quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pascoal José Mello Freire dos Reis o seu solar em Ansião

O mais notável jurisconsulto ansianense de todos os tempos por ter sido o pai da Jurisprudência Portuguesa e da História do Direito Civil Português, além de Desembargador da Suplicação e Professor da Universidade de Coimbra no tempo da Reforma Pombalina (a ele se deve o fim das penas cruéis em Portugal como, por exemplo, o talhamento de membros que Rui de Abreu da quinta da Boa Vista ao Senhor do Bonfim sofreu anos antes).
Registei esta foto do seu quadro a óleo no Arquivo municipal de Ansião 

Pascoal José de Melo Freire dos Reis
Livro da sua autoria com o seu nome completo  
Veio ao mundo em dia de Páscoa por isso a atribuição do nome Pascoal. Os pais moravam na Quinta do Bairro, sita ao Ribeiro da Vide em Ansião onde nasceu no dia 06 de abril para ser baptizado a 13.04.1738.
Filho de Belchior dos Reis oficial do exército português que se distinguiu na Guerra da Sucessão de Espanha, em que Portugal participou, entre1704 e 1712, e de Faustina Freire de Melo.
Neto paterno de Manuel Rodrigues Bicho (Manuel Roriz Bicho) e de (?) do Casal do Galego Ansião.
Neto materno de José Carvalho de Vila Cã (Pombal) e de Luísa Freire da Ribeira do Açor (Ansião).
Interessante os dados do avô paterno a referir o  sitio onde morava - Casal do Galego, hoje Pinhal, onde ainda existem dois troços de estrada medieval real ou coimbrã, um em vias de desaparecer, se não lhe acodem e ainda a lamentável perda da toponímia antiga, a ditar a sua origem judaica da fuga da Galiza com outras famílias que aportaram a Ansião.
Árvore genealógica elaborada por Henrique Dias 

Citar excerto Ansianenses Ilustres 1 de Ansião, 2002 Dr Manuel Augusto Dias
"Nos finais do século XIX, Júlio de Lemos Macedo (op. cit., p. 177) escrevia que em Ansião já não vivia qualquer parente conhecido de Melo Freire, apenas em Almofala de Cima, ainda pertencente à Comarca de Ansião, vivia um seu sobrinho (...) é ainda o mesmo autor que nos informa que «Pascoal José de Melo Freire mandou construir em Ansião um bom edifício de vivenda que não chegou a ver concluído. Esse edifício, em estado de ruína, foi vendido por José de Melo Freire, de Almofala de Cima, filho de Bernardo Freire de Melo, capitão-mor das extintas ordenanças, um primeiro e outro segundo sobrinho do eminente jurisconsulto, ao pai de quem escreve estas linhas, José Luís de Macedo, que o fez reconstruir, aproveitando-lhe as paredes e a cantaria, e que do mesmo faz sua casa de habitação». Segundo o que conseguimos averiguar, esta casa ainda hoje existe, precisamente na Rua da Vila que ostenta o seu nome».
O autor apenas deu azo à transcrição da documentação sem sair da base de conforto para abordar o sitio da casa...Obviamente a casa só pode ser esta, nem falou de suposta descendência, tomando como certa a informação citada (?)!
Graças ao testemunho deixado pelo jurista que foi notário na comarca de Ansião o autor apenas se dirige a ele sem lhe atribuir qualquer cargo. O seu pai é que comprou a casa aproveitando as cantarias para nela habitar e depois herdada pelo filho Júlio de Lemos Macedo.Até meados do século XX ainda moravam pessoas com o apelido "Macedo" em Ansião, conforme constam pelo menos duas sepulturas no cemitério em Ansião.
Sepultura de José Luís Macedo  no cemitério de Ansião
Com o epitáfio Recordação dos seus filhos
Atendendo aos líquenes na pedra sem reparar com cuidado se algum dos filhos aqui também está sepultado. Contudo o filho o «Dr. Júlio de Lemos Macedo após a implantação da República mantinha os seus ideais monárquicos de sempre, esteve preso várias vezes até que embarcou para o Rio de Janeiro em 1912 e anos depois perdeu-se-lhe o rasto deste conterrâneo.»

Sepultura do juiz de direito João Batista Martins Jorge falecido em 1910
Maria do Carmo Macedo Martins
Jorge Vieira Carvalho Macedo Martins
Adelaide Júlia Martins.
Pedra tumular de Pascoal José Mello Freire dos Reis
No Convento do Carmo em Lisboa 
Para um homem Grande, teve uma sepultura simples!
Ansião em foto anterior a 1937 possivelmente de 1908
Solar na esquerda da foto

Não conheço outra foto mais antiga do que esta, na esquerda o solar do Pascoal José de Melo Freire dos Reis com um muro alto para sul com vegetação e pilares de pedra do jardim. Ao fundo distingue-se o solar conhecido pela casa do "Sr.Zé Piloto", erradamente, porque era pertença de dois particulares, dele e do Sr. Virgilio Courela pai entre outros da D.Alda Gaspar, o que há partida dita o quintal devia com este extremar (?).Na expropriação  do belo jardim do solar em 1938 foi feita a Praça de Peixe e duas transversais.
Antiga Praça do Peixe

Praça do Peixe vista de sul
Actualmente no espaço da antiga Praça do Peixe  funciona a Biblioteca municipal com uma sala dedicada ao poeta mais conhecido da terra Polibio Gomes dos Santos.
Com esta nova expansão o solar ficou apenas com um espaço a norte, no tardoz a nascente.
Tenha sido inicialmente alugado sendo os antepenúltimos arrendatários uma família de apelido "Sousa", sem saber se tinha raízes em Ansião, mas julgo veio de Coimbra onde viveu com duas filhas até ao inicio da década de 50,  a Céuzinha e Alicinha, cujo pai trabalhava nos Paços do Conselho, e por isso naquele tempo conhecidas pelas "Sousas" que se mudaram entre 50 e principio de 51 indo morar no Quebra Costas, em Coimbra onde montaram uma pensão.Parte do solar devoluto para de novo ser alugado em 11.05. 1951 à Fundação do Clube dos Caçadores de Ansião.
O Dr. Travassos foi um dos sócios fundadores do Clube de Caçadores de Ansião com o comerciante Adriano Carvalho, entre outros.
O Dr.Travassos era muito amigo do meu pai que também gostava de caça, por essa altura juntos numa caçada a arma do meu pai dispara para trás, e atinge-lhe o dedo indicador da mão esquerda, ficando sem ele, valendo-lhe para lhe estancar o sangue e o cozer...
Desde a fundação do Clube dos Caçadores suposto falar que passou por vicissitudes várias até que  perdeu a real virtude do slongan da fundação - Clube dos Caçadores, para o ser no meu tempo de adolescência apenas palco para alguns bailes no salão do 1º andar e no que restava do quintal a norte que agora me parece estacionamento. Recordo no salão do 2º andar ter dado uma bofetada num rapaz alto e bem parecido, mas atrevido de Santiago da Guarda por me ter roubado um beijo no pescoço, lindo era o raças do rapaz, mas no meu tempo havia que defender a honra!
Nesses anos de aluguer por o dono não viver em Ansião, recordo ter sido construído uma pequena casa no tardoz, de noite (?) que ainda lá está...Os infortúnios deste solar, cujo dono não o viu pronto, para depois ser alugado a dois proprietários diferentes-, ao Clube e ao Sr.Mouco que mais tarde ambos acabaram por adquirir cada um a sua parte, quando o certo era jamais ser dividido!
E assim continua , podia ter sorte pior, ser demolido, por isso valha-nos isso ainda a testemunhar o passado.
O Clube há anos até hoje mantém a sua vocação ligada ao Futebol de Ansião cujo actual presidente Jorge Fernando Fazenda Santos, segundo ouvi comentar tem feito um bom serviço, sobretudo na regularização de saldos negativos transitados do passado...
Emblema do Clube dos Caçadores
Quem desenhou o logótipo do Clube dos Caçadores?
Confidenciou-me a própria, a  Sra Prof. D.Maria José Nogueira, natural da aldeia de S.Simão, se casou com um comerciante da vila, o Sr.Nogueira.Uma frequentadora das festas, sobretudo quando o primo do marido da Fonte Galega, Manuel Luís Nogueira radicado no Brasil vinha a Ansião.
O Clube dos Caçadores viria a ser palco de festas para homenagear sócios emigrados quando vinham de férias à sua terra onde eram beneméritos e outros eventos, ao tempo a D.Fernanda Figueiredo, esposa do Dr. Alfredo Silveira, senhora prendada em as patentear,  antes já as fazia no solar dos "Soares Barbosa" para ser alugado para o Externato laborar, porque para quem não sabe começou na casa do seu pai (Figueiredo) ao Largo do fontanário de ferro, e nessa altura as festas se mudaram para o Clube dos Caçadores.
Os excertos seguintes de festas revelam nomes, cujos apelidos, praticamente a maior parte desapareceu de Ansião, e ainda a festa do 1º aniversário teve a orquestra do Casino da Figueira da Foz, em detrimento da Filarmónica Santa Cecília de Ansião...
Os grandes conhecimentos que havia com a Figueira, num tempo que o Algarve ainda não dava cartas!

Citar excerto http://ansianensesilustres.blogs.sapo.pt/1791.html Mensageiro, de 27 de Setembro de 1952:
«Ancião, 15 de Setembro de 1952 – Como já havíamos anunciado, o Clube de Caçadores de Ancião, levou a efeito grandes festas por motivo do seu primeiro aniversário.
No Sábado efectuou-se, nas suas vastas salas um grandioso baile. O baile foi abrilhantado pela Orquestra do Casino Oceano da Figueira da Foz, que, com pleno agrado executou um escolhido e vasto reportório.
Havia um óptimo serviço de mesa, superiormente dirigido pela Ex.ma Sr.ª D.ª Fernanda Silveira, vendo-se a cear muitas e distintas famílias.
Entre a numerosa assistência recorda-nos ter visto os Ex.mos Srs. Eng.º João de Noronha e família, Dr. António Furtado dos Santos e Ex.ma Esposa, Dr. Alberto Alves Pinto e Ex.ma Esposa, Dr. Augusto Simões e Ex.ma Esposa, Sr. Carlos Regêncio, Ex.mas Esposa e filha, Armando Duarte Moreira, Ex.ma Esposa e filha, Ex.ma Sr.ª D. Almerinda Joaquina Simões e filha, Sr.ª D. Maria Emília Pereira, Ex.ma Sr.ª D. Maria Gomes de Carvalho e filhos, Ex.ma Sr.ª D. Maria Gabriela Lobo da Costa e muitas senhoras, meninas e cavalheiros, cujos nomes não é possível relacionar.
Também os sócios do Clube acorreram em grande número, acompanhados de suas famílias, lembrando-nos ter visto, entre muitos, os Ex.mos Srs. Drs. Adriano Rego, António Amado, Teixeira Botelho, Alfredo Silveira, Moreira Fino, Rui Baptista e Senhores António Simões de Sousa, António Maria Caseiro, Armando Maria Coutinho, Júlio Vitorino dos Santos, António Prudente de Oliveira, Albino Simões, Agripino Ferreira, Adriano de Carvalho, família de Francisco José da Silva, de Júlio José da Silva e muitos outros cujos nomes nos foi impossível reter (...)». 
Citar convívio que o Serras de Ansião, na sua edição de 15 de Junho de 1966, traz a notícia: Jantar de despedida ao Sr. Adriano de Carvalho
"Homenageiam-no num jantar promovido por um grupo de amigos que se realizou no passado dia 4, um jantar de homenagem e despedida ao Sr. Adriano de Carvalho, por virtude da sua partida para Lisboa, onde vai passar a residir.
Ao jantar, que decorreu em ambiente muito agradável, compareceu grande número dos seus amigos, de Ansião e redondezas, os quais com a sua presença quiseram testemunhar ao Sr. Carvalho, a sua estima e profunda mágoa por o verem partir de Ansião, onde por todos era querido.
Aos brindes usaram da palavra, primeiramente o Sr. Presidente da Câmara, Professor Albino Simões, seguindo-se-lhe os senhores César Nogueira, José Lucas Afonso e Professor Elísio Mendes de Oliveira. Todos dirigiram ao homenageado palavras do maior apreço pela maneira como ao longo de mais de quarenta anos, se interessou pelos problemas de Ansião, nomeadamente como Vereador da Câmara Municipal e dirigente ou amigo das Associações locais.
Igualmente as suas qualidades de cidadão trabalhador, honrado e bondoso foram entusiasticamente exaltadas, tendo-se formulado votos para que acompanhado de sua Ex.ma Esposa goze a felicidade que merece na sua nova residência, junto dos seus familiares.
No final, o senhor Carvalho, visivelmente emocionado, agradeceu as palavras que lhe foram dirigidas, tendo afirmado que leva de Ansião as melhores recordações e que jamais esquecerá esta Terra, que considera como sendo a sua."

Citar excerto do Jornal - A regeneração Figueiró dos Vinhos nº 951 de 15 de julho 1958
"No passado 18 de junho realizou-se um jantar de homenagem oferecido pelos sócios do Clube dos Caçadores de Ansião ao sócio benemérito Exmo Senhor Manuel Luís Nogueira , conceituado industrial em S.Paulo no Brasil e natural da nossa freguesia de Ansião, o qual para matar saudades do torrão Natal se encontra entre nós há um mês devendo permanecer até finais de agosto.O jantar decorreu com grande animação sendo muitos os brindes feitos a sua Exa , tendo usado da palavra o Exmo Sr.Dr.António Amado, membro da direção do clube que, em nome desta associação de recreio ofereceu ao homenageado o diploma de sócio benemérito, o Presidente da Câmara Municipal Prof. Elísio Oliveira e o Exmo Sr. Dr. Manuel de Melo Júnior."

"Na sede do Clube dos Caçadores , no dia 29 de junho, pelas 22 horas teve lugar um excelente Porto de Honra, oferecido pelo Excelentíssimo benemérito o Sr Manuel Luís Nogueira a todos os sócios e suas famílias, durante o qual se prestou significativa homenagem à Nação Irmã Brasil - pelo êxito do campeonato do Mundo de Futebol , tendo sido por aquele Sr. e todos os convivas numerosos e entusiásticos brindes a Portugal e ao Brsil (...). Benemérito entre eles contribuiu com quantia avultada para o relógio da torre da igreja e de uma aparelhagem sonora para o Clube dos Caçadores."

O Mercado a céu aberto em Ansião
No meu tempo o mercado decorria a céu aberto pelas ruas da vila e na frontaria do solar amontoavam-se as cestas com galinhas, galos, pintainhos e coelhos vendidos pelas mulheres vindas das aldeias para se suprir .E em dias de festa as mulheres assavam peixe do rio.

O solar Pascoal de Melo Freire dos Reis aos dias d'hoje
Mostra-se ainda um solar imponente apesar na fachada terem sido alteradas a sul as 3 janelas  por duas portas ficando apenas uma janela. De resto mantém-se a entrada com escadaria em meia lua em pedra dá acesso à porta principal que faz a ligação do r/c ao 1º andar por uma escadaria lindíssima debruada a pedra que termina ao cimo em arcos, no salão da frente as portas com banquinhos namoradeiros, e na frente varandim com ferro forjado. No tardoz a varanda em pedra de cantarias semelhantes às da quinta das Lagoas que foi restaurada em finais de 800, suposto afirmar tenha sido a mesma data que também este foi concluído. Porque as pedras saíram da mesma cantaria, no meu opinar. A varanda acompanha quase todo o solar, sendo a maior parte do Clube e a remanescente dos herdeiros do Sr. Mouco.
Há poucos anos quando a parte do Clube foi objecto de obras ao abrigo de um Fundo comunitário que não me ocorre o nome, afixada a placa no r/c . Por essa altura falou-se que a autarquia  tentou com os sócios em parceria agilizar consenso no acordo com os herdeiros do Sr. Mouco para a aquisição da parte remanescente do solar, por troca de um andar e,...O que francamente me deixou a pensar!
A ideia parece-me muito bem, diria fantástica!
Porque uma coisa é os  proprietários valorizarem em demasia o seu património, outra coisa bem diferente a capacidade financeira para o reabilitar, por isso o bom senso no equilíbrio dos pratos da balança, para avaliar encargos e se afinal o compensa manter!
No meu opinar com franqueza, a venda se mostra sempre nestes casos a oportunidade de se melhorar em qualidade de vida e de menores chatices. Quem sabe se além da proposta ao tempo formalizada se lhe acrescentarem um emprego, apesar de desconhecer se quem o habita está ou não empregado (?)...
Não devia ser descuidada nova tentativa!

Fachada sul propriedade dos herdeiros do Sr. "Freire Mouco"
No r/c havia uma loja do ferro ferro do homem da Gramatinha, se não me falha a memória.

 O tardoz mostra a parte restaurada com a varanda e a parte por restaurar

Argola de ferro para prender as bestas e um pial de pedra na quina que não sei a serventia.
Imponente a alta chaminé no tardoz.

Desatino parte do solar a definhar!
Aos proprietários se deve esforço se assim o quiserem para se unir o solar como o foi no passado pela sorte de ainda existir na menção de  ser reabilitado para Ansião prestigiar o seu passado, tão esquecido. Se em Santiago da Guarda houve consenso para indemnizar pessoas do Complexo da Casa Senhorial do Conde Castelo Melhor, aqui não deve ser dificil, por carecer de obras urgentes. Perante balanço de contas no peso da balança, as pessoas tomam decisões, sendo certo que muitos avaliam o seu património levianamente em milhões, e na maioria o tem apenas parca valia, atendendo ao valor necessário para a sua reabilitação, ou seja, para o aguentar dignamente consolidado , por isso não basta ter património é preciso mantê-lo de pé com altos custos, Na minha opinião com o devido respeito pelos envolvidos o meu opinar no meu direito de cidadania atendendo alegadamente que o Clube perdeu a génese da sua fundação- Caçadores, para tomar o rumo do Futebol. Pelo que o Clube não precisa de mudar de emblema, na analogia caçadores sejam bons futebolistas.Julgo que o imóvel onde está o Clube é sua propriedade. Pela perda da génese que vaticinou a sua fundação não proporcionar o campo junto da sede seria interessante encetar conversações camarárias para mudança para a Mata no gaveto junto da rotunda em espaço camarário onde seria edificado um prédio com valências várias ligadas ao Clube, e assim já não precisavam de montar o restaurante ambulante para as festas, além de albergar a sede e serviços administrativos também outros espaços de rentabilidade; bar, sala de jogos, restaurante, salão de baile e afins. Estaria a meu ver o Clube mais enquadrado e com mais valências do que actualmente de maior rentabilidade para se manter.
Gaveto da rotunda da Avª Luís de Camões 
Aqui o sitio certo, para mim, claro!
Toponímia na Mata
A Mata Municipal foi doada pelo Dr. Adriano Rego. Acontece que não era chão seu, sim do sogro Veiga. O Dr. Adriano Rego casou com Matilde Veiga, teve duas filhas e ficou viúvo, casando em segundas núpcias com uma cunhada de quem não teve filhos. Seria dela o quinhão da Mata que foi doado, por isso a Avenida devia homenagear o seu nome-, até porque em Ansião não existe toponímia que ateste a família "Veiga" que foi a principal desde os primórdios de Ansião.
Avenida Luís de Camões o certo ser atribuída  Avª Lídia Veiga
Hipotética razão da mudança da sede do Clube?
Se a autarquia adquirisse a totalidade do solar estabelecendo acordo com o Clube para a doação do terreno na Mata com ajuda na obra e a aquisição aos herdeiros do Sr."Freire Mouco" para se libertar o solar e nele vir a poder ser instalado o Museu Municipal de Ansião. Bem sei que antes dei outras dicas para a sua instalação, obviamente, só agora descobri de quem foi o solar, e tendo sido da pessoa mais ilustre de Ansião, aqui ficaria bem o Museu que não existe a merecer ser implantado no solar por Pascoal José idealizado, já que até hoje nunca lhe erigiram estátua em terra de canteiros...
Porque o Museu prestigiava a vila e o concelho de Ansião!
Urgente alteração na toponímia porque a Rua que ostenta o seu nome que lhe corre pela frente se mostra incompleto, o deve ser completo, no seu real nome, para os seus descendentes "Reis" que afinal ainda vivem em Ansião, no concelho, em Portugal e no Mundo, se identificarem com esta personagem do passado e o mesmo na Escola Básica e Secundária de Ansião.
Debalde um Museu obriga a norma de acessibilidade que o solar não dispõe, não tem elevador, mas o pode ter por fora panorâmico em vidro.
Debalde ao que parece o anterior executivo PSD decidiu anexar o Museu ao Complexo monumental de Santiago da Guarda...Não gostei nada. Nada. Nada!
Santiago da Guarda já tem património mais do que suficiente, a que se junta a Casa dos Fósseis, os outeiros, capela de Senhora da Orada, cisterna romana para  Ansião, a sede do concelho o certo é ser dignificada com o museu municipal
Na Lousã existe um Museu e tem escadas. Nem enxerguei elevador.
Urge sair de uma vez por todas do conforto e fazer Coisa válida!

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