domingo, 15 de outubro de 2017

Engate virtual em dia de primeiro aniversário !

Conhecimento virtual em dia de primeiro aniversário a comemoração só podia ocorrer em três locais, ela escolheu o Porto!
O intuito determinava arrasar medos, dúvidas e insegurança quiçá de não colarem o que sentiam em ambiente virtual !
Receios plausíveis que viviam dentro dela até ao momento do primeiro abraço, pela carência infinita, quis logo ali sentir que se amavam, sentimento que parecia luzir e os unia... Mas o seria?
Reconheceu-o pela esgueira da porta da estação de Campanhã vinha na sua direção em passo ligeiro de corrida deslumbrante e belo, um sedutor!
Já ele lhe confidencia que a reconheceu quando ela entrava noutra porta e o vestido estampado que previamente sabia que levaria e pelos óculos de sol...
Breve foi o abraço comovido...
Dirigem-se para o parque de estacionamento e  chegados ao carro ele abre a mala para ela deixar o malote e depara com um lindo bouquet de rosas vermelhas de belos caules altos( a florista assim os deixou enlaçados em cordão de cetim e pontas desfeitas a tons carmesim, a cor dela preferida) ... 
Estupefacta pela surpresa, sobretudo de as receber das mãos seladas com um doce beijo...As últimas rosas que recebeu tinham sido quando o filho nasceu...Toda a vida recebeu flores no local de trabalho, e foram muitas, mas um bouquet assim garboso, confessa, jamais!
Sorrateiro e mui atento abre-lhe a porta do carro para ela entrar. No seu melhor, sedutor e alta estatura, como ela tanto admira e gosta, tez morena, forte, o cabelo curto , perfumado, jovialmente vestido, afinal roupa em estreia para o primeiríssimo encontro, sem medo de se amarrotar...Silhueta carregada de glamur, com um à vontade que lhe ditava menos 10 anos , inegavelmente aparentava uns 47 anos , solto, atrevido e muito brilho que a deixou impressionada, do jeitinho que esperava acontecer visionado naquele primeiro olhar, sentindo a felicidade almejada, ao invés da nostalgia característica da maioria das fotos antes enviadas e logo o questiona-, estarei certa ou errada, diz-me tu?
Não menos lindas as suas mãos e unhas, de cortar a respiração. No melhor sabe usa-las, muito ágeis e delicadas, tanto ao seu gosto, deram-lhe volta à cabeça!
Já ele apenas pedira para não se produzir, nada de bâton...Bem devia ter desconfiado!
Mulher bem mandada, só lavou a cara, pôs creme e nada mais...Sendo que se questiona qual seria a mulher de 50 anos que não se maquilharia? Percebeu o repto quando o seu olhar bateu no dele, abençoado de lábios concebidos para estragar bâtons e fazer doidóis, apesar da doçura, meiguice, sôfregos, molhados e longos, delicados foram todos os seus beijos, os mais maravilhosos que jamais sentiu na vida!
Indiscutível, revelou-se um homem de sonho. Podia ter sido actor, manequim, artista, quiçá capa de revista!
Partiram na direção do shhoping de mão dada para fazer compras para o almoço volante, ao jeito de imaginado piquenique, por ser mais intimista do que qualquer mesa de um bom restaurante.
Partiram a caminho do altaneiro parque sombrio de frondosos plátanos onde se avista o Porto de Leixões. Chegada a vez de ela lhe oferecer o seu presente, uma pequena insignificância!
Porém ele se encantou com a peça em artesanato-, o seu novo marcador de livros -, pequena espátula preta pintada num dos extremos com o celebre eléctrico 28 de Lisboa e a torre da igreja da Madalena, onde mandou cinzelar o nome dele em prateado, fazendo fé que estará sempre em livros na sua mesinha de cabeceira...Acomodados no banco de trás a ouvir Pedro Abrunhosa como companhia, de portas abertas não fosse haver sufoco..Descontraídos e alegres, nem parecia ser aquele momento do seu primeiro encontro pessoal... Naquela frescura e ambiente romântico ele soltou-se de vez, desatou a falar sem ela sequer lhe perguntar nada, do real motivo do seu divórcio, da precária saúde da sua mãe, abriu o missa, que a deixa maravilhada, estarrecida e encantada, por ser inusitado, sentindo que foi doloroso para ele...
Para melhorar o cenário de tanta emoção decide pôr a mesa e não se esqueceu do pequeno naperon em linho bordado pela mãe, que ele reparou o agrado, falando da sua que também no passado gostava muito da arte do crochet. Aberto o vinho do Douro para um brinde. Habitualmente ela não bebe, só que tanta emoção foi por um triz que não houve derrame de vinho...à falta de faca, improvisou abrir os pães das sanduiches com as mãos, sem peneiras, debalde não havia fome, só sede e o vinho aqueceu o ambiente, e não se esqueceu da fruta, prática e organizada preveniu-se levando  cerejas e morangos, que lavou no saco de plástico, que o deixou maravilhado pela eficácia!
Finalmente sentiam grato prazer de se conhecerem pessoalmente, da bênção e desfrute do encontro e da cumplicidade, bem podiam confiar um no outro, ou não!
Atrevido solta a voz e diz-lhe que gosta muito do seu vestido, das suas mãos, sobretudo dos dedos compridos, os primeiros atributos que nela reparou...Claro deixou-a vaidosa...
Divertidos como crianças brincaram com as cerejas fazendo delas brincos, sorriam um para o outro a todo o instante, deleite o gesto de dar a fruta na boquinha um do outro , tanta troca de carinho e meiguice naquele petiscar encantador!
Fazia-se tempo de espreguiçar as pernas, saíram do carro e de pé abraçados a saborear a paisagem e os bolos que trouxera da confeitaria que faz jus ao seu apelido, outra vez a brincar dando na boca um do outro e até mordiscando os dois o mesmo, havia no ar muito romance, muita sensualidade, os jesuítas por serem frescos e deliciosos de crosta crocante despedaçavam-se em partículas que se enfiavam pelo decote do vestido, atrevida bem o sacudia e era vê-las a dançar até poisar pelo chão...Riam tolos de tanta felicidade, e empatia esquecendo por completo que haviam outros carros nas redondezas...
De novo sentados no banco de trás ela sentiu a profundidade das suas palavras - "Olha como tu me deixas"...O olhar  baixo apontava os estragos...Faíscas saiam dos seus olhos com beijos frenéticos e apalpões fortes aqueciam os corpos, até que as suas mãos atrevidas debaixo da saia do vestido a tocaram como antes jamais se sentiu!
Nitidamente sentia que perdia as estribeiras, completamente queria tanto como ele desfrutar do ardor da paixão naquele momento alto de muito querer e desejo. Atrevida ela sugou-lhe a orelha na sua boca, por ser tão perfeita, o mesmo do nariz, e da barba bem escanhoada, tudo nele era demasiado belo...Reboliço em respiração ofegante e transpiração, literalmente a destilar, as suas mãos percorriam as suas costas por dentro do vestido enquanto ela tentou abrir as suas calças, porém não o conseguiu, levianamente por falta de treino julgou serem de fecho e eram de botões, nada que a intimide e solicita ajuda , que as abriu para ela, obviamente não ficou assustada com o detonador!
Digamos que ficou impressionada com a floresta negra, intensa, densa, no contraste com o grisalho dos cabelos...
Descalabro total!
Momento de loucura, êxtase frenético, quando ela o sentiu doce na sua boca ali naquele local inédito, inexplicável foram sentidos gemidos de prazer em parcas palavras soltas de amor...
Doidos varridos de prazer! Amantes com requinte!
Na verdade ela apreciou ele não ter ido directo ao assunto, antes apreciou e aplaudiu o timing!
Viveram a dois as voltas tradicionais do romance de modo inovador, simples e surpreendente pela escolha do local, mas sobretudo por ser muito natural, as necessárias, no culminar de tanta paixão em abafar o imenso desejo de serem um do outro, finalmente!
Fenomenal o jeito de a tomar no colo e a toca em vibratos escaldantes acelarados que lhe exalam paixão e se perde completamente quando o ouviu balbuciar morto de desejo, deixa-me penetrar-te...
Impossível resistir!
Aconteceu o melhor momento de amor que jamais ela tinha antes vivido!
Apesar dele ter alvitrado passar para o banco da frente, mas ela não lhe deu tempo, foi ali mesmo, só se lembra de ter as pernas no ar numa das posições do Kamasutra!
Sem fôlego ele pediu-lhe desculpa por não se aguentar mais, gesto de eloquência cavalheiresca, que ela remata - oh, meu amor foi delicioso, amei em ti tudo!
Impossível ter sido melhor, apesar de na sua cabeça àquela hora navegarem negações duras de suster...
Hora da higiene abre os olhos à procura da mala que avista no assento da frente, em impulso de força lhe retira a saqueta de toalhetes e com os dentes a abre...
Exaustos a relação virtual tinha ali sido posta à prova com sucesso!
De facto aquele encontro suplantou as expectativas de ambos!
Total explosão a meias em todos os belos momentos vividos a dois, isso foi inegável!
O pior, era chegado a hora de regresso!
A presenteou com passeio à beira mar até ao Passeio Alegre, sempre de mão dada, que ele interrompia para pôr as mudanças com trânsito em hora de ponta, em deleite a paisagem soberba com um belíssimo pôr do sol que foi único, parecia África!
Ele ainda a questiona em pergunta inesperada - "sentiste-te desfraldada ? A que ela responde que não,como poderia, se foi ela que deu o primeiro passo, o que viveu foi único, inédito, e bem merecido!
Na estação ainda com tempo para namoriscar e já sentirem saudade, o adeus pela janela do Intercidades, como se fossem dois adolescentes de mãos coladas no vidro fechado em beijos de biquinho...
Desenlace da partida, devagar ele se afasta enquanto ela mira o seu jeito atrevido de andar ao jus do Abrunhosa, antes também do mito cinematográfico Richard Gere, que bem saboreou para solver a viagem de volta...
Na verdade tudo foi feito para ser sentido e vivido intensamente como um conto de fadas!
Perdurou apenas uma questão pertinente, saber se em algum momento ele sentiu saudades de África?

Palavras soltas para o que se viveu nesse dia
Aventura inédita virtual
Em idade fora d'época
Almejar um príncipe
Como se  fosse o sol
O enxerga alto, charmoso e magnânimo
Já não são mais virtuais!
Grande satisfação de prazer
Em complementaridade, lindo!
Cuja sensualidade não a deixou indiferente
Sentiu-se bajulada em ardor
No equilíbrio emocional que era carente
O sonho aconteceu aos ais!
Como em filme ou novela
Amou e foi amada
Simples e louco
Amor a dois, magnífico!

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