segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Portela de S.Lourenço em Pousaflores

Ao deixar a Moita Redonda quis o meu marido mudar de direção em detrimento do habitual caminho por Lisboinha. A tarde mostrava-se soalheira a lembrar a primavera para redescobrir a Portela de S.Lourenço em Pousaflores, aldeia altaneira encravada no costado a nascente, abrigada com tanta história para contar.

Lancei pela primeira vez um pedido de ajuda na página do Facebook, debalde não houve ninguém...
O que se lamenta a falta de partilha dos saberes e de fotos, não encontrei disponível nenhum testemunho deste local e da sua origem debalde havendo doutos nascidos no Lugar...
Fotos captadas em movimento
 A casa da Rosária Furtado

Recordo a sua construção para se casar e antes quando foram feitas as garagens que lhe estão ao lado.Sobrinha do meu tio "António Paredes" andou comigo no Colégio Salesiano do Monte Estoril.
Na frente da estrada a única casa que naquele tempo já fugia à traça tradicional de formato quadrado, ao género da dos meus pais em Ansião, dos pais do Delfim Ventura Dias , do irmão mais novo Carlos que estudou comigo no Externato em Ansião, e da irmã mais velha que não me recordo o nome.


Quem povoou este Lugar da Portela de S.Lourenço?

Citar Livro Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes 
"Pousaflores com o seu padroado foi chão de Dom Fernando de Noronha  que por seu falecimento a sucessão  ao seu filho Dom Pedro de Menezes, entre outras doações com a quinta de Chão de Couce, Maças de D.Maria, a quinta da Mouta Bela, os casais da Meixieira, a Aguda com o seu padroado, a Rapoula e o Avelar..."

Segundo o investigador Miguel Portela no 13º Cadernos de Estudos Leirienses 
"Na representação de Almoster e as suas terras  a foro em 1598
A Portela pertenceu a Domingos Alveres."

Tenha vindo a ser no tempo Álvares, apelido que não o conheço em ninguém. Acaso se perdeu? Mas pode haver. O apelido "Álvares"de facto provem do norte da Casa de Mateus que foi dos "Menezes".

Citar excerto https://geneall.net/pt/forum/69180/familias-de-vila-pouca-de-aguiar/

" D. Maria Coelho era filha do Dr. António Álvares Coelho, Senhor da Quinta de Mateus em Vila Real, que instituiu em morgado no seu testamento feito em 1643, e de sua mulher e prima D. Helena Álvares Mourão, nasc. a 17.V.1587 na Casa da Cumieira ( nome igual a outro em Penela);
Neta pat. de Cristóvão Álvares Coelho e de s.m. D. Maria da Veiga de Figueiredo, cas. a 2.VI.1577 em S. Pedro de Vila Real; e neta mat. de Diogo Álvares Mourão, instituidor e Senhor da Casa da Cumieira, e de s.m. Maria Martins de Azevedo. S.g.
-----2(IV) Diogo Álvares Mourão (Dr.) – Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, Juíz do Fisco e Desembargador da Relação do Porto, Colegial e Reitor do Colégio de S. Pedro em Coimbra e Lente de Decretos. Casou com sua prima co-irmã D. Isabel Álvares Coelho, irmã de sua cunhada D. Maria Coelho, acima. Não teve descendência do casamento, mas de Maria Francisca da Fonseca, nat. de Coimbra, teve uma filha natural legitimada, em cuja descendência se continuou aquela sucessão e a representação da Casa, actualmente nos Condes de Vila Real, igualmente representantes, por posteriores casamentos, dos Condes de Melo e de Mangualde"

Portanto as gentes que povoaram a Portela de S.Lourenço eram de linhagem ligadas à Aguda e a Chão de Couce à Quinta de Cima, pertença dos Marqueses de Vila Real.
De origem judaica, pelos apelidos, letrados, receberam privilégios e regalias de morgadios.Nos séculos se cruzaram com descendentes de mouros e francos que habitavam a região, por isso a descendência de gente alta, baixa, de pele clara ou morena, de tronco entroncado ou franzino, olhos escuros e claros, cabelos lisos ou encaracolados  e os de bom feitio e  os atravessados...
Suposto afirmar do primeiro casal que aqui na porta da serra  construiu a sua casa a que deu o nome -Portela teve de rotear as terras entre pedras para tirar o seu sustento e souberam tirar proveito da serra ao fazer moinhos de vento em madeira, que rodam sobre eira em pedra à força de um homem, únicos em Portugal, só referenciados na região centro, cuja origem trazida da diáspora quando partiram de Israel. A que já dediquei uma crónica
http://quintaisisa.blogspot.pt/2017/12/moinhos-ou-munhos-de-vento-e-de-agua-do.html

Pedra com inscrição do nome da casa cuja data emoldurada por "Cruzes".
Nitidamente foi casa de judeus convertidos em cristãos novos, por isso a simbologia cristã, típica naquele tempo. 
Recentemente foi encontrada a pedra que assinala o estatuto de cristãos novos do solar em Figueiró dos Vinhos .
Julgo tenha sido na década de 90 que foi vendida a estrangeiros.
Nas serranias da Gramatinha e na Ameixieira foram encontrados vestígios em pedra afeiçoados pelo homem, como machados, desconheço se estão catalogados e onde se encontram guardados. Eu também encontrei alguns espécimes. 
A minha coleção que encontrei na serra da Ameixieira
Na verdade o  homem de Neandertal andou pela Europa e foi na Península Ibérica onde foi extinto  "autores consideram-no como uma sub espécie de Homo sapiens" segundo a Wikipédia .

Citar excerto de https://www.tsf.pt/
"Parte de um crânio foi encontrado numa gruta na Aroeira no complexo arqueológico do Almonda em Torres Novas em 2014 datado de 400 mil de anos, um dos poucos encontrados no mundo.O fóssil mais antigo encontrado em Portugal. Foi entregue ao Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, pelo arqueólogo João Zilhão."
Eram homens de corpo atarracado, as mulheres bem maiores e entroncadas, grande nariz, cabelo ruivo e pele branca.Na verdade faz-me crer que ainda existe descendência  na região.

Casa da Portela
Dum tempo menos remoto resta esta pedra com legenda a fidelizar um Lugar a que foi dado o nome "Portela"-, a entrada para a serra com o mesmo nome.
A cancela em madeira matem-se a tradição no Maciço de Sicó
Muro em pedra  refeito onde se nota a reutilização de pedras maiores que teriam sido de casas e barracões.
Dentro de muros ao longe avista-se uma bela reconstrução à traça antiga 

Varandim alpendrado 
Com baluartes em madeira  onde não faltam as pedras salientes na parede para os vasos de sardinheiras.





Outros habitantes na Portela 

Citar excerto https://geneall.net/pt/forum/2096/teixeira-de-castro-de-chao-de-couce/
"Thereza Maria, casou em C. Couce a 16.09.1813 com Lucas Furtado Baptista  filho de Manoel Furtado e de Anna Maria da Portella de São Lourenço, Pousaflores.Cuja origem paterna provem de Almoster."

O apelido "Furtado"
Pertença do marido da irmã do meu tio António Rodrigues (Paredes).
Pelo menos duas filhas construíram na Portela sob ruínas de outras casas.
Boa reconstrução de casa a dizer adeus à Portela a caminho de Pousaflores da filha mais nova, possa ter sido antes do bisavô (?).
Não sei quem foi a "Castelhana" distinguida na toponímia na rua paralela à estrada.
Suposto dizer que era de Castela, por isso chamada castelhana, aqui viveu algures.Os judeus convertidos em cristãos novos eram provenientes da Galiza. Houve uma comunidade que se refugiou em Ansião e outra significativa no Espinhal, mais ricos, tiveram do Rei muita regalia de terra e morgadios. Uns e outros através do casamento se espalharam nas antigas Cinco Vilas e nesta região de Almoster que noutro tempo pertencia a Ansião, e em; Ariques, Vale da Couda, Fojo, Gramatinha e Portela. Até hoje nenhum historiador abordou esta temática tem-se centrado em comunidades junto da raia como a Guarda, Belmonte, Trancoso, mas na verdade foi à procura dos meus mortos que fui encontrando outros e movida pela curiosidade cheguei a esta conclusão pela ajuda da minha memória de 50 anos de histórias de lugares com história para hoje com alguma achega documental conseguir fazer a correlação, que os outros, os historiadores e investigadores nesta região, não fazem, por desconhecimento do terreno e porque dificilmente saem da base de conforto.
Possivelmente a "Castelhana" foi a dona desta casa da Portela.Ou então veio do Lugar de Castelhanas do Louriçal, sendo notório a migração de pessoas pelas terras limítrofes.Na Moita Redonda viveu uma mulher de alto porte, entroncada que usava tamancos tinha vindo do Agroal, quiçá uma descendente de Neandertal . Grutas no Agroal um alerta aos arqueólogos.
Recordo o tempo em meados de 60 que aqui vim várias vezes a casa de uns tios emigrados em Luanda- Os "Paredes" - a tia Rosária irmã da minha mãe e o tio António, julgo o ganho da alcunha por ter nascido num lugar com esse nome ao limite de Pousaflores com Alvaiázere, a Eira da Pedra. Grandes anfitriões, amáveis e amigos em ofertar, sabiam receber na sua casa da Portela, ou no barracão anexo dos pais "Ti Manel e da Ti Conceição".Quase todos os sobrinhos eram afilhados. Eu não.
Ficou a saudade de bons repastos em família, com os sobrinhos a rondar a casa por dentro e por fora, de paredes meias para nascente havia uma casa em ruína que os tios compraram sem fazer escritura e quando a quiseram legalizar lembro-me de ouvir dizer os donos com o dinheiro no bolso, se negaram...
Das Canárias trouxeram novidades, havia um bar chinês com incrustações a madre pérola que me prendia o olhar, e ainda o de bisbilhotar grandes álbuns de fotos que o tio António tirava à família em casamentos, festas em casa, na Chousa no 15 de agosto, na serra e em passeios como a Badajoz depois do 25 de abril. Havia muita alegria a rodos, também andei no antigo Mercedes branco que ocupava os caminhos de pedra encerrados por muros de pedra seca nem sempre direitos, apesar dos bons estofos sentia-se o rodado do carro aos altos e baixos...Até que fizeram uma garagem na beira da estrada.Nesse tempo apresentava-se a aldeia com muita ruína de casario em pedra em abandono e menos de uma mão de casas novas.
Também aqui vim a casa de uma criada a Ti Conceição, mulher de alto porte, entroncada, cujos irmãos julgo tinham apelido "Columbano" de origem Celta, um povo que também povoou a região, a sua casa térrea sita no começo do costado para o covão.

Análise de 3 passaportes de gente que emigrou há mais de cem anos, desconheço se voltaram à Portela.

Passaporte de António Fernandes
1908-12-21 Idade: 21 anos
Filiação: Manuel Fernandes / Antónia Maria
Naturalidade: Portela de São Lourenço / Pousaflores / Ansião
Residência: Portela de São Lourenço / Pousaflores / Ansião
Destino: Santos / Brasil
Observações: Escreve

Passaporte de Manuel Brás
1906-06-11 Idade: 34 anos
Filiação: Domingos Brás / Maria Joaquina
Naturalidade: Portela de São Lourenço / Pousa Flores
Residência: Marzugueira / Alvaiázere
Destino: Santos / Brasil

Passaporte de Francisco Ventura
1906-01-31 Idade: 21 anos Filiação: Francisco Ventura / Maria de Jesus
Naturalidade: Portela / Pousaflores / Ansião
Residência: Portela / Pousaflores / Ansião
Destino: África
Julgo seja desta  Portela atendendo ao Delfim Ventura Dias e irmãos aqui nascidos.
Mas  havendo duas; esta e a de S.Caetano, seja o apelido "Ventura" por parte de mãe e o "Dias" por parte de pai.
Dissecados alguns apelidos de gente que viveu e ainda vive na Portela de S.Lourenço, obviamente que devem faltar outros.
Recordo que ao  cimo da rua da casa dos meus tios haviam também casas em abandono.

A crónica publicada na página das Cinco Vilas com o comentário do Dr. Miguel Simões de Pousaflores vem engrandecer a crónica, bem haja
"Sobre os passaportes para o Brasil...o meu avô materno, Manuel Marques Paulino, viajou para Santos, penso que na primeira ou segunda década de 1900. Por lá esteve cerca de 10 anos, tendo regressado à Portela de S. Caetano (portela de Baixo, como lhe chamávamos, para a distinguir da Portela de S. Lourenço, a Portela de Cima). Talvez tenha viajado com os donos desses passaportes no mesmo vapor.
Estive em Santos o ano passado procurando os lugares por onde meu avô terá andado a vender pão...hei-de voltar...quem sabe algum primo por lá tenha ficado..."
Que rico testemunho carregado de emoção, adorei! 
 
 Antiga Escola Primária da Portela atestada na toponímia
A escola sita no caminho da serra da Portela para o Anjo da Guarda..Desconheço a razão de aqui ter sido construida, em prol de Pousaflores, pois só pode ter haver com as crianças, aqui as havia e em Pousaflores não,  só existia o Pelourinho  sito entre a a Igreja  e o Paço do Concelho , segundo as Notícias da vila de Pousaflores do Padre António Carvalho da Costa retirado do Livro das Memórias Paroquiais Setecentistas.

O comentário do Dr. Miguel Simões que engrandece a crónica
"Sobre a escola primária da Portela de S. Lourenço, a minha mãe, que se Deus quiser este ano fará 91 anos, foi lá aluna, tendo lá concluído a 3ª classe aos 8 anos, data a partir da qual começou a trabalhar em Figueiró dos Vinhos em casa senhorial, não podendo frequentar mais a escola... Talvez alguém queira escrever a(s) história(s) daquela escola..."

A querida mãe do Dr. Miguel  Simões nasceu na Portela de S.Caetano de onde vinha a pé sempre a subir para ir à escola, cujo pai esteve emigrado 10 anos em Santos no Brasil. A média naquele tempo para se trazer dinheiro sendo que quase todos regressaram nessa altura, ela por certo provinha de uma família remediada, com algumas posses, porque naquele tempo eram poucas as raparigas que frequentavam a escola, o que se traduz na perda de mentes inteligentes e com talento,que felizmente vingaram nos filhos e assim já não se perdeu tudo, e ainda na vaidade da mãe ter estudado até à 3 ª classe, o mesmo que dizer hoje equivalente ao 5º ano. O factor impeditivo de continuar os estudos eram em geral dois; tomar conta dos irmãos mais novos, assim aconteceu com a minha sogra da Moita Redonda que também só fez o exame da 3ª classe para tomar conta dos irmãos, apesar da professora aconselhar a continuação porque era dotada, e ainda o é a caminho dos 87 anos. Ou então de servir numa casa rica como a mãe do Dr.Miguel Simões para aprender os rituais de uma boa dona de casa e ajuda na economia do lar até se casar.

Lugar das Portelas a Capela de S.Lourenço 
Assim consta das Memórias Paroquiais de 1758 do Padre Silvestre Lopes.Só havia esta Capela.  
A tonalidade azul da barra da Capela característica igual à Igreja primitiva de Almoster desativada, o que referencia esta cor primitiva usada pelo povo nas suas casas e capelas.
A Capela sita a nascente da estrada que divide a Portela virada a poente no entroncamento do caminho da serra. Quem teria sido a família que a mandou erigir? Faz sentido dizer tenha sido quem construiu o actual complexo ruinal, atendendo ao volume da construção de cariz antigo no tardoz da Capela, como sinal de afirmação da sua riqueza e aos demais da sua nova condição, a de cristãos novos.
E a razão deste orago? S.Lourenço, o Santo guardião dos tesouros da igreja e dos estalajadeiros como o Santo António.  Havia uma estalagem na Gramatinha e uma Capela de orago a Santo António.
Ao Lugar inicial da Portela se veio acrescentar mais tarde o orago da Capela para se distinguir do Lugar da Portela de S.Caetano sita logo abaixo a caminho de Pousaflores, onde mais tarde o Padre  Paulino Ferreira de Lemos mandou construir à sua custa também uma Capela  com autorização do Sr. Bispo Dom João de Melo com invocação ao Senhor Jesus da Boa Hora, notícia retirada das Noticias  ao Cabido de Coimbra do mesmo padre em  26 de maio de 1721. 
Uma boa temática a explorar noutra crónica sobre a Portela de S.Caetano, a razão do orago ter sido mudado.
A título de curiosidade todos os apelidos dos Padres acima referenciados de origem judaica.

Casa da família que teria mandado erigir a Capela (?)
 
No tardoz do complexo ruinal existe uma grande eira onde ainda em adolescente fui a um bailarico e dei um Não, a um Marques...Pois já estava de namoro com o meu marido, cuja avó Rosa da Moita Redonda, por ter falecido na véspera em Lisboa, o respeito de não dançar!
Complexo ruinal visto de poente
Pedras salientes na parede para que serviam?
 Vista pela frente a casa apresenta-se grande e aventa antiguidade; lintel da porta larga em arco
Portela de S.Lourenço aldeia encravada no costado soalheiro por entre pedras alvas a fatal escolha para aqui se viver em plenitude, debalde as pessoas foram-se finando ou partiram para outros locais, sem jamais o deixar morrer, com menos população, tem sido no tempo renascida por novos, no júbilo da manutenção da pedra primitiva na construção. Se alguém quisesse bem podia ser uma aldeia de pedra, ex-libris de Pousaflores para fomentar o turismo.O que falta? Iniciativa, sentido de estética, conhecimento e valorização do passado e no querer levantar tradições, para claro se ganhar fortuna!
Desde os tempos de antanho que se assiste ao vaivém da diáspora para habitar em aldeias remotas.
A sina do nosso Portugal sempre apetecível a novas culturas e novos povos do Mundo!
Revela fatalmente como em antanho, a superior cultura e leque de horizontes em relação aos nativos, aos dias d'hoje com a globalização, já não se devia fazer sentir! 
Deplorável reconstrução sem respeito pelas pedras e pelo passado arrematada a tijolo de cimento onde ainda se deslumbra a airosa e típica sacada de janelas sobre telha vã, abaixo alpendre com chapas de lata...
 Outra visão do casario e ao fundo a escada em pedra


 Alminhas
Na parede deste casario estão encastradas umas Alminhas
Alminhas encimada por Cruz grega com data 1891 (?).
Depois de 1875,  precisamente esta estrada desde Ansião foi retraçada com novo trajecto anulando praticamente o troço da estrada real  e nesta região do Caminho de Santiago, com alteração ao entroncamento ao S.João de Brito, localidade recente, foi o Padre Melo o mentor da Capela e do orago.Na  mesma altura foram roteadas mais ligações às várias freguesias incrementadas pelo Conselheiro da Regeneração, natural de Ansião, o eclesiástico António José da Silva.
Alminhas em total abandono...Fechada por grade em ferro e flores ressequidas.
Guarita em alvernaria suportada por cimalha de frisos.
Não sei como seria o painel primitivo das Alminhas, possivelmente em madeira pintado que apodreceu, o que faz sentido dizer...
Como conhecer a Portela a partir de Ansião ? Seguindo a estrada para Alvaiázere e ao cruzamento de S. João de Brito cortar à esquerda , à antiga escola primária que dantes se chamava do Pessegueiro, onde a minha mãe fez o exame da 4ª classe, seguindo a caminho da Gramatinha, a recordar o tempo que a estrada era de terra batida na década de 60, e o alcatrão se finava rés vez à Venda do Negro, onde passa o Caminho de Santiago, até se nota o local do troço para Pousaflores quando mais tarde foi asfaltado ficou ligeiramente  mais largo, para logo entrar na bela Portela de S. Lourenço. 
Terra famosa pelo seu queijo no meu tempo de criança, os melhores de toda a região de Sicó, porque os comi de todas as terras circundantes.
Os queijos produzidos na Portela de S.Lourenço eram muito bem prensados, de bom sabor, com travo a erva de Sta Maria e de aspecto impecável. Os meus sogros durante anos os trouxeram para Almada para um Prof do meu marido que os adorava. No tempo perdeu-se essa riqueza que outros atentos souberam e bem explorar , embora de qualidade inferior, de "Rabaçal" apenas tem o nome!
A Portela de S.Lourenço de horizontes desafiantes em vários quadrantes; a sua magnífica serra, o único explorado!

 
FONTES
https://www.academia.edu/34582463/A_Capela_de_S._Salvador_do_Mundo_de_Almoster_entre_os_s%C3%A9culos_XIII_a_XVI._Apontamentos_para_a_sua_Hist%C3%B3ria
Comentário do Dr Miguel Simões que acrescentei pela valia histórica que enriquece a crónica a quem agradeço a cortesia.
Cortesia do comentário do Dr. Miguel Simões

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