio e nas escrituras que as pessoas particulares de cada uma têm com seus foros neles declarados. E assim havemos por bem e mandamos que ao diante se levem sem nenhum acrescentamento nem dúvida de como ora estão em costume pelos ditos títulos de pagar.
E das moendas de água ( azenhas de água) e moinhos pagam os foros por seus contratos e avenças. E assim mandamos que se paguem ao diante.
E os Maninhos (terrenos não cultivados, que eram, normalmente, do domínio público) são do Senhorio e serão dados segundo a Lei das Sesmarias (promulgada por D. Fernando, em 28 de Maio de 1375, no contexto da crise económica do século XIV, e que pretendia fixar os trabalhadores rurais às terras diminuindo a fuga para as cidades) com o foro ( renda ou pensão que paga aquele que usufrui do domínio útil de uma propriedade.da terra e mais não). E menos dele se assim se concertarem as partes. E tem a ordenação do partir do pão. E o gado do vento (expressão que significa gado perdido, de que não se conhece o dono). E o tabelião (oficiais públicos que faziam escrituras e outros instrumentos jurídicos, para lhes dar carácter de autenticidade ). E a dízima ( antigo imposto que se pagava à Igreja e que correspondia a um décimo dos rendimentos.das sentenças)- E os montados (tributo que se pagava por os gados pastarem no monte de algum concelho ou senhorio). E a pena de arma (punição aplicável por crime cometido com qualquer arma). E a portagem (tributo que as pessoas pagavam por passar uma ponte, as portas de uma cidade ou vila, e pelos carregamentos com que passavam nesses lugares). Com a pena do foral ( condenação que resulta da aplicação das disposições legais que constam no Foral). Todos estes direitos são tais como os  jazem declarados no Foral do Couce que chamaram primeiro Palhais.»

Excerto  http://www.bmfigueirodosvinhos.com.pt/docs/figueiro_dos_vinhos1968.pdf
Padre Manuel Maria Gaspar Furtado "Nascido em Pousaflores a 2 de novembro de 1898. Ordenou-se no Seminário de Coimbra a 16 de março de 1918 e 4 dias depois rezou a sua 1ªmissa em Chão de Couce. Paroquiou em Ansião 10 anos. Em 1929 esteve em Chão de Couce e acumulou um tempo com o Avelar até 1966.Desde maio de 1967 paroquiou a Aguda.Foi o arcipreste das Cinco Vilas.Já é do seu tempo a reparação da igreja matriz. Uma das suas maiores aspirações é fazer do povo da freguesia uma grande família, unida pela igreja com o seu pároco e com Deus, tendo por pedras basilares o Amor e com a pretensão mutua, assim como, no aspeto social, transformar os habitantes numa sociedade completamente integrada nos princípios ecuménicos do saudoso Papa  João XXIII."
INDIGNAÇÃO (?) " Já é do seu tempo a reparação da igreja matriz" porventura teria sido este  padre Manuel Furtado o suposto autor de ter mandado retirar os altares em madeira da igreja da Aguda, se eram quatro e hoje só existe o altar mor, podia ter mandado retirar todos, ou mais tarde outro pároco ter retirado os laterais (?) atitude que contradiz as suas aspirações "é fazer do povo da freguesia uma grande família, unida pela igreja com o seu pároco e com Deus, tendo por pedras basilares o Amor e com a pretensão mutua, assim como, no aspeto social, transformar os habitantes numa sociedade completamente integrada nos princípios ecuménicos do saudoso Papa  João XXIII."
Esta indignação porque os altares tinham sido obra de marceneiros artesãos da terra, cuja arte não se vê referência escrita e o devia, pois ao que me foi dito há anos, o foram no passado exímios em arte a esculpir a madeira. Ao tempo os altares foram vendidos a um antiquário varejador na região que conheci com 8 anos na década de 60, sem saber o que eram velharias, de apelido "Bonito", o recordo a dizer para uma modista onde fui provar um vestido em Ansião  "traga tudo o que tiver, louça, vidros, livros, rendas, mesmo rotas compro tudo..."  em passo apressado entra na casa a modista trazendo na volta uma braçada de coisas que tinham sido pertença da sua sogra uma descendente Veiga, de origem brasonada.

Segundo o testemunho que me facultou o Dr. Arménio Vasconcelos  do Museu de Almofala de Cima em 2011 "os altares tinham sido vendidos há coisa de 30 anos por um padre  a um antiquário da Vidigueira.Um dia vindo do Algarve  onde parou para ver as velharias se deu conta deles de encosto numa parede, dizendo-lhe o antiquário a sua origem e que já os tinha há 10 anos-, estarrecido ficou porque naquela igreja da Aguda  a sua esposa tinha sido batizada com registo de fotos ainda com os altares. Os comprou para neste Museu de Almofala de Cima se guardarem algumas partes sobrantes para memória do  seu passado, em virtude de ter mandado fazer um altar noutra casa Museu Maria da Fontinha em Além Rio em Castro Daire, a casa que foi de sua mãe!"

Excertos http://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados https://pt.wikipedia.org/wiki/Marqu%C3%AAs_de_Vila_Real "O título de Marquês de Vila Real foi instituído por carta do Rei D.João II de Portugal de 1 de março de 1489, em benefício de D.Pedro de Meneses.O título sucedeu ao Conde de Vila Real, que havia sido criado em 1424, por D.João I, a favor de D.Pedro de Meneses, avô do anterior.
Os Marqueses de Vila Real foram também titulares dos Condados de Ourém, de Alcoutim e de Valença.
O 2º Marquês de Vila Real D. Fernando de Menezes foi governador de Ceuta e casado com  Maria Freire de Andrade, cujos apelidos julgo sejam da região, pelo menos o "Freire" é muito comum."

A família nobre de apelido "Abreu"  - Ainda comum na Aguda por este Portugal e pelo Mundo na boca dos que carregam o apelido. 
Excerto http://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados/ "Teria sido Fernão de Abreu o primeiro a vir para Aguda ?
A hipótese de Fernão de Abreu, progenitor dos Abreus das Cinco Vilas ser filho de um dos dois clérigos filhos de Leonel de Abreu, fidalgo da Casa do 3º Marquês de Vila Real D.Pedro de Menezes em 1529, adquiriu  o Senhorio (Herdade de Almofala e a Herdade do Avelar ) em virtude de a deter a juro cuja venda destas terras à Casa de Vila Real  terá sido licenciada  por alvará Régio de D. João III, de 14 Outubro de 1528 .
D. Manuel I doou em 1510 o Senhorio de Valadares aos Noronha-Menezes (Vila Real) fazendo-os mais tarde Condes de Valadares.Coincidência de nomes e de patrimónios dos Duques de Vila Real com muito património Abreu (das Cinco Vilas e Regalados) foram curiosamente parar à Casa de Vila Real, que como é sabido cai em desgraça no tempo de D. João IV por conspiração de lesa majestade, perdendo todos os títulos e terras.
Valadares foi senhorio dos Abreus de Regalados desde que Gomes Lourenço de Abreu casou com Guiomar Lourenço de Valadares, no tempo de D. Afonso III, de cuja Casa GLA era fidalgo.
Aliás, Diogo Gomes de Abreu, Senhor do Couto de Abreu, Valadares, Regalados, etc., era o pai de D. João Gomes de Abreu, Bispo de Viseu, que o foi depois de ter tido um filho - Pedro Gomes de Abreu - de Dª Beatriz d' Eça.
O 4º Marquês  de Vila Real  foi governador em Ceuta.
O 5.º Marquês D.Manuel de Meneses de Noronha recebeu o título de Duque de Vila Real. Foi governador de Ceuta por duas vezes.
O 6º Marquês D.Miguel Luís de Menezes casou-se duas vezes e não teve de nenhum filhos.Foi o 1º Duque de Caminha, cujo título passou para o irmão.
O 7.º Marquês de Vila Real – D. Miguel Luís de Meneses, 2.º Duque de Caminha foi capitão de Tanger e de Ceuta. Entrou numa conjura contra D.João IV , suposto dizer por simpatia a Espanha que lhe deu o título de Duque de Caminha (?). Nessa sequência aquando da Restauração da Independência em 1640, os Marqueses de Vila Real ao abraçar a causa da união com Espanha, enfurecerá Dom João IV, então Rei de Portugal, que ordenará a inversão da espada no símbolo de armas da cidade, a espada exibirá a ponta para baixo marcando assim a desonra. Só em 1941 voltará à sua posição inicial depois de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior."
Sem perceber de heráldica seja suposto dizer que o escudo dos Duques de Vila Real que existe encastrado na parede do tardoz da igreja da Aguda e também a sul,  se apresenta liso, virado para baixo, tenha haver com o atrás mencionado (?). Seria interessante alguém que soubesse interpretar o mesmo e a simbologia religiosa que se encontra acima dele.
"Descoberta a rebelião foram presos todos os fidalgos que nela tomaram parte, tendo à frente o arcebispo-primaz D.Sebastião de Matos Noronha. De nada serviram as súplicas para que fosse perdoado o 7º Marquês D. Miguel Luís de Meneses e 2.º Duque de Caminha. O Marquês e seu pai, acusados de traição, caiem em desgraça  pelo envolvimento na conjura contra Dom João IV, foram sentenciados à morte, sobrevivendo-lhe a esposa mas sem descendentes. Morreram como os outros conjurados, no dia 29 de Agosto de 1641, degolados num cadafalso erguido no Rossio de Lisboa, depois de terem estado presos em São Vicente de Belém. Por terem sido traidores à Pátria foi extinta a Casa dos Marqueses e Duques de Vila Real, a quem pertencia a vila da Aguda e outras terras . Nessa mesma data a Casa dos Marqueses é confiscada pelo Rei e entregue a Dom Pedro, Infante de Portugal (Costa, 1706: 517) que se assenhorou de  todos os seus bens para a Casa do Infantado.
Por ausência de descendência directa do último Marquês, o título foi extinto, sendo sua representante a Marquesa de Vagos, Maria Mafalda da Silva de Noronha Wagner.
Não obstante, o título continuou em Espanha, com a designação de Duque de Camiña e Grandeza de Espanha (23 de março de 1660), e está hoje na Casa dos Duques de Medinaceli.
O Condado de Vila Real foi recriado pelo Rei D.João VI, por Decreto de 3 de julho de 1823, a favor de D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos."

Livro  -  A Casa de Vila Real e a conspiração de 1641 contra D. João IV Edição Colibri 2007 " de Mafalda Noronha Wagner. A morte do Marquês e a perda destas suas terras ditou o declínio da Aguda.
O brasão da família Abreu - Na Aguda o seu jazigo.Família que não estudei , apenas a menciono pela valia na Aguda, se houver erros, lamento.Há entroncamentos em casamentos com apelidos em http://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados/
"Dias"
"Curado"
"Godinho"
"Temudo"
"Lameiras"(conheci um na Moita Redonda)
"Rodrigues Coelho" e,...
Excerto http://www.academia.edu/15864246/  de Miguel Portela retirado das Memórias Paroquiais depois do terramoto de 1755. Carta de 6 de janeiro de 1756 do vigário da Aguda José Pinheiro de Figueiredo " A igreja desta freguesia é antiga, está pouco ornada, e tem alguma ruína na capela mor. Há nela quatro altares, faltas de adorno, pela pobreza das Confrarias;
Confraria do Sacramento com rendimento de oliveiras.
Confraria de Nossa Senhora da Graça o orago, tem a juro 80.000 réis
Confraria do Senhor de Jesus tem a juro 10.40 réis
Confraria do Espírito Santo tinha a juro 10.000 réis
Irmandade ao Espírito Santo tinha a juro 60.000 réis"
O investigador Miguel Portela - Aborda relato das Memórias Paroquiais as transcrevendo sem que nada lhes acrescente de outra valia, nem se questiona do pouco adorno da igreja da Aguda... Se a igreja da Aguda é antiga a razão do pouco adorno nos altares se teve passado rico.O que aconteceu às suas Imagens em pedra?
Imagem de S.Sebastião
Virgem do Rosário
Divino Espírito Santo
Nem fala do vigário antecessor da Aguda - Marcos Gonzalves Galvão
Se teria sido no seu tempo que a igreja foi espoliada?
Na verdade estas Imagens fazem parte do espólio da igreja do Avelar.
Teria ficado a paroquiar as duas igrejas, recebendo em dobro côngrua.
Se foi sua vontade levar as Imagens?
Teria o facto ficado registado nos Livros da igreja das Aguda ?
Os historiadores d'hoje deviam ser mais abrangentes em juntar o teor da documentação com o conhecimento do local e assim mais se saberia, continuando a fazer história em  transmitir apenas a documentação que investigam, sendo obra pioneira importante, debalde jamais saindo da base de conforto, pouca ou nenhuma valia lhe acrescentam, e bem podiam teorizar e conjecturar o que se apraz verossimel!

Excertohttp://www.oribeiradepera.com/miguel-portela-o-padre-manuel-da-silva-de-oliveira-peregrino-ou-viajante/" A 12 de setembro de 1737,quando o pároco da então vila de Aguda, concelho de Figueiró dos Vinhos registou o falecimento de um viajante doente na Ponte de S.Simão. Tinha por nome Manuel da Silva de Oliveira e trazia com ele uma carta de guia passada pela Misericórdia de Elvas, a qual deveria ser entregue à Misericórdia de Coimbra.
A carta fazia acompanhar-se de uma lista de pessoas que fizeram parte de um auto-de-fé executado em Lisboa a 24 de julho de 1735 onde constava o seu nome. Havia nascido no Sirinhaém, bispado de Pernambuco, e era morador na cidade da Baía. Todavia, por ainda não ser sacerdote, mas apenas diácono, foi suspenso do exercício das suas funções e condenado a sete anos para as galés. Tudo isso devido a ter dito missa e confessado sem estar habilitado para tais exercícios religiosos."

Registo de falecimento do Padre Manuel da Silva de Oliveira em 12 de setembro de 1737
Arquivo Distrital de Leiria, Livro de Defuntos de Aguda de 1737, Dep. IV-33-C-16, assento n.º
4, fl. 43v.-44. [fl. 43v.]
"Em os doze dias do mes de setembro de mil e setecentos e trinta e sete annos faleceo no lugar da Ponte de S. Simão desta freguesia; vindo de jornada doente com carta de guia da Mizericordia da Cidade de Elvas, para a Cidade de Coimbra, o P. e Manoel da Silva de Oliveyra, cujo nome constava da dita carta e me afirmarão as pessoas do sobredito lugar donde faleceo, de que fazendolhe pergunta do nome, e terra de honde hera natural; dizem lhe dicera, que aquele hera o seu nome, e que hera da Bahya; e foy ouvido de Confissão pello P.e Francisco Simois do lugar da Penna, e me segurou, que ao seu parecer, estava verdadeiramente contrito, e com efeito faleceo, com signais de verda // [fl. 44] de verdadeyro Catholico Romano; e por trazer em huma lata junta com a Carta de Guia, huã lista de pessoas, que sahirão no Auto publico de fé, que se selebrou na Corte e Cidade de Lixboa em o dia vinte e quatro de julho de mil e setecentos trinta e sinco annos; e da lista consta, ser a segunda pesoa do mesmo seu nome, por dizer o seguinte = o P. e Manoel da Silva de Oliveyra subdiacono do habito de São Pedro natural da freguesia de Serinha em Bispado de Pernambuco, e morador na Cidade da Bahia, por dizer missa e confessar sem ser sacerdote; e a cosa, suspenso para sempre do exercicio de suas Ordens inhabilitado para as mais, e sete annos para galés. = Se presume ser o mesmo, não fez testamento, nem trazia de que, por vir provido pella Mizericordia, está sepultado dentro da Igreja; de que fiz este acento, que asigney. Aguda dia, mes e era ut supra. (assinatura) . O Vigário Marcos Gonzalves Galvão."
Excerto http://www.theportugaltimes.com - Culto ao Divino Espírito Santo o Bodo aos pobres - "O culto ao Divino Espírito Santo de origem portuguesa, tradição remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas.Há referências históricas que indicam que foi inicialmente instituída, em 1321, pelo convento franciscano de Alenquer sob proteção da Rainha Santa Isabel de Portugal e Aragão onde esteve encarcerada pelo rei D.Dinis por a Rainha D. Isabel, não se conformar com o confronto entre pai e filho legítimo na herança pelo trono, sendo desejo do Rei D. Dinis, que a coroa portuguesa passasse, após a sua morte, para o seu filho bastardo, Afonso Sanches. Este conflito deu origem que a Rainha Santa Isabel passasse a suplicar ao Divino Espírito Santo pela paz entre o seu esposo e o seu filho."

Excerto https://books.google.pt "(...) 15 de junho de 1426 do Papa Martinho V, dirigidas ao deão da Sé de Viseu, a ordenar-lhe que investigue junto da prioresa e freiras do mosteiro do Espírito Santo de Toro, da Diocese de Zamora, sobre se a venda por elas feita a D. Pedro de Meneses Conde de Vila Real, propriedades suas em terras portuguesas redundou em utilidade do dito mosteiro e, neste caso,a confirme e sane quaisquer defeitos..." 
"A invocação ao Divino Espírito Santo vinda de tempos muito recuados oriunda do Mosteiro Santo de Toro de Espanha que detinha estas terras de Rapoula no julgado da Aguda  compradas pelo Conde de Vila Real  antes de 1426."
Citar enxerto do Livro Património Religioso do Concelho de Ansião de António Jesus Simões, Joana Patrícia Dias e Manuel Augusto Dias
(...) devido à distância a que ficava a sede da paroquia na Aguda , reivindicou-se perante Roma a autonomia que seria conseguida por despacho favorável de Inocêncio XI ao autorizar a paróquia separada, em 1680, com o orago do Espírito Santo..."

O que os autores queriam  dizer na minha opinião
A referência a 1680 como a oficialmente criada da Freguesia do Avelar ao Divino Espírito Santo (?) sem saber onde se basearam, porque depois de 1601, os três irmãos de apelido "Afonso" receberam autorização para construírem à sua custa uma pequena ermida relatada nas Memórias paroquiais  setecentistas, obviamente com intenção de separar a freguesia da Aguda com a formação de uma nova do Avelar.
" três irmãos do Avelar de apelido "Afonso" escreveram ao Papa alegando a distância à Igreja Matriz da Aguda vendo o seu pedido satisfeito depois de 1601 construiram à sua custa uma pequena ermida "
Por certo sita  algures entre a Rascoia e o Santo Velho, a caminho do que é hoje o centro da vila do Avelar.
No Avelar anos mais tarde por ser pequena outra igreja foi construída, a actual, cujo portal ostenta a data de 1757.
Interessante constatar a atitude reivindicativa do povo do Avelar, herança com genes de povo judeu  que já sabia escrever e cultivava a grande herdade do Avelar, em prol do povo irmão da Aguda à época de origem nobre e critãos velhos, o que faz crer!

 ACTUALMENTE
Na realidade a igreja da Aguda não detém espólio de Imagens do seu primitivo património religioso, o que lhe  restou foi o orago da Senhora da Graça em pedra, partida, possivelmente pela passagem dos invasores franceses em 1810, mas dela se perdeu o rasto.
O que aconteceu ao espólio da igreja da Aguda revela que a rivalidade do povo aliada ao roubo estiveram de mãos dadas, aconteceu em Ansião atestado em " crónica de 1625 de Severim Faria, dando nota do milagre na Fonte Santa ocorrido em 1623, em que o povo da Constantina ampliou a pequena ermida em capela, como não tinham Imagem vieram de noite buscar a Senhora da Paz, pertença do espólio da primitiva igreja que já existia antes de 1220, desnudada e escura, ( suposto incêndio que motivou em parte a descontinuação daquela igreja) e a levavam de noite da sacristia onde estava guardada para os Ansos não se darem conta, pois eram muito ligados àquela Senhora...) a pintaram, vestiram e puseram no altar da Constantina..."
Ao mesmo tempo em atitude semelhante o Avelar alegadamente se vir a engrandecer com um milagre da Senhora da Guia e o bolo cozido no forno para os peregrinos, prática dos Duques de Aveiro senhores de Abiul, o bodo dos pobres no culto ao Divino Espírito Santo, e com isso potenciar de grandeza chamariz de gente naquele tempo fortemente beatizado e inculto, até que houve um padre esclarecido que proibiu e acabou com a multidão junto da igreja que se abrigava em compridos alpendres que a minha mãe ainda deles se recorda, para mais tarde de novo ter sido a proibição levantada para hoje ainda se fazerem grandes festejos num misto de religioso e profano.
Ao entrar pela primeira vez na igreja da Aguda deparei com as Imagens recentes, o que estranhei atendendo à sua antiguidade.
Estando presentes alguns elementos da Fábrica da Igreja um deles se referiu às Memórias Paroquiais, depreendi de Figueiró dos Vinhos, na menção do espólio primitivo da igreja da Aguda.
Em 1721 um padre nas Noticias para o Bispado aflora a pobreza dos altares, com poucos adornos.
Por simpatia sejam as antigas Imagens da Aguda as mesmas que se encontram na igreja do Avelar, o que levanta a questão de terem daqui sido  levadas para a nova igreja do Avelar construida depois de 1601, com autorização papal em desanexar a freguesia do Avelar da freguesia da Aguda solicitada pelos irmãos Afonso, que a edificaram à sua custa, pelo que faz sentido na altura ter sido o mesmo padre a tomar conta das duas freguesias, e ambas lhe pagarem a côngrua , e ter levado as Imagens que quis (?) supostamente com 2ª intenção que o povo não percebeu (?)  por isso não se alevantou em reprovação (?), mas o devia, no meu pensar, porque o culto ao Divino Espírito Santo pertença da Aguda a ter ido para no Avelar se engrandeceu com o bodo aos pobres aliado ao milagre de NS da Guia, e ainda a Imagem desta Santa antes tenha sido a Imagem de NSRosário da Aguda, pela antiguidade!
O que faz falta? Haver um historiador em arte a descrever as Imagens das Igrejas das Cinco Vilas e assim se dissipar dúvidas!
Na verdade o povo do Avelar se mostrou no tempo de poder reivindicativo, atitude que hoje ainda o distingue , não deixando dúvidas a origem judaica dos irmãos Afonso,  pelo apelido, carisma, mas sobretudo por saberem escrever, que os distinguiu pela atitude tomada em se dirigirem ao Papa, possivelmente com a ajuda do padre Marcos Gonzalves Galvão  soube como encaminhar a carta e na verdade conseguiram com mérito concretizar o seu intento.Todos com a mesma origem judaica .
Facto histórico que não estranho em nada, muitos dos judeus refugiados na região se converteram em cristãos novos, havendo alguns mais endinheirados a levantar capelas privadas, públicas e até igrejas para denotar precisamente a sua nova fé, com receio das denúncias à Inquisição, apenas viria acabar em Portugal em 1821.

"Há historiadores que tem opinião que os cristãos-novos eram judeus recém-batizados, nem sempre convictos e sinceros"
Tenha parte do alegado primitivo espólio da igreja da Aguda ter ido para a igreja do Avelar .
Difícil acreditar que o povo da Aguda se acobardou ao infortúnio e resignação  .
O que me apraz dizer estranho, porque nas veias lhes corre sangue de fidalguia, nobres e não só, teria sido a falta de união para não caminharam até ao Avelar e reclamar o que era da sua terra cujo passado de cariz histórico  deveria ter sido a custo preservado e guardado, no meu opinar!
Graças a Deus, a paróquia da Aguda preserva um instrumento litúrgico de inegável valor em prata cinzelado que não foi roubado, tão pouco pelos franceses, porque no tempo tem sido bem guardado, só duas pessoas sabem onde fica sendo que se vai mudando de local...
Não mostro a peça por questões de segurança.
O povo da Aguda até se pode ter indignado mas não reclamou o seu património religioso,  por isso ficou com os altares pobres, desconheço se o facto ficou mencionado nos livros da igreja...
A ser verdade que Imagens foram levadas da Aguda para o Avelar o que veio a originar no futuro?
O declínio da Aguda e a Ascenção do Avelar ! 
Atrás das Imagens seguiu-se a emigração sobretudo a partir dos finais do séc XIX.
A Aguda continuou em declínio com a extinção da vila, e sem progressão fica quase esquecida,  mas está viva!
Um povo Bom!
Inflama  dizer que a JFA pode fazer nascer uma Casa Museológica onde se possa guardar algum do espólio de valor que ainda existe e outro retalhado pelo casario, e outro do seu passado que se encontre em escavações arqueológicas da villa romana e noutros locais, porque é preciso explicar e envolver o povo, uma vez esclarecido do valor real das pedras e dos artefactos os entrega, assim aconteceu em terras de Moncorvo, na  envolvente das barragens do Tua e Sabor, onde diariamente faziam chegar telhos, placas de xistos com pinturas rupestres, cacos de vidros, faiança e cerâmica, para os arqueólogos estudarem - eram centenas de sacos de plástico que tive a oportunidade de apreciar!
Espanto com uma pesquisa de recente deserção militar de um filho da terra de apelido sonante, cujos antecedentes se tivessem alegada valentia a desafiar o Estado, as Imagens não teriam saído da Aguda!

Crime de deserção em Diário da República - Excerto https://dre.pt/application/file/1366701
"Anúncio n.o27/2003 (2.a série). Cândido Amílcar Madeira Bonifácio Gouveia, juiz auditor do Tribunal Militar Territorial de Coimbra, faz saber que no processo n.o 25/2001, pendente neste Tribunal Militar contra o réu João Paulo Simões Abreu Freire, com o bilhete de identidade n.º 12017716, solteiro, nascido em 14 de Maio de 1981, filho de Fernando Manuel da Conceição Freire e de Filomena Maria Jesus Simões Carvalho de Abreu, natural da freguesia de Aguda, concelho de Figueiró dos Vinhos, e com última residência conhecida na Rua de Nossa Senhora da Graça, Aguda, 3260 Figueiró dos Vinhos, actualmente em parte incerta, se encontra acusado da prática de um crime de deserção, previsto e punido pelos artigos 142.º, n.os 1, alínea a), e 2, e 149.º, n.º 1, alínea a), 2.ª parte, ambos do Código de Justiça Militar, foi o mesmo declarado contumaz nos termos dos artigos 335.º, 336.º e 337.º do Código de Processo Penal."

O sítio da Casa da Câmara 
Onde se encontra estacionado o carro!
A minha mãe em pequena aqui veio com a sua mãe a uma festa, a lembrar os seus antepassados que povoaram a Moita Redonda (Pousaflores) oriundos de Almofala, recorda umas casas grandes que agora não as viu, podem ser as casas que pertenceram ao Capitão Mor (?). 
Perguntei na Aguda a um transeunte que me disse que de facto haviam umas casas junto ao Pelourinho que tinham um arco que se passava debaixo dele que foi deitado abaixo...
Perdida a magia do fausto que aqui se viveu em tempos de antanho, e desse testemunho hoje quase nada resta, por isso senti uma tristeza imensurável  nesta terra com descendentes de gente que a história deles reza que se aquietou a desfavor da cultura, e sem dó nem piedade foi destruindo e não conservando património que foi seu rico testemunho...
A Casa da Câmara dela apenas existe o sítio, o mesmo onde foram os Paços dos Duques de Vila Real, Senhores da Aguda, o fizeram implantar estrategicamente a nascente no costado abrigado dos ventos, supostamente o cemitério estará em chão que era da sua quinta. Pelo que me foi dito os novos proprietários rotearam o terreno para plantio de vinha, restando apenas umas ruínas que não as enxerguei pelo montado de silvas altas e dum estupor, um cão de guarda preso numa vivenda, pois foi o medo de ataque por desconhecer o tamanho da corrente que não me desafiei a caminhar no passeio calcetado na ligação ao cemitério...
Anexos inestéticos em local privilegiado, a indignar o repouso do olhar!
 
O melhor sítio para uma Casa Museológica?  
Onde foi a Câmara!
Haja talento para subir as paredes em pedra até à altura da casa edificada de paredes meias, procurando nas ruínas do Paço dos Duques algum lintel ou ombreira para aqui ser reposta e assim dignificar o sitio num Espaço Museológico que engrandeça em tempo presente e vindouro, as suas gentes, não descuidar a procura de artistas marceneiros da terra para no miolo mostrar a sua arte na madeira e assim também os celebrizar.
O adro da igreja da Aguda com o portal virado a poente
Aproximava-se a procissão, o que estranhámos. Afinal não houve festa em virtude dos incêndios e das mortes que atingiram famílias daqui e redondezas, apenas se fez a festa religiosa de parca moldura humana.
 
No adro um belo cedro e uma casa em aparente ruína da família "Abreu" . 
Segundo rumores foi alvo no tempo de antanho de entraves com a casa paroquial na envolvente do adro, hoje apenas metade restaurada sem suposta gloria, estando o casario restante em aparente ruína...
Na minha primeira visita  estava à venda ...
No passado teria sido todo o gaveto a entroncar com o adro o casario de Fernão de Abreu?
O progenitor dos Abreu das Cinco Vilas, filho de um dos dois clérigos filhos de Leonel de Abreu ?
 
Apenas três casas de janelas engalanadas de colchas no antigo ritual de mostrar o  melhor da casa...
 
O que mais gostei de ver na Aguda?
A iluminação pública em candeeiros à antiga
No centro histórico de Ansião também os há, lamentavelmente convivem com candeeiros de pé alto modernos, aberrações culturais de parca cultura na cabeça de arquitetos...
 Caminha sozinho o meu marido no Largo do Pelourinho defronte onde foi a Casa da Câmara.
 
O Pelourinho 
Encontra-se mal situado em local atrofiado pelo estacionamento, merecia melhor sorte, ao deixar a Aguda o voltei a fotografar já sem os carros estacionados. Disseram-me que foi ponderada a hipótese de se trasladar este monumento para o sitio onde foi a Casa da Câmara. Num olhar imediato por a envolvente se mostrar precária não o dignificaria como bem o merece, atrás já deixei clara uma sugestão para nel ser feito um Espaço Museológico.
Na verdade o Pelourinho já mudou de poleiro várias vezes e o pode mudar de novo para em definitivo voltar a ter merecida dignidade. Alvitro o gaveto da Fábrica da Igreja implantado em chão mais alto semeado de olival e cerejeiras, melhor local parece não haver para o tornar lúdico, com embelezamento do olival da confraria podado em copa redonda, bancos, e uma eira em pedra da região como elemento do testemunho do passado que convide na atualidade para bailes, ranchos etc, sendo trasladado o Pelourinho para em definitivo desafiar em linha o sitio dos Paços dos Duques  e os seus brasões encastrados quer  na lateral e tardoz da Igreja.
Em tempo de eleições autárquicas urge vontade de se fazerem ouvir e exigir, deixando de vez de ficar calados e adormecidos-, se quiserem, se para isso tiverem vontade e engenho, podem revitalizar a vila da Aguda a voltando de novo a reerguer no fulgor que o teve no passado apostando na criação de novas infraestruturas; jardim com parque de merendas para desfrutar das vistas, parque de estacionamento, delimitação de percursos e trilhos na ligação às aldeias, de modo que não se colida com o passado e o património ainda existente, e claro preservar o que existe. Porque os carros no adro a passar pelas sepulturas não lhe deram jamais saúde nem dignidade. Fundamental envolver a população local sobre o seu passado histórico para que com orgulho o contem aos seus descendentes.
 
Excerto http://www.patrimoniocultural.gov.pt/ "O Pelourinho parece datar dos anos seguintes à outorga do foral manuelino. É constituído por um soco de dois degraus quadrangulares, sobre o qual assenta o conjunto da base, coluna e remate, em calcário. A base é moldurada, de secção quadrangular, com decoração muito desgastada, devido à brandura da pedra e aos acidentes sofridos pelo monumento. O fuste, em tambores, é ainda de secção quadrangular no terço inferior, passando a cilíndrico até ao topo. Não existe verdadeiramente capitel, mas apenas um espessamento do fuste com a mesma secção deste, rematado por uma pinha muito deteriorada.
Todo o monumento mostra sinais de restauro, incluindo argamassas. Sabe-se que se encontrava disperso, em peças, no início da década de 60 do século XX, e que foi restaurado após o derrube por uma camioneta. Há ainda notícia de que teria estado implantado em várias localizações distintas, sendo plausível que se encontrasse na origem junto ao edifício dos Paços do Concelho."

Casa Paroquial
Teria sido no passado a tal casa imponente com o arco sediada neste largo que o transeunte me falou? 
Faz sentido, porquanto a norte a casa paroquial tem duas janelas vulgares ao nível da cimalha que podem ter sido abertas aquando da anulação do arco sendo que no r/c não tem mais nenhuma.
o que indicia que a ter existido a tal casa com arco teria sido  do primeiro "Abreu" da Aguda (?).
E que hoje dela resta a casa paroquial e outras extremadas a poente de descendentes.
A casa paroquial guarda indícios de ter sido uma casa fausta no passado, disso ainda se mostra evidente o muro a nascente com recanto para se sentarem no deleite da paisagem e a palmeira delgada, a primeira espécie vinda para Portugal aquando dos Descobrimentos, bem me lembro de outra assim haver em Almofala, junto a uma casa, outra há na Quinta de Cima em Chão de Couce e havia uma que morreu há anos a norte do Mosteiro, no Vale do Mosteiro em Ansião.
Interessante verificar o tardoz do muro a sul da casa paroquial feito com calhaus rolados da ribeira d'Alge .

Excerto  http://www.bmfigueirodosvinhos.com.pt/docs/figueiro_dos_vinhos1968.pdf
" A Junta de Freguesia constituída pelos dinâmicos bairristas; António Simões da Silva, António da Piedade Pais e José Lopes Rego- presidente, secretário e tesoureiro, respectivamente. Dentro dos melhoramentos levados a efeito conta-se a ampliação do cemitério paroquial, a electrificação da Aguda, Almofada e outros Lugares, a construção de um fontanário ao Fundo da Aguda , o alargamento da Rua da Igreja e a da Rua principal, a abertura de várias estradas de ligação com as povoações do interior da freguesia.Contudo, tanto  povo como a própria terra precisa de mais. "

Tenham sido as alterações das estradas acima referidas o motivo da casa com arco ( se é que aqui existiu) ter sido derrubada (?). Que fatalmente "matou" parte da história do passado da Aguda! 

A minha querida mãe a conversar com uma agudense
 


 Toponímia
Não passa despercebido a gente com visão o facto de prevalecer no tempo o esquecimento de ilustres no masculino e feminino, a marcar a toponímia das Cinco Vilas e Ansião-, desconheço a razão, não tenha sido por falta ou suposta fartura de cultura (?)...
A toponímia da Aguda não privilegia todo o passado de gente ilustre desta terra como bem o merecia, pelo menos não me dei conta, mas foi em pressa que passeei, até pode haver.
A JFA, sediada na Rua D.Afonso Henriques no site na internet não faz menção à toponímia das suas ruas.
Não tive forma de melhor averiguar...
Havendo essa menção aceitem desculpas!
 
O cemitério da Aguda de 1885
"Herculano escolhia um amigo indo 1º ao cemitério ver como  tinha feito a sepultura aos pais"
Considero um cemitério antigo local de estudo de  um  povo que teimou em se deixar retratado em memória futura aos vindouros do que viveu e assim ser perdurado para além da morte ao atestar em arte fúnebre escultura de cantaria produzida em oficinas de canteiros anónimos, deviam ser de Ansião, pela pedra (?) nesta região não assinavam as campas nem jazigos, só nas grandes cidades.Pelo menos ainda não encontrei. Há pormenores esculpidos na pedra de extraordinária beleza, de minúcia, de encanto, que os rotulo de elementos românticos, apelativos ao turismo cultural de que sou adepta ferverosa,  pelo gosto em sentir arte na deleitosa escultura  onde se esquece o sitio fúnebre e se medita com belos epitáfios intimistas que a democracia do dinheiro teimou deixar para a posterioridade, ao invés d'hoje um pesadelo de caixotes em granito em preto e rosa, bem visível no novo cemitério de Santiago da Guarda, uma campa melhor que a outra no desafio de grandeza com letras em alumínio em dourado ou branco, onde baixei o meu olhar  por não lhe atribuir arte alguma!
O cemitério da Aguda implantado no costado a nascente  onde o vento sopra copioso, apresenta-se de belas vistas apesar do palco do incêndio, solta o meu marido a voz - "local onde gostava de ser enterrado- tem boas vistas e bons ares!"
O primeiro cemitério que encontrei com a afixação do nº de telemóvel do coveiro.
Recolhi algumas fotos de monumentos fúnebres por os achar belos, apesar do seu destino fúnebre devem merecer reconhecimento, porque também é património cultural. Lamento se causo alguma dor ou sofrimento a familiares, de todo não foi essa a minha intenção, bem antes pelo contrário, o de aclarar as gentes que aqui viveram e faleceram. Visita relâmpago  onde dei conta desta campa com apelidos sonantes:

Marques do Rego e Ricardina Abreu - O apelido "Marques" muito comum no concelho de Ansião, o mesmo  Rego em Chão de Couce, já Ricardina, o nome da minha querida mãe que o recebeu da sua madrinha que vivia nas Ferrarias, pertença de Maças de D.Maria, por aqui também usual.
 
Chamou-me a atenção o epitáfio do jazigo de José Lopes do Rego
"AMOR, HONESTIDADE E TRABALHO
Valores que tão bem conheceste e semeaste"
Encontrei uma pobre mulher que vinha visitar a campa do marido que agradeço a ajuda em decifrar um apelido num jazigo, por o canteiro escultor o ter dividido e não devia.
Jazigo de António Freire Pas
saro .
Ao primeiro encalço li Pas=Paz , por ser apelido comum em terras de Ansião, porém indignada valeu-me o facto de estar a falar alto com o meu marido para a pobre mulher me ter ajudado. Bem haja.
A pobre mulher com quem estabeleci contacto disse-me ser nascida no concelho de Ansião, aqui se casou, afinal na contínua tradição dum tempo de antanho onde também se radicou por casamento o filho de Belchior Reis, (nome de família em Portugal só apareceu no século XVII, devido ao fervor religioso da época em torno dos Reis Magos, tornando-se comum o acréscimo aos nomes como: Baltazar dos Reis, Belchior dos Reis ou Gaspar dos Reis.

Manuel Rodrigues Bicho - Ainda hoje na oralidade se diz bicho do mato, referindo-se a pessoa que não fala, homem descendente judeu, nascido no Casal do Galego (hoje Pinhal, na saída a sul de Ansião onde no meu tempo ainda havia junto da estrada medieval ou Coimbrã uma casa em pedra escura junto de frondoso castanheiro, onde se dizia ter sido encontrado um pote cheio de libras em ouro e também nas terras dos seus ainda descendentes as encontravam quando as cultivavam. Não deu ao seu filho o seu apelido "Bicho" e sim Reis, como acima se referencia. Belchior dos Reis o seu filho casou-se com Faustina Freire de Melo em Ansião, filha de Luísa Freire nascida na Ribeira do Açor em Ansião, casada em 1675 com José Carvalho (apelido de origem judia) de Vila Cã, hoje do concelho de Pombal.

TALENTO NA PERSISTÊNCIA E MEMÓRIA
Graças à curiosidade vivida num período de 50 anos a questionar, indignar e memorizar vai-se fechando o puzzle em tanto assunto desta região, contrariando assim a mensagem do séc. XIX do jurista (notário) ansianense Júlio de Lemos Macedo.
"em Ansião já não vivia qualquer parente conhecido de Mello Freire, apenas em Almofala de Cima, ainda pertencente à Comarca de Ansião, vivia um seu sobrinho. "
Mensagem dada a conhecer em Livro editado por um historiador abaixo referenciado que nada lhe acrescenta de outra valia, em contraditório, seja o meu gosto em sair da base de conforto, mesmo errando, para voltar a emendar na frenética vontade em falar com pessoas e sem delongas afirmar que em pleno séc. XXI ainda vivem por Ansião, arredores, por todo o Portugal e quiçá pelo mundo, no Brasil (?) seus descendentes com apelidos: Reis, Serra, André e,...alguns ainda a viver em chão da primitiva Quinta do Bairro de Belchior Reis onde viveu e nasceram os seus filhos, ao Largo do Ribeiro da Vide.
Como tirei estas conclusões?
Só havia um dado conhecido, o local onde os filhos tinham nascido a que juntei a minha meninice a interpretar a razão de gente que aqui aportava na altura das sementeiras dos lados da Ameixieira- Ti Zé Reis, Ti João das notas e,.. no cultivo de grandes propriedades em prol das gentes do Bairro, na maioria sem chão e outros com quintal pequeno.Para fechar na Lagoa da Ameixieira na casa da D.Helena Silva, onde distingui num armário um açucareiro da Vista Alegre com mais de 180 anos, a que logo perguntei onde o tinha adquirido, e me responde ter sido herança de uma tia casada com Manuel Reis nascido na Ameixieira. A ligação que me faltava para perceber que descendentes dos "Reis" com origem no Escampado dos Calados, de onde pelo menos um deles aportou na Ameixieira por casamento e por sua vez alguns dos filhos saíram para outros lados levando o apelido e as raparigas não o tendo por casamento os seus filhos levaram os apelidos do pai, em geral "da Serra" , indo pelo menos um ir morar no Casal dos Maduros; outro no Escampado de Belchior de paredes meias com o primitivo Escampado dos Calados, e outra por casamento com André vai morar no Largo do Ribeiro da Vide e,...

Escreveu ainda o autor Juiz Júlio de Lemos Macedo

"Pascoal José de Mello Freire  (filho de Belchior Reis, nem mencionou este apelido no seu nome) mandou construir em Ansião um bom edifício de vivenda que não chegou a ver concluído. Esse edifício, em estado de ruína, foi vendido por José de Melo Freire, de Almofala de Cima, filho de Bernardo Freire de Melo, capitão-mor das extintas ordenanças, um primeiro e outro segundo sobrinho do eminente jurisconsulto, ao pai de quem escreve estas linhas, José Luís de Macedo, que o fez reconstruir, aproveitando-lhe as paredes e a cantaria, e que do mesmo faz sua casa de habitação".
Segundo o que conseguimos averiguar, esta casa ainda hoje existe, precisamente na Rua da Vila que ostenta o seu nome». [in Manuel Augusto Dias, Ansianenses Ilustres 1, Ansião, 2002]"

Pois existe, e não lhe chamaria vivenda e sim solar, porque em pedra, a escadaria e a varanda no tardoz reportam para finais de 1800.
Depois de 1950 quando saiu o ultimo dono de apelido "Sousa" uma parte foi alugada ao Clube dos Caçadores de Ansião, hoje sua propriedade e a outra parte comprada por outro proprietário.
Na verdade deveria ser na totalidade património público!
Em Ansião a Rua que lhe corre pela frente ostenta o seu nome incompleto e não o devia!
Já é a segunda vez que alteram o nome da rua, encurtando com a retirada de nomes.
O mesmo no nome atribuído na escola pública de Ansião.
O certo seria - Rua Pascoal  de Melo Freire dos Reis ,omitindo apenas o José.
Esta grande falta revela aos seus descendentes não se identificarem com a sua linhagem, e o deviam!
Pascoal José de Mello Freire dos Reis 
Suposto dizer que algo de nefasto aconteceu para deixar de assinar o último apelido, a meu ver não apreciou o 2º casamento do seu pai Belchior dos Reis  com uma senhora chamada Josefa da Serra (?).

Foto de Francisco Leite Pinto do Arquivo Municipal de Lisboa
Outra foto cortesia da Dra Teresa Ramos da Biblioteca de Ansião
Quadro datado de 1937, pode  ser o da pintura ou referente ao inventário depois do incêndio no Tribunal de Ansião onde ardeu a documentação do passado aqui arquivada após a separação da Igreja e do Estado com a implantação da República. 
Quiçá se perdeu o seu Foral entre outros demais papéis importantes!
O retrato evidencia o alongado nariz, lábios finos,farto cabelo e olhos meio claros.
Condecorado com uma Cruz ao peito

Rua Pascoal de Melo em Lisboa com o nome pela metade!
O mesmo nos lisboetas que a habitam de apelido "Reis" sem se questionar a sua origem a possibilidade de ligação familiar...
Tive pelo menos três colegas com o apelido "Reis" no Banco, numa altura assunto que não gravitava na minha cabeça... 

Descendência de Belchior Reis
1 - "O seu primogénito foi Marcos Freire Mello dos Reis nascido em 1730 , veio a ser Capitão-Mor das Cinco Vilas, tendo casado com  Ana Maria Joaquina da Graça natural da Aguda, onde ficaram a morar e tiveram descendência."
2 - "Luís de Mello, nascido por volta de 1735 em Ansião foi cónego em Coimbra."
3 - "Pascoal José de Melo Freire dos Reis, nascido em domingo de Páscoa a 06.04.1738 em Ansião resulta o facto de lhe terem posto o nome de Pascoal ( cf.Dicionário Bibliográfico Português, vol. XVII, p.143). Homem dotado, e que constitui a base do carácter sisudo e austero de um magistrado público destinado a representar o soberano no exercício das gravíssimas funções do poder judicial. A partir dos 12 anos vai para Coimbra, sendo entregue aos cuidados de seu irmão Luís que se responsabiliza pelos estudos preparatórios que antecedem a entrada na Universidade. Aos 13 anos de idade, inicia os seus estudos na Universidade onde se revela um estudante brilhante, e, no dia 13 de Maio de 1757, com apenas 19 anos de idade, doutorou-se na Faculdade de Leis, o que, naturalmente, foi considerado um feito notável e raro.

Excerto  https://toponimialisboa.wordpress.com/2017/07/18/numa-rua-de-arroios-esta-pascoal-de-melo-que-no-codigo-penal-usou-ideias-de-beccaria/ "As ideias iluministas  de Cesare Beccaria (Génova/1738- 1794/Milão), difundidas na Europa a partir de 1764 com a publicação do seu Dos Delitos e das Penas, tiveram eco em Pascoal de Melo e nas suas aulas em Coimbra, tendo sido chamado pela rainha D. Maria I que o encarregou em 1783 de fazer um Novo Código Penal, que ele apresentou em 1789 através de um Novo Código de Direito Público  e de um Ensaio do Código Criminal a que mandou proceder a Rainha fidelissima D. Maria I (embora só seja publicado em 24 de junho de 1823), citando na introdução deste último Beccaria, Locke e Montesquieu e preconizando no seu conteúdo leis menos severas, a fim de evitar maiores tormentos aos condenados, assim como atenua penas, embora mantenha algumas infamantes. Daqui se atribui a Pascoal de Melo a posição de precursor do moderno direito penal português, por fazer eco do pensamento iluminista e humanitário, mesmo que nenhum dos seus códigos tenha sido adotado. Aliás, no processo de revisão do Livro II das Ordenações, houve uma polémica famosa entre Pascoal de Melo e António Ribeiro Santos, em que primeiro apodou o segundo de republicano. Após 84 anos do seu falecimento e 15 após a abolição da pena de morte em Portugal este vulto maior do direito português teve honra de dar o seu nome a uma Rua de Lisboa onde morreu a 24.9.1798 . "
4 - "Ana de Mello Freire foi criada do irmão o padre Luís Mello, onde se casou no oratório da sua casa na Rua de S.Cristóvão em Coimbra com o Dr. Bernardo Correia de Azevedo Morato.
Inácio Morato Freire de Mello, seja o filho deste casal , que veio a apadrinhar uma criança em Arganil a 2-8-1816. Não o faz pessoalmente, mas sim através de um procurador, Manuel Gomes Nogueira, e a madrinha é uma irmã deste, Maria Bárbara Gomes Nogueira, ambos de Cavaleiros de Baixo, Fajão. Estes são primos ou sobrinhos do Dr. José Acúrsio das Neves. Em Arganil, viviam então a futura Condessa das Canas e seus 6 irmãos que usavam «Melo Freire de Bulhões», mas neste caso o Melo vem-lhes do pai e o Freire da mãe e além disso não há possibilidade de serem Morato.Na freguesia da Sé Velha a 15-4-1798 morre na Rua de São Cristóvão o Dr. Bernardo Correia de Azevedo Morato."
5 - "Joana de Mello Freire outra irmã, deveria ter casado (?). Há conhecimento de dois sobrinhos de Pascoal de Mello cuja biografia consta em "Ansianenses Ilustres", supostamente filhos desta ou doutra sua irmã (?) .
Sobrinhos
"1 - Francisco Freire da Silva e Melo, nascido por volta de 1760/64 em Ansião , sobrinho de Pascoal José de Mello, e que se queixava de desleixo e incúria da parte da Academia da Ciências aquando da impressão das obras de seu tio. O Jornal do Comércio, n.º 4 626, de 3 de Abril de 1869, insere um artigo da autoria de José Maria António Nogueira, que se refere à morte e sepultura deste ilustre patrício de Ansião, a partir do Dicionário Bibliográfico, vol. XVII, p. 142 e seguintes (em português actual, excepto a certidão de óbito, para facilitar a sua leitura): «Melo Freire acabou os seus dias na freguesia de S. Jorge, de Lisboa, para onde viera morar em 1796, tendo em sua companhia seu sobrinho Francisco Freire da Silva e Melo, e mais dez pessoas de família, todas com a denominação de criadas, segundo consta do rol das desobrigas daquela freguesia e ano, que examinámos. Tendo falecido a 15.02.1838 em Lisboa.
A contar de 1798 não há mais desobrigas desta família na freguesia de S. Jorge, o que leva a crer que mudou de residência, após o falecimento de Melo Freire, ocorrido a 24 de Setembro do dito ano. Não será de mais que ponhamos aqui a certidão de óbito do notável jurisconsulto, não só por ser documento que ainda não vimos publicado, mas porque precisa de uma rectificação que talvez possa aproveitar de futuro. “Aos 24 dias do mez de setembro de 1798 annos, falleceu da vida presente, n'esta freguezia de S. Jorge, o illustrissimo e reverendissimo desembargador Paschoal de Mello Freire dos Reis, filho de Belchior dos Reis e de D. Faustina Freire de Mello, natural da villa de Ancião, bispado de Coimbra; recebeu sómente os sacramentos da penitencia e extrema uncção, e não recebeu o Sagrado Viatico por não dar logar para isso a molestia. Foi sepultado sem testamento n'esta igreja de S. Jorge. De que fiz este assento, dito mez e era ut supra. = O prior, Antonio José Rodrigues (Livro III dos obitos a folhas 184 verso)". 

2 - Nos anos de 1797 e 1798 também aparece vivendo em companhia do anterior outro seu sobrinho
José de Melo Freire da Fonseca.
 
Informação ao Cabido de Coimbra em 29.05.1769 "Relação dos clérigos da freguesia de Ansião assinada pelo Cura acima Jozé Fernandes da Serra   
Padre António Freire de S.Bento, várias vezes Pároco encomendado,vigário da Aguda, Cura na igreja de Ansião três vezes e duas Cura da Santa Sé de Coimbra, tem património a título que se ordenou muito suficiente." 

O padre António Freyre de S.Bento, era da família dos Reis.

Relato desta família de Júlio de Lemos Macedo Através do paiz, notas e criticas d'um provinciano, Imprensa Civilização, Porto, 1892, p.174 e 177 " Na freguezia de Aguda, fóra da villa, no logar da Almofalla de Cima, ha uma casa distincta, onde vive o sr. Bernardo Freire de Mello, Capitão Mór das extintas ordenações, irmão do sr. Conselheiro José de Mello Freire, que alli morreu em 1836, sobrinhos do respeitavel jurisconsulto o sr. Paschoal José de Mello.
Numa simples louza, que no adro da egreja (de Aguda) cobre a sepultura d'aquelle magistrado, se lê o seguinte: - "Aqui jaz o Conselheiro José de Mello Freire, porfesso na Ordem de Cristo e na de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, Comeendador da Torre Espada, e fidalgo da Casa de sua Magestade, etc."
Hoje apenas duas pedras foram retocadas a cinzel as letras e assim se entender a quem pertencem e outras duas ou três estão praticamente lisas, por isso seja o texto indecifrável, indicia pelo menos uma delas seja do conselheiro.

Descendência de Marcos Freire Mello dos Reis
1 -"João de Mello Freire, nascido na Almofala de Cima em 05.12.1756 e baptizado na Aguda em 12 do mesmo mês. Sobrinho do famoso jurisconsulto Pascoal de Mello Freire dos Reis é neto paterno de Belchior dos Reis (aqui referido como Melchior) e de Faustina Freire de Mello da vila de Ansião, já defuntos nesta data, e maternos de Manuel Fernandes Themudo e de Maria da Graça moradores na Almofala de Cima, Aguda. Os padrinhos foram o Rev. Pe. Manuel Lopes de Chão de Couce e Dª. Anna mulher de João de Abreu Corte-Real da Rascoia, Avelar."

2 - "Joana Maria da Conceição, nascida em Almofala de Cima, em 08.12.1772, e baptizada em Aguda em 25.12 . O padrinho foi o próprio Dr. Pascoal de Mello "Colegial em Coimbra na ordem Militar" e Joana Maria de Lisboa que o foram por Procuração que deu ele a João de Mello, seria padre (?)."

3 - "Bernardo Freire de Mello Reis, nascido em Almofala em  14.08.1778, batizado  em 22.08 na Aguda. Os Padrinhos foram um tal Bernardo Cezar ?) de Azevedo Moraes e sua mulher D. Joanna Freyre de Mello, moradores na cidade de Coimbra. Formou-se em Leis pela Universidade de Coimbra, e foi Capitão-Mor das Cinco Vilas (este cargo militar deve-o a seu pai, já que, quando da Guerra da Sucessão, Belchior dos Reis nunca pediu qualquer remuneração pelos seus serviços militares, optando antes pela compensação em seu filho, com a atribuição deste cargo), que, então, pertenciam à Casa do Infantado, e incluíam Chão de Couce (sede da Ouvidoria), Aguda, Avelar, Maçãs de D. Maria, Pousaflores e ainda as povoações de Mouta Bela e Ameixeira. Foi, também, Procurador, na mesma Comarca, da Casa e Estado do Infantado (cf. Vítor Faveiro, op. cit., pp. 33 e 34). Foi casado com Joaquina de Melo e Abreu morreu em 25 de Setembro de 1852 com 74 anos em Almofala de Cima, Aguda."
 4 - Maria Teodora
, nada se sabe ainda.
Por motivo de ausência de Almofala teve mais duas filhas uma nascida em Tavira e outra em Lisboa.

5 - "Ana Joaquina Freire de Melo filha do Bacharel Marcos Freire de Melo e Reis natural de Ansião da freguesia de N. Sra. da Conceição, e de Dª Anna Maria Joaquina da Graça natural da vila de Aguda da freguesia de N. Sra. da Graça, nasceu em Tavira a 25.11.1774, tendo sido baptizada no dia quatro do mês seguinte. Os padrinhos foram o Capitão Sebastião Coelho Xavier e sua mulher Joana Maria.Viveu com o irmão cónego em Coimbra Luís de Mello."

6 - "Maria Freire de Mello foi baptizada em 28.11.1778 na Igreja de S. José em Lisboa onde nasceu a nove desse mês. Os padrinhos: Manuel José Mendes e Magdalena Violante da Silva mulher de Manuel Francisco da Cruz."

Descendência de Bernardo Freire de Mello

1 - "O seu filho primogénito-, José de Mello Freire foi Conselheiro.
Dedicou-se à direcção dos trabalhos agrícolas de sua casa
Faleceu em1836 em Almofala de Sima, Aguda."

2 - "Abílio João de Mello Freire frequentou em 1859 os estudos preparatórios da Universidade de Coimbra. 
Foi Padre na Freguesia de Aguda pelo menos no período de 1868 a 1906."

3 - "Joana Ermelinda Augusta de Melo nascida em 1842 em Almofala de Cima, Aguda, casou em 25 de julho de 1879 com Manoel Mendes, nascido em 1856 na Salgueira em Maçãs D. Maria." 
 Duas pessoas por certo tem ligação na Aguda (?)
Jornal de Figueiró dos Vinhos de 1968
Na altura fazia parte da Junta -  Constantino David Reis, por certo um descendente desta família.

Memórias Paroquiais
O Prior de Figueiró dos Vinhos em 1776 - Alexandre de Mello Abreu de São Paio

Não encontrei nem jazigo nem campa de nenhum dos ilustres atrás referenciados, pois viveram na maioria antes da existência do cemitério. Apenas a lousa indecifrável já referenciada. Mas até pode haver.
Notei que alguns jazigos não fazem nenhuma menção ao nome de família, tornando-se a procura infrutífera.Um costume antigo os jazigos deviam de ser olhados para dentro onde no altar exibem as fotos e os seus nomes, mas os vidros foscos e cortinas não ajudam...

Família Abreu
O único jazigo brasonado, sem outra qualquer menção para ser identificado .
Encontrei uma Tese de Mestrado em Medicina Escoliose do Adulto na Universidade do Porto de
Henrique José Abreu Costa de Sousa e ainda uma médica Nídia Abreu.
Suposto dizer outros descendentes com raízes na Aguda!
Em Ansião foi morto em 1647 Rui Mendes de Abreu dono da quinta da Boavista na encosta do Senhor do Bonfim, sem descendentes(?) será que é um descendente dos Abreu da Aguda? 
Doutor Roque Ribeiro de Abreu em 1695 foi  ministro da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, cuja sua fundação data de 1659 em Coimbra.
Excerto de  https://geneall.net/it/forum/112681/familia-simoes-de-abreu/"Manuel Simões, nascido - Lugar da Penna, Aguda, Figueiró dos Vinhos, Leiria. Casado em 1as núpcias com Maria Freire"

Revela-nos que Manuel Simões casado com Maria Freire, pelos apelidos supostamente de origem judaica, cujo filho levou acrescento no apelido "Abreu", pode indiciar na familia um deles, o pai ou avô tenha sido filho incógnito de um fidalgo "Abreu", e para não se perder a linhagem  foi um propósito, ou então o foi para o elevar em grandeza a pensar em status social e profissional no futuro, pois o era naquele tempo o apelido de gente abonada (?).
"O filho  Francisco d' Abreu, nascido em 1726, Aguda, Figueiró dos Vinhos, Leiria, falecido em 1783, Cabo Verde (com a idade de 57 anos), Licenciado em Medicina. Foi Lente de Prima no Colégio da Pedreira de Coimbra, depois Bispo de Cabo Verde e ainda Governador de Cabo Verde.
Casado em 2as núpcias com Maria d' Abreu, nascida - Lugar da Rascosa, Avelar, Ansião, Leiria, tiveram:
Manuel Simões d' Abreu, nascido - D' Além da Ribeira, N. Sra. da Graça da Aguda, Figueiró dos Vinhos, Leiria, que casou em 1as núpcias com Maria Josefa, nascida - D' Além da Ribeira, N. Sra. da Graça da Aguda, Figueiró dos Vinhos, Leiria, e tiveram:
Francisco José d' Abreu, nascido - Alvorge, Ansião, Leiria, falecido a 1 de Novembro de 1811, Santos Velho, Lisboa, e veio a casar com Maria Joaquina de Barros, nascida - Alvorge, Ansião, Leiria, falecida a 28 de Agosto de 1828, Além da Ribeira, N. Sra. da Graça, Aguda, Figueiró dos Vinhos, Leiria, e tiveram:
Miguel José de Barros d' Abreu, nascido a 8 de Abril de 1800, Alvorge, Ansião, Leiria, falecido a 8 de Janeiro de 1865, Alvares, Góis, Coimbra (com a idade de 64 anos) que casou em 1as núpcias, a 16 de Abril de 1834, com Anna Barata, nascida - Alvares, falecida a 27 de Maio de 1839, Vila de Alvares, Alvares, Góis e são meus 4os Avós.
O Manuel Simões d' Abreu anterior casou em 2as núpcias com Joana Simões, e tiveram: Francisco José d' Abreu, Padre.

Resumidamente seria:
Manuel Simões e Maria Freire e Maria d' Abreu
1. Francisco d' Abreu, Bispo de Cabo Verde 1726-1783
2. Manuel Simões d' Abreu e Maria Josefa x e Joana Simões
2.1. Francisco José d' Abreu +1811 e Maria Joaquina de Barros +1828
2.1.1. Miguel José de Barros d' Abreu 1800-1865 &1834 Anna Barata +1839 &1840 Maria Dionísia da Piedade Barata +1857
2.1.1.1. Liberata da Conceição Olímpia Barata d' Abreu 1835-1922
2.1.1.2. Maria do Carmo Barata d' Abreu 1836-1838
2.1.1.3. Ana Cândida Barata d' Abreu 1838-1840
2.1.1.4. Maria Emillia Barata d' Abreu 1839-1856
2.2. Francisco José d' Abreu, Padre +  "


Aos interessados podem continuar a explorar o site que contem mais dados relativos a descendentes com este apelido "Abreu"

Excerto do 13º Cadernos de Estudos Leirienses "Em 1624, perturbou em parte a posse do Collegio o Vigario Geral de Coimbra, sobre a faculdade de appresentar Capellão par a capela de Almoster; mas interpondo-se hum Aggravo para o Juizo da Coroa, se proferio nelle sentença a favor do Collegio, em 24 de Mayo do mesmo anno, pelo Doutor Antonio de Abreu Coelho, Juiz da Coroa..."
O trecho revela em 1624 o apelido "Abreu" comum da Aguda com um descendente juiz da Coroa em Coimbra.
Do meu tempo a Dr.ª Maria Alice David Abreu Medeiros, licenciada em Farmácia, na Universidade de Coimbra que se casou no Avelar.

Havia outro jazigo  de me chamar a atenção pelo apelido ser um nome próprio 
Família Jorge -Numa outra crónica sobre a aldeia dos Matos, em Ansião, escrevi sobre um padre Manuel Jorge de família abastada com casa e a capela que estes lhe fizeram para poder rezar missa, seria oriundo de famílias com ramificações no Cabecinho, Amieira, Corga, Torre de Vale de Todos, Junqueira  e aqui na Aguda.
 Uma bela pedra esculpida com flores a imitar crochet na campa de Idalina Augusta Simões Abreu
 Belos exemplares em ferro forjado, o 1º mais simples e o 2º com duplos corações
 Uma bela Cruz em pedra
 Pedra a merecer limpeza para se decifrar o que tem escrito Josefa Maria ...
Este túmulo catapultou-me no imediato para Ansião para o Escampado de Belchior de onde emigrou em 1913 um Geraldo Francisco da Assunção para o Brasil com 38 anos, o que quer dizer foi nascido em 1875.A mãe  Ana da Conceição, deu-lhe o apelido do pai sem este o perfilhar, o que dei conta em muitos outros que emigraram com apelidos sonantes de gente rica mas sem paternidade, revela que houve naquele tempo mulheres inteligentes ao dar o apelido do pai, para eles também carregarem a vergonha da desonra, que lhe fizeram no meu entender. 
Peço desculpa do que a mente me disse, em abono da verdade pode aqui não ser verdade, apenas uma coincidência do apelido e vontade em dar voz ao instinto a falar de memórias nestas coisas a juntar as peças, seja suposto dizer que o Geraldo pode ser filho ilegítimo deste Abílio (?), porque o Escampado e Ansião também se encontram entroncados com gente na Aguda, o jazigo além de antigo dita ter sido de gente abastada.
Lamento o incómodo da minha frontalidade, a história escreve-se a conjeturar teorias e juntar factos do passado.

Informação ao Cabido de Coimbra em 29.05.1769 "Relação dos clérigos da freguesia de Ansião assinada pelo Cura acima Jozé Fernandes da Serra 
Padre Manoel Freyre de Assumpção, do lugar do Escampado de Santa Marta, foi confessor em Ansião, num tempo que não havia igrejas, eram mais os padres...
Supostamente um familiar (?).
 José Simões de Carvalho da Saonda
 
Interessante a arte escultórica desta campa em pedra  com retrato em esmalte de Palmira da Conceição Leal, falecida em 1939 cujo pai ausente em Joanesburgo. Outro apelido em Aljazede e Escampados em terras de Ansião.Outro apelido que há em  Ansião; Aljazede, Escampado, Casal Viegas e,...
Veja-se o magnifico rendilhado do ramalhete em que as flores falam sem uso de palavras
Saudade e  Perpetua ONTEM PARA HOJE ser escrita...
Inegavelmente o passado era bem mais rico e interessante 
 Mais uma laje a descascar, indecifrável...
António Lopes da Crus assim escrito em prol de Cruz, apelido que foi do meu bisavô paterno Elias da Cruz de Ansião que hoje se encontra perdido (?)...
 O uso da foto em esmalte perdura no tempo sem se deteriorar e a Cruz ao meio a acho interessante
 
António Marques e o Padre Jaime Marques
Igreja da Aguda 
Segundo as Memórias Paroquiais «A igreja de Santa Maria de Aguda ,designação que aparece em 1321 no «Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que haviam no reino de Portugal e Algarve.»
«Em 1758 o orago era de Nossa Senhora da Graça»

Deparei que se fechavam as portas da igreja , ainda chegámos a tempo.
Sofreu de novo obras de restauro. Exibe bela talha em dourado.
A requalificação em exuberância de dourados  assim a vi aqui, na igreja do Avelar e na igreja da Torre de Vale Todos. Os amantes deste património as deviam conhecer para poder avaliar qual a mais grandiosa.
A minha favorita é a da Torre de Vale Todos, apesar de todas terem elementos extraordinários.
Na Aguda o que mais me impressionou foram as pedras, o que resta da sua antiguidade. 
Contrastes com as congéneres em dourados
 Nossa Senhora da Graça na igreja de Torre de Vale de Todos em Ansião
 
Igreja do Avelar
Exibe os altares laterais com Imagens recentes.
As Imagens que seriam da igreja da Aguda  (?) além do Divino Espírito Santo as três presentes no altar mor que são antigas.

Púlpito com dois balcões a imitar igrejas de conventos
 
Exuberância em dourados com o crochet da toalha soberba...
Imagem de Nossa Senhora da Guia, alegada Senhora do Rosário em pedra vinda da Aguda (?).
Em virtude da semelhança às Imagens de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Ansião e da Nossa Senhora da Paz na Constantina, tendo sido pertença da 1ª igreja de Ansião, por certo saíram da mesma oficina de Santeiro (?).
Igreja da Aguda
O andor enfeitado que foi na procissão de Nossa Senhora da Graça, o orago da igreja.
No altar mor o lajeado foi substituído em quatro lajes que foram buscar a uma eira antiga por as primitivas estarem descascadas em mau estado na passagem dos invasores franceses em 1810, onde fizeram fogueira na pedra calcária de fraca qualidade, por se estar numa zona de transição do calcário para o xisto não aguentaram o calor, como em outras capelas em Ansião que ainda persistem para delas se rezar história.
Visível na foto a substituição
Aqui na igreja da Aguda foram retirados os altares laterais
Em oração estava senhora de porte alto distinto, lindíssima, a reivindicar genes no olhar e nos cabelos a gente ilustre da Aguda, que logo me reportou para outra assim igualmente bela, a minha amiga Elvira André do Escampado, nem sequer perguntei o seu apelido,  não nega raízes na região de Ansião em que gente do concelho aqui se fidelizou, no meu opinar!
 A sacristia
 Sacrário emoldurado em baixo relevo- Lindíssimo
 
Pia de lavar as mãos
Pia baptismal quinada
Obra de arte em cantaria encerrada  dentro de arco com cabeças de anjo com asas relevadas em policromia- em graça na igreja de orago a Nossa Senhora da Graça!
O "Paulinho", assim o ouvi a ser chamado mostrou-se homem gentil em cavalheirismo e ainda como guia turístico na igreja, de eximia valia em saber acolher o viandante, atento, humilde com gosto pelo passado e pela história, tanta virtude lhe encontrei que até o julguei ser o Padre, debalde apenas faz parte da Fábrica da igreja. Revelou-se um fervoroso amante da Aguda,  seja a sua terra, nem lhe perguntei o apelido, e devia!
Belíssima Pia Baptismal oitavada
 
Na frontaria da igreja um  baixo relevo de Cristo na Cruz igualmente uma obra de inegável valor, as imagens laterais são absolutamente ímpares pela postura das mãos- grande escultor, de onde seria a cantaria? E era em policromia que o tempo e o sol poente no tempo apagou...
Na lateral a sul e a nascente o Escudo dos Duques de Vila Real, senhores da Aguda.
Desconheço a razão de um Escudo brasonado estar na lateral e o outro no tardoz
Voltinha a circundar o adro, uma reconstrução de pequena casa em pedra
 
 
 
 
De saída deixei a Aguda tomando uma variante a caminho do Avelar passando por uma aldeia que lamento não recordar o seu nome, e num instante já estar no sopé do outeiro, na Rascoia. Confesso foi um percurso airoso que pode vir a ser de cariz romântico se alguém o souber valorizar para o turismo, tal como a outros que já conheço; Olival e Almofala de Cima, ainda me falta conhecer  a Saonda, Sigoeira e,...

Excerto de Ondina Alves Fernandes de Oliveira no jornal de Figueiró dos Vinhos de 1968
"Alge aldeia pitoresca que se estende preguiçosa numa encosta da serra da Lousã.Na noite do tempo se esfuma a sua origem bem como a da sua Imagem veneranda do Espírito Santo o seu Patrono.Ali aquartelaram os invasores napoleónicos e noutra encosta da serra toda povoada de lendas e contos de fadas persiste a Fonte da Moira brotando sempre água fresca e cristalina.
Apesar do êxodo rural deixando as suas marcas ainda muitos fados por ali se vão cumprindo e muitas histórias passando de boca em boca, de geração em geração.Só um velho costume de mau gosto, nos parece que vai, graças a Deus,caindo no esquecimento.Consistia tal costume em não se deixarem os mortos, simplesmente e para sempre, no repouso do velho cemitério.Uns faziam danças macabras aqui e acolá, outros tossiam de noite e nas adegas, outros ainda apareciam nos caminhos aos nervosos ou cansados viandantes.Tristes, tristíssimas fantasias, produto de imaginações doentes ou de espíritos menos bem formados.Que ninguém se lembre de as voltar a ressuscitar já que todos, infelizmente temos telhados de vidro..."

Excertos http://www.bmfigueirodosvinhos.com.pt/docs/figueiro_dos_vinhos1968.pdf "Foi a serração de projeção tanto no País como no estrangeiro de Manuel Freitas Lopes , cuja sede é em Tomar , mas que, ao estabelecer-se aqui , deu oportunidade aos proprietários de eucaliptos e de pinhal  na região de transaccionarem vantajosamente com reflexos benéficos na economia, e na lavoura  do concelho de Figueiró dos Vinhos.Em Almofala de Baixo existiu uma fábrica de motores de rega de António Marques Boavida, que contribui grandemente para o aumento do rendimento da região e do concelho.
Na freguesia da Aguda está instalada uma unidade igualmente de relevo que é a Cerâmica de Figueiró dos Vinhos.
Dois aviários e uma fábrica de pastas de algodão.
A feira anual  no penúltimo domingo de outubro  no Casal de S.Simão"

Passaportes de pessoas da Aguda
Pesquisa aleatória dos finais de 1800 a 1909 no Arquivo distrital de Leiria com mais de cem anos daqueles que daqui saíram à procura de melhores condições de vida,  pertinente questionar se teriam alguns voltado à terra e mantém ligação, ou se radicaram noutras terras, e os que ficaram pelo mundo...
Apelidos que se perderam e os que ainda perduram.
Destinos: Brasil ; Santos; Rio Grande do Sul ; Cidade do Pará: Rio de Janeiro e África; S.Tomé; Luanda, Congo e Moçâmedes.
Ajuda sobretudo no Brasil  a seus descendentes onde as minhas crónicas tem forte adesão.
No fatal desígnio perpetuar memória e merecida homenagem, a todos os que partiram desta terra que os viu nascer, e partiram à procura de melhor vida ao jus que a história da terra também se fez com as suas histórias de vida, talento reconhecido, e ação benemérita, e com justo querrer a título póstumo, seja desterrado lápide com pompa e circunstância, por quem de direito no desempenho do poder político.

Passaporte de Manuel Vaz 1895-12-27 Idade: 39 anos
Filiação: Manuel Vaz / Maria do Carmo
Naturalidade: Várzea / Maçãs de D. Dona Maria / Ansião
Residência: Várzea / Maçãs de D. Dona Maria / Ansião
Destino: Rio de Janeiro ( Brasil )
Observações: Não escreve

Passaporte de Emegidio Lopes 1896.02.13 ? Idade 30 anos
Filiação: José Lopes / Joana Ferreira
Naturalidade: Martin Gago / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Martin Gago / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: S. Tomé ( Africa Portuguesa )
Observações: Escreve

Passaporte de Domingos Francisco da Silva 1896-03-02 Idade: 40 anos
Filiação: António Francisco / Maria Rosa
Naturalidade: Abrunheira / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Abrunheira / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos (Brasil)
Observações: Levando consigo seu filho menor de 13 anos, Manuel Francisco da Silva
Observações: Escreve

Passaporte de António Simões 1896-02.20 Idade 29 anos
Filiação: João Simões / Josefa Maria
Naturalidade: Ribeira de Alge / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Ribeira de Alge / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Luanda ( Africa Portuguesa )
Observações: Escreve

Passaporte de José Mendes Barandas 1897-11-03 Idade 19 anos
Filiação: Manuel Mendes / Maria Rosa
Naturalidade: Lomba da Casa / Aguda / Ancião?
Residência: Lomba da Casa / Aguda / Ancião ?
Destino: São Tomé / África
Observações: O lugar de Lomba da Casa da Vila de Aguda pertence ao concelho de Figueiró dos Vinhos.
Escreve  

Passaporte de André Simões da Silva 1899-03-15 Idade: 39 anos
Filiação: António da Silva / Joaquina Maria
Naturalidade: Casal do Castanheiro / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Ponte de São Simão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: São Tomé / África

Passaporte de António Marques 1899-04-17 Idade: 31 anos
Filiação: Justina de Jesus
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil

Citar excerto http://geneall.net/pt/forum/121636/familia-simoes-de-abreu/ "Meu nome Márcia Guimarães de Abreu tenho alguns dados interessante sobre minha genealogia:
Pai: Jorge Alberto Simões Abreu
Avó: Adelaide de Jesus Marques de Abreu teria nascido por volta de 1895
Avô: Manoel Simões de Abreu teria nascido por volta de 1890
Bisavô paterno: José Simões de Abreu teria nascido por volta de 1865
Bisavó paterna: Rosa Grilla teria nascido por volta de 1867
Bisavô materno: Antônio Marques teria nascido por volta de 1866 , nasceu em 1868 (emigrou)
Bisavó materna: Thereza Prereira teria nascido por volta de 1868
Possuo uma carta endereçada a meu pai escrita por um primo João Simões de Abreu Saramago datada em 1949 de Vale de Ílhavo.
Manoel Simões Abreu seria possivelmente natural da Vila do Avelar no concelho de Ansião, e residia à época naquela Vila, no Lugar da Tojeira. Segundo me foi dito por uma neta (nascida em 1957) de António Simões Rosa de Abreu, nasc. 1893, casado,Carpinteiro de Profissão) e residente à época na Vila de Avelar, este Manuel Simões de Abreu... nas palavras daquele avô lá em casa corria boato que este emigrante teria optado por ir para o Brasil, pois que lhe chamavam o " Enjeitado ", dado que o Pai estaria casado com outra mulher, e por conseguinte ,este não teria assumido a Paternidade. )
A ser mais ou menos assim....então o Pai José Simões de Abreu, é Pai Natural e não Pai assumido no Registo Civil..."

Passaporte de José Simões 1899-04-25 Idade: 28 anos
Filiação: António Simões / Joaquina de Jesus
Naturalidade: Azeitão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Azeitão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de António Simões 1899-04-25 Idade: 33 anos
Filiação: Francisco Simões / Josefa Maria
Naturalidade: Casal de São Simão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Casal de São Simão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de José Estevão 1899-07-14 Idade: 43 anos
Filiação: Manuel Curado / Rosa Maria
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: S. Tomé / África

Passaporte de Mateus de Ascensão Silveira 1899-12-21 Idade: 14 anos
Filiação: José Lopes de Ascensão / Maria Augusta da Conceição
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Congo /África

Passaporte de António Simão de Carvalho 1900-09-13 Idade: 14 anos
Filiação: Florindo de Carvalho / Maria do Carmo
Naturalidade: Casal de São Simão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Casal de São Simão / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Luanda / África

Passaporte de Calinto Silvério 1901-10-26 Idade: 27 anos
Filiação: Francisco Silveiro / Joaquina da Silva
Naturalidade: Sigoeira de Baixo / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Sigoeira de Baixo / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de Alfredo Jorge 1903-03-12 Idade: 23 anos
Filiação: António Jorge / Joaquina de Jesus
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de José Simões de Abreu 1903-03-13 Idade: 23 anos
Filiação: Domingos António Simões / Maria das Dores Martins Ferreira de Abreu (seria da Aguda)
Naturalidade: Várzea Redonda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Várzea Redonda / Figueiró dos Vinhos
Destino: São Tomé e Principe / África

Passaporte de João Mendes Fidalgo 1904-07-04 Idade: 13 anos
Filiação: Francisco Mendes Fidalgo / Maximina da Costa
Naturalidade: Almofala de Baixo / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Almofala de Baixo / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil 

Passaporte de Manuel Simões de Abreu 1905-02-13 Idade: 42 anos nascido em 1863
Filiação: Manuel Simões / Isabel de Abreu
Naturalidade: Moinhos Fundeiros / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Moinhos Fundeiros / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil
Observações: Acompanhado de seu sobrinho José Simões de Passos, de 13 anos.

Passaporte de José Simões 1906-01-26 Idade: 32 anos
Filiação: António Simões / Mariana da Silva
Naturalidade: Salgueiro da Ribeira / Aguda / Ansião
Residência: Avelar / Ansião
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de Manuel Carvalho de Abreu 1906-10-15 Idade: 17 anos
Filiação: António Curado de Abreu / Ana de Jesus
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Moçâmedes / África

Passaporte de António Dias Coelho 1908-10-28 Idade: 25 anos
Filiação: João Dias Coelho / Joaquina dos Santos
Naturalidade: Quinta da Fonte Aguda / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Quinta da Fonte Aguda / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve

Passaporte de José Jorge 1908-12-01 Idade: 33 anos
Filiação: José Jorge / Maria de Jesus
Naturalidade: Salgueiro da Lomba / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Salgueiro da Lomba / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil
Observações: Não escreve

Passaporte de Manuel Mendes Júnior 1908-12-03 Idade: 30 anos
Filiação: Manuel Mendes / Teodora de Jesus
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve

Passaporte de Alfredo Jorge 1908-12-03 Idade 30 anos
Filiação: António Jorge / Joaquina de Jesus
Naturalidade: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve

Passaporte de José Antunes 1908-12-05 Idade 31 anos
Filiação: José Antunes / Maria Rosa
Naturalidade: Lomba do Casal ? / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Lomba do Casal ? / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Rio de Janeiro / Brasil
Observações: Lomba da Casa pertence à freguesia da Aguda.
Escreve

Passaporte de Florindo Lopes Ramos 1909-01-23 Idade: 54 anos
Filiação: Manuel Lopes Júnior / Joaquina Simões
Naturalidade: Moinhos Cimeiros / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Cabecinho da Estrada / Chão de Couce / Ansião
Destino: Rio de Janeiro / Brasil
Observações: Escreve

Passaporte de Vital Estevão de Abreu 1912-12-12 Idade: Não mencionada
Filiação: António Estevão da Silva / Maria Rosa
Naturalidade: Cercal / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Residência: Cercal / Aguda / Figueiró dos Vinhos
Destino: Santos ( Brasil )Observações: Não tem

Em despedida neste passeio à Aguda a certeza de deixar imagem de beleza naturalista, com potencial histórico para aclarar, e das suas gentes que partiram, também as que ficaram, histórias do seu passado aqui pela primeira vez assim compiladas, salvo algum erro agradeço resalva para emendar.
A crónica desenrolou-se apaixonante de cariz emocionado que me deleitou horas a sonhar e a conjeturar probabilidades, tendo sido péssima na disciplina de matemática...
Digo adeus à Aguda ...
Olival , a lembrar o meu primo Afonso Lucas, foi casado com a Arminda, não sei o apelido, nem dela encontrei a sua campa no cemitério...
Vale Tábuas, onde viveu o padrinho do meu marido, Alberto Coimbra.
Ribeira d'Alge, onde tanta vez já degustei no abrigo do alpendre soalheiro ao varandim debruçada a mirar a água em regato na correria de mansinho pelos calhaus rolados na pressa de beijar na foz o Zêzere.
Casal de S.Simão, aldeia de xisto integrada nas rotas turísticas, se mostra deitada no dorso da fajã estendida a corar ao sol, terra da D.Maria Augusta Rosa Abreu Morgado (apelido do marido), chefe dos CTT em Ansião no meu tempo de criança, a 1ª pessoa que conheci com este apelido" ABREU".
A D.Maria José Nogueira (apelido do marido de Ansião), viveu na casa por detrás da fonte com cameleiras, hoje de uma sobrinha, que o seu pai fez, foi professora primária, senhora de estirpe de olhos claros, ainda se preserva bela com mais de 80 anos que ninguém lhe os dá.
A Mabilde Murtinho (apelido do marido de Ansião) veio servir para a D. Maria Augusta Abreu, ainda viva, alta e robusta mulher, cuja irmã com mais de 90 anos faleceu na aldeia de onde nunca saiu há 2 anos.
A Sintra do interior, assim chamada pela sofreguidão fresca sentida nas profundezas das Fragas de S.Simão com a sua comandita de azenhas e as lagoas de boa água da Ribeira d'Alge.
Alge, um paraíso místico de verde e lunar visto a nadar na sua praia fluvial.
Sigoeira, aldeia desertificada em ruína das suas casas em  xisto.

Afinal ainda faltam tantos outros locais de belezas de cariz idílico para descobrir, sonhar e se amar!

E o que sobrou das grandes Herdades de Almofala e Avelar esquartejadas em tanta quinta.
 
Obrigada a todos na Aguda que me receberam tão bem!

FONTES
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aguda
https://cld.pt/dl/download/
http://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/15656.html
Livro Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mario Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
A Comarca das Cinco Vilas e a Ouvidoria de Ourém
http://digitarq.dgarq.gov.pt/ShowFile.as px?FileID=258784
http://digitarq.dgarq.gov.pt/ShowFile.a spx?FileID=258785
http://geneall.net/pt/forum/59276/pascoal-de-melo-ascendencia/
 http://geneall.net/pt/forum/146044/cinco-vilas-abreus-e-curados/
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1020935
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1001128
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1155199
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=637063
http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1001128
http://digitarq.adlra.arquivos.pt/viewer?id=1021334
http://tombo.pt/d/leiriahttp://193.137.201.197/pesquisa/ODdisplay.aspx?DOId=1703&NodeID=_141072
http://193.137.201.197/pesquisa/ODdisplay.aspx?DOId=1722&NodeID=_142325 
Júlio de Lemos Macedo através do paiz, notas e criticas d'um provinciano, Imprensa Civilização, Porto, 1892, p.174 e 177 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_cem_apelidos_mais_frequentes_em_Portugal
http://ncultura.pt/origem-e-significado-do-apelido-ferreira/
http://www.curado.com.br/tag/origem/
http://www.usinadesolucoes.com.br/dias.html
http://www.bmfigueirodosvinhos.com.pt/docs/figueiro_dos_vinhos1968.pdf
http://www.academia.edu/15864246/O_Estado_das_Igrejas_F%C3%A1bricas_e_Confrarias_de_Figueir%C3%B3_dos_Vinhos_Campelo_Aguda_e_Arega_em_1775 
http://reader.wook.pt/?mode=preview&sample=19596267-11-BS&ru=https%3A%2F%2Fwww.wook.pt%2Febook%2Fos-apelidos-portugueses-um-panorama-historico-carlos-bobone%2F195 
https://toponimialisboa.wordpress.com/2017/07/18/numa-rua-de-arroios-esta-pascoal-de-melo-que-no-codigo-penal-usou-ideias-de-beccaria/ 
http://www.theportugaltimes.com/wp/?p=8207 
http://geneall.net/pt/forum/82973/informacoes-sobre-a-familia-pestana-madeira/
uma foto google de Rodolfo Reis Ferreira
 Informação ao Cabido de Coimbra em 29.05.1769(Memórias Paroquiais)

"Relação dos clérigos da freguesia de Ansião assinada pelo Cura acima Jozé Fernandes da Serra  
Monumenta Henricina Volume I

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