sexta-feira, 16 de março de 2018

Estalagem na quinta do Atalho ao Ribeiro da Vide em Ansião?

 Capela de Santo António ao Ribeiro da Vide
Citar excertos das Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
"a capela que instituiu João Freire desta villa aos 18 de outubro de 1603, parte dela possui Luisa Freire  desta villa que manda dizer 24 missas e outra parte a possue Domingos Freire que manda dizer 18 missas, morador na mesma villa."
(...) devoto a Santo António ao Ribeiro da Vide, o Padre António Freyre  de Sam Bento, e seu irmão o licenciado Manoel Freyre Coutinho desta vila ". (...) e hum a S.João no lugar da Sarzedela na Capela de Santa Luzia...»

Onde teria sido instituída a capela em Ansião por João Freire?
Suposto João Freyre teria nascido no Escampado da Lagoa (?), tenha descido ao Bairro para se instalar junto da estrada real , algures, com grande probabilidade na casa da quinta do Atalho, que vou mostrar, pelas caracteristicas parece ter sido estalagem, cuja rentabilidade lhe permitiu pôr a estudar em Coimbra pelo menos dois filhos - Padre António Freire de S.Bento  e o irmão licenciado Manoel Freyre Coutinho.
João Freyre seria irmão de Domingos Freire e da Domingas Freire, esta viveu na Sarzedela na quinta da Segonheira , tendo deixado estela na Matriz para a Irmandade lhe rezar duas missas.

Citar  Informação ao Cabido de Coimbra em 29.05.1769

"Relação dos clérigos da freguesia de Ansião assinada pelo Cura acima Jozé Fernandes da Serra   
Padre António Freire de S.Bento, várias vezes Pároco encomendado,vigário da Aguda, Cura na igreja de Ansião três vezes e duas Cura da Santa Sé de Coimbra, tem património a título que se ordenou muito suficiente."

Outros Padres  dos Escampados com o apelido Freyre

" O Padre Jozé Freyre do Escampado de Santa Marta de secenta, e ceis annos, hé confessor e ajuda, a tudo o que pode, e por ser munto achaquado não pode mais (?) mas tem munto zello da salvação das Almas; os livros também os remeteo;tem património suficiente, a titulo do qual se ordenou."

"O Padre Manoel Freyre  de Assumpção do lugar do Escampado de Santa Marta, de idade de cincoenta e nove anos, hé formado nos Sagrados Canones e nisto se aplica munto;também he confessor, e não deixa de ce exercitar neste ministério;padece alguns achaques especialmente de gotta, e por esta cauza não pode muntas vezes vir a Igreja;os livros que tinha de Moral, os remeteo também para a cidade de Porto pella mesma Ley."


João Freyre 
Por casamento teria vindo viver algures no Bairro, na beira da estrada real , para ao promontório ao Ribeiro da Vide ter instituído uma capela a Santo António, o patrono dos viandantes. Uma forte possibilidade é que além de agricultor tenha sido também estalajadeiro. Tinha de ter posses para pôr a estudar em Coimbra pelo menos um filho e o outro seguir o sacerdócio, e neste caso tinha de ter bens, porque ele podia não ter igreja para paroquiar num tempo de fartura de homens a abraçar o sacerdócio, e ainda instituir uma capela.
Pese embora a capela de Santo António ao Ribeiro da Vide ostente uma laje na entrada da sacristia com data de 1647, pode alvitrar eventualmente que a capela ao ser instituída a 18 de outubro de 1603 só ficou pronta em junho de 1604, tendo sido acrescentada com a sacristia em 1647 (?). Esta teoria a senti ao reanalisar a laje que menciona abaixo da data de 1647 dois algarismos - 6 e 4 , assunto para investigadores especialistas em traduzir datas se devem pronunciar ,se estou certa na minha teoria ou não. O Livro sobre o Património Religioso de Ansião do D. Manuel Augusto Dias, filha Dra Joana Dias e do Dr. António Simões, sobre esta capela, o pouco que foi escrito foi retirado do meu Blog, sem indicar fontes em Webegrafia, mas pior por não saber ler português arcaico confundi o 7 por um 1 e assim está escrito no livro a data de 1641... Entretanto rectifiquei por altura do baptismo dos meus queridos netos nesta capela que o Padre José Eduardo Coutinho a meu pedido celebrou o seu baptizado, e na altura me esclareceu da data correta.
Em repto isto é investigação, em fazer correlação do que está escrito nas Memórias paroquiais, mas também de colocar nos espaços a matéria exarada, no caso mais saber desta capela, se de facto é anterior à data de 1647, tudo indicia que sim, deixo o repto , sendo certo que aqui fica mais de metade da investigação, que deve ser mencionada, valorizando o outro e não o continuado desprezo por falta do cognome do titulo de licenciatura e mestrado, o seja doutora de muita Coisa!

Laje da capela de Santo António ao Ribeiro da Vide
Capela de Santo António com escadatório

A ser intervencionado o seu adro não descuidar a possibilidade de se encontrarem sepulturas, e já agora nas lajes da Capela há algarismos, serão relativo a sepulturas? No meu tempo de criança quando instigava as pessoas diziam-me que tinham sido os franceses, os desertores, que lá fizeram fogueira e os tinham feito. Hoje não acredito nesse versão de terem sido eles a esculpir os algarismos, a fogueira essa sim fizeram! 
 A minha avó materna Maria da Luz Ferreira
Natural da Moita Redonda, Pousaflores, comigo ao colo no adro da capela no dia do meu batizado em agosto de 57, onde se distinguem os plátanos ainda jovens.

8 de agosto de 1957
 Fonte no Ribeiro da Vide com data de 1897
Onde registei a minha querida mãe
As Estalagens na vila de Ansião

Citar o Livro de Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas
"Em 14 de fevereiro de 1444, D Pedro, regente na menoridade de D Afonso, concedeu a Lançarote Afonso, "morador em Ansiam, o "privilégio de stalajadeiro na forma costumada. Em 13 de julho de 1445, o mesmo regente, considerando que Gil Afonso, "morador em Ansiam por quanto"tinha ai uma estalagen E or novamente" queria "acrescentar em ella E manter a dicta estalagem" concedeu-lhe a ele ou a quem por ele aí estivesse "por estalajadeiro" que não fosse obrigado ao transporte de presos ou de dinheiro e que não fosse "titor nem curador de algumas pessoas que sejam nem"pagasse "nenhumas petas fintas talhas pididos Enprestidos serviços nem em outros nenhuns encarregos" que poe el rei ou pelo Conselho fossem lançados.Mandou também o regente "que as bestas que elle"tivesse "per sy ou per sseus mançebos E lhe "acarretassem "pam ou vinho E carne e pescados E palha e lenha E outras quaeesquer viandas. E cousas necessarias aa dicta estallagem que lhe nom" fossem " tomadas pera nenhumas carregas nem serujdões de alguumas pessoas. Mais mandou o regente "que nas coussas que asy "tivesse"pera mantijmentos da dicta estallsgem que lhe nom" fosse "em ellas posta almotaçaria alguma Elhas "deixassem "vender aa ssua vontade a quem elle"quisesse "e pelo preço que lhe "aprovesse. O mesmo Gil Afonso, enquanto fosse estalajadeiro ficava dispensado de "serujr aa guerra per mar nem per terra a nehumas partes", tanto em tempo de paz como em tempo de guerra, e não seria "posto por besteiro do conto", nem "na vintena do mar".
A sua estalagem não podia ser "dada nem tomada de poussentadaria a nenhumas pessoas que "fossem, de modo que quem aí pousasse pagasse "as camas E pousada E cousas que lhe asy" tomassem "pera sseu mantimento". O estalajadeiro ficava obrigado "de teer pam e vinho E carnes e pescados Ceuada e palha E todallas outras coussas que aa dicta estallajem conprir e fezer mester pera quaeesquer pessoas que hi chegarem. E camas as quaes coussas" o regente mandou "que lhe sejam dadas por sseus dinheiros", O estalajadeiro podia trazer "vinho de fora nom embargando o previlégio E custume do dicto lugaar" e vende-lo " em a dicta estallajem. No mesmo dia e ano, o regente concedeu outra carta de privilégio de estalajadeiro a Jorge Dominguez, igualmente "morador em ansiam" com o mesmo teor da carta anterior. 
A 16 de julho de 1449, reinando DAfonso V  que atingira a maioridade a 15 de janeiro de 1446, o privilegiado com outra carta de estalajadeiro foi João Dominguez, igualmente "morador em ansiam", que então fez e acrescentou "humas suas casas que "eram "no dicto logo pera seerem staaos, cujos direitos eram identicos aos que constavam da carta de previlégios dada poucos anos antes a Gil Afonso."


Acredito que uma primeira estalagem foi sita algures no primitivo burgo sediado ao Vale do Mosteiro e as referenciadas acima por o mosteiro já estar desativado naquela data foram instituídas no  Bairro de Santo António. A mais antiga que há memória oral em chão que foi da quinta de Belchior dos Reis, chegou até hoje ainda a ruína na mão de descendentes.

Foto do sitio da estalagem da Ti Maria da Torre 
Funcionou até anos 20/30 era da "Ti Maria da Torre", mulher da Torre de Vale Todos, que aqui se radicou na sua exploração, por herança da sua morte veio a ser dividida em três casas, as duas primeiras a sul foram edificadas e agora numa 2ª requalificação fizeram 3 . Todo esse espaço tina um arco de volta perfeita para entrada nas cavalariças, ficando a parte  norte para cómodos da estalagem-, a cada que foi de "António Trinta" com o salão no r/c onde se comia, no tardoz uma grande cozinha e uma grande escada de acesso ao sobrado onde se dormia. Julgo debaixo da escada havia uma porta pequena que ainda conheci na ligação ao lado sul cuja parede haviam grandes cabides onde se penduravam os arreios e selins. No tardoz havia uma cisterna onde os animais saciavam a sede, mas também se dizia jogavam viandantes depois de espoliados das suas riquezas...suposto ter ditado "Ansião terra de 30 moradores e 31 ladrões".
Conheci ainda uma laje sepulcral branca sem inscrições no chão de terra sita no sitio da vivenda adoçada à casa do "Trinta".
A "Ti Augusta do Tarouca" disse-me "o seu pai levava o estrume das cavalariças em grandes galeras puxadas por mulas , e no meio punham os homens mortos, perguntei-lhe que homens-, respondeu os que morriam na estalagem, digo eu ou por fatalidade ou por serem espoliados das suas riquezas, na certa a razão ao ditado acima mencionado... iam descarregar para lá do Casal das Peras numa fazenda dele antes da casa do Ti Jacinto e da Ti Margarida..."
Na esquerda parte do que foi uma estalagem mais antiga, ao estar em chão da quinta do Bairro de Belchior dos Reis ou foi dele ou do pai. Resta dela parte do casario em pedra  com a porta,  portão e a casa alta da Elisa que foi reconstruida há anos.
O portão  que logo se distingue à frente escuro foi a cadeia dos homens sediada na beira da estrada para os presos pelas grades suplicarem esmolas aos viandantes.

Mas também para norte a escassos metros na beira da estrada real, no meu tempo houve uma taberna, explorada pelo Ti Moreira e esposa, ela já em 2ªas núpcias, que bem podia ser já continuada tradição e logo abaixo na quinta do Atalho onde ainda existe uma bela casa em pedra que sempre a conheci assim com balcão, para agora se fazer luz na possibilidade de ter sido também uma estalagem.
Casa que foi do Ti Moreira
A casa de sobrado e a pequena seguida de muro recuado com alguma ruína alvitra ter tido no passado alguma funcionalidade desta  natureza que a conheci- Taberna (?).
 Quintal da casa do Ti Moreira e da Ti Maria

Lamentavelmente não se tem conhecimento da atribuição de estalagens na vila de Ansião no período anterior a 1444 e depois de 1447.
Cujo hiato lacunar se abre a especulação, atendendo aos anteriores estalajadeiros de apelidos judaicos, à existência da comunidade judaica nos Escampados, que se foram deslocando para a beira da estrada real, seja verossímil dizer que João Freyre também foi estalajadeiro com forte probabilidade aqui nesta casa (?) implantada na quinta do Atalho.

Incorrecta atribuição na toponímia
Se devia chamar Estrada Real, porque o Hospital jamais teve entrada por esta estrada.
Sempre estranhei o traçado da estrada real ao entroncamento com a estrada para os Escampados ter no seu trajecto curva contra curva com a casa que foi do " Ti Parolo"  num tempo de carruagens e de cavalos se mostrar de dificil acessibilidade, sendo que eram naquele tempo muito estreitas em relação a hoje.Em tempos supus que a estrada fosse a direito por haver uma casa de sobrado que foi da família "Serra" recentemente intervencionado. Hoje a casa branca com janela foi o sitio da antiga casa, que os meus pais tinham uma foto onde ele estava com uma folha de couve lombarda na não, então usada para cobrir o pão de coroa para não crestar no forno da padaria dos avós e dos pais. Tinha uma janela com um pequeno janelo em madeira de caixilho minúsculo, uma carateristica no casario antigo, que ainda se encontra.
Para declinar esta possibilidade agora que me posicionei defronte da casa, que conheço desde pequena, na frente tinha uma pedra com o fuso onde íamos fazer a água pé, num caminho de barro com buracos e pedras, e ali parada a olhar o quintal na direção à estrada do Vale do Mosteiro, percebi que noutros tempos a estrada seria a direito passando defronte da casa, por isso o nome da quinta do Atalho, quando foi comprada pelo "Ti Parolo" depois de regressado do Brasil  no inicio do séc. XX que o rasgo de novas acessibilidades ao Ribeiro da Vide para os Escampados a possibilidade deste troço ter sido anulado para se manter o quintal maior, onde veio a ser construída outra casa a entestar o gaveto com o caminho a passar-lhe pela frente curvando a direito para o Largo do Bairro de Santo António.
Na verdade no meu tempo de criança a Cerca a norte e a poente não tinha muros.
A foto é visível o que teria sido no passado a estrada real a passar pela estalagem na direção do casario branco na direção ao Vale Mosteiro. No seu entroncamento existe um poço em formato de lajeado quadrado, antigo, devia servir os viandantes e a estalagem.
Actualmente  visão do entroncamento acima para o Vale do Mosteiro e Escampados, percebendo como a estrada real seguia em frente pelo actual quintal .
Suposta casa onde funcionou uma estalagem vista de norte
Vista de frente com o balcão em pedra tendo ao lado um barracão no passado seriam as cavalariças.
Ao lado existe um aglomerado antigo que  foi a casa da mãe da Carmita do Bairro com o forno e o alpendre a poente, atualmente em venda.
 
Foi a minha prima Júlia Silva que me falou que a casa tinha um oratório e claro fiquei com a pulga atrás da orelha e graças à cortesia da sua dona a Tina Parolo, apesar das poucas forças teve a gentileza de me mostrar a casa no sobrado que me deixou verdadeiramente fascinada.
Janelas viradas a poente
Pela antiguidade da casa,  caiada por dentro com oratório e as buracas  foi de gente importante. Quem teria sido a família? Teria sido João Freyre, o que instituiu a capela a Santo António?
Grande probabilidade desta quinta do Atalho, sita a poente do Ribeiro da Vide, seguida do promontório onde veio a ser construído o 2º hospital, e de outro onde foi instituída  a capela de Santo António seguida a nascente da quinta do Bairro de Belchior dos Reis.
A casa fazia parte da quinta do Atalho que o avô da Tina, que foi de Albarrol depois de regressar do Brasil com dinheiro a comprou. 
 As típicas prateleiras de pedra nas paredes
 Um lintel em madeira curvado, julgo já foi o pai que aqui o pós, o anterior devia estar estragado

Impressionada de ver escavado na parede um pequeno oratório ao tempo comum nas estalagens haver uma Imagem dedicada a um Santo. E ao lado uma concavidade em quadrado possivelmente para se por a arder candeias de azeite (?).
Na parede da frente outra prateleira quadrada e abaixo dela duas concavidades, meti a mão e senti ser o fundo em redondo em cerâmica.Serviriam para guardar coisas frescas (?)
Na que foi a primeira estalagem no largo do Bairro, há uns 70 anos o Zé Maria Marques Reis,  confidenciou-me que era chão do pai onde tinha uma vinha onde vinha trabalhar com um vizinho Simões, dos lados do Martim Vaqueiro, depois emigrou para o Brasil, e  faziam alguma coisa para comer ao almoço no que foi a cozinha dessa estalagem onde havia uma buraca na parede que parecia ser uma panela onde dizia ele ficou impressionado nunca mais se esqueceu julgando seria onde guardavam o dinheiro, por estar partida...
 

 
A Tina além de uma boa pessoa amiga de partilhar saberes exibe com delicadeza belas flores no seu jardim.
 
E pedras que o marido Fernando Luís nascido para os lados do Mogadouro se mostrou um ferveroso amante que as foi trazendo de vários locais onde ia à caça.
Um belo exemplar de " pudim" por ser constituído por detritos de calhaus rolados arredondados se fosse constituído por detritos chamava-se "brecha", como a famosa pedra, a brecha da Arrábida . 
Aprendi em Mineralogia e jamais esqueci.
 
 
Mais uma crónica despretensiosa a partilhar cultura dando a conhecer património do passado de Ansião, e das suas gentes, com espaço para acrescentar, num papel que muito orgulho me confere, pelo tempo em horas e dias a compilar pesquisas.

Em repto actualmente a casa que foi de Belchior dos Reis encontra-se em venda.
E também se encontra em venda o que resta do que foi a adega do Mosteiro ao Vale do Mosteiro.

E esta casa que foi acredito estalagem, um dia terá o mesmo suposto desfecho, por as filhas da Tina não morarem em Ansião.
Fica o testemunho para quem de direito vir a tomar iniciativas que muito honrariam o passado histórico de Ansião, para mais o engrandecer.
Os dois imóveis em venda pelas características podem sofrer redução dos valores solicitados, uma por se encontrar encravada e a outra com o ribeiro encanado que vem do outro lado a nascente, impossibilita no baixio do terreno ver construído o que quer que seja.
A minha selfie habitual com cara de lástima na estrada que é Real e lhe chamaram ironicamente Hospital!
Urgente a ser reposta a verdade!
Aqui ao Ribeiro da Vide e na Rua com o nome de Pascoal de Mello Freire dos Reis e na Escola C+S de Ansião.
E ainda enviar carta para a câmara de Lisboa que devia na mesma acrescentar o apelido na Rua Pascoal de Mello Freire (dos Reis) em Lisboa, para os que ostentam o apelido se reconhecerem e mais querer saber dos seus ascendentes.
Fontes
Livro das Noticias e Memórias Paroquiais Setecentistas de Mário Rui Simões Rodrigues e Saul António Gomes
Testemunho da Tina Parolo, que muito agradeço.

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